21: Espíritos Primitivos da Natureza II

Eram VINTE E UMA vezes uma clareira mágica.

Ela era o lar dos Espíritos Primitivos da Natureza: onde tinham surgido e onde moravam desde então.

Como sabemos, eram eles que mantinham o funcionamento do mundo, guardando seus segredos, que agora estavam prestes a revelar para a Colecionadora de Defeitos, uma menina que passara por muitos mundos e dimensões diferentes, coletando em cada um deles uma dádiva.

Essas dádivas ajudariam os Espíritos a garantir que o mundo ficaria em segurança quando eles estivessem extintos – o que sabiam que ia acontecer, pois sentiam o futuro.

Quando a Colecionadora chegou na clareira, acompanhada por seus amigos, a princípio não os viu, mas sentiu sua presença. Depois que algum tempo se passou é que os enxergou.

Eles tinham várias formas diferentes. Se pareciam com animais, com árvores, e com a mistura dos dois. Tinham folhas, pelos, brotos, escamas, penas, e flores. Se pudéssemos juntar toda a natureza em um só conceito, o resultado seriam eles.

A Colecionadora os reverenciou. Ela foi tomada por contentamento como nunca antes. A sensação era parecida com a de ler o livro que eles lhe enviaram, só que maior e mais forte.

Primeiro seu interior, e até chegar ao seu corpo, uma onda de satisfação a preencheu, e ela se tornou um dos Espíritos: brilhante, vigorosa, e com asas cor de fogo, que fechadas alcançavam seus pés.

- Você é muito querida por nós, Colecionadora! – sussurram dentro dela.

Anael e CMC, que vocês devem estar se perguntando por onde andavam... Bem, primeiro se sentiram confusos... Mas depois sentiram o mesmo que a Colecionadora. Só não foram transformados em Espíritos porque não eram escolhidos da mesma forma que ela.

- Precisamos voltar para o templo – a Colecionadora disse, soltando raios de luz para todo lado, e com os olhos em chamas.

Quem se lembra de todas as transformações que a Colecionadora já passou até aqui?

Qual versão dela é a sua favorita?

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