⚜️️in shapeshifting princeps⚜️
Tradução: O príncipe metamorfo.
🔴 ~ alerta spoiler para quem não leu ACDD
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Pergaminho 9237; "cofre dos conhecimentos", biblioteca real de Crescite
Autores: Escriba do reino de Percus/
Erudito chefe; Luuk Vaccim.
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Aos 10 anos...
Ser um membro da realeza para muitos é algo incrível e vistoso aos olhos, mas para quem realmente a vive pode ser algo que machuque.
— Vamos, Octávio! Você tem sangue Vitigam nas veias! Se transfome! — a paciência do rei já se esgotava.
Era o décimo aniversário do príncipe, o tão aguardado dia para que o príncipe revelasse se possuía os dons que se revelavam em todos os seus ancestrais, porém o garoto estava ali a horas e nem se quer uma centelha de magia se manifestava.
— Não consigo! Não sinto nada, não tenho magia alguma. — o príncipe já estava farto de ficar ali tentando forçar para ver se algo se manifestava, estava com fome, cansado e frustado consigo mesmo.
Em um momento de fúria o punho do rei colidiu com a mesa violentamente. Para todos os seus súditos, aquele era seu primogênito, era seu herdeiro. O que poderia ser de um herdeiro sem os dons que predominavam a essência da família. Ele tinha esperança de que se aquela criança detivesse do seu poder, poderia desenvolver um amor maior por ele do que a simples simpatia.
Suas mãos envolveram os braços do garoto o fazendo olhar para o fundo de seus olhos.
— Você é o príncipe herdeiro! Você é um Vitigam! — os olhos do príncipe eram os mesmo de sua mãe. O rei gostaria que ela estivesse ali, ela saberia como lidar com tudo. Vendo que Octávio não demonstrava nada que não fosse o medo pelo quase colapso nervoso do pai, o rei o largou — Vá para seu quarto.
O garoto correu em disparada para seu quarto. Se sentia desolado, já fazia alguns meses que notava que sempre era deixado de lado pelo seu próprio pai, que nunca recebia tanta atenção quanto sua irmã — que mesmo sendo fruto de um relacionamento antigo do rei tinha a atenção de todos — ele estava cansado disso. Ele queria ser visto, queria ter a existência notada por alguém, queria se sentir amado.
Ao avançar da madrugada, a insônia se instalou e às vozes na sala se tornaram intrigantes.
— Ele está sofrendo, meu pai. — a voz de Tesla era inconfundível — Ele perdeu a mãe tão cedo e o senhor nem ao menos dá um pouco de atenção ao menino.
— Eu sei. — a frustração tomava conta da voz do rei — Mas não consigo olhar para ele e não ver os olhos de Anielly, não consigo olhar para ele sem que a ideia de que tenha me casado apenas para manter a tradição de manter os dons metamorfos da família ativos e ele não desenvolver em nada. Olhar para ele é relembrar do sacrifício que foi ter de concebe-lo. Para mim estava de bom tamanho apenas ter você.
A dor tomou conta do pobre coração do príncipe, seu pai não o queria. Seu próprio pai o via como um fardo e toda aquela ideia de que o amor paterno estava bem escondido era apenas uma imaginação de sua mente para evitar a realidade.
Como se fosse apenas o que precisava ouvir seu corpo começou a suar frio, um certo desconforto começou a se instalar em suas entranhas. O garoto caiu silenciosamente de joelhos, sentindo seus olhos se alargarem, rangerem e estalarem. Não demorou para que a forma humana o abandonasse, dando lugar a forma de uma bela arara.
O garoto não tardou em pular a janela de seu quarto e voar para o mais longe que pudesse. Um pouco destrambelhado, sentia o vento passar por suas penas, seu coração batia forte. Ao encontrar uma árvore longe o bastante, pousou ali voltando a forma humana e se permitiu chorar. Ele gostaria de se lembrar de sua mãe, gostaria de saber como ela o trataria se estivesse ali. Ele se sentiria amado?
Ali observando, ele se deu conta de que acabará de se transformar e que os dons metamorfos corriam mesmo por suas veias, mas não sentia muita vontade de revelar isso ao seu pai.
O barulho de pessoas rindo e correndo o chamou atenção, logo abaixo uma família acampava feliz da vida. Um homem alto e loiro — que ele reconhecia como o coronel que trabalhava infiltrado no reino de Salis — corria atrás de três garotinhas — uma parecia ser um pouco mais nova, as outras era pequenas — e um garotinho que mal conseguia ficar de pé, uma mulher de cabelos negros observava tudo envolta em uma manta com um bebê no colo, seu sorriso brilhava ao ver a felicidade da família.
E ali o príncipe permaneceu por bastante tempo, se perguntando o por quê de sua família não ser assim e o por quê de seu pai não o amar tanto como todos ali se amavam.
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Aos 16 anos...
— Feliz aniversário para mim. — sua voz soou um tanto desanimada para um dia tão especial.
Meia noite e o príncipe estava sozinho em seu quarto comemorando mais um aniversário onde todos do reino se reuniam para festejar e ele receber um sem emoção "feliz aniversário" acompanhado de um tapinha nas costas do seu pai. A única coisa que se tornava interessante naquele dia era algum presente que ganhava de Tesla e poder voar para festas nos reinos vizinhos para apreciar a música. Não tinha amigos naquela base rebelde e era facilmente transformado em invisível para muitos, que só lembravam que ele era o "príncipe herdeiro" nessa data.
Cansado de esperar, assumiu a forma de uma coruja branca alçando vôo em direção a Crescite. A cidade era dominada pelo rei de Salis, que havia derrubado seu reino quando era apenas uma criança de três anos e controlava Crescite com mãos de ferro depois de assassinar toda a família real. Mesmo sendo agora considerada uma mera colônia, o reino tinha uma vida quase normal, era de longe o melhor lugar para música e arte. Seus cidadãos era bondosos apesar de tudo que sofreram. Talvez tudo remetesse a sua deusa protetora — Crescite; deusa da justiça, bondade, música e arte — que parecia fazer o seu máximo para olhar por seu povo.
Uma roda de música foi o lugar escolhido para que seu aniversário tivesse um pouco mais de felicidade. Ele cantou, dançou e até conseguiu persuadir uma confeiteira a lhe dar a receita de um bolo para que tentasse em casa.
O sol já estava alto quando retornou. Seguiu todo o cronograma anual, desceu para o café da manhã em família e fingiu felicidade pelo aniversário ao lado do que ele chamava de família. Alguns empregados que limpavam a cabana de dois andares do rei, prepararam pratos que o fizeram ficar um pouco mais contente e assim que seu pai cruzou a porta para tratar de assuntos reais, voltou a se enfiar no quarto.
— Oi. — Tesla colocou a cabeça pela frente da porta — Tenho um presente para o melhor irmão do mundo.
Aquele sorriso já não desencadeava mais nada em Octávio, tudo que ele já tivera com a irmã morreu após a mesma ser nomeada capitã da base e se afastar consideravelmente por falta de tempo, desgastando o que já estava desgastado.
— Se for mais um pedaço de torta, não tem necessidade, estou cheio. — ele disse deixando seu romance de época de lado.
— Não é isso. Um dos eruditos me disse que achou algo que foi da sua mãe. — assim que tais palavras deixaram sua boca, o príncipe sentiu a euforia começar e a curiosidade aguçar.
— Mas disseram que não tinha nada dela, que tudo tinha sido destruído na guerra.
— Aparentemente isso sobreviveu. — ela abriu a pequena caixa que carregava e tirou de lá um pequeno colocar com pingente de borboleta feito de esmeraldas — O erudito disse que é um tipo de esmeraldas que não é encontrada aqui, possivelmente é do reino natal dela. É estranho que sinto como um poder emanar dele, algo como um feitiço vindo de algo mais celestial e poderoso, mas pode ser só mais uma das oscilações de poder que sinto às vezes.
— Eu queria que ele me contasse mais sobre ela. — Octávio tomou a corrente em suas mãos com todo o cuidado e carinho — Queria conhecer mais dela.
— Uma vez escutei ele falar enquanto estava bêbado, que ela veio de um reino de Naladod. O seu avô materno era um influente diplomata de lá que se apaixonou por uma plebeia de Percus e resolveu ficar por aqui como representante do tal reino. O casamento foi firmado para que uma aliança fosse forjada, por que a família real não realizava casamento como barganha de aliança política.
— Mas o que ouve com esse reino? Por que ninguém ouve falar dele?
— Dizem que é um reino que sempre gostou de se manter oculto, foi bem difícil conseguir a aliança, mas depois que Percus caiu, ele se fechou mais do que já era fechado a diplomacia e cortou total relação.
— Estanho...
— Pois é. Mas ao menos você tem isso para se lembrar dela agora. O que achou?
— Eu adorei, obrigada Tesla.
—De nada, maninho. — ela beijou sua testa, se levantando para partir — Preciso ir, nos vemos na festa.
E assim ela se foi.
O dia se seguiu tranquilo e entediante, o príncipe evitou sair de casa e cruzar com aqueles olhares sobre sua pessoa. Ele permaneceu ali observando o pequeno pingente, a única coisa que o conectava com sua mãe, até ser arrastado para a sua própria festa.
Bandeirolas, cantoria e dança. Muitas humanas, híbridas, fadas e ninfoides tentavam a todo custo chamar atenção ao jovem príncipe que não fazia nada que não fosse saborear sua torta e balançar a cabeça ao ritmo da música apenas escutando a conversa paralela dos convidados da base rebelde da floresta Akaîuara. Vez ou outra ele trocava palavras com o príncipe Leon, que havia acabado de se tornar capitão da sua base.
Ao ponto mais alto da lua, o rei Navi se levantou para dar seu corriqueiro discurso.
— Senhoras e Senhores, cavalheiros e damas de todas as espécies. É com grande felicidade que agradeço a presença de todos em mais uma comemoração do nascimento do meu herdeiro, príncipe Octávio Vitigam. — todos bateram palmas e aquela era deixa para o príncipe levantar, sorrir e fingir serenidade — Por favor, meu filho, diga algumas palavras.
Sua mente se ascendeu em uma ideia, estava cansado de ter que fingir algo que não era, estava cansado de ser julgado por ser o príncipe sem habilidades para guerrear, estava cansado de só ser notado em pequenas ocasiões. Se eles queria o tornar invisível, então ele seria invisível.
— Agradeço a presença de todos. Meu discurso será breve, pois existe apenas uma coisa a ser dita. — todos o olhavam com atenção e curiosidade — Não sou o príncipe herdeiro e todos deveriam deixar de se fazerem de cegos. De hoje em diante, não se dirijam a mim por príncipe herdeiro, ou melhor dizendo, não se dirijam a mim. Esse cargo pertence a Tesla, ela é a primogênita, ela é a verdadeira herdeira e ela será a rainha.
As pessoas entraram em choque, um silêncio pesado se fez e o Octávio não estava nem um pouco preocupado se seria rude sair sem mais nem menos da própria festa. Ele saiu em disparada a cabana, juntou suas mudas de roupas e pertences íntimos, mas antes que pudesse sair de lá, foi interrompido pela figura furiosa de seu pai.
— O que pensa que está fazendo?
— Estou fazendo o certo. — ele disse em uma falsa calma. Já se fazia seis anos desde que aprenderá a mascarar seus sentimentos — Tesla é a mais velha, ela deve ser a herdeira. Estou lhe fazendo um favor.
— MAS QUE DROGA DE FAVOR ESTÁ ME FAZENDO? ENVERGONHAR TODA A FAMÍLIA ASSIM? NENHUM VITIGAM JAMAIS ABDICOU DO TÍTULO QUE LHE FOI DADO.
— EU SOU O PRIMEIRO ENTÃO! — o mais jovem berrou de volta, estava farto de tudo — Não era o que você queria? Tudo não seria mais fácil se você nunca tivesse se casado com a minha mãe? Não seria mais simples se ao menos eu não existisse? Estou fazendo um favor para você saindo da linha de frente dessa asneira de tradições da família real. — Octávio bateu o pé, marchando para fora do ambiente, deixando um rei atônito para trás — Está livre do fardo de tentar ser meu pai.
Após isso o príncipe deixou seu pai para trás indo em direção a uma cabana abandonada em uma área mais afastada da base, aquele lugar foi onde ele passou grande tempo de sua infância brincando sozinho e lidando com toda a solidão que o rondavam.
Dali por diante, ele seria seu próprio apoio. Não iria mais insistir em uma relação que sempre esteve fadada ao fracasso.
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Aos 24 anos...
Era apenas mais uma noite em que o alto, bonito e formoso príncipe iria passar a noite em mais uma taverna de uma aldeia próxima as ruínas de Percus.
Havia se tornado um hábito desde que completará dezoito anos. Os dois primeiros anos em que se viu morando sozinho, longe dos olhares do povo, foi dedicado a tentar superar a infelicidade que lhe tomava a alma. Aprendeu a bordar, costurar, tarefas domésticas, cozinhar e milhares de outras atividades que muitos julgariam como femininos. Octávio aos poucos se sentia feliz com sua própria companhia, às vezes recebia visitas de sua irmã que abriu uma brecha na lotada agenda para ver como estava, mas tudo se seguia igual com relação ao seu pai. Ele aprenderá a superar a mágoa, mas ainda doía estar por perto, gostava de sua vida pacata e simples.
Quando completou seus dezoito anos resolveu que iria desbravar as tais tavernas que escutou alguns soldados comentarem. Foi nessa noite em que deu o primeiro beijo em uma garota qualquer que rodava pelo ambiente, bebeu sua primeira bebida e no final acabou por se deitar com uma mulher que ele ao menos lembra o rosto.
— Feliz aniversário para mim. — ele sorriu a felicitar seu reflexo charmoso no espelho, vestido em blusa larga que revelava uma pequena camada do peitoral trabalhado e calças confortáveis. Suas corriqueiras argolas adornavam suas orelhas e um arco solitário repousava em seu lábio inferior.
Era o primeiro dia do verão, a noite estava um pouco abafada, mas assim que trocou sua forma humana para a arara verde com algumas pernas roxas e alçou vôo, sentiu como se nada mais importasse. Sentir o vento bater por sua forma animal se tornou a melhor coisa para ele, às vezes no silêncio da noite, torcia para que encontrasse o grande amor da sua vida para tentar mostrar como voar é uma das coisas mais incríveis que existia. Se ele ao menos soubesse como unir o vôo a sua forma humana tudo seria ainda mais perfeito.
A música saia alta do estabelecimento que fazia divisa ao beco em que se transformou a sua forma natural. Ao vê-lo passar, muitas mulheres o olhavam com luxúria, não se podia negar que o príncipe era alguém encantador. Ele flertava aqui e alí, uma lábia rápida que prendia as pessoas a sua beleza estonteante, mas que não dava em mais nada que não fosse poucos beijos. O príncipe se recusava a dormir com alguém mais uma vez apenas pelo efeito do álcool, ele queria algo concreto, queria se amarrar a uma amor verdadeiro. Clichê e sonhador.
Ao adentrar a taverna seu peito se encheu de satisfação por ver que a noite naquele lugar seria muito boa e que voltaria para casa com os pés cansados de tanto dançar e a voz rouca de tanto cantar. Tudo seria mais perfeito ainda se a cozinheira caísse em seus flertes e finalmente lhe entregasse a receita do guisado de carneiro.
Mas todos os seus planos foram por água abaixo assim que um corpo consideravelmente menor colidiu contra seu corpo. Uma bela mulher, seus cabelos negros e longos caiam em cascatas por suas costas, seus olhos verdes brilhavam em malícia, os lábios extremamente convidativos.
— Finalmente alguém realmente lindo entrou aqui. — ela soprou um ar embriagado — Será que eu poderia tirar uma casquinha de você, gatinho?
Dito isso a completa estranha roubou um beijo profundo e impactante, que atingiu Otávio de uma forma que ele não esperava, a mão da estranha se firmou em sua cintura colando os corpos. Por um momento o príncipe metamorfo ficou perplexo, mas por impulso retribuiu o ósculo, sentindo seu peito bater forte. Após se afastar pela falta de ar, a moça de olhos de brilhantes, se afastou lançando um beijo no ar para ele.
— Quem é você? — ele perguntou em apenas um fôlego, quando ela ousou tentar sair de sua presença segurando firme seu pulso tentando não machucá-la.
— Hm. — ela fez uma cara pensativa — Talvez, o amor da sua vida. — ela deu uma piscadela, quase se desequilibrando, mas rapidamente amparada por Octávio — Ou a deusa dos seus lençóis. Eu posso muito bem ser os dois.
Subitamente as bochechas de Octávio ganharam uma colação escarlate. Por um momento, observou a taverna atrás de alguém que estivesse acompanhando a moça. Chegou até a perguntar um dos garçons, mas o mesmo disse que ela estava desacompanhada. Era uma soldado do reino de Salis.
Ele não queria deixar a moça naquele estado, mesmo sento uma militar, estava um tanto desnorteada pelo efeito das bebidas. No fundo de sua mente, algo dizia ela precisa ser cuidada. Foi uma tarefa difícil fazer com que a senhorita caindo de bêbada subisse as escadas da taverna que levam aos quartos.
— Moça, você pode fazer o favor de ir para a sala de banho e ir tomar um banho?
— Você vai me acompanhar? Ou prefere me observar como forma de prévia do prazer? — ela disse se lançando mais uma vez em cima do príncipe — Tenho ótimas ideias para está noite.
— Nem um, nem outro. Você só tem que entrar na sala de banho, tirar a roupa e tomar um banho.
— Eu posso fazer isso agora. — ela olhou maliciosamente para o mais alto, logo retirando a blusa, seus dedos logo correndo para desabotoar a calça de couro.
— Pelos deuses! — o desespero tomou conta de Octávio, que para tentar impedir a pervertida, agarrou a blusa que a mesma largou ao chão, cobrindo seus seios. Mas a bêbada foi mais rápido e com algum tipo de golpe que o príncipe desconhecia o lançou a cama.
Mordendo o lábio superior, ela se colocou a subir sobre o príncipe. Seus lábios colaram novamente na boca do príncipe que lutava para manter as mãos longe de áreas íntimas da desconhecida e ao mesmo tempo tentar tira-la de cima de si. Enquanto lutava pela liberdade, o moreno tentava lutar contra os próprios pensamentos que variavam em um misto de choque pela situação e o fato de seu coração se sobressaltar e sua pele queimar com a aproximação da desconhecida.
Quando a moça — que ele já anotava mentalmente ser uma intrigante e belíssima problemática do álcool — estava um pouco mais distraída, o moreno a jogou para o lado. Ela tentava se livrar do aperto e balbuciava coisas que ele não não conseguia descifrar. Foi então que lhe veio uma ideia.
— Dorme, dorme, bebadazinha. Você precisa descansar. Já está bem taradinha e precisa parar. — por mais constrangedora e péssima que a melodia fosse, pareceu funcionar, pois a bêbada começou a se acalmar e seus olhos pesaram facilmente.
Não demorou para que a mesma caísse em um sono profundo. Por mais estranho que tudo tenha sido, um ar levemente cômico se instalou. Era seu aniversário e ele havia acabado de colocar um bêbada tarada para dormir, quais a chances disso ser alguma brincadeira dos deuses?
O mais intrigante é que o príncipe se via um pouco interessado na mulher estranha, ela tinha um ar ambicioso e cheio de arrogância que a tornavam poderosa, ao mesmo tempo que poderia soar fofa entre um resmungo e outro durante o sono, sua pegada era uma coisa alucinante, seu beijo — mesmo se amaldiçoando por estar pensando disso de uma mulher que não estava sobre total controle dos seus atos — era viciante. Octávio procurou em suas coisas algo que a identificasse e quase caiu de surpresa ao descobrir que aquela era Judith Redder, a filha do coronel aliado dos rebeldes, mas para ser mais absorto em perplexidade ela era a herdeira de Crescite. Todos da base sabiam do que acontecerá com o reino e que ela foi a única a sobreviver.
Após descobrir por isso, se forçou a parar de admira-la embalada naquelas camadas extras de lençol e ir embora. O sol já estava quase nascendo e com certeza Tesla estaria em sua porta em pouco tempo, precisava retornar.
Então, ele partiu. Mas com a decisão de que não poderia deixar de tentar vê-la de novo.
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