022
Point of view: Narrador
— Amor, você precisa comer. Desde hoje de manhã você não come nada, eu me preocupo com a sua saúde, não quero te ver no hospital com a imunidade baixa — Ahyeon falou, mantendo seu olhar preocupado em Chiquita.
— Eu não tô com fome, mas obrigada por se preocupar comigo — falou, oferecendo um sorriso singelo para a garota.
— Vou ter que fazer aviãozinho para você?
— Ahyeon, eu já disse que não estou com fome, para de insistir, por favor — sua voz estava mais grossa do que o normal, ela não encarava sua namorada nos olhos e isso estava preocupando ainda mais Ahyeon.
— Eu fiz alguma coisa pra você? — perguntou, com os olhos já cheios de lágrimas. — Olha, se eu disse algo que te deixou triste, me perdoa, não foi a minha intenção — uma lágrima escorreu.
Só de pensar em brigar com Chiquita já ficava triste, e ver sua namorada a tratando assim, só a deixava mais preocupada e mais insegura se está sendo uma boa pessoa, uma boa namorada para ela.
— Por que tá chorando? — olhou para Ahyeon, preocupada.
— Você tá brava comigo... Desculpa, amor — seus olhos encontraram os de Chiquita, e nesse momento, ela sentiu seu coração palpitar e sua barriga gelar.
— Eu não estou brava com você, Ahyeon.
— Por que está me chamando pelo nome e por que está falando com a voz grossa comigo, então? O que foi que eu fiz?
— Nada, você não fez nada. Para de chorar! — falou enquanto limpava uma lágrima de Ahyeon. — Vem aqui! — fez a garota deitar a cabeça em seu peito. — Eu te amo, meu amor, você não fez nada de errado, ok? Fique tranquila — fez um leve cafuné nos fios morenos da garota.
— Eu não fiz nada mesmo? Tem certeza? — perguntou, voltando a olhar para Chiquita, que assentiu, limpando mais algumas lágrimas e logo deixando um selar demorado na boca de Ahyeon. — Eu também te amo... — sussurrou, recebendo um sorriso singelo e vários selares seguidos.
Enquanto isso, Lisa e Jennie observavam ambas da porta do escritório de Lalisa, que estava se segurando para não interromper o momento de ambas para pedir desculpas à Chiquita.
— Ela está sem comer por minha causa. Eu preciso falar com ela — começou a andar, mas seu corpo foi puxado brutalmente para trás por Jennie, que estava escorada na porta. — Você é forte!
— Eu sei. E é melhor você esperar até Ahyeon ir embora. Se for lá e atrapalhar elas, pode ter certeza que a Chiquita vai ficar mais brava com você ainda.
— Por que você sempre tem razão? — murmurou, cruzando os braços e escorando as costas na parede.
— Por que você sempre me obedece? — olhou para Lisa com a sobrancelha arqueada.
A mulher corou, pois ficou com vergonha de responder que era porque amava Jennie.
— Hum? Responda!
— Porque você sempre tem razão. É por isso.
— Então vai jogar basquete com a Chiquita e faça as pazes com ela. Hoje é domingo, ela vai ao parque daqui a pouco.
— Você tinha dito que não iria me ajudar.
— Sim. Mas eu não aguento mais ver a Chiquita sem comer por sua causa e ouvir você choramingando que a Chiquita te odeia.
— Eu faço isso?
— Faz. Agora, se me der licença, eu vou ver como a Ellen está. Ah, e nem pense em atrapalhar aquele casal lindo ali — falou, se afastando da Lisa, que assentiu.
[...]
O sol estava se pondo quando Lisa chegou no parque, indo até a quadra de basquete e encontrando sua filha lá, fazendo arremessos perfeitamente calculados, que caíam na cesta com facilidade e sem bater no aro.
A mulher se aproximou devagar, e quando Chiquita errou a cesta, fazendo a bola bater na tabela e quicar um pouco longe de onde a garota estava, a bola foi na direção de Lisa, que pegou o objeto com facilidade e caminhou até sua filha.
— O que está fazendo aqui? — perguntou, colocando as mãos na cintura.
— Eu vim jogar basquete — começou a quicar a bola, sem desviar o olhar de Chiquita. — Vem, me marca! Eu estou meio enferrujada, mas acho que consigo fazer uma cesta.
Chiquita ficou parada e cruzou os braços, fazendo Lisa parar de driblar e se aproximar da garota, deixando a bola entre seu braço e a lateral de seu corpo.
— Olha, ontem eu não vi sua apresentação, mas não foi porque eu quis, e sim porque peguei um trânsito grande e não consegui chegar a tempo.
— Ok.
— Chiquita, estou falando sério. Você não tem ideia do quanto me culpei. Eu até tentei correr pra chegar a tempo, mas não consegui. Inclusive, machuquei minha mão porque caí enquanto corria — falou e Chiquita assentiu. — Ainda está brava ou vai jogar basquete comigo?
Chiquita bufou e revirou os olhos, olhando para os lados, conseguindo deixar sua mãe triste com isso, já que deu a entender que não estava ligando para as palavras de Lisa. Até que de repente, Chiquita roubou a bola da mulher que a segurava, começando a correr pela quadra.
— E então? Vai dar uma de velhota ou vai vir me marcar, mamãe? — a desafiou, recebendo um sorriso de Lisa.
— Você me chamou do quê? — perguntou, começando a correr atrás de sua filha.
— DE VELHOTA — gritou, quicando a bola rapidamente até chegar perto da cesta, se preparando para fazer uma linda e maravilhosa bandeja, que foi impedida quando Lisa pulou em frente ao seu corpo, pegando a bola e saindo de perto dela.
Lisa segurou a bola com um sorriso travesso, olhando para Chiquita, que ficou surpresa com a habilidade atlética da mãe.
— Você achou que seria tão fácil assim me driblar, huh? — Lisa provocou, balançando a bola na frente de Chiquita.
Chiquita riu, admirando a determinação e a energia da mãe. Ela então se preparou para recuperar a bola, movendo-se ágil e tentando driblar Lisa, que desviava de seus movimentos habilidosamente.
— Não vai ser tão fácil assim, mamãe! — Chiquita brincou, concentrada no jogo.
As duas continuaram a correr pela quadra, driblando e tentando marcar pontos umas contra as outras. A competição era intensa, mas também cheia de risadas
Finalmente, após várias tentativas de ambos os lados, Chiquita conseguiu driblar Lisa e fazer uma cesta perfeita. Ela comemorou com um sorriso triunfante, enquanto Lisa aplaudia com orgulho.
— Boa jogada, Chiquita! — Lisa elogiou, sorrindo para sua filha.
Chiquita se aproximou da mãe, abraçando-a com carinho.
— Obrigada, mamãe. E desculpe por ter ficado brava ontem — ela disse sinceramente.
— Está tudo bem, querida. Eu só quero que saiba o quanto me importo com você —
As duas continuaram a jogar basquete juntas até o sol se pôr completamente. Chiquita acabou cansando e pediu para irem embora, Lisa obviamente concordou.
Ao chegar em casa, ambas se banharam e desceram para o jantar, encontrando Jennie terminando de colocar a mesa junto com a Mina. Elas se sentaram, conversando sobre o pequeno jogo que tiveram mais cedo, Lisa elogiando as bandejas perfeitas de Chiquita e mostrando seu orgulho pela sua filha.
— Vejo que fizeram as pazes — Jennie falou, sentando ao lado de Lisa.
— Sim. Fizemos. Hoje descobri que apesar da idade ela ainda joga basquete muito bem. Certeza que vai ficar morrendo de dores nas costas.
— Vou nada. Ainda estou na flor da idade, vou fazer 33 anos, que é praticamente os 13 da vida adulta — falou, arrancando risadas das três. — Ah, preciso falar uma coisa pra vocês.
— Lá vem — Jennie e Chiquita disseram no mesmo tom de voz, olhando para Lisa desconfiadas.
— Bom... Eu vou fazer uma viagem a trabalho e vou ter que ficar 2 meses nos Estados Unidos — disse com um sorriso amarelo.
— E a minha competição, como fica, Lalisa? Você vai ir? A próxima será em Los Angeles. Vai conseguir ir ou não? — cruzou os braços, encarando sua mãe nos olhos.
— Relaxa, eu vou estar em Los Angeles durante esses dois meses, então eu vou ir ver você sim. Vou estar na primeira fila gritando seu nome.
— Quer saber, pode ficar quietinha no seu trabalho mesmo, não vou me importar — começou a comer sua comida, recebendo a risada de Lisa.
— Jennie, você pode...
— Claro — interrompeu-a, sorrindo. — Eu fico com elas, não vai fazer muita diferença você estando aqui ou não.
Chiquita gargalhou com a mão em frente à sua boca, inclinando a cabeça para trás. Lisa encarou indignada Jennie, que sorria disfarçadamente enquanto comia. Lalisa fingiu estar ofendida, amando ver sua filha gargalhando com a mulher que conquistava seu coração aos poucos.
— Você é muito fofa, Jennie! Como eu nunca tinha visto esse seu lado antes?
— Não são todos que têm o meu lado fofo. Sinta-se importante pra mim, Lalisa.
— Estou me sentindo muito importante mesmo. É fofa como um coice de cavalo — falou sarcasticamente, comendo a comida em seguida.
Eu tenho que parar de escrever com sono :(
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top