Balão de Gás
Súbito a vida se soltou das minhas mãos.
Segurava-a displicentemente pelo débil fio,
Enquanto ela flutuava no ar feito um balão,
Como que inflado dos meus desvarios…
E para onde voou a vida que se apartou
Dos meus lúdicos sonhos de menino?
Quando a encontrei, o vento a soprou
De novo para longe do meu caminho…
Será que este balão já não perdeu o gás
E não passa ora de lânguida lembrança
Que o tempo ora ou outra me traz?
E se então a vida não flutua nem dança,
Se tudo passa por mim e se desfaz…
— É como se perdesse de vez a esperança…
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