Sonho ou realidade?

A neve caia lentamente, o chão já estava todo coberto de flocos que caiam sem cessar. O vento trazia consigo uma frieza insuportável, Celius enfrentava um inverno rigoroso. Não se via nada além do branco que contaminou tudo, desde os rios, as árvores, o solo, plantas, casas e principalmente a mansão D'stone. Uma mulher havia acabado de dar a luz numa caverna nas redondezas do castelo de cristal, lugar proibido de entrar. Isso devido aos rumores que cercavam aquele belo espaço num grande mistério, todos que adentraram lá jamais retornaram.

Mesmo dentro da caverna, o frio conseguia invadir, ficando cada vez mais intenso -50 graus.
A jovem mãe usava as poucas energias que ainda tinha por causa do parto que foi feito por ela mesma, para esquentar a criança que estava numa cesta envolta de um lençol de algodão grosso. Usando as duas palmas da mão, fazia uma proteção para seu bebê. Onde o frio não conseguia afeta-lo, a proteção tinha cor rosada.
- Eu não vou mais aguentar, estou sem forças.

Pouco a pouco a proteção que se esforçava para manter aquele ser indefeso em segurança, perdia seu efeito.
Estava com seus lábios pálidos, seus longos cabelos albinos estavam começando a endurecer, sua visão falha.
Em questão de segundos uma aura aquecedora de cor azulada a envolveu juntamente com seu bebê. - Perdoe-me o atraso querida.

- Eu pensei que não viria... Que tinha desistido de nós.
Falou ela ainda fraca, abriu seus olhos e os fixou em seu companheiro.

Estavam envolvidos em uma barreira que protegia a todos.

- Desistir de vocês, seria o mesmo que desistir da minha felicidade. Não existo eu, sem nós.

Ela levantou-se e se jogou nos braços dele, seus corpos colaram um no outro como se fizessem parte de um só. Encostou sua cabeça de leve sobre o tórax do moreno podendo ouvir cada batimento de seu amado, enquanto ele passava ambos os braços em volta dela para cerca-la de afeto e carinho com aquele ato. Os dois aproveitavam cada segundo do abraço que emanava amor entre eles. O moreno de cabelos esvoaçantes ergueu um pouco mais seu rosto e seus lábios pronunciaram.

- Te amo cada vez mais! E que este sentimento se eleve até o infinito, certamente ele superará o próprio infinito por você.

Após se revirar muito sobre a cama, Luna deu um longo suspiro e acordou. Acabara de ter um sonho, um sonho muito real. Será que tudo foi um sonho? Sua cabeça estava um emaranhado de pensamentos confusos, sentia latejos que dava uma dor de cabeça difícil de suportar. O quarto estava totalmente escuro, a loira esticou as mãos tentando achar seu abajur, estranhamente ele não estava ao lado da cama. Colocou os pés no chão, também não tinha nenhuma sandália por perto. Começou a andar e tropeçou em um objeto que fez barulho. Ela se assustou, ficou no chão, engatinhou um pouco e logo apanhou o objeto. Começou a apalpar, conseguiu reconhecer que era um Candeeiro a Petróleo, algo muito antigo.

(Espero que estejam gostando. Passei uns dias sem postar por falta de tempo. Amo vocês, obrigada pela força).

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