Capítulo 12

Segunda-feira

Livy narrando

O final de semana foi maravilhoso, após meu noivado com o Bruno, a gente e a nossa família continuamos na fazenda dos avós dele, para que podessemos aproveitar um tempo juntos.

Mas agora já voltei para o apartamento da minha tia, e já estou indo em direção a escola. Mas meu pensamento todo está na Milly, não retorna as minhas ligações, nem responde as várias mensagens que deixei para ela. Chego na escola e encontro a Spencer no portão!

Eu: ainda não entrou ?- perguntei uma pergunta óbvia já que ela está bem na minha frente.

Spencer: não, estava a sua espera.

Eu: aconteceu alguma coisa?- a olhei preocupada.

Spencer: não sei muito bem, estava prestes a entrar na escola quando recebi uma ligação da minha mãe, parecia abalada, te esperei chegar para avisar que não poderei estudar hoje, então te peço para me passar as anotações depois.

Eu: tudo bem sem problema, não precisa se preocupar e já sabe que pode contar comigo para qualquer coisa, se precisar me liga tá bem?

Spencer: obrigada pelo apoio, preciso ir agora tchau!- me abraçou e a vi sair pelo portão.

Spencer narrando

Sai apressada da escola, peguei um táxi e dei meu endereço esperando está tudo bem e não ter acontecido nada grave. Depois de um tempo cheguei em casa, abri a porta e comecei a ficar assustada, olhei em volta e vi vidros por toda parte, o que será que aconteceu aqui? Fui subindo as escadas desviando dos cacos de vidros espalhados pelo chão.

Eu: mãe?- chamei por ela mas não obtive resposta.

Então fui em direção ao seu quarto, a encontrei com o rosto vermelho de quem havia chorado muito, a olhei com cara de interrogação, pois não entendia o que houve.

Eu: mãe está tudo bem com a senhora? Aconteceu algo com papai? Ou com Mel?- a perguntei.

Mãe: filha eu te chamei aqui para você arrumar suas coisas, iremos nos mudar- falou rápida e quase sem olhar para mim.

Eu: como assim? Você e papai não avisaram nada, então porque essa decisão repentina?

Mãe: seu pai não irá com a gente, irá apenas eu, você e a Mel.

Eu: continuo sem entender, dá para me explicar por favor?

Ela para de guardar as roupas que estava colocando em uma mala e me olha, pensa um pouco e pedi para eu sentar na cama, e assim faço.

Mãe: a filha, seu pai me traiu- falou com lágrimas nos olhos.

Eu: não mãe, não é possível, papai te ama é louco pela senhora.

Mãe: também achava isso, até ontem a noite!

Eu: por favor me conta isso direito.

Mãe: irei contar.

Lembrança de ontem a noite

Pâmela mãe da Spencer narrando

Eu: já vai querida?

Spencer: sim mãe, prometi a tia Jchessy que dormiria hoje lá com ela.

Eu: tá bem, você vai direto de lá para a escola amanhã então?

Spencer: Sim, mas e o papai não chegou ainda?

Eu: ainda não meu amor, mas irei fazer uma surpresa a ele.

Spencer: Que ótimo, aproveitem a casa será toda de vocês, afinal a Mel já está na casa da tia e eu vou indo agora, beijo- me abraçou.

Assim que a Spencer saiu, peguei algumas coisas e fui em direção ao trabalho do meu marido, que disse que estaria em uma reunião até mais tarde, então gostaria de fazer uma surpresa para ele. Quando cheguei não encontrei ninguém nos corredores, parecia até que não havia ninguém exeto pelas luzes acesas, vou andando devagar para não fazer barulho, chego no corredor da sala do meu marido! E fico pensando no meu plano de vim buscar ele aqui, para o levar para casa, a onde já tem um banho de banheira preparado para ele com vários sais de banho, e um jantar com todas as suas comidas preferidas, estou vestida com a roupa que ele mais gosta e seu perfume preferido, meus cabelos estão soltos, como ele prefere.

Chego em frente à sua porta e escuto um barulho vindo de dentro, penso em bater na porta, mas chego a conclusão que não preciso, afinal a reunião já deve ter acabado, e ele está apenas organizando os últimos detalhes. Então eu abro a porta e me seguro na mesma para não cair no chão, pois me deparo com uma cena que nunca pensei que veria na minha vida. Meu marido está em cima de uma mulher que parecia ser sua secretária, pois me lembro do seu rosto, os dois estavam despidos e o peguei com as mãos pelo corpo dela e com a boca grudada na dela.

Fiquei trêmula e meus olhos cheios de lágrimas, eles me vêem e começam a se vestir.

Meu marido: Pâmela não é o que você está pensando.

O olho e inevitavelmente começo a rir e eles se assustam com a minha reação, como ele pode dizer isso se o peguei no flagra.

Eu: não preciso pensar, estou vendo com meus próprios olhos.

Me viro para ir embora, não consigo nem olhar mais para cara de nem um dos dois, não senti vontade de bater na secretária, quem me devia fidelidade era ele, não que ela não merecesse uns bons tapas, afinal sabia que era meu marido e mesmo assim fez o que fez. Vou até meu carro com sangue nos olhos, e não demoro para chegar, porém Paulo chega logo atrás de mim.

Paulo: meu amor, me deixa explicar!

Eu: não me chama de meu amor- pego um vidro e o jogo na parede perto dele, que se vira mais para o lado.

Paulo: você ficou doida? Poderia ter me acertado.

Eu: essa era intenção, sorte sua que não pratiquei no acampamento tiro ao alvo, quando era mais jovem.

Paulo: se acalma, ela não significa nada para mim.

Eu: eu não quero saber, quero o divórcio isso sim.

Paulo: não faz isso, são anos de história para ser jogadas fora assim.

Eu: tivesse pensado nisso antes, pois pelo o que parece, todos esses anos não significou nada para você! Você tem noção que hoje era nosso aniversário de casamento? Que hoje fazemos vinte anos de casados.

Paulo: mais é hoje? Eu não lembrei querida me desculpe.

Eu: eu sei muito bem o porquê do seu esquecimento, sai daqui não quero mais te ver na minha frente!- lancei um vaso em sua direção.

Paulo: não vou sair essa é minha casa!

Eu: após se você não sai, saio eu.

Me viro para sair daquela casa, mas ele tenta me impedir e eu jogo outro vidro bem perto do seu pé, e ele anda para trás o que me permite sai dali, e é o que eu faço.

Hoje

Eu: ah mãe, não acredito que passou por tudo isso, poderia ter me ligado ontem.

Mãe: precisava ficar sozinha, passei ontem a noite no hotel, pensei muito e decidi que não queria mais ficar nessa casa. Por isso te liguei para que podessemos arrumar as coisas, antes do seu pai voltar.

Eu: eu lhe entendo e irei lhe apoiar em tudo, vai ficar tudo bem, eu estou aqui!

A abracei e ela se permitiu chorar em meu colo, ainda não sei o que pensar direto, não entendo como meu pai foi capaz disso!

Olha aí mais um capítulo minha gente! Espero que gostem

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