Capítulo 17 - Ying & Yang
APOLLO NARRANDO
Mais um dia se passa, e nada de especial acontece. Era mais divertido na época em que eu trabalhava no bordel. As brigas eram o que animava meu dia. Mas a Giovanna falou que meus serviços seriam mais úteis vigiando as entregas de heroína e alucinógenos em Nevada. E agora ela pede para eu voltar pra Califórnia. Mas não é para cuidar da segurança do Bordel. É para cuidar da segurança daqueles dois mimados. Principalmente do mais novo. Ele é muito irresponsável.
Mas estou ansioso para voltar a Catarina. Ver o bom e velho Alejandro. Será que o viado já saiu do armário?
Enfim. É hora do melhor "segurança particular" da costa oeste voltar para Catarina.
MELISSA NARRANDO
Essas últimas 3 semanas foram horríveis. Para começar, depois de nossa viagem para o festival nacional do sorvete ser arruinada pela lerdeza do Bello, alguém começou a espelhar fotos minha junto do Jacquie pela escola.
Estão todos falando que éramos amantes antes do término dele com a Katy. E aquela filha da p*** saiu como a vítima.
E o Edward ainda conseguiu ser o maior babaca do mundo. Ele começou a andar junto com a falsiane. Ela fingiu estar chorando e estar triste por uma semana, e o Edward está sempre com ela para ajudar a superar. Um dia ela estava na companhia do Juan, e aí o mauricinho apareceu, empurrou o pobre coitado do Juan de lado e foi ficar perto da falsa.
Parece que eles vão namorar em pouco tempo. Mas isso não é chato. O chato é que ele brigou com o Jacquie. E ainda saiu o certo da história.
Estamos na cantina. Na mesa estamos eu, Solange, Samuel, Alan e Jacquie, que agora se senta com a gente.
Estão prestes a anunciar os resultados das eleições para líder das cheerleaders. A voz do professor de educação física se fez presente no microfone da cantina.
- Anunciando os resultados das eleições para líder das animadoras de torcida. Com mais da metade dos votos das cheerleaders e dos jogadores dos times de futebol, basquete e vôlei, a vencedora é Katy.
Não acredito! Isso é injusto. Ela parte o coração do Jacquie e sai impune.
KATY NARRANDO
Eu parti o coração do Jacquie e saí impune. Tenho minha reeleição, e com isso, minha vaga na Universidade. Vou sair desse fim de mundo e ir pro vale do Silício.
Mas ainda tenho minha parte do acordo. Nessas últimas três semanas fiquei colada no Juan e impedindo qualquer contato dele com os outros. Não posso deixar ele chegar perto do Alejandro. Seja lá o que o Alejandro quer com ele, não vai conseguir.
Estou com ele nesse momento, segurando ele pelo braço e impedindo sua ida.
- É sério, Katy. Tenho que fazer algumas coisas importantes.
- Não ligo, você sair comigo e com o Edward. Talvez role algo entre mim e ele.
- E se a Taylor estiver lá? - Ele pergunta.
- Ela não vai estar, e se por acaso estiver, olhe nos olhos dela e diga "oi". É algo difícil de se fazer? - Tento argumentar com Juan.
- É. Ela é minha ex...
- Deixa de besteira e vamos...
JUAN NARRANDO
Preciso dar um jeito de me livrar da Katy. Eu adoro ela, mas não posso atrasar as informações que tenho que passar ao Alejandro.
Preciso dar uma fuga nela, e tem que ser hoje. Vou pedir para ir ao banheiro quando chegarmos a loja de crepes que estamos indo.
Assim que chego lá vejo Edward e Taylor. É estranho ver Edward com Katy. Ainda mais pelo tanto que ele amava a Rowena, mas não posso deixar de desejar a ele felicidade, pois foi eu quem estragou tudo. A Taylor não para de digitar algo em seu celular, e o único momento em que ela para de olhar a tela de seu iPhone, é quando falo que vou ao banheiro.
Assim que chego ao banheiro, eu pulo pela janela e vou em rumo a EastCity. O lugar está um caos. Não sei porque, mas tenho a impressão de que estou sendo seguido.
APOLLO NARRANDO
Tive uma conversa muito interessante com a Giovanna. Parece que agora, vou trabalhar para a Taylor e cuidar da segurança das drogas do Edward.
A conversa que tive com Taylor foi animadora:
- Escute, tem um cara, Alejandro, ele está pondo a festa do Solstício de inverno em risco. Preciso que mantenha ele fora de jogo, mas não o mate. Só quero que atrapalhe ele o máximo possível. Ele não é prioridade. A prioridade é um cara chamado Juan. Tenho medo que, este sim, saiba demais. Ele é o filho da Milkovich, e ultimamente esteve tendo algumas conversas suspeitas com o Alejandro.
- Quer que eu faça o que? - Perguntei.
- Coloque ele no estoque de traficados. Assim vai trazer mais lucro do que somente matá-lo.
E agora eu estou seguindo esse cara desde uma loja de crepes até EastCity. É incrível ver o estrago que um pouco de pó pode fazer com alguém. A Arriba está destruindo o lugar.
Assim que chego em uma boa parte de EastCity, bdm vazia. Me aproximo mais dele, e assim que chegamos em frente a um beco...
JACOB NARRANDO
Está difícil ajudar os outros a saírem dessa vida. Sempre que chego perto de um dos dependentes químicos, eles tentam me roubar para conseguirem mais dinheiro para comprar mais droga.
Estou em uma parte bem pouco movimentada de EastCity. Só tem eu e mais dois rapazes aqui. Espere. Um deles é o Juan. Filho da Diretora Milkovich. E tem o outro rapaz se aproximando dele. Meus deus.
O outro rapaz pegou um pano e agarrou o Juan, e agora pôs o pano no nariz dele. Ele parece ter desmaiado. Preciso ajudar.
O cara levou o Juan desacordado para um beco. Eu corro até lá, tento achá-los, mas não tem ninguém. Eu não tenho celular e a polícia tem que ser alertada.
Eu estou perto da casa dos irmãos Cardoso. Por mais que eu odeie Alejandro, terei de falar com ele ou Bello.
Corro até a casa de um deles e acho Bello na porta, pronto para sair.
- Bello, pode me emprestar seu celular? Tenho que ligar para a polícia.
- Meu celular quebrou a pouco tempo. O que houve?
- Sequestraram o Juan Milkovich.
- Tem certeza? - Ele parece espantado.
- Sim, era um rapaz estranho. Nunca o havia visto em Catarina. Tinha um cabelo enorme na testa, mas pude ver que ele tem uma tatuagem lá. - Digo a Bello. Ele parece ter visto um fantasma, pois ficou branco feito farinha.
- Do que seria a Tatuagem? - Ele parece estar interessado.
- É símbolo Ying Yang, mas em vez de preto e branco, tem preto e amarelo. - Respondo Bello.
- ... - Ele fala algo tão baixo, que mal posso ouvi-lo.
- Oi? - Ele disse algo?
- Nada não, Jacob. Boa sorte para achar alguém e ligar para a polícia. - Ele me diz.
Saio dali em busca de ajuda. Estranho, podia jurar que aquela hora, eu ouvi ele falar "Apollo".
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