Sub Luna

A linguagem indecifrável da voz que escuto
Revela tudo e põe descortinada a noite.
Fosse o que fosse, ouço, fosse o que fosse,
Não o diria, não o diria,  a todo mundo…

A voz diz tudo, eu a ignoro porque ignoro,
Falta-me acuidade para a inaudível música.
Não é a imagem que capturam os olhos
O ser na condição verdadeira e única…

Não é sequer  relevante a forma vista,
A forma é o vício da alma de se fazer nua,
Já que o ser não tem forma, nem significa…

O ser é o som que soa, a voz que exulta,
Intuição da canção que faz dançar a vida,
Para que dancemos,  dancemos  sub luna…

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