Bucólica III

E estas flores, meu Deus? E esta tarde
Tão amena que dá preguiça de existir? 
É quando sinto a inutilidade da verdade
Diante de toda beleza de estar aqui.

Quantos dilemas vãos que nós forjamos,
De uma civilização rude e decadente,
Que não vê com gentileza outro humano
E por um ideal insano mataria toda gente.

Não hão de ver a beleza destas flores,
Não libertam no descanso os pensamentos,
Para ver o mundo real em suas cores…

Como quando repouso sobre esse leito 
E sobre as flores me deixo ir tão longe, 
Tão longe como longe é o firmamento…

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