Capítulo 31 * _ Maksin
Gostaria de relembrar a todos os gatilhos desta história:
Violência. Ameaças. Menção a Sucídio. Suicídio.
Não, não são todos os gatilhos, mas os principais que aparecerão neste capítulo.
Haverá, especialmente, uma descrição da menção ao suicídio que usarei o * para sinalizar o início e o fim.
Este capítulo contém cenas + 18.
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— Vou pelo menos pegar meu carregador. — Ally fala antes de correr pelo quarto o procurando.
Talvez eu devesse ter pedido o carro mais tarde para que assim ele não ficasse tão afobado. Por outro lado, é quase terno ver como suas feições mudam rapidamente de frustração, a pressa e em seguida para concentração. Ele revira a cama, abre gavetas, se agacha para procurar melhor.
Estou quase falando que qualquer coisa é só comprar outro quando vislumbro em uma das gavetas que abriu o cabo preto escondido por baixo de um livro.
— Acho que está aqui, Allysson. — Indico já chegando mais perto para pegar quando meus olhos batem em outra coisa, arfo com a agradável surpresa.
Mais rápido do que imaginei ser possível o garoto está na minha frente fechando o móvel, vislumbro com certa satisfação a pele escura se tornar avermelhada, seu olhar envergonhado fugindo do meu. Ainda de costas, e fazendo muito mais bagunça que o necessário, ele revira a gaveta até que seus dedos capturam o objeto desejado.
— Então vamos. — As palavras saem tal como um tiro de sua boca antes dele disparar para fora do cômodo e desaparecer da minha vista.
Sem que eu possa controlar um sorriso se abre em meu rosto, meus dedos coçam para abrir a gaveta, mas eu não desrespeitaria assim o Ally. Uma olhadela foi o bastante para eu associar o conteúdo dali de dentro.
Assim que saio do quarto depois de uma curta caminhada, chego a portaria. Incrivelmente, meu conterrâneo passou do estado de vergonha absoluta para o de tagarela, falando sobre assuntos bastante aleatórios.
O carro não demora a chegar e durante todo o percurso falamos sobre diversas aleatoriedades até que, se empertigando, Ally praticamente grita:
— Podemos ir ali?
Seu dedo aponta em direção a um bar medieval gourmet que abrira a pouco tempo.
— Vamooosss! Porr favoooooooor.
Sinceramente, há que se considerar que a cada dia que passa me encontro ainda mais na da palma de sua mão, a observação vem a mim dois minutos depois, quando entramos pela porta de madeira entalhada.
— Bem-vindos a Taberna Paulista. — Um garçom bem-apessoado, vestido em trajes medievais nos recebe. — Posso guia-los para o local que melhor vos atenderá?
Allysson está tão empolgado que olha de um lado ao outro tão rápido que imagino que não consiga assimilar nada, por isso repete o processo uma e outra vez sem sequer prestar atenção ao homem.
— Um mais reservado, por favor.
E segurando com delicadeza o pulso de um Allysson totalmente embasbacado e bem desnorteado sigo o garçom e o levo em meu encalço.
— Isso aqui é tão legal! — Allysson finalmente fala comigo após ter pedido uns três diferentes drinks do cardápio, tê-los bebido, e eu me obrigar a pedir uma porção para equilibrar, senão é capaz desse doido acabar passando mal.
— Que bom que você gostou.
Seus olhos redondos e mais brilhantes que o normal me hipnotizam, mas o baque mais forte é quando ele abre um sorriso de orelha a orelha que faz com que meu coração bata mais rápido sem motivo.
— Eu quis vir. Eu pago dessa vez — Ele pisca para mim brincalhão e as palavras esfriam um pouco meu interior.
Me recuso a responder isso, então melhor ir por outro assunto.
— Então, você gosta de coisas medievais?
— Pior que não sei. — Ele ri genuinamente. — Mas pareceu tão top, tipo uma vibe meio nerd e meio viking, saca?
— Claro, então é de se supor que você não é do tipo que iria numa feira renascentista?
— Renascentista?
— É, as pessoas costumam usar fantasias com as vestimentas da época, tipo a do garçom, comem comidas, compram objetos. Tudo inspirado na época.
— Tipo um halloween americano, mas nessa vibe aqui.
E isso me arranca uma risada mal contida que faz o Ally sorrir ainda mais, dessa vez não escondo meu sorriso dele e talvez por isso ele acabe me encarando por tempo mais necessário do que o considerado educado. Pelo menos até o garçom interromper, trazendo duas canecas de hidromel e nossa porção de batata rústica com carne.
— Sobremesa! — Allysson finalmente percebe que estava me encarando e isso o constrange, percebo por sua voz mais intensa. Parecendo querer fugir da situação, ele sinaliza para o garçom que graças a isso volta em nossa direção. — Talvez devêssemos pedir a sobremesa de uma vez, deixa eu ver... aqui... aqui, aqui tem muita coisa com chocolate, né?
Vejo como ele repete a palavra em sua boca uma e outra vez, como se experimentasse o sabor dela, como se finalmente associasse o significado dela. E isso torna, mais uma vez, seu rosto rubro pela vergonha.
Mal me contenho por dentro graças a aprazível sensação que me toma, ainda assim faço o possível para manter minha pose altiva, não quero transparecer como sua reação eletrifica meu corpo.
— Por favor traga as opções dois e três. — Sou eu quem quebrar o silêncio, para o alívio do garçom que, aparentemente, já estava se irritando com a espera e mais rápido do que se considera cortês parte nos deixando para trás.
— Dois e três? — Ele murmura, observando o cardápio para ver do que se tratava elas.
Fui por uma l[ogica báscia, primeiramente mais da metade do cardápio poderia provoca nele uma série crise alérgica, as outras opções tinham em sua maioria mirtilo ou pera, e Allysson detesta ambas. Assim que fui pelo que restou.
Eu poderia explicar isso, mas o diabinho em meu ombro me aconselha, quase implora, para que eu continue a provocar meu colega, por isso digo:
— Imaginei que você gostaria, são bem do seu gosto, sabe? Se bem que uma delas tem chocolate, então não tenho certeza.
— Está fazendo isso só para me provocar. — Ele bufa repentinamente irritado e constrangido.
Ao mesmo tempo em que quero me bater por envergonhá-lo. Sua cara é tão deliciosamente divertida que me permito por alguns segundos apreciando-a antes de me repreender mentalmente e me redimir verbalmente.
— Desculpa. Eu só não esperava que você guardasse aquele chocolate.
Isso só afogueia ainda mais seu rosto e ele franze as sobrancelhas parecendo ainda mais fulo da vida.
— Quem disse que é aquele chocolate? É outro chocolate.
— Se você diz que não é aquele chocolate, então porque se refere a ele como um aquele bem específico? Já que obviamente estamos nos referindo ao mesmo chocolate.
Existem muitas, muitas maneiras de argumentar contra o que eu afirmo, entretanto Allysson gagueja ou como diria em sua língua materna, tartamudea, piscando os olhos e abrindo a boca vezes seguidas tentando encontrar um bom rebate.
Vejo sua expressão indo de desistência para conformidade, antes de passar para uma contrariada e quando sua voz finalmente sai ele soa injuriado e em seu rosto fica uma careta aborrecida.
— Odeio o fato de tu ter memória de elefante.
Abaixo minha cabeça, meus cabelos cobrindo parte de minhas feições que repentinamente deixaram de obedecer meu cérebro e se rebelam a ele demonstrando em meu semblante uma felicidade pela admissão de meu acompanhante.
É estranho sentir esse calorzinho no peito, mas ao mesmo tempo não consigo diminuir meu sorriso.
Naquela gaveta, por baixo daquele livro, além do vibrador de tamanho considerável e do lubrificante de morango havia um chocolate que há alguns meses eu havia lhe dado, após ele passar por uma crise de pânico e por um dos piores dias de sua vida.
Quando eu lhe entreguei, não imaginava que iria guardar por tanto tempo.
— Não é para me zoar, ok? Eu só queria uma lembrancinha caramba! Foi o primeiro presente que você me deu. — Ele murmura a última parte tão baixo que quase não consigo entender.
Preparo-me para me retratar quando sua voz soa outra vez:
— Ouça bem! Você não vai me zoar por isso. — Ele aponta um dedo para mim, com a outra mão ergue a caneca e engole uns bons goles do hidromel, em seguida limpa seus resquícios do liquido com as costas da mão. — Eu só tava guardando o chocolate que o cara que eu gosto tinha me dado! Isso é pecado, por acaso?
A confissão tão brusca e direta faz com que dessa vez a explosão de calor aflija meu rosto, Allysson não fica para ver, ele derrama o resto da bebida na garganta e sai andando.
Acompanho as cortas largas e a bunda farta até que ele estanca no lugar, volta até mim e aproveita para dessa vez admirar a parte da frente, o torso forte, os ombros definidos e o rosto que fica numa descrição entre safado e fofo.
Ele deixa um cartão comigo informando que é de aproximação, dito isso segue até a parte do salão que está destinada as pessoas dançarem, não surpreendentemente após alguns tragos extras, muita gente se dirige até lá.
Acompanho-o com os olhos e nem sei quanto tempo o vejo dançar, indo de uma típica valsa, para danças que exigem muito movimento de mãos e pés. Mas dado momento percebo que está ficando cada vez mais tarde, então sinalizo para o garçom que prontamente vem a mim.
— Pode embalar as sobremesas para viagem. E feche a conta, por favor.
Por educação, olho nos olhos dele quando me dirijo e assim que vejo seu confirmar volto meu olhar para Allysson.
Existem muitas pessoas bonitas ali, a maioria estando acompanhada. E apesar daqui não ser uma balada, os solteiros e solteiras de prontidão parecem achar que sim, observando predatoriamente a pista de dança.
As mulheres como em sua maioria, são mais discretas, se bem que uma ou outra parece deixar bem claro quando o que vê lhe agrada. Entretanto o que chama minha atenção é o twinkie que, depois de passar os últimos vinte minutos de soslaio finalmente se aproxima da pista de dança.
Ele tem estado observando Allysson e outro cara que igualmente se divertia. Será que ele chegaria em qual dos dois? Minha curiosidade é interrompida porque mal o garoto pisa na pista de dança e um dos homens sentado em uma das mesas se ergue e vai até o outro homem, praticamente marcando território.
Ridículo.
Então é obvio que o twinkie chega no seu outro alvo. Sempre soube que Allysson era atraente, mas que raios está sucedendo ultimamente? Todo ser parte gay vai ficar dando em cima dele?
— Sua conta, senhor. — O garçom fala estendendo o papel, confiro brevemente o valor antes de pegar meu cartão, ignorando o que está sobre a mesa, e pagá-la.
Me despido de forma cortês, antes de atravessar a passos largos o salão.
— Ally está tarde, porque a gente não vai? — Apesar de minha leve irritação, minha voz sai suave e ele volta seu rosto corado para mim sorrindo de uma maneira que bambeia minhas pernas e estremece meu coração.
— Claro.
Sua resposta desliza por sua língua com muita facilidade, ele sequer dá um segundo olhar para o garoto atrás dele antes de passar por mim, tomando a frente, agarrar meu braço e ir me puxando.
Mal, mal cruzamos a porta do meu apartamento quando Allysson sorri brilhantemente para mim.
— Quem te viu, quem te vê, Petrov.
Não sei do que veio isso, já que no Uber ele mais uma vez conversou sobre coisas bem aleatórias, até me fez explicar porque o céu é azul. Por isso franzo o cenho para ele, querendo compreender o motivo da zombação.
— Qual o seu problema, Gonzales?
— Nada, nada. — Ela fala erguendo as mãos de encontro ao corpo, num gesto de pedir paz. — É só que foi uma noite divertida... tanta dança, tanto calor...
Eu poderia agir friamente e não dar bola para suas indiretas confusas, ou eu poderia ver até onde isso vai dar, respondendo suas provocações com outras provocações.
— Isso é alguma tentativa barata de me provocar, Docinho? — O apelido ácido escorre por minha boca e é a vez de ele franzir o cenho.
— Jura que não vai deixar isso de lado? — Seus olhos se reviram com uma leve irritação, antes dele continuar murmurando insatisfeito. — E docinho é um apelido muito brega, principalmente se for por conta do chocolate e...
— Tem razão, Docinho é muito brega, acho que Bonito se encaixa muito melhor. — Interrompo-o e ele arregala os olhos, surpreendido.
— Bonito, mas porque bonito?
— Você fica muito bonito quando dança. — Muito bonito é um hediondo eufemismo. E obviamente não se resume a apenas quando ele dança.
Isso arranca um risinho de escárnio e malícia de Allysson.
— Por isso não parava de olhar para mim?
— O quê? — O choque por ele ter notado transparece em minhas palavras e não duvido nada que em meu rosto também.
— Posso ser lerdo para muitas coisas, Maksin, mas não para estas. — Ele pisca um olho malandramente, o sorriso ladino preenchendo seu rosto e acalorando meu ser. — Deu para perceber que estava me olhando.
— Então você conseguiu perceber que eu estava te olhando? — Como resposta recebo um assentir frenético. — Então percebeu aquele garoto também, não é?
Minha pergunta parece deixa-lo absorto, sem resposta, até chego a considerar que ele não saiba de quem estou falando. Mas quando seus olhos desviam do meu o maldito ciúmes corrói um pouco mais meu estômago.
Então ele sabia.
Dou passo para mais perto dele e Allysson afasta um, seguimos nesse mesmo ritmo com eu analisando seus gestos e ele evitando meu olhar, até que ele tropeça no tapete e quando vai se equilibrar coloco-o literalmente contra a parede. Ergo seu queixo, tentando ignorar a pele ardente feito brasas que aquece minhas mãos e observo seus olhos, seu nariz, sua boca. Passo meu olhar por cada um antes de voltar a observar bem no fundo de sua íris, sinto como seu corpo treme contra o meu, sua respiração ficando mais pesada, as pupilas mais dilatadas.
— Então?
Estamos tão próximos que sinto seu suspirar, seu peito subir e descer fortemente e sua respiração acelerar.
— Porque o garoto estar me olhando importa? — A genuinidade em sua pergunta, tal qual o desejo em seus olhos são o baque da realidade.
Qual é o sentido para minhas ações, caramba?
O solto de imediato, pronto para me afastar quando Allysson segura minha mão, tento não pensar em sua pulsação acelerada quando ele me observa com os olhos semicerrados.
— Não precisamos passar por isso outra vez, sabia?
— Concordamos em ser apenas amigos. — Falo contundente, ignorando como sua mão viajou até meu peito, ignorando a vontade de pressioná-lo contra a parede e cometer meus mais insanos desejos.
— Existem muitos tipos de amigos. — Ele pisca um dos olhos e mais sensualmente do que eu poderia um dia imaginar, morde seu lábio inferior, o deixando tão vermelho quanto uma fruta madura.
— Eu prefiro ter só o tipo convencional de amigos. — Retruco e só aí percebo o quanto minha voz soa ofegante.
— Sabe Maksin, acho que as vezes você poderia deixar de ser tão cabeça dura. — Dito isso, ele cai de joelhos frente a mim e me contenho muito para não me deixar levar por essa visão. — A vida pode ser muito prazerosa ao experimentar novas coisas.
— Ou pode sair do controle. — O grunhido sai de minha boca quando agarro seus cabelos, o mantendo a uma distância segura de onde ele quer chegar.
— E isso é sempre ruim? — Ele questiona com os olhos brilhantes, lambendo levemente seu lábio inferior.
E só essa visão infla tanto meu desejo que dane-se a porra da razão. Ainda com seus macios cachos ao redor de meus dedos, aproximo seu rosto da minha calça e Allysson esfrega o nariz ali levando um intenso arrepio de prazer por minha espinha dorsal e soltando um suspiro de desejo que faz com que minhas veias queimem.
Com a outra mão, desabotoo o único botão da calça.
Mas faço apenas isso, não preciso falar nada, Allysson parece entender o que digo de forma implícita e devassamente desce o zíper usando os dentes para expor minha cueca.
— Estou querendo te provar desde aquele dia no hotel. — Ele solta em um arquejo e sinto tecido de minha roupa íntima terrivelmente se tornar mais incômodo.
— E o que está esperando?
Meu tom soa dominante demais e Allysson ri cobiçoso contra mim, seu sopro quente envia ondas de eletricidade contra meu corpo, sem regular minhas ações, aproximo- o ainda mais de onde eu quero que me toque e ele não se faz de rogado, abaixa minha cueca libertando meu pau que bate contra seu rosto.
— Porra. — Dessa vez o rosnado vem dele, antes dele olhar em minha direção e piscar charmosamente. — Posso provar?
A pergunta provocadora inflama ainda mais meu sangue e num arrebato de lascívia ordeno com a voz mais rouca que o normal.
— Deve.
E Allysson não espera segunda ordem, sua língua quente vem de encontro a minha ingle como quem testa o território, depois passa suavemente pela base até chegar as minhas bolas. Ele faz todo o caminho me deixando perdido de desejo, antes de voltar ao início.
Devagar de mais.
Lascivo demais.
Provocador demais.
— Não brinque comigo, Gonzales. — Advirto pressionando mais seus cabelos. — Ou vai se arrepender.
— Vai me castigar, é?
Claramente um atiçamento.
E eu caio nela direitinho, medindo minha brusquidão ergo seu corpo e, prevendo que irá se rebelar, calo o iniciar de um protesto com um beijo. Allysson por alguns segundos tenta lutar pelo controle, a batalha me excita, mas quando ele se derrete contra mim... isso me extasia.
O beijo mais e mais, sem ligar de sentir meu gosto em seus lábios e quando, com pesar o largo, ele cai contra a parede. A visão é uma perdição, os cachos desfeitos, a pele escura avermelhada, os lábios inchados e mais apetitosos do que nunca, os olhos nublados fora da realidade.
O desfrute que é tê-lo assim, tão submetido, tão apetitosamente entregue. Porra, nada se compara. Allysson é uma perdição em meio ao prazer.
E assim devo o manter.
Arranco sua blusa primeiro e antes que se norteie acaricio seu peito, sentindo seu corpo aquecer ainda mais, seus mamilos endurecendo contra minha mão. Brinco com eles um pouco, vendo como Allysson se contorce contra minhas mãos, chega ao ponto que tenho que segurá-lo no lugar.
— Maksin pare de me provocar. — Ele resmunga injuriado entre seus gemidos.
— Pena que eu não quero. — Falo sarcasticamente ainda observando com deleite como um de seus mamilos castanhos tomou uma aprazível cor avermelhada.
Completamente impulsionando pela tentação mordisco o biquinho e Allysson praticamente perde as forças da perna, enquanto me amimo chupando o vermelhinho, com os dedos passo a brincar com o outro. O objetivo é claro, afinal o correto é ambos ficarem da mesma cor.
— Maksin. — Allysson grita de êxtase, provavelmente sentindo muita sensibilidade.
Não é o suficiente.
Sem dar sossego a ele, coloco uma das minhas pernas entre as suas, esfregando o ponto ali do meio. Allysson está saborosamente muito, muito duro e minhas ações fazem com que ele perca por alguns segundos as forças das pernas.
— Maksin, para. — Implora, mas seus dedos em meus cabelos forçam meu rosto contra seu peitoral.
Rio de suas reações, enquanto abocanho o bico de seu mamilo. Não me contenho só ali, não há maneira de que eu o faça, distribuo mordidas e chupadas por todo seu tronco, ao mesmo tempo em que não deixo de esfregar com minha perna seu pênis endurecido.
Não demora muito para que Allysson chegue a seu limite, seu corpo estremecendo por completo, seus olhos revirando e com um gemido rouco ele praticamente desaba no chão.
A mancha escura formada em seus shorts e cueca declaram que ele lambuzou suas vestimentas, ajudo a retirá-las enquanto ele se recupera. Deixando-o completamente nu para mim, tendo uma visão muito privilegiada do seu pau, agora meia bomba, e de sua bunda redonda, perfeitamente feita para levar uns tapas.
— Maksin, seu filho de uma... — Mal, mal erguendo o rosto do chão Allysson me maldiz.
Com um sorriso perverso, ergo seu corpo o deixando de joelhos outra vez. Acaricio suas bochechas avermelhadas com a costa da mão, em seguida percorro com meus dedos até chegar aos lábios macios.
Uma perdição.
Esfrego meu polegar ali, sentindo a textura macia e molhada que leva o meu coração a bombear ainda mais sangue para o meu pau que lateja dolorido.
— Dessa vez. — Falo baixo e claro, com a outra mão, volto a enredar meus dedos em seu cabelo. — Você vai fazer direitinho, certo?
— Porra. — Os olhos de Allysson brilham de desejo e luxúria.
Sei que isso é um sim.
Ergo meu pau que já solta pré gozo e esfrego a cabeça sensível em sua boca que logo se abre completamente receptiva. Introduzo-me ali dentro e Allysson dessa vez faz o correto, lambe toda minha extensão e depois a chupa, indo o mais fundo possível, deixando que eu sinta a parede de sua garganta me apertando.
A sensação é doce, quente, molhada e perfeita.
Um paraíso.
Permito Allysson ir em seu ritmo nos primeiros minutos, mas logo assumo o controle e dessa vez ele segue meus pedidos sem jogar com minha cordura.
Enquanto oa glória denotada pela boca de Allysson Gonzales praticamente ordenha meu pau. Eu me bato mentalmente por não ter aqui comigo lubrificante e camisinhas. Maldição, isso poderia ir tão mais longe...
Só a visão da minha pecaminosa fantasia quase leva a meu orgasmo. Mas me seguro, a cobiça de sentir mais e mais das sensações que ele me proporciona faz com que eu não me deixe levar.
— Maksin.
Rouca, muito rouca, a voz de Allysson soa, ele ergue o olhar para mim ainda com meu pau em sua boca, o leve roçar de seus dentes em minha carne sensível dando mais prazer que dor.
— Porra, se você não terminar logo vai acabar com minha garganta.
A lamúria inflama ainda mais a chama de desejo e sem controlar meu ímpeto, levo minha carne até o fundo de sua garganta, uma, duas, cinco vezes, Allysson me recebe tão maravilhosamente bem que logo chego a meu ápice, me explodindo contra ele.
Quase não dá tempo de me tirar de sua boca.
Infelizmente meu descontrole faz com que eu me derrame inteiro nele, sujando todo seu rosto. Ok. Infelizmente é mentira, porque poucas coisas seriam mais quentes do que ver Ally todo esporrado de mim.
— Caralho, isso foi intenso. — Ele ofega de prazer, o peito subindo e descendo fortemente, seu próprio pênis erguido em toda sua glória.
Respiro fundo sentindo meu próprio orgasmo ainda passando pelo meu corpo. Nós dois nos recuperamos no chão pelos próximos segundos e não espero muito para agarrar a intimidade de Allysson fazendo com que solte um uivo de prazer.
— Maksin!
— Gosto de ouvir como você geme meu nome. — Confesso, subindo por seu corpo e mordendo sua orelha.
Allysson geme ainda mais quando ouve essa declaração e sorrio com suas reações, ainda masturbando ele, passo meus dedos pelo resquício do meu prazer que ainda permanece em seu rosto. Com a nova lubrificação, descendo meus dedos libidinosamente até seu buraquinho que pisca ansioso para mim.
— Essa noite está bem longe de terminar. — Declaro antes de beijá-lo, engolindo todos os seus ofegares.
Eu poderia até não levar isso mais além, mas ainda assim beberia tudo o que pudesse de Allysson Gonzales.
— Maksin. — O ruído áspero chama minha atenção. — Bom dia.
São 10 da manhã, com os cachos amassados e o rosto com a marca de travesseiro Allysson atravessa o batente que dá acesso a sala e a cozinha. Ele parece estar ainda meio sonolento, mas pela mancha de água na gola da camisa percebo que viu a escova de dentes que eu comprei para ele quando fui ao mercado mais cedo.
— Bom dia, você tá com fome? Vem tomar café. — Indico a mesa posta com pães, café, suco, leite e todo o necessário.
— Claro. Valeu. Tô com fome. — Diz enquanto caminha até mim, me permito apreciar a visão de minhas roupas justas nele, já que ele é mais corpulento, que demarcam cada parte de seu corpo.
Quase como a cena de um comercial de margarina, o dia passa perfeito, não há brigas, conversarmos em harmonia, claro tivemos alguns leves debates, mas longe de quitar a diversão que foi ficar com ele.
Harmônico, sintonizado.
Sequer houve a esquisitice de sermos amigos e termos transado.
Então, porque maldita seja, sempre há um porém Renan ligou.
Uma coisa ele e meu primo tem em comum: seu hábito queixoso de ser.
Faz quase meia hora que tivde pausar o filme enquanto Allysson conversa/briga/acalma/orienta/ouve seu melhor amigo cuzão.
Obviamente o assunto é o dia anterior e como meu primo, em suas palavras, é um tremendo boludo.
Tento não escutar a conversa, embora os gritos de Renan tornem isso uma grande falta de sucesso. Sendo assim, respiro fundo tentando acalmar meus nervos por cada barbaridade que falam do Arthur.
O bipe da chamada encerrando, não traz a paz que eu esperava. Allysson se joga no sofá ao meu lado, ficamos segundos em silêncio, até que ele o quebre>
— Não precisa ficar com essa cara. — Allysson revira os olhos irritado, mas seu meio sorriso indica que não está tão descontente, embora eu ainda enxergue uma pitada de seriedade em seu olhar.
— Vou me esforçar, mas é bem difícil, não gosto dele. E antes que venha falar qualquer coisa do dia anterior, permita-me lembra-lo de todas as vezes em que ele bateu, humilhou, degradou e xingou Arthur.
Allysson me encara boquiaberto, chego até a conseguir ver as engrenagens da sua cabeça girando, pensando na melhor forma de defender seu monstrinho de estimação.
— Não é como se Arthur fosse fácil de lidar, ele o provoca. — Meu colega resmunga, cruzando os braços.
— Ok. Renan costuma me provocar bastante, como você bem sabe. Então vou começar a agir como ele, quem sabe assim ele aprenda a não tocar em um fio de cabelo do meu primo.
Não vou dizer que não considerei isso alguma vez, embora minha razão me fez perceber que não levaria a lugar nenhum.
Tudo seria tão mais fácil se pelo menos Arthur agisse de uma puta vez e o expulsasse da escola, mas não o imbecil do meu primo está apaixonado por ele.
Embora imagino que o estoicismo do meu primo o impede de se posicionar de qualquer forma, afinal até hoje as cozinheiras de que tanto reclama mantém os empregos, tal como o diretor.
Se eles sequer imaginassem que um "simples" aluno é dono da escola.
Se Renan finalmente percebesse que sua bolsa escolar já se foi a eras, não surpreendente já que seu desempenho social e escolar são uma merda.
Se ele simplesmente unisse o quebra cabeça e percebesse que alguém o mantém ali.
Se descobrisse que é pela vontade de Arthur que ele permanece.
Tantos "se".
— Do que você tá falando? Você não vai fazer isso. — Allysson revira os olhos. — Você é meio louco, mas é só as vezes. Na maioria do tempo é certinho demais.
— Bom, Renan deveria provar do próprio remédio.
— Quem disse que já não prova° — Demoro alguns segundos para decifrar o murmúrio.
— Como assim?
Allysson pausa, parece considerar se responde ou não a pergunta, quando abre a boca vejo que optou pelo sim.
— Nada não, é só que todos passamos por merda na vida e acho que isso meio que influencie, é essa a palavra? — Assinto e ele continua. — Influencie nossas atitudes, não estou falando que o que o Renan e eu fazemos, fizemos, o que ele ainda faz, eu também as vezes, mas tô me esforçando para melhor. Enfim, não tô dizendo que é o correto, nunca será.
— Mas? — Sempre tem um mas.
Allysson se perde por um instante, não em sua mente e sim em suas palavras antes de abrir a boca novamente.
— Acho que quando nós só recebemos dor, não temos outra coisa para dar, entende?
Seus olhos marejam por um instante, antes dele completar com a voz firme demais, como se reflexionasse toda sua vida.
— Mas o pior mesmo é quando recebemos o amor, confiar por um instante e depois a vida voltar a ser a droga de um pesadelo. Sabe aquilo? É muito mais fácil de ter o ódio de alguém do que ter o amor e em seguida o perder.
— Isso é sobre você e Renan? Ou é sobre ontem? — Seguindo meus instintos aperto-o entre meus braços, sua cabeça repousando em meu peito.
Meu colega de quarto permanece em silêncio por alguns segundos, antes de desbloquear a tela do celular, clicar em algumas coisas e depois me mostrar a imagem do comprovante de um pix.
Então seguro sua mão forte contra a minha sentindo como sua pulsação se torna mais calma. Vejo dúvidas em suas ações quando ele pega o celular o desbloqueia e depois me mostra uma mensagem do seu irmão.
Na descrição, escrito em letras garrafais, está um "TE QUIERO, HERMANITO".
— É besteira, não é? Tipo eu ganhei um pix, uhuulll. — Ele balança as mãos um gesto falso de felicidade. — Mas minha mente só surta com toda essa grande mierda. E, carajo, eu sei que isso é baboseira
— Não, é claro que não é.
Não quando te deixou naquele estado.
Não sei quanto tempo ficamos ali naquela mesma posição, antes de a voz rouca e hesitante de Ally quebrar o silêncio.
— Eu, meu irmão, eu e meu irmão, meu irmão e eu. — Ele solta as palavras parecendo estar desnorteado. Então se cala por um segundo antes de abrir a boca e praticamente vomitar os próximos dizeres. — Não é fácil, não desde a morte do meu sobrinho.
Mesmo que tente se manter calmo vejo como o simples feito de proferir essa oração embarga sua voz. Não interrompo seu momento, apenas o aperto mais forte fazendo um cafuné em seus cachos, até ele prosseguir.
— Não que ele tenha exatamente morrido, ou melhor, não que tenhamos uma confirmação exata disso já que nunca acharam o corpo. Mas ele tinha oito anos e caiu no rio com correnteza forte, essas coisas são meio óbvias.
"El río no."
A frase reverbera em minha cabeça e compreendo mais de suas ações naquele dia em que estava chapado.
Allysson toma um grande fôlego antes de prosseguir.
— Meu irmão nunca me perdoou, saca? Eu tinha onze anos quando aconteceu, eu também caí no rio, tava tentando salvar Angelo... — Seus olhos lacrimejam e um pequeno soluço corta sua voz. — Mas eu desmaiei e meu irmão... mi hermano, ele me salvou. Quando voltou para pegar Angelo a correnteza tinha levado ele, meu irmão quase se matou tentando encontra-lo.
— Meu Deus, Allysson.
— Se ele apenas não tivesse me salvado, se eu não tivesse desmaiado, se a princípio de conversa eu não tivesse deixado Angelo ir até lá... se no mínimo eu houvesse me afogado antes dele chegar.
As palavras culpadas jorram de sua boca e o único que consigo fazer para contê-las é guiar seu rosto para perto de mim fazendo com que ele não tenha opção que não a de me olhar e ver toda minha sinceridade.
— Não foi sua culpa, Allysson. Não era sua responsabilidade, você era apenas uma criança.
— Eu era tio dele. Eu era o mais velho. Eu...
— Era uma criança que merecia ser cuidada tanto quanto seu sobrinho, que não merecia, que não merece, o fardo de carregar a morte dele. Não era sua culpa, não era sua responsabilidade. Foi uma tragédia, mas o peso dela não é você quem deve carregar.
Com cada palavra consigo enxergar como algo parece quebrar nele, deixando caquinhos afiados que machucam seu coração. Pelo seu olhar enevoado, sei que está rememorando coisas tristes.
— Meu irmão cuidava de mim, ele me amava, foram os dias mais felizes da minha infância, mas nunca mais foi a mesma coisa. Ele se arrependeu de ter me salvado, não sabe quantas vezes já escutei isso, imagino que mais do que você poderia contar.
Seus soluços antes tão fortes suavizam até pararem por completo, Allysson enxuga uma única lágrima. Sua voz tão estável que chego a conclusão que sua dor é tão conhecida que ele está anestesiado dela.
— Meu cunhado nunca se recuperou. Ele é trans, sabe? Então foi ele que gerou a criança e até hoje está em negação. Ele acha que Angelo tá vivo, fica chamando ele, é como se tivesse parado no tempo e isso já é doloroso pra caralho de ver, mas às vezes vêm as crises dele, ele relembra a verdade e surta... e se machuca.
*
Sua última frase arrebata o meu próprio coração para um tremor frio, mesmo com os olhos abertos consigo enxergar o sangue escorrendo pela porta, os pulsos grotescamente abertos em negro e escarlate, consigo sentir o desespero ao tentar estancar a hemorragia, o sangue morno ensopando minhas roupas, o corpo quente se esfriando enquanto a ajuda não chega.
Um último sussurro quebrado.
E o gelo glacial entrando em minhas veias quando finalmente enxerguei que seria a última vez que escutaria meu nome saindo de seus partidos lábios.
*
— Maksin! Maksin! Cê tá bem? Ficou pálido de repente. — Allysson observa cada canto do meu rosto com preocupação, sua mão ainda meio trêmula de encontro ao meu rosto.
Deixo que a quentura de sua pele me livre da tíbia sensação que acometeu meu coração e tomou meu corpo.
— Está tudo bem, impressão sua. — Passo a mão por suas costas o tranquilizando. — Porque não continua?
— Eu-eu... — Ele parece querer protestar, mas repensa e continua. — Não sei se consigo dizer... não que eu não queira, mas é que porra é desconfortável pra caramba! Pra princípio de conversa nem sempre eu fui desmiolado, entende?
— Não, não entendo.
— Tô falando dessa merda que acontece que parece que eu piro de vez o brocoxó. Eu não era assim antes do fim do ano passado, compreende.
— Compreendo.
— Eu meio que... Isso é tão difícil de falar... Esse pix meio que recordou aquela semana. Meu irmão quando bebe fica complicado, na maioria das vezes é só o de sempre, mas tem vezes em que ele fica... ele age...
Já há um tempo ele havia levado a mão a boca para roer as unhas e agora só vai piorando.
— Ele age como se amasse.
A frase reverbera entre nós, dando ainda mais sentido para sua reflexão de antes, sobre ter amor por um instante.
— No final do ano passado. — Ao invés de roer as unhas ele passa a coçar demasiado forte uma parte de sua palma. — Meu irmão estava muito carinhoso, foi mais tempo que o normal, eu estava quase acreditando que as coisas iam mudar, mas aí...
Mais uma vez as palavras fogem de sua boca, mas não apenas isso, sinto como seu coração acelera contra o meu, o corpo se torna trêmulo, a respiração mais curta.
— Não precisa falar, Allysson. Não precisa. Eu posso deduzir o que aconteceu.
O irmão dele deve ter saído em um rompante de amoroso para brutal e isso fodeu o psicológico de Allysson.
— Não, não pode. — Ele fala com pavor transbordando de sua voz. — N-não foi apenas uma surra, foi a surra, mas foi bem pior que isso. O que ele me disse, a forma como me bateu e...
Sua garganta parece se fechar por um instante, a voz saindo fraca e fina.
— Ele apontou uma arma para minha cabeça.
As palavras levam um fio glacial do meu peito ao meu estômago, um arrepio tão forte que mesmo quando some, deixa um rastro de mal estar para trás.
— Eu pensei, eu realmente pensei que eu morreria. — Seus olhos fecham com força, como se revivessem a cena.
Os segundos transcorrem enquanto Allysson parece sentir o peso de suas próprias palavras, o peso do que vivenciou.
— Mas não morri. Eu fiquei quebrado e com medo e eu só queria cair fora dali.
— Não ligou para a polícia, não é? — Não pergunto como forma de julgamento.
— Não. Eles não viriam de qualquer jeito, meu irmão tem muita influência. — Sua voz soa amarga, claramente em algum ponto em sua vida ele deve ter tentado. — Minha única esperança é quando Daniel está na fazenda e convence a avó a fazer alguma coisa.
Meu sangue ferve só de pensar em como o irmão de Allysson o atormenta. Sim faz todo sentido Daniel o proteger, faz malditamente todo sentido Allysson evitar ir para casa. Todas as palavras que Allysson já reuniu para falar para mim do irmão vem a minha mente e só consigo me sentir angustiado por sua miséria nas mãos de alguém que deveria amá-lo, cuidá-lo, protege-lo.
Não há forma de que ele volte para lá nas férias ou em qualquer momento do ano.
Só de imaginar Allysson sendo ferido por seu irmão ou sofrer coisas pior, meu coração praticamente dilacera.
— O motivo da minha briga com Daniel foi este. — Ele murmura. — Eu estava ligando para ele e ele não atendia.
— Não foi algo proposital da parte dele.
— Sim, agora eu sei. Mas tipo assim, quando no outro dia eu recebi as fotos eu fiquei putasso.
Um vinco se forma entre minhas sobrancelhas ao ouvir suas palavras.
— Fotos? Que fotos?
— Do Daniel na festa, dele te beijando, dele agarrado com meu ex e também tinham me contado que ele subiu para um dos quartos e transou com ele.
Aquele maldito ruivo é ex de Allysson?
Minha preocupação com a possibilidade dele já ter feito algo assim com Allysson nubla minha mente por um instante, antes que a matemática faça com que eu una algumas possibilidades. Minha boca seca de repente.
Não é possível. Ou é?
— Allysson, alguém que te conhecia naquela festa mandou essas fotos?
Ele parece estupefato com meu questionamento, hesita um pouco, entretanto logo fala:
— Sim, mas não vou contar quem é porque...
Mas ele não precisa falar, pois no momento em que confirma o necessário, eu concluo o quebra cabeça.
Sentindo como se de repente houvesse serragem em minha boca no lugar da saliva, falo o nome para Allysson.
— Como você? Quer dizer, não, não foi... — Allysson tenta disfarçar, mas não adianta é toda confirmação que eu preciso.
Porque havia lá um único amigo de Allysson. O único que Arthur chamou para festa.
— Você recebeu as fotos no outro dia?
— Sim, porque? — Allysson pergunta e de repente chego a me sentir tonto.
Como alguém seria capaz de uma atrocidade dessas?
O que enerva por completo minha mente é que ele esteve lá em cada maldito segundo. Ele esteve comigo, com o Arthur. Porra! Foi justo ele um dos primeiros a consolar Daniel.
Sempre soube que ele tinha tendências para perversidade.
Quantas vezes eu e Maria Antonieta já não sofremos por sua causa?
Mas dessa vez todos os fodidos limites foram ultrapassados. Ele jogou com Allysson e Daniel, sabendo toda a verdade, prazerosamente causou uma desunião entre eles, brincando com um assunto sério.
Sinto uma pontada na cabeça só de relembrar quando no início do ano ele falou: "Vamos Dani, ele tem seus motivos."
É claro que ele sabia os motivos do Allysson, ele planejou tudo desde o início!
Eu só queria entender qual o sentido de toda essa merda?
Porque você sempre fica brincando com os sentimentos das pessoas que estão envolvidas comigo?
Não é a primeira vez.
Mas preciso garantir que seja a última.
Você não perde por esperar,
Dominick.
🧡💛💚💙💜🧡💛💚💙💜
Neste findar do capítulo tenho duas observações:
Alejandro é realmente um grano en el culo.
Para quem achou que Maksin não tinha antagonistas/vilões na história, aqui vemos o primeiro:
Dominick.
Bem que Maks sempre avisou que ele não era flor de se cheirar.
Mas é sério, vocês esperavam que a briga entre Allysson e Daniel tivesse sido propositalemnte arquitetada?
Pois esperem atitudes iguais e piores vindo do ator.
Por falar nele, dele se trata minha próxima história:
Contrato com o Diabo.
Não revelei o título da do Arthur/Renan porque ainda não pensei em um.
Agora o aethestic faz mais sentido, né? Kkkkkkkk.
Beijos e até a próxima.
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