Capítulo 23
Jennifer narrando:
Estava terminando de me arrumar para tomar café da manhã, prendi meu cabelo e desci para cozinha.
Eu: bom dia Lurdes, dormiu bem?
Dona Lurdes: dorme sim, e você?
Eu: também, e meus pais já foram trabalhar como sempre?
Dona Lurdes: seu pai sim, a sua mãe ainda está lá no quarto.
Eu: que estranho, ela é sempre a primeira a sair.
Dona Lurdes: não quero me meter, mas até ligação do trabalho dela eu atendi, e ela pediu para dizer que não estava em casa.
Eu: tem algo de errado realmete, vou lá em cima ver o que houve.
Subi as escadas e fui em direção ao quarto da minha mãe, barti na porta mas não ouvi nada de lá de dentro.
Eu: mãe sou eu, abre a porta para mim.
Permaneceu em silêncio.
Eu: está tudo bem?
O silêncio continuou e eu já estava ficando preocupada, quando finalmente ela abriu a porta, estava com o rosto pálido, cabelo bagunçado, sem ânimo, nem parecia a minha mãe que está sempre de cabeça erguida, e pronta para enfrentar o que vier.
Eu: está tudo bem?
Mãe: está, seu pai quer conversar com você no almoço! Então não se atrase.
Eu: o que ele quer falar ?
Mãe: no almoço você vai saber- ela estava com o rosto enxardo, como se tivesse chorado.
Eu: a senhora não vai trabalhar hoje não?
Mãe: não, estou indisposta! Agora vá cuidar nos seus afazeres.
Sem eu ter a chance de falar mais alguma coisa ela fechou a porta, eu desci novamente, tomei meu café e sai de casa indo em direção a meu trabalho. Eu trabalho em uma botique no período da manhã, não demorou muito para eu chegar.
Eu: bom dia, cheguei!
Gaby: tô vendo, apareceu a margarida! Chegou coisas novas, estão no estoque.
Eu: tô indo trabalhar agora mesmo chefe!- fiz sinal de soldado com a mão na testa.
A Gaby é minha chefe e amiga também, estava precisando de uma independência financeira e ela me ofereceu o emprego. Eu fui no estoque e peguei as peças novas que chegaram, e fui colocando em seus devidos lugares.
Algum tempo depois....
Eu: deu minha hora.
Gaby: não quer ir almoçar comigo não?
Eu: hoje não posso Gaby, a minha mãe me quer em casa na hora do almoço. Meu pai tem algo a falar, alguma coisa assim.
Gaby: tá certo, a gente deixa para próxima.
Eu: ok, te vejo amanhã.
Voltei para casa o mais rápido que consegui, a curiosidade estava me matando.
Eu: Oi Lurdes, meu pai já chegou?
Dona Lurdes: ainda não.
Eu: então dá tempo de eu tomar um banho.
Subi para o meu quarto e tomei uma ducha rápida, desci novamente e a mesa já estava posta, minha mãe desceu também estava com aspecto melhor, mas ainda não parecia bem, algo a incomodava. Nos sentamos na mesa, e já era 13:00, mas nada do meu pai, liguei para ele e só dava caixa postal, deu duas horas e nada dele chegar, então nós almoçamos e mesmo assim nenhum sinal dele.
Quando foi lá para as 16:00 da tarde ele chegou com a roupa toda amassada e cheirando a álcool.
Pai: vish, perdi a hora do almoço! Mas não foi por mal, estava comemorando- falou cambaleando.
Eu: o senhor está bêbado!
Pai: bêbado não, feliz.
Mãe: vem filha, você não precisa ver isso.
Pai: ei eu quero falar!
Eu: falar o que?
Pai: eu fui promovido.
Eu: isso é bom né?
Mãe: da missa você não sabe o terço.
Eu: porque? O que vocês estão escondendo?
Mãe: não vai falar para sua filha?
Pai: vou, vou sim. Eu vou me mudar para trabalhar em outro estado.
Eu: então o senhor quer dizer que a gente vai ter que se mudar?
Mãe: não, só ele!
Eu: não estou entendendo.
Pai: eu vou me separar da sua mãe, se você quiser pode ir morar comigo.
Mãe: ela não vai morar com você e sua amante- minha mãe que até então estava calma se enfureceu.
Pai: não fale assim da Daniela- falou apontando o dedo.
Mãe: e como eu devo falar de uma distribuidora de lares? Até a onde eu sei quem tem certidão de casamento, e aliança no dedo sou eu.
Pai: não por muito tempo, vou pedir o divórcio o quanto antes.
Eu: como assim amante? Divórcio?
Mãe: Jennifer sobe para o quarto, você não tem que participar desse circo que seu pai está armando.
Pai: deixe de suas besteiras, ela é minha filha. E eu não estou armando coisa nenhuma.
Eu: será se dá para vocês pararem? Não sou mais nenhuma criança. Como foi que chegou a esse ponto em que estamos agora?
Pai: pergunte para sua mãe, que não sabe ser uma esposa.
Mãe: o que você está dizendo? Já se olhou no espelho e percebeu a qualidade de marido que você tem sido? Se é que você pode ser chamado de marido, afinal na primeira oportunidade foi procurar uma vagabunda.
Pai: ei mulher veja como fala, não sou qualquer tipo de homem não!
Mãe: como se você podesse ser chamado de homem!
Meu pai se enfureceu e avançou para cima da minha mãe, mas eu entrei no meio.
Eu: na minha mãe você não toca, não ouse bater nela se não eu não respondo por mim! Sai daqui agora- falei com o sangue quente.
Pai: até você sua mal agradecida está contra mim? Eu que banquei tudo que você tem! Não merece um tostão do meu dinheiro- saiu berrando palavrões e batendo a porta.
Quando olhei para o lado vi minha mãe chorando, pela primeira vez a vi desestabilizada, a abracei forte.
Eu: vai ficar tudo bem, eu estou aqui com a senhora!
⭐
Olá meus anjos❤ Boa noite!
Um capítulo fresquinho para vocês! E ele está forte né?😔
Um pouquinho da vida de outros personagens para vocês, sem ser apenas Livy e Bruno ❤
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