Cervejas, Mamadeiras & Recaídas
Melanie estava em sua casa vendo TV e observando Alex engatinhar no tapete, estava muito preocupada com suas contas. Já tinha anoitecido quando ouviu a campainha tocar e abriu, sorriu ao ver que era Brianna, sua amiga.
— Oi Brianna! — sorriu, dando espaço para ela entrar. — Entra.
— Tenho ótimas notícias! — falou toda alegre. — Ei coisinha linda? — sorriu ao ver Alex engatinhando. — Vem aqui com a tia Brianna vem, coisa gostosa! — a pegou no colo e encheu a loirinha de beijos. — Que cara é essa Melanie? — colocando Alex no chão e olhando o semblante entristecido da amiga.
— Ai Bri. — ela suspirou. — As coisas andam tão difíceis. — coçou a nuca e sentou-se na pontinha do sofá. — Não consigo um trabalho de jeito nenhum, eu estou com aluguel atrasado, desde que o Mr. Gasper morreu e a vaca da mulher dele virou dona do apartamento ela não me deixa em paz, ele tinha paciência e me dava prazos, ela não... Tirando que estou até o pescoço de contas para pagar e eu não vejo saída, eu não posso ficar lavando roupa alheia e cuidando dos filhos dos outros sempre, eu preciso trabalhar! — desabafou e Brianna ouvia tudo com um sorrisão. — Por que está sorrindo? — indagou. — Eu estou dizendo para você que eu estou em apuros e você aí rindo como se fosse algo bom.
— Eu estou rindo por que tenho a solução para os seus problemas. — sentou ao lado dela e Melanie a encarou com curiosidade.
— Como assim? — sorriu. — Você me arrumou um emprego Bri?
— Digamos que sim! Só basta você aceitar. — piscou.
— É claro, diz logo! — disse roendo as unhas.
— Bem, sabe aquele meu empreguinho anual no leilão de joias? — sorria.
— Aquele que você vai todo ano e que acontece em Montana? — Brianna assentiu. — O que tem?
— Bom... Tem uma vaga! — contou empolgada e Melanie abriu um sorriso tão grande que quase tapava toda a sua cara.
— Oh meu Deus!
— Está certo que é temporário, mas dois mil dólares apenas para ficar servindo mesas e fazendo recepção por duas semanas ajuda muito não é?
— E como! — Melanie sorriu. — Nossa, com dois mil dólares eu pago meu aluguel e posso ficar relaxada até encontrar um emprego!
— Eu sabia que você ia querer, tinha certeza. — disse entusiasmada, em seguida viu Melanie parar de sorrir. — O que foi? — perguntou confusa.
— Eu vou poder levar a Alex, não é? — mordeu o lábio, um pouco nervosa.
Brianna observou a bebê que sacudia sem dó uma tartaruguinha de pelúcia e a jogava por ali enquanto reclamava.
— Oh Melanie... — Brianna mordeu o lábio. — Acho que não viu?
— Droga! — disse frustrada, não estava acreditando. — Tem certeza?
— Tenho amiga, nós ficamos alojadas, não tem tempo e pior espaço para um bebê. — disse lamentada. — Mas Melanie, você precisa ir.
— Eu não posso ir Brianna. — ela negou. — Não posso deixar a Alex aqui, eu não vou sem minha filha.
Enquanto Brianna e Melanie conversavam, Alex viu a porta aberta, sorriu batendo palminhas e foi até a porta engatinhando, logo saiu.
♦♦♦
— E as duas vadias ficavam brigando e falando asneira durante o dia inteiro. — Scott contava, enquanto tomava um gole da cerveja. — Sabe o que é duas cachorras latindo no seu ouvido toda santa hora? Ninguém merece cara.
— Mas você não tem nada melhor para inventar e vai comer duas mulheres ao mesmo tempo irmãozinho? É isso que dá. — Edward gargalhou sem tirar os olhos da TV, pois jogava uma partida de videogame com Nick.
— E verdade, você tem razão cara, sabe o que eu quero? — perguntou, com um sorrisinho malicioso. — Carne nova. — os outros dois riram e concordaram.
— Amanhã tem uma festinha no Deluxe e você sabe como são as festinhas de lá não sabe? — Nick deu um murro de leve no braço de Scott.
— Deluxe, a casa das piranhas no cio? — Scott perguntou. — Está brincando que ainda funciona... Eu pensei que tinha falido cara.
— Pois o antigo dono vendeu e o dono atual reergueu tudo inclusive é nosso amiguinho, entramos de graça. — Edward comemorou.
— Era o que eu precisava. — Scott disse, mas parou de falar ao ouvir um barulho da porta. — Que é isso?
— É a Alex. — Nick disse.
— Alex? — Scott perguntou boiando. — Quem é essa? — os amigos iam responder, mas ele interrompeu. — Ah já sei, estão pegando uma gatinha e nem me falaram não é? — levantou indo até a porta.
— Não, seu louco... — Edward ia falar, mas Nick o impediu, mostrando que Scott estava indo em direção à porta. Os dois prenderam o riso.
Scott abriu a porta e não viu ninguém. Até que escutou um pequeno gemidinho e olhou pra baixo dando de cara com uma bebezinha linda. A pequena reclamou um pouquinho e entrou no apartamento.
— Edward, tem um bebê aqui. — apontando a pequena engatinhando.
— Sim, não é uma gracinha? — Edward disse com um sorrisão. — Ei Alex?
Ela sorriu e ficou alvoroçada ao ver Edward, sacudiu os bracinhos e foi até lá, pois ele estava chamando-a.
— Vem aqui com o tio Edward. — ele pegou a pequena no colo e encheu as bochechinhas dela de beijos.
— Edward, o que é isso hein? Você virou papai e se esqueceu de me avisar?
— Ela é filha da... — Nick foi interrompido pelo celular. — Ah porra, me deixa ver quem me incomoda. — jogando salgadinho em Scott e saindo atrás do celular.
— Sempre ela escapa da mãe dela e vem pra cá. — Edward disse. — A mamãe sabe que você está aqui Alex? — perguntou.
— Nom. — ela disse com um biquinho.
— Ela falou? — Scott perguntou espantado.
— Claro que falou, ela sabe falar quatro palavrinhas. — disse orgulhoso.
— E quais são essas palavrinhas? — Scott perguntou curioso.
— Nom, tá, mamã, e tetê. — disse imitando-a. — Quer dizer, não, sim, mamãe e tetê é o... Mamar dela.
— E vocês fazem parte do fã clube oficial ou o quê? — disse divertido olhando a pequena, era bem lindinha, tinha os olhinhos azuis e os cabelinhos loiros e parecia ser bem espertinha.
— Que nada Scott. — Edward deu de ombros beijando a mãozinha dela. — Vamos lá com a mamãe Alex?
Ela assentiu entretida com o pingente do cordão de Edward, que saiu com ela.
— Bem cara, eu vou tomar banho... — Nick disse animado. — Amanhã, é o último dia de aula antes das férias, eu preciso acordar cedo.
— Vai lá, chocolate. — Scott indagou enquanto pegava o controle e arrumava o jogo. Ficou entretido enquanto jogava, mas parou de jogar ao ver uma foto, era Nick, Edward, Melanie e uma loira que ele não conhecia, mas a loira não interessava, o que interessava era Melanie. Melanie! A bonequinha do apartamento 37! Será que ela ainda morava ali? Lembrava que ela sempre lhe deu o maior mole e ficavam quando ele foi embora. — Gol! — deu um sorrisinho cheio de más intenções.
♦♦♦
Melanie ainda conversava com Brianna, que tentava lhe convencer a aceitar o tal emprego no leilão.
— Sem chances Brianna. — ela dizia pela vigésima vez. — Não vou largar minha criança aqui, eu não sou louca, eu não tenho ninguém no mundo, eu só tenho a minha filha e ela só tem a mim.
— Eu sei... — Brianna assentiu. — Eu entendo Mel.
— De qualquer forma, eu te agradeço imensamente por ter se lembrado de mim. — disse sentindo um nó na garganta. Estava com vontade de chorar, vontade de pôr pra fora tudo o que estava sentindo.
— Melanie. — Brianna apertou a mão dela. — Eu vou guardar sua vaga, caso você mude de ideia.
— Eu não vou mudar. — disse baixinho. — Mas obrigado mesmo.
— Eu vou guardar. — Brianna disse firme. — Agora eu preciso ir embora, por que o idiota do meu pai está em casa e eu ainda tenho que buscar a Suzy na casa da minha prima.
Melanie assentiu e acompanhou Brianna até a porta, quando estavam no corredor viu Edward chegar com Alex no colo.
— Oh Edward. — ela sorriu sem jeito. — De novo? Me desculpe mesmo, eu não vi quando ela saiu. — pegando a filha no colo.
— Imagine. — ele disse descontraído. — Ela não atrapalha. — ele observou a amiga de Mel. — Oi Brianna, não cumprimenta mais os seus amigos não?
— Não sou amiga de mentirosos. — respondeu com o nariz empinado. — Até mais Mel, tchau fofinha. — deu um beijinho na bochechinha de Alex, que deu acenou e se despediu dela em seu dialeto "bebêiês". Já Edward ficou rodado.
— Sua amiguinha é bem mal educada hein? — ele disse sem humor, Melanie riu.
— Brianna anda muito estressada, o pai dela voltou de viajem ontem e você sabe como isso a deixa estressada, tirando que você não fez bem em ter dito que era gay para se aproximar dela, você não precisa disso Edward. — ergueu a sobrancelha prendendo o riso.
— Você tem razão. — ele suspirou. — Mas o que eu posso fazer se essa mulher me tira do sério? — olhando por onde Brianna tinha saído. Melanie gargalhou.
— Você não combina mesmo com o tipo apaixonado, você não me engana Ed. — ela negou com a cabeça.
— Ai Mel, como você é chata. — ele bufou. — Mudando de assunto, como foi sua entrevista?
— Prefiro não comentar... Catastrófica! — ela cheirou os cabelinhos da filha que bocejava. — Bem, eu já vou entrar, obrigado por ter trago minha pequena fugitiva.
Edward sorriu e se despediu de Melanie voltando para sua casa. Ao chegar lá, viu Scott jogando salgadinhos para o alto e os aparando com a boca, assim que viu o irmão ele se levantou.
— Cara, eu preciso te perguntar uma parada. — ele disse afoito.
— Pergunta. — Edward deu de ombros.
— Sabe a Melanie? — Edward assentiu. — Você sabe se ela ainda está morando aqui?
— Está, mais o que você quer com a Melanie? — não teve tempo de falar, pois Scott saiu do apartamento. — Ei Scott!
— Que gritaria é essa? — Nick reclamou, aparecendo na sala.
— O que você acha? Scott com as galinhagens dele, eu espero que a Melanie dê um fora bem lindo.
Nick negou com a cabeça e sorriu.
♦♦♦
Melanie tinha acabado de dar banho em Alex e estava lhe dando de mamar no sofá enquanto via um filme. Ouviu quando bateram na porta.
— Quem será à uma hora dessas hein? — Melanie suspirou. — Hey amor da mamãe, deixa a mamãe abrir a porta, deixa? — afinou a voz.
Alex assentiu coçando o olhinho. Melanie cobriu o seio e foi até a porta, abrindo em seguida. Quase parou de respirar ao ver Scott encostado no parapeito, lhe sorrindo lindamente, sentiu seu coração acelerar.
— Oi Mel. — ele disse a olhando de cima a baixo, ela continuava gostosa como sempre. — Não vai me convidar pra entrar?
Melanie não disse nada, apenas deu um sorrisinho de lado e saiu da frente, ele entrou. Com tantos problemas na cabeça tinha esquecido que Scott ia chegar, estava feliz em vê-lo e também não sabia o que diria em relação a Alex, preferiu não tocar no assunto.
— Está tudo bem? — ele a pegou pelo braço, delicadamente. — Você me parece nervosa.
— É está sim... — ela assentiu. — Edward me contou que você viria, mas eu acabei esquecendo.
— É eu vim passar um tempo com meu irmão. — ele deu de ombros. — Eu estava morrendo de saudades de você sabia? — pôs uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
— Estava com saudades de mim? — ela indagou erguendo a sobrancelha com um sorrisinho de lado, ele assentiu.
— Muita. — abrindo um sorrisinho canalha.
— Pois não parecia, nunca mais procurou saber de mim. — ela desabafou virando a cara tinha certa raiva por ele ter lhe esquecido.
— Eu não podia querida, eu juro que pensava em você sempre, mas eu não podia te ligar direto. — soltou uma mentirinha, até os primeiros seis meses ele se lembrava dela, depois foi esquecendo gradativamente. Apesar dos beijos da garota serem deliciosos, os melhores que ele já provara, não podia viver no celibato eternamente, ele não tinha nada sério com ela pra jurar fidelidade.
— Hm... — ela o encarou, sem dar muita credibilidade. Como aquela mulher podia ser tão linda?
— Sabe, seria ótimo se agora me desse um beijo. — ele disse, se aproximando dela.
— Mamã! — a pequena Alex começou a chorar dengosa, chamando a atenção da mãe e de Scott que quase cai ao ver a pequena ali.
Melanie correu até o sofá, nervosa e pegou a filha, sentando com ela em seu colo. Pegou uma fralda e cobriu o seio, fazendo Alex retomar a mamada. Scott ainda estava em choque.
— Você é a mãe dela? — ele perguntou já recuperado do susto.
— Desde que ela nasceu. — ela disse com um sorriso encantado, olhando a filha.
— Oh meu Deus, você tem um marido? — disse olhando para os lados, procurando um possível marido.
— Não, minha filha não tem pai. — ela disse dessa vez com um nó na garganta.
— Ufa... — ele respirou aliviado, Melanie o encarou. — Digo, eu sinto muito Mel, eu não sabia que você era mãe solteira. E quem é o pai? — ele perguntou. — Desculpa eu estar me metendo assim nesse assunto, mas eu...
— Você não conhece... — ela mentiu. Estava se sentindo frustrada por saber que ele realmente não se lembrava da última noite que passaram juntos, era de se esperar, ele estava muito bêbado.
— Como ela se chama? — ele sentou ao lado dela, olhando a pequena.
— Alexia. — ela beijou a mãozinha da filha, estava um pouco nervosa por Scott estar tão perto da pequena.
— É um nome diferente. — ele assentiu. — Lindo como ela. — Melanie sorriu. — Ela é uma gracinha.
Os dois se entreolharam e Melanie assentiu.
— Obrigada. — mordeu o lábio o encarando. Ele estava lindo como sempre, seu cabelo castanho ondulado, seus lábios vermelhos e seus olhos cor de mel conseguiam deixá-la louca. A barba estava rala, o que lhe dava um charme a mais. Estava ficando quente de repente. Alguns minutos depois Alex dormiu. Melanie a colocou no bercinho e voltou para a sala. — Pronto. — sorriu e o viu em pé. — Ué... Já vai embora? — ergueu a sobrancelha.
— Eu acho que você precisa descansar, deve estar muito cansada. — ele coçou a nuca. — Já te incomodei demais.
— Não precisa você agir com tanto cavalheirismo Coleman... — ela rolou os olhos e se jogou no sofá. — Acho que essa nossa fase já passou. — piscou. Ele riu, e se aproximou dela com as mãos no bolso.
— O que quer dizer?
— Quero dizer que eu ainda arrasto um bondinho com cinco gordos dentro por você. — ela mordeu o lábio, o chamando com o dedinho.
— Bem interessante... — ele sentou ao lado dela. — Eu arrasto um com seis gordos.
Ela riu e sentou no colo dele. Scott a beijou com vontade. Melanie era linda, gostosa e não era grudenta e ele adorava ficar com ela. Assim que sentiu a língua dele na sua, ela sentiu algo bom dentro de si, seu estômago revirou e sentiu toda a excitação corroer suas veias. A boca de Scott fora feita sob medida para ela, tinha certeza absoluta. Ele foi descendo os beijos para o seu pescoço e ela sorriu se afastando.
— Qual é o problema? — ele perguntou confuso, voltando a beija-la no pescoço.
— Não vamos fazer sexo.
— Ah estraga prazeres... Porque não? Eu sei que você quer. — ele sorriu de canto e lhe deu um selinho.
— Não sou uma vagabunda. — ela mordeu o lábio, sentindo-o morder sua orelha. — Faz tempo que a gente não se vê e eu nem sei se você tem uma namorada, se eu já for abrindo minhas pernas pra ti pode pegar mal pro meu lado. — disse dengosa enquanto cheirava o pescoço dele.
— Eu não tenho uma namorada. — ele sorriu a olhando. — Transar comigo agora não fará de você uma vagabunda, estamos com saudades um do outro, não concorda? — lhe deu um beijo. — Não vai pegar mal, eu não vou contar pra ninguém.
— Não vai falar mal de mim depois? — ela disse fazendo um biquinho.
— É claro que não meu bem. — ele piscou. Estava muito a fim de transar com ela. — Eu já falei mal de você alguma vez? — ela negou com a cabeça, sabia que ele não era imbecil a esse ponto. — E então?
Melanie sorriu e o beijou outra vez subindo o vestido e em seguida o jogando longe, Scott estava todo animadinho e sorriu abertamente ao ver os seios de Melanie, eram enormes e cheios de sardas clarinhas. Lindos. Ele apertou os dois e em seguida chupou um deles com excitação, seu membro estava endurecendo e ficando apertado dentro da calça. O corpo de Melanie era lindo, não parecia que ela tinha engravidado.
— É sério que você teve um bebê? — ele riu, observando a cinturinha dela. Melanie assentiu rindo. — Não parece mesmo, você continua uma delicia. — disse ofegante.
— Foi um parto normal. — espalhando beijos pelo seu pescoço. — Sem cicatrizes.
— Mesmo assim, nem toda mulher consegue permanecer linda depois de parir, você é uma exceção. — acariciando as curvas da garota.
Ela sorriu com os olhos brilhando, amava demais aquele homem. Não sabia se ele dizia aquilo só pra que ela transasse com ele e nem importava, ela queria transar e só isso bastava. Tirou a blusa dele com pressa e quase geme ao sentir a pressão do membro duro em sua intimidade. Arranhou o peitoral masculino com delicadeza, fazendo-o suspirar e ele a beijou outra vez enquanto procurava as alças da calcinha dela. Fizeram sexo ali mesmo, no sofá. Melanie não fazia o tipo "mocinha virgem", ela gostava era de sexo e não ligava para o que os outros pensavam disso. Depois de alguns longos minutos os dois chegam ao clímax. Scott sorriu satisfeito e deitou ao lado dela, com a respiração acelerada devido ao orgasmo.
— Senti sua falta Scott... — ela deitou a cabeça no peito dele, com os olhos fechados procurando acalmar a respiração. Ele sentiu certo receio, como podia ter se esquecido de Melanie? Ela era tão linda e atenciosa e parecia que gostava muito dele.
— Eu também senti sua falta. — ele sorriu de leve. — Faz muito tempo, não é? Você engravidou e teve sua filha e isso requer muito tempo. — disse pensativo, se sentia um pouco mal por saber que Melanie andou saindo com outro cara e para piorar, tinha pinta de galã, pois a criança nascera loira de olhos claros, que merda!
— Se irritou por eu ter tido um bebê? — ela perguntou sem olhá-lo, ainda com a cabeça no peito dele.
— É claro que não. — ele negou com a cabeça. — Sua filha é linda, o problema é se o papai dela for ciumento. — ele virou a cabeça dela e lhe deu um selinho. Ela sorriu.
— O pai dela não sabe que ela existe. — Melanie disse e Scott fechou o sorriso.
— Como assim? — dessa vez Scott demonstrava uma expressão irritada. Quer dizer que o babaca tinha vazado e deixado Melanie sozinha?
— Ele não sabe... Nunca soube. — disse olhando para o nada, se sentia desconfortável em falar desse assunto com Scott, afinal ele era o pai de sua filha, mas ela não sentia preparada pra lhe contar isso.
— Mas você precisa ir atrás dele, precisa contar para que ele possa vir assumir o que fez. — apontou.
— Scott, vamos mudar de assunto? — ela pediu lhe dando um selinho. — Sim? — dando vários selinhos no pescoço dele, que rapidamente esqueceu o assunto e se pôs a beijá-la. Vestiram-se e ficaram vendo um filme e quando o mesmo acabou Scott se despediu dela.
— Eu adorei ver você... — pôs o cabelo dela atrás da orelha. — Continua a mesma princesa de sempre. — ele lhe deu um selinho e ela sorriu com os olhos brilhando.
— Eu também fiquei muito feliz por ter te visto. — ela o abraçou pelo pescoço. — Mas agora precisa ir.
— É uma pena que eu não possa ficar pra "dormir". — ele disse fazendo aspas. — Você é malvada, Mel. — ele reclamou.
— Dormir... Sei. — contendo o sorriso. — Não achou suficiente o que rolou?
— Foi gostoso, incrível e muito intenso... Mas se tivesse uma segunda, terceira ou quarta rodada ficaria melhor. — piscou e ela negou com a cabeça.
— Seu imbecil. — mordeu o lábio. — Não posso deixar você dormir por que não é apropriado, mas a vontade é no corpo inteiro. — sussurrou safada. — Agora vai que amanhã meu dia vai ser longo. — o chamou com o dedinho para mais um beijo e logo se afastou. — Boa noite, amor. — soprou um beijinho e bateu a porta na cara dele.
— Eu te vejo amanhã? — ele berrou do lado de fora.
— Talvez. — ela respondeu do lado de dentro encostada na porta, com um sorriso enorme.
Ele sorriu e se afastou todo animadinho. Tinha esquecido que ficar com Melanie deixava o seu humor estonteante. Era uma espécie de terapia e ele adorava.
Melanie foi tomar banho toda saltitante e avoada. Scott lhe deixava assim... No mundo da lua. Sorriu sozinha e ficou um tempo pensando no sexo maravilhoso que compartilharam, ela se olhou no espelho do banheiro e se admirou se sentindo linda, quando transava se sentia a última bolacha do pacote. Riu de si mesma enquanto se enrolava em uma toalha e saía do banheiro, foi até a cozinha tomar um copo de leite, em seguida foi dormir.
♦♦♦
Scott entrou no apartamento com um sorriso enorme. Edward o encarou de rabo de olho.
— Que cara é essa hein Scott?
— Nada. — ele deu de ombros. — Por um acaso não posso sorrir? — perguntou erguendo a sobrancelha.
— Estava com a Melanie? Até agora? Por que demoraram tanto? — desconfiado.
— É claro que eu estava com aquela bonequinha. Por que não me contou que a bebezinha era filha dela? — ignorando as outras perguntas do irmão. — Eu mesmo ia deixá-la para a mamãe. — disse safado.
— Toma vergonha Scott, ela é mãe. — disse pasmo com a safadeza de Scott.
— E o que tem demais? — deu de ombros, indo até a geladeira. — Melanie é linda e sempre fica comigo. — pegou uma cerveja.
— Bom, que vocês davam uns beijinhos aqui e ali eu já sabia... — Edward parou de falar. — Scott? — ele encarou o irmão que abria a garrafa de cerveja com um abridor. — Você... Chegou a transar com ela? — quis saber. Scott sorriu de canto e suspirou.
— Algumas vezes. — dando um gole na cerveja, Edward ficou branco. — Mas isso não é da sua conta. — piscou.
— E... Será que você não é o pai da Alex? — Scott cuspiu a cerveja e em seguida teve um ataque de risos.
— Está maluco é? — Scott negou com a cabeça. — A gente só faz sexo com camisinha, não sou louco de comer mulher nenhuma sem proteção. E também a bebezinha dela é muito loirinha, os olhos muito claros, é claro que é filha de outro.
— Às vezes as crianças puxam para os avós. Mamãe é loira de olhos azuis, eu tenho olhos azuis e sou seu irmão... — Edward disse perplexo, como não tinha pensado nisso antes?
— Meio irmão. — corrigiu.
— Entendeu o que quis dizer...
— Edward! — Scott rolou os olhos. — Já chega... Eu não sou o pai dessa criança! — tomou outro gole de cerveja. — Vou dormir. — saiu com a cerveja para o quarto.
Edward ficou com a pulga atrás da orelha. Mas talvez se Scott fosse o pai, Melanie tivesse lhe dito. Resolveu parar de pensar nisso e ir dormir. Estava exausto.
♦♦♦
No dia seguinte, Melanie acorda com alguém batendo na sua porta. Estavam batendo tão forte que jurava que colocariam abaixo. Olhou para o bercinho de Alex e viu que a pequena ainda dormia. Foi até a sala e abriu a porta. Era Malvina, a dona do apartamento, Melanie engoliu o seco.
— Olá. — a mulher lhe lançou um sorriso falso, exibindo seus dentes amarelos.
— Dona Malvina. — Melanie murmurou. — Entre fazendo o favor. — deu espaço e a mulher apenas a encarou.
— E então Melanie? — a mulher cruzou os braços, ignorando o convite. — Vai me pagar o aluguel ou não?
— Eu vou lhe pagar sim dona Malvina, mas eu não tenho dinheiro agora. — disse desesperada. — Tenha paciência, por favor.
— Olha aqui menininha. — a mulher disse respirando fundo. — A minha ideia era vir despejá-la daqui hoje mesmo... — disse duramente, fazendo Melanie gelar. — Mas para não dizer depois que sou uma mulher sem coração, eu vou lhe dar duas semanas... — fez dois com os dedos. — Para você me depositar esse dinheiro. — enfatizou e Melanie assentiu, aliviada. — Se você não me depositar esse valor, eu vou voltar aqui com meus homens para botar você pra fora. — a mulher falava bem sério. Melanie engoliu o seco. — Você está entendendo?
— Eu... Eu estou sim, eu juro que eu vou lhe pagar.
— Eu acho muito bom. — a mulher a encarou. — Duas semanas! — disse antes de botar os óculos escuros e sair. Melanie ficou olhando ela se afastar.
— Bruxa mau comida! — falou mal e deu língua, antes de bater a porta. — E agora? — ela suspirou. — O que eu vou fazer? — sentou no sofá e abaixou a cabeça. Lembrou-se da oferta de Brianna e suspirou, ela não queria ir, mas a situação estava muito difícil. Ela teria que aceitar e daria um jeito de deixar Alex com alguém. Pegou o celular e ligou para Brianna, a cobrar é claro, dinheiro para colocar créditos ela não tinha. Alguns segundos depois Brianna lhe retornou.
— Fala Mel!
— Bri... — Melanie encostou a cabeça no encosto do sofá fechando os olhos. — Aquela proposta de ontem ainda está de pé?
— Eu sabia que você mudaria de ideia. — riu. — É claro que está minha rainha.
— Eu aceito! — disse abrindo os olhos.
— Ótimo, tem como você vir ao endereço que eu vou te passar?
— Claro... Passa aí. — pegou uma caneta e um caderninho que lhe servia de agenda, resolveu anotar ali mesmo. Brianna lhe passou o endereço e ela desligou. Acordou Alex morrendo de pena e resolveu levá-la, não ia deixá-la na creche, pois ficava contramão demais. Arrumou a filha, se arrumou e tomou café rapidamente. Em seguida saiu.
♦♦♦
Edward e Scott tomavam café, com as caras amassadas.
— Cadê o veado do Nick? — Scott perguntou, botando café na xícara.
— Já saiu. — Edward disse, lendo seu jornal.
— Esse negócio de faculdade é um saco. — Scott reclamou. — Não aguentei fazer esse troço nem um mês.
— Nota-se... — Edward riu. — O seu negócio é sexo, álcool e diversão.
— Que é isso? — Scott bufou, tomando um gole de café. — O meu negócio não é viver enfurnado dentro de um escritório. Eu gosto de fazer o que eu quero.
— Entendo. — Edward assentiu. — Falando nisso, o que você anda fazendo?
— Estou atuando, como sempre. — deu de ombros. — Estava em cartaz com uma peça chamada mago do sexo. — ele disse pensativo. Edward espocou em uma gargalhada.
— Porra... Que nome é esse?
— Não ri. O nome pode ser engraçado, mas era um dramalhão daqueles.
— Não imagino uma peça com esse nome ser um drama, mas se você diz. — Scott lhe deu um tapa na testa.
— Mas isso não é o melhor. Estou sendo cotado como um dos nomes para participar de um filme de Hollywood! — todo alegre.
— Olha... — Edward assoviou. — Sério?
— Pois é. — Scott sorriu. — Mas ainda não está certo e com a sorte que eu tenho acho muito difícil me dar bem. — riu.
— Que autoestima da porra... — ironizou. — Vou torcer por você. — dando uma dentada em seu misto quente. Scott sorriu e os dois ficaram conversando sobre a família.
♦♦♦
À noite por fim Melanie volta para casa, tinha ficado na casa de Brianna durante o dia inteiro, conversando sobre o emprego. No dia seguinte as duas viajariam, afinal no domingo começaria o tal leilão e teria que fazer uma espécie de treinamento antes de começarem o trabalho.
— Hey bebê? — Melanie perguntou a Alex, que brincava em cima de sua cama. — O que vamos fazer hein? A mamãe precisa deixar você com alguém. — a pequena arregalou os olhinhos azuis e deu um gritinho, em seguida sorriu mostrando seus únicos dois dentinhos, Melanie sorriu. — Acho que a mamãe já sabe com quem você ficará. — deu um sorrisinho. Alex encarou a mãe e começou a tagarelar algo que só ela entendia. Melanie ficou olhando a TV pensativa. Seus vizinhos jamais lhe negariam esse "pequeno" favor.
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