Símiles

Não sejas verdadeiro! Não! Nunca mais!
Poderia a verdade singrar em mares irreais?
Entre castelos e mitos e homens falhos,
Crês que haverão de aceitar quem és de facto?

Ilusões de ser, tais como devem haver,
Com tantas concepções e tantas faces 
Povoam-me a mim mesmo e toda realidade 
De deuses e demônios sempre a nascer…

E projetamos-nos esmaecidos para fora,
Esvaziados da substância que nos define
Como curso d'água que da rocha brota 
Translúcido e brilhante como sílices…

Nada há que se apresente em sua forma,
Neste mundo em que somos meros símiles…

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