Capítulo 21 - O pequeno ditador
ALEJANDRO NARRANDO
Então essa é a jogada de Taylor. Nos ameaça com as pessoas que amamos. Chegamos ao hospital de Catarina. Jacquie e Alan estavam do lado de fora.
- Ela já foi transferida para San Francisco. - Disse Alan. - O Hospital de Catarina não tem como manter ela aqui, mas já removeram a bala.
- O tirro pegou numa costela e não conseguiu irr muito mais que um pouco abaixo da pele. Vão ter que remover a costela frraturrada. - Jacquie parecia bem aflito. - Alejandro, um rapaz loirro de farmácia deu um tiro nela, saiu correndo e disse "ROLETA RUSSA". Eu sei que isso tem a ver com você.
- Sim. Peço perdão. O rapaz era Apollo, um mercenário. - Eu digo e Jacquie se assusta um pouco. - Ele trabalha para a família Wolverstyle. Eu e Samuel descobrimos que o leilão humano do qual tanto se fala acontece no solstício de inverno. Então para nos ameaçarem, mandaram Apollo atirar em Melissa.
- Pensávamos que eu e Alejandro seríamos as vítimas. - Fala Samuel. - Falta uma semana pro leilão. Também foi o Apollo que sequestrou Juan. No mesmo dia que a Milkovich supostamente caiu da escada.
- Também são eles que sequestram jovens usuários de EastCity. E não tem LGBTs em Catarina porque eles são sequestrados para serem vendidos para centros de cura gay. - Eu falo. - Li em um dos e-mails de Edward. E também são os Wolverstyle que vendem a Arriba em Catarina.
Agora sim Jacquie parecia completamente desnorteado.
- Isso é demais. Eu vou parra casa. - Ele estava a ponto de chorar. Ele saiu rápido dali.
- Mi amore, vocês vão para impedir tudo isso? Não podem só denunciar?
- Não rola, Alan. - Samuel respondeu.
- A Polícia da Califórnia e de Idaho está envolvida. Quem pode nos ajudar é o FBI. Antes de invadir vamos, alertar a eles. E uma vez infiltrados, Samuel irá gravar o que puder e transmitir pelo Instagram. Isso vai alertar a toda e qualquer polícia por perto. - Eu explico.
- Então era para isso que conversavam aquela noite? - Ouvimos uma voz inesperada. Era Jacob.
- Que noite? O que você ouv... É verdade! Sou burro e Melissa é lerda. - Disse Alan. - Você estava lá. Melissa e Jacquie me falaram que te viram lá.
FLASHBACK
MELISSA NARRANDO
Eu olho na direção em que ele aponta. E realmente era o Samuel.
- Espera. Ele está com o Alejandro? - Ele pergunta. E vejo que tem mais alguém com ele.
FLASHBACK OFF
- Eu e Melissa nos esquecemos de falar que você estava lá. Você ouviu a conversa de agora? - Perguntou Alan.
- Sim. Tinha vindo trazer uma moça que teve overdose de Arriba para cá. Ouvi tudo o que falaram. Eu quero ir também! - Jacob exclamou. - Se são eles quem vendem, então quero dar um fim nisso. Nunca vi uma droga tão pesada e viciante.
- Não sei se todos podem ir. Fica em Idaho. Como vai todo mundo pra lá? Todo mundo aqui com exceção do Samuel é pobre. Eu já vou tirar de minhas economias da época de prostituto para ir. - Explico a eles.
- Acho que sei uma forma de todos irmos. - Samuel fala.
EDWARD NARRANDO
Estou novamente nesse galpão. Apollo está comigo. O carregamento de Arriba foi suspenso para Catarina. A droga já destruiu o que tinha para destruir. Agora só me resta esperar a festa do Solstício de inverno. As coisas estão indo bem calmas.
- Ei, chefinho? Posso te perguntar por que você vende essas coisas? - Ele me pergunta.
- Porque é meu trabalho. Todos devem trabalhar para se sustentarem. - Falo com simplicidade, a final de contas, é bem óbvio porque todos trabalhamos, para termos dinheiro e não sermos pobres. - É por isso que eu vendo as drogas. O mesmo motivo que você.
- Eu faço a sua segurança e a do carregamento porque eu preciso sobreviver. Não tive chance de estudo e fui chantageado a estar nessa vida. Sou um assassino foragido da justiça. Não tenho opção. - Ele diz. - Você é rico. Sua irmã e você herdarão a fábrica de enlatados. Você tem capital e formação para começar seu próprio negócio. Você não precisa disso.
- Precisamos sim. E se alguma acontecer e a fábrica der errado? O tráfico rende muito mais. Nós não somos simplesmente ricos. Somos bilionários. 500,000,000,000.00 em contas bancárias em paraísos fiscais. Fazemos pelo dinheiro. - Eu disse a ele.
- E para quê você quer tanto dinheiro? Isso não vai te servir muito quando você morrer. E dinheiro para gastar e ter uma vida boa, você já tem de sobra. Eu sou seu mercenário, mas sempre me questiono se destruir a vida de tanta gente inocente é necessário? Drogas? Cura gay? Pra quê? - Ele fala. Não vou continuar com isso. Taylor diz que ainda não tenho pleno controle sobre os outros. Vou provar a ela que ela está errada.
- É necessário. Eles merecem. São viciados porque querem. Ninguém mandou usarem Arriba. E quem é traficado são só pobres...
- Mas...
- Cale-se, Apollo. Eles são pobres porque querem. Ficam por aí mendigando dinheiro para comprar drogas. Se fossem ricos veriam que as drogas não resolvem os problemas deles. O que resolve é o dinheiro. O mundo é como está por causa de pobres. - Continuo. - Milhares de dólares doados todo ano para curar um bando de pobres que pegaram Ebola na África. Eles deveriam ter usado camisinha e feito sei lá mais o quê que se faz para prevenir DSTs. Se eles passam fome é porque são preguiçosos que não podem nem fazer sua própria comida. São negros miseráveis.
- Sr. Chefinh...
- Já te mandei calar a boca! E os gays. Desses eu tenho pena. São doentes, e aqueles que traficamos são usados para fazer a cura. Praticamente todos morrem ou se suicidam, mas um deles será curado e então saberemos que deu certo. E eles ainda me dão dinheiro. O quanto mais dinheiro, mais longe estou de ser pobre. Pobres também sofrem. Os trabalhadores asiáticos são explorados porque são pobres. E os pobres também são violentos. Olha o caos que é viver na América Latina. Você vira membro de gangues no México, vira traficante sem remuneração na Colômbia, vira miliciano no Brasil, um mendigo ladrão nas ruas de Cuba e um bandido desesperado por comida na Venezuela. Veja como pobres são nojentos. - Eu disse. - Eu até penso em subir seu salário e fazer um suborno em um juiz para você poder deixar de ser pobre, Apollo. Porque eu tenho pena de você. Porque você é um mercenário que não tem onde cair morto.
APOLLO NARRANDO
Eu saí dali e fui chorar. Ele não tem coração? Me humilhar porque sou um mercenário? E falar aquelas coisas horríveis de latinos. Eu sou descendente de colombianos.
Já chega. Ele mesmo falou que não tenho onde cair morto. Então não me arrependo do que irei fazer.
JACQUIE NARRANDO
- Vocês querrem que eu leve vocês parra Idaho no carro da minha host family?
- Sim. Pense no quê fizeram a Melissa. E você só vai deixar eles em Idaho. Não precisa agir no esquema para expor os Wolverstyle. Dependemos de você, Jacquie. - Alan me implorava para ajudá-los. Mas depois do que fizerram a Melissa, não posso deixar barrato.
- Eu topo!
E dentro de alguns dias, eu já estava no carro da host family atrravessando a frronteirra de Idaho. Eles irrão pagar por terrem machucado quem eu amo.
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4 capítulos para o fim.
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