Ad Inferi
Minha canção é esse silêncio tão grande,
É esse choro que trago por ser poeta
E por mais que eu chore e que cante
Não deixa minha solidão de ser completa…
O mundo segue alheio a nossa pequenez,
Também Deus não se importa do que faço,
Faço assim versos de sangue porque talvez
Só sangue vertido lavasse o meu pecado…
Que fim terei se erro pelos meus versos?
Digo que não me arrependo nem me desculpo,
Ainda que eu seja condenado para o inferno,
No inferno cantarei como cantei no mundo…
Versos de dor e de amor em silêncio eterno,
Por que para o poeta a poesia é tudo!
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*ad inferi — (lat.) ao inferno.
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