Encontro.
Era um finalzinho de tarde em Limoeiro, a cidade estava movimentada, pois era o horário em que muitos largavam do serviço, outros saiam da feira de compras que tinha no centro da cidade, os jovens eram liberados do colégio e os comerciantes estavam fechando seus estabelecimentos, todos eles na ânsia de ir para casa e descansar depois de um dia exaustivo. O céu estava repleto de nuvens cinzentas, sim, estava se preparando para chover. Começou a trovejar e os primeiros pingos da chuva foi caindo sobre o chão seco, fazendo subir o cheiro de terra úmida. As plantas reagiam ao vento que soprava junto ao chuvisco, balançavam como sinal de agradecimento aos céus por dar-lhes agua para suas raízes e folhas.
Luna seguia pelo mesmo caminho todos os dias como de costume após o trabalho. Havia sons de carros pelas estradas, pessoas andando rapidamente pela pressa e medo da chuva ficar mais forte. Ela caminhava sobre a ponte velha olhando para baixo, vendo o esgoto a céu aberto que contaminava aquelas aguas que já foram mais limpas, a agua do rio Capibaribe estava escassa, não tinhas forças para revidar aquela agressão ambiental que sofria. Mas ainda assim, conseguia manter certa beleza ao se olhar para o horizonte e as vastas variações de plantas que tinha. Ela sorriu ao ver uma família de capivaras que se alimentavam e brincavam mesmo em meio aquele rio sujo e com pouca agua. - Existem coisas que nós seres humanos devemos aprender com os animais. -Sussurrou ela baixinho.
Acelerou os passos, pois a chuva ficava vez mais forte e estava sem guarda-chuva o que piorava ainda mais sua situação. Ela segurava em uma de suas mãos uma pasta que continha alguns relatórios da empresa Holliston. Endireitou a bolsa em seu ombro e em questão de poucos minutos a loira estava completamente encharcada. No caminho, avistou um bar do qual sempre passara por ele, mas nunca entrou naquele lugar, pois detestava. Porém não encontrara outra opção a não ser entrar. A mesma entra no estabelecimento e observa ao seu redor, estranhamente todos param o que estava fazendo para fita-la entrar passo a passo. A filha do governador num barzinho de quinta como este? Essa era a pergunta que rondava a cabeça de todos por ali.
A jovem aproxima-se do balcão.
O Garçom imediatamente a atende.
- O que deseja moça?
A loira assentou-se numa cadeira em frente ao balcão, e respondeu: - Quero quero um suco de laranja, por favor.
O garçom soltou um breve riso ao ouvir a jovem a sua frente fazer-lhe aquele pedido.
- Desculpe moça, mas aqui não vendemos sucos, somente bebidas alcoólicas.
Luna ficou em silêncio por alguns segundos.
- Ora, então me traga um copo com água Por favor, ou vai me dizer que nem água tem por aqui?
Ela ainda estava nervosa e desconfortável por estar naquele ambiente, não quis ser grosseira pelo o acumulo problemas que tinha em sua vida pessoal, entretendo acabou sendo.
-Perdão, pelo meu jeito de falar.
O garçom afirmou com a cabeça.
- Sim nós temos, vou trazer imediatamente.
Um homem ao seu lado escutou e parecia se divertir com a situação, ele ria disfarçando com a mão.
Luna notou e o fitou-o sem nenhuma discrição.
-Do que diabos está rindo?
Ele tosse disfarçando ainda, meio sem jeito, nem ao menos a olhou.
- Nada, então você não é chegada em bebidas alcoólicas? Não sabe o que esta perdendo.
Ela ergue uma sobrancelha. - Não costumo gastar dinheiro com esse tipo de coisa. Sei muito bem o sacrifício de ganha-lo.
- Hm... Entendo-te, mas ainda sim, eu gosto de gastar meu dinheiro com as coisas que fazem sentir-me bem, eu trabalho para isso.
Ele deu um gole no uísque, exibindo um sorriso amigável.
Estendendo uma de suas mãos para cumprimentá-la, virando um pouco seu corpo.
- Me chamo Bryan e você?
Ela estendeu a mão em direção a ele, apertaram em cumprimento e logo em seguida soltaram. Luna virou o rosto rapidamente, parecia ter medo de ser reconhecida. Odiava ser abordada por alguém que falava apenas sobre seu pai e politica. Também se sentia incomodada com ele e de certa forma não entendia o porquê.
- Luna Morgan, muito prazer.
Ela não queria ter pronunciado seu sobrenome, mas saiu espontaneamente e agora estava à mercê de uma situação que viria a ser desagradável.
- Parabéns! Veio para escapar da chuva, entra num bar, agora fica de papo com um estranho e bêbado ainda por cima. Ótimo!
Pensou ela.
- É um prazer conhecê-la senhorita Morgan.
Falou ele olhando para o liquido e com o dedo indicador fazendo circulo na borda do copo.
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