Capítulo 23 - A garota do coração de pedra

BELLO NARRANDO
Meu irmão está em Idaho. Agora é a hora. Se ele soubesse que estou indo invadir a igreja de PalmCity para achar provas contra o Padre Federico e expor a caça aos LGBTs que ele faz, ele nunca me deixaria ir.

São 7:00 P.M. Eu estou esperando por Solange no lado de fora de minha casa. Ela aparece, e então tomamos o caminho para PalmCity.

- Ainda não acredito que vou invadir uma igreja! - Ela fala.

- Se quiser, você pode ir. Eu quero ajuda para não ser pego, mas se você não quer se arriscar...

- Não. Eu faço. Promessa é dívida. Você me ajudou na escola. Vou te ajudar com o Padre. - Solange reafirma sua decisão.

Continuamos o caminho até a igreja. A Catedral de nossa senhora do perpétuo Socorro de Catarina. Hoje as portas estão fechadas. É estranho. Costumam ficar abertas.

- Tem outra entrada? - Solange pergunta.

- Deve ter uma janela para arrombarmos. - Digo.

Nós vamos contornando a igreja. Por sorte, não há ninguém na rua.

Achamos uma jenela que deve dar acesso a sacristia. Tem uma árvore do lado. Deve dar pra escalar. Quando vamos subir, ouço alguém dizendo:

- O que pensam que vão fazer? - Eu e Solange nos assustamos ao ouvir a voz de Alan. - Não deveriam estar aqui. Alejandro sabia que vocês iriam vir.

- Eu só vim atrás de provas consistentes. E se eles falharem em Idaho? E se mesmo que eles consigam expor os Wolverstyle, o Padre Federico ficar? - Pergunto a ele.

- Olha...

- Pensa em quanta gente foi raptada  por esse homem. Quantos LGBTs! Outros gays, outros como você! E você vai nós impedir? Ajude a gente! - Exclamo pela ajuda de Alan.

- Ele tem razão. - Solange me ajuda. - Se você não nos deixar fazer isso, corremos o risco de que ele saia impune.

Ele pareceu receoso. Não é de se admirar. Ele foi o sortudo que o Padre Federico deixou para que ninguém suspeitasse. Ele não pode correr tal risco de ir parar junto dos outros.

- Está bem. Vamos lá! - Ele diz.

Então todos subimos pela árvore, e entramos pela janela. Invadimos a igreja e fomos por um corredor até chegarmos a um quarto. Deve ser o quarto do Padre Federico.

Ao nos aproximarmos, ouvimos duas vozes bem familiares.

- Edward me mandou mensagem dizendo que estava indo resolver o problema junto de Apollo. Mas não sei se tudo vai ficar bem.

Essa é a voz da Taylor Wolverstyle. Pego meu celular e começo a gravar.

- Então o leilão humano dos Wolverstyle está sob risco? - Essa voz é do Padre Federico.

- Sim. E eu quero sua ajuda. Afinal você sequestrou vários LGBTs para os experimentos de cura gay. E se tudo for por água abaixo, preciso que não conte que sou eu quem está herdando o Bordel de Catarina. Giovanna vai continuar na administração por um tempo. - Ela fala.

- E por que eu não deveria contar quem você é de verdade caso a polícia chegue até mim? - O Padre pergunta.

- Porque eu tiro você da cadeia. Tenho dinheiro para pagar o diretor de qualquer cadeia em que você vá parar. E você diz que os Wolverstyle não quiseram envolver a pobre filhinha no mundo do crime, tráfico de drogas, exploração de trabalhadores, prostituição e tráfico humano. - A Taylor prossegue.

- E como você vai se defender?

- Nós temos um acordo de não entregarmos os outros. Minha família não vai me dedurar. Eu preciso fingir que sou santinha e me mantar no poder de chefe da prostituição do sudeste da Califórnia. - Aquela desalmada responde.

- Espero que Deus tenha piedade de sua alma. Você mandou sequestrar e traficar seu ex namorado, matou a mãe dele e ainda é uma cafetina. Mas você honra pai e mãe, e também tira viados e sapatonas do mundo. Então talvez você não vá parar no inferno, minha jovem. - O Padre diz a Taylor.

- Não estou nem aí. Se eu descer ao inferno, eu vou destronar o capeta. E vou mandar naquele lugar, assim como eu mando em tudo por aqui. Ninguém é melhor que eu. - Ela responde.

Na mesma hora paro de gravar. Posto o áudio no instsgram. E também vejo que a exposição do leilão ocorreu.

Na hora de sairmos dali, eu esbarro em um vaso de plantas, que se rompe ao cair e faz um barulho alto. Eu, Solange e Alan saímos correndo. Passamos pelo meio da igreja mesmo.

Assim que chegamos na porta, vemos que ela está fechada. Em pouco tempo, a Taylor e o Padre estão aqui. Nos encarando.

- Invadindo uma igreja? Não é a cara de vocês fazerem isso. - A cínica ri.

- Nós sabemos de tudo! E a exposição do leilão foi um sucesso. Tudo sendo transmitido ao vivo pelo Instagram. Mais de 7 mil pessoas estavam assistindo. Assim como deve ter gente agora ouvindo o áudio que gravei de sua conversa com o Padre. - Ameaço e ela arregala os olhos.

- Vocês não fizeram isso...

- Fizemos sim! - Diz Solange. - E vou fazer uma coisa que sempre tive vontade.

Solange vai até Taylor e dá um belo tapa na cara dela. Merecido na minha opinião. A Taylor começa a rir.

- Um tapa? Eu fiz tudo aquilo, e você só me dá um tapa? Se for me bater, tem que ser com vontade. Mas vou fazer melhor. - Ela tira uma arma de seu bolso. Como não reparamos aquilo ali? - Quem vai ser o primeiro? A pretinha? O viadinho? Não... já sei!O irmão do prostituto. Seu irmão era mais lucrativo para nós na época em que exploravos ele sexualmente.

- Minha jovem. Matar é errado. Abaixe a arma. - Chegou a ser engraçado ver aquilo diabo em forma de Padre pedir para ela parar.

- Não! Seus pais escolheram bem o seu nome, Bello. Você é muito bonito. Talvez eu devesse levar você pro Bordel, e mandar te estuprar. Te prostituir... Mas, acho que morte é mais adequ...

Na hora em que ela falava, uma multidão arrombou a porta igreja, gritando coisas horríveis. Pedindo a morte dela e do Padre. Ela apontou a arma para o alto e deu repetidos tiros para cima. Isso assustou as pessoas e ela teve tempo de fugir.

Mas o Padre não. Agora estava tudo acabado para ele. Meu irmão estava a salvo.

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Olá. Obrigado a quem chegou até aqui. Esse foi o antepenúltimo capítulo. Catarina irá durar até o capítulo 25. Em breve a história chegará a seu fim.

2 capítulos para o fim.

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