Descobrindo.
Com o canteiro a petróleo em suas mãos, ela girou a peça chave até surgir luz. Alcançou a porta e saiu do quarto furtivamente. Agora tinha vantagem de ver melhor, com o objeto a frente do seu rosto para poder enxergar com mais facilidade, Luna se pôs a perambular naquele lugar.
As paredes estavam com as tintas desgastadas. Havia vários quadros de pessoas que ela não reconhecia, parecia ser uma família muito antiga pela imagem.
A loira seguia por um corredor extenso, parecia que não tinha fim.
Com pouco mais de quinze minutos andando ela viu a porta de um quarto.
Luna abriu a porta, entrando no recinto. Não demorou muito para perceber que se tratava de uma biblioteca pelos incontáveis livros que tinha em cada prateleira enfileiradas, tudo bem organizado.
Despertou sua curiosidade explorar mais aquele ambiente tão rústico.
Em uma mesa ao lado podia ver vários frascos cheios de líquidos desconhecidos, alguns até borbulhava, outros fumaçavam.
Ela se aproximava cada vez mais dos vidros, até que seus olhos pudessem observar bem de perto aquelas substâncias intrigantes.
Um livro cai de repente e Luna se esconde debaixo da mesa com ligeireza. Mas um pequeno camundongo aparece correndo, ela supôs que seria ele a causa do livro ter caído afinal era uma biblioteca antiga, parecia até estar abandonada a anos. Não era de se estranhar que encontrasse roedores e insetos.
A mesma deixou o objeto no canto, não viu necessidade em tê-lo consigo já que o local era iluminado por uma semi luz.
Tratou de levantar-se. Teve um flash back, lembrou de quando teve a coragem ou estupidez de sair de baixo da mesa daquele bar onde seus problemas aumentaram. As coisas pararam de fazer sentido em um curto período de tempo.
Por mais que tentasse por ordem em seus pensamentos que sempre foram sensatos a maioria das vezes, ela não conseguia achar uma explicação para o que aconteceu.
Avistou uma fileira de livros que chamou
sua atenção, começou a acompanhar com os olhos, o título dos livros.
Um em especial cativou seu interesse.
— Celius.
Ela leu em voz baixa. Ergueu o braço para pegar o livro. Já estava prestes a pegar o que queria. Quando começou a puxar o livro, sentiu uma mão por cima da sua, era uma mão grande, pesada e com veias grossas visíveis. De modo sutil aquelas mãos roçou as de Luna, quase como um carinho. Uma respiração quente e forte passou na região da sua nuca.
Sentiu uma onda de de emoções lhe invadir o corpo quando teve seu corpo encostado ao dele, o corpo delicado da jovem loira reagiu de forma vulnerável, embora nem tivesse virado para saber quem era que estava por trás de si, de um jeito tão íntimo, cada parte do seu corpo parecia reconhecer bem.
— Eu peguei primeiro.
Disse ela tão extasiada com aquela aproximação.
Bryan apertou um pouco a mão dela, indo até o ouvido da loira onde murmurou suavemente.
— Você sabe que eu tenho preferência.
Luna respirou fundo, refém de um desejo profundo que discretamente a dominava. Sim, era Bryan que estava por trás dela impedindo que ela pegasse o livro, só que não precisava ter tido aquela ousadia, sentiu-se provocada, mas quis disfarçar embora tenha ficado comprovado que ambos tinham uma química perigosa.
— Tudo bem....
Agora ela se esforçou para deixar a voz mais firme, mantendo a pose.
Deu de ombros, estava confusa. Acordou a pouco tempo, mas ainda sim assegurava que o que passara não fosse real ou algum engano terrível. Havia se perguntado até o instante. Tinha tantas coisas pra falar que mal sabia por onde começar.
Decidiu começar pelo início, de onde se conheceram.
— Bryan, de onde você me conhece? Porque aquele homem queria me me levar a força?
Luna fez duas perguntas seguidas e esperou as respostas o olhando como se pedisse sinceridade no que viesse a responder.
— Senhorita Morgan eu não tenho permissão para passar essas informações agora.
Ela calou-se, estava frustrada por não conseguir arrancar dele as coisas que gostaria de saber.
Ergueu o queixo e olhou fixamente nos olhos dele.
— Porque a mim?
Charlotte entra na biblioteca e dá de cara com Luna. Ela não tinha nenhuma intenção de ser simpática, pela cara era notável que não gostou da loira.
— Tem uma pessoa que quer te ver.
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