Terceira Temporada - O Verão.

Após meus últimos acontecimentos, eu havia passado o resto do verão com Nico. Estávamos entrando em alguma coisa, e eu estava gostando do resultado, nossa amizade estava florescendo e isso estava deixando ambos felizes. Em nossos primeiros dias juntos ele me levou para um acampamento, na frente do mar. Nico estacionou o carro na praia de Malibu. Durante o dia ele quis me levar para água, mas as minhas inseguranças me fazia fraco e frágil perto dele, então fiquei observando ele da areia, perto de nossa barraca, aonde havíamos aberto o acampamento. De segundo em segundo ele me perguntava como me sentia e me abraçava, ele estava se esforçando para me fazer feliz. Quando anoiteceu os fogos tomaram conta do céu, estava bem iluminado e refletia na água, ele havia ido comprar algumas coisas para comer. Sozinho descidir comigo mesmo em tentar me soltar mais, ir pelo menos molhar os pés na água da praia... então tentei. A água fria tocou minha pele, meu corpo agora parecia ter acordado, conseguia sentir meus músculos se contraindo e meu cérebro ligar. Fechei os olhos, respirei fundo, então senti os braços de Nico, que me cobriu, em um abraço quente e firme.

- É tão bonito vê o céu ser cortado pelos fogos. Como se fossem estrelas explodindo e clareando o céu._ falou encostando seus lábios em meu pescoço, fazendo meu corpo se arrepiar.

Aquele não era o momento para quebrar nossa singela e iniciante amizade. Me soltei de seus braços e corri para água, chutando-a em sua direção. O sorriso de Nícolas era lindo, eu estava feliz em saber que estar ao lado dele eu me sentia seguro.

Alguns dias depois das luzes pelo céu e a água fria do mar de Malibu, nós estávamos ficando cada vez mais íntimos, e voltamos para Califórnia diferente. Nas sextas de filme de terror implorei Nícolas para que ficasse e passasse a noite comigo, não era nada sexual, mas esperava que ele iria embora no meio da noite... mas...

- Bom dia, Allen._ disse meu pai abrindo a porta do meu quarto.

De imediato Nico se escondeu debaixo das cobertas, tando se esconder do meu pai. Ainda sonolento sem entender muitas coisas ditas, resmunguei um bom dia, nada bom.

- Oi, pai.

- Esse é o Nicolas Bergros em sua cama?_ questionou ele.

Abrir um dos olhos deixando o outro fechado.

- Olá, dr. Summer.

- Tenha um bom dia, Nico...

Nicolas descobriu a cabeça, mostrando os olhos.

- Doutor Summer._ disse ele acenando com a mão.

Meu pai sorrio e saiu andando. Nicolas então me olhou com um sorriso tímido e ao mesmo tempo constrangedor.

- Ele nunca mais vai deixar eu ficar aqui.

- Meu pai não é assim. Ele até gosta de você agora...

- Agora né, porque antes só faltava...

Apertei minha mão em sua bochecha, fazendo um biquinho nele.

- Do que combinamos sobre esses assuntos das nossas ocorrências na escola.

- Não comentar sobre elas em nenhum momento, nem lugar, nem se quer imaginar._ disse ele com uma vozinha estranha pelo biquinho.

Soltei ele e levantei da cama, ele ali sem camisa, ficou me olhando.

- Aonde pensa que vai?

- Tomar café da manhã, você não vem?_ perguntei.

~*~

- Está com frio?_ perguntou ele do meu lado, deitado no pano que colocamos na areia de frete para praia.

Sem desviar os olhos do mar, neguei com a cabeça. Ele então alisou minha costas e se sentou me olhando.

- Está acontecendo?_ questionou. - Do que precisa?

- Não é nada. O mar acalma._ disse olhando para seus olhos azuis bebê.

Seu sorriso clareou meu dia, deitou a cabeça no meu ombro com os olhos brilhantes.

- O que foi?

Sorrio para ele. Mas tarde naquele mesmo dia, Mia me fazia altos questionamentos sobre o que estava rolando, se estávamos sendo só amigos e se eu estava gostando dele. Com os braços cheio de linhas de Lã, ela se jogou na minha cama, me assustei é claro.

- Mais está gostando dele?_ questionou novamente.

Tentei pensar no que realmente estava sentindo por ele. Bom, não era de se negar que estávamos tendo alguma espécie de relação, só não sabia identificar se era somente uma amizade normal, com um carinho especial por ambos os lados.

- Talvez eu esteja. Mas não sei por ele..._ digo desligando o laptop.

Ela me olhou com os olhos cerrados e fez uma cara de deboche.

- Não vem com essa. Uma típica história clichê que nem a sua, acha mesmo que Nícolas não está caidinho por você? Ele mesmo já disse.

Concordei com ela, mas as coisas estavam um pouco diferentes.

- Outro dia ele ficou bravo comigo por que desmarquei de sair com ele. Quando cheguei em casa com meus pais ele estava sentado na escada na frente de casa. Pedi desculpas a ele, e pedi para bater na minha mão..._ era só um toque, mas e ficou mesmo bravo, até suas feições estavam fechadas._ Nico socou minha mão.

Mia ria da mini história e revirou os olhos deitado de costas, me olhando de cabeça para baixo.

- É o Nícolas, Allen. Você sabe como ele é caso não façamos o que ele quer.

Sorri discretamente. Tá, tudo bem. Eu estava gostando dele, mas como dizer isso?

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