Epístola XXI
De : Sr' M.M
Para : Sra' R.A
E nesse jogo?
E nesse jogo,
Quem ganhou?
Quem perdeu?
A única coisa que eu sei,
É que como todo jogo
Tem seu final
Entretanto, comigo nada me ocorreu
Eu sair ileso
Desse jogo que nós intutiluamos assim,
Como um jogo
Não, é mesmo?
Toda via, eu lembro que sempre lhe dizia que nunca iria fazer nada
Que iria ser eu mesmo
Que não ia usar nenhum truque
Eu pelo menos não fazia nada,
Dava uma que não queria nada,
Chegava de mansinho
Lhe tratando de um jeito que mostrasse sua importância
Fazia nada
Porque o fato de falar que não estava fazendo nada,
Eu já estava fazendo
Eu estava sendo sincero em tudo que fazia ou dizia
Estava indo com um jeito simples
Abrindo caminhos dentro de ti
Que até para você,
Já era algo que não tinha mais solução
Fui entrando na sua mente
Era nítido isso
Estava se apegando
E eu fui percebendo
A cada dia que passava
Eu observava
O quanto estava ficando mais apegada
E, ai...
Veio os testes
Eu sumia
Para ver o que tu fazias
E depois de um tempo
Lá estava você
Me chamando
Sempre que aquilo eu via
Um sorriso irônico de canto surgia
Um olhar malicioso aparecia
E ali eu pensava :
"Eu acho que algo,
Que para ela seria pouco provável de ocorrer,
Agora possivelmente pode acontecer..."
Não aguentou
E quis se ausentar
Eu não fiz nada para te parar
És dona de si
E por estas escolhas
Que veio a tomar,
É que fazes parte das cartas ao meu passado
Foi bom enquanto durou
Tive sabedoria e paciência
Muitas vezes
Mas, sempre lembrando que eu não fiz nada
Eu só fui eu mesmo
Até qualquer momento.
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