.Aquele sorriso.
- Ainda acordado?
Olho para trás e vejo Noah com a cabeça apoiada nas mãos, na janela, Noah estava olhando enquanto eu observava as estrelas e a luz da lua sentado no telhado.
- Está tudo bem?_ perguntou.
- O que você está fazendo aqui ainda? Porque não pegou um táxi e foi embora?
Noah passa pela janela e se senta do meu lado.
- Pensei que estávamos indo bem?!_ disse sem graça.
Estava começando a me questionar sobre algo que eu poderia talvez está sentindo por Noah Centineo, algo que eu não admitia querer sentir.
- Porque escolheu meu carro? Tinha tantos naquele dia.
Ele respira fundo.
- Não sei, eu estava desesperado, tinha dormido em um banco, e quando acordei tinha muitas garotas envolta de mim, eu fiquei desesperado e sai correndo, mais elas estavam atrás de mim. Seu carro foi o primeiro que vi._ disse ele passando a mão no cabelo.
- Tá tudo bem. Só que você é perfeito demais, nesses últimos dias, você deu uma cesta básica para uma senhora, ajudou uma ONG de cachorrinhos... Ninguém é tão perfeito assim!
Ele confirma com a cabeça, Noah afasta alguns fios de cabelo que tampavam um pouco da minha visão.
- Realmente ninguém é perfeito. Até mesmo eu! Tudo que vocês sabem é o que passa na televisão. Mais eu tenho meus momentos de fraqueza, sinto dores, sou ignorante as vezes e não quero ver ninguém. Após que já viu meu nudes vazado._ completou sorrindo.
Reviro os olhos e sorrio.
- Tá, tudo bem!
- Eba, um sorriso. Agora quero que você me mostre as pessoas que você vigia.
- Ta bom!
Saímos do telhado.
- Podemos ser amigos agora?_ ele perguntou.
- Vou pensar no seu caso._ respondo
- Tudo bem, enquanto isso vou ficar do outro lado da rua. Pra você não pensar que eu estou querendo me aproveitar.
Não tinha dado nem dez minutos e lá estávamos nos conversando um do lado do outro.
- E você disse o que?_pergunto rindo.
- Só se a água tivesse aquecida, por que se não, o menino ia ficar feio._ disse ele olhando para baixo
Comecei a rir da situação.
- Já estamos chegando?
- É aquela casa ali._digo me recompondo
Ele resmunga.
- E o que fazemos agora?_ perguntou.
- Vamos sentar aqui no meio fio e vamos esperar.
- Esperar o que?
- A hora certa de invadir.
- Vamos invadir?
- Caladinho.
A última luz da casa foi apagada, olho para Noah que estava parecendo nervoso.
- Agora, vamos.
Levantei e saimos correndo para parte de trás da casa, onde tirei de debaixo do carpete uma chave.
- Como sabia da chave?
Solto uma risada baixa e curta.
- Costuma invadir?_ perguntou ele.
- Como percebeu isso?_ digo abrindo lentamente a porta.
- Acho que minha resposta é sim._ sussurrou.
Passamos pela cozinha e fomos para na sala, Noah estava perdido olhando as fotos de família dos moradores da casa enquanto subo as escadas para os quartos.
- Allen... Allen!
- Fala baixo, Noah._ digo baixou mais num tom que dava para ouvir legível.
- Allen?_ disse aquela voz fina e aguda.
Olho para trás e lá estava a pequena Alice me olhando com o seu urso de pelúcia agarrado nos braços.
- Você voltou!
Me ajoelho na sua frente e tampo sua boca com minha mão.
- Alice, está tudo bem?_ perguntou, do seu quarto que dividia com sua mulher, o pai da menina.
- Está tudo bem, só fui ao banheiro.
- Quer que eu te coloque na cama?
- Não, obrigado!
- Boa noite, querida.
- Boa noite, papai.
Alice nos levou para seu quarto, onde a coloco na cama para dormir.
- Pode me contar a história que contou ontem?_ perguntou ela deitada com o seu urso.
Noah estava encostado na porta sentado no chão. Me olhando e sorriu.
- Ali, aquele dali é o...
- Já vi ele na televisão, sei que é.
Dou um sorriso.
- Está tudo bem para você?
- Se me contar a história de ontem...
Dou um sorriso.
~*~
- Você se dá bem com crianças._ disse Noah.
- Algumas não gostam tanto assim, a Alice é diferente.
Olho para ele, aquele cabelo desarrumado, aquele sorriso, aquele maldito sorriso que acompanhava uma barba rala. Como não se apaixonar por ele?
Ele para de andar e olho para mim.
- Que não gostaria de está com você? Uma pessoa maravilhosa, um garoto incrível e de atitude. Garanto que quem não gosta de você só diz isso porque não te conheceu como eu.
Me arrepiei.
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