Parte 3 - 5

"As mãos de Amanda formigam, assim como seu coração. Quando a magia de sangue é parcialmente emanada, desenraizada do diário de algum de seus bisavôs pelas palavras: 'Poder, poder, poder... hei de ter para meu povo o poder, emanado de um sangue puro, inspirado para nosso bem. E disso muito além, pois sei também que minha vida deve ser entregue, não muito em breve, para que o portal da salvação no centro do castelo se revele.' Seguindo as instruções, suprimindo qualquer medo, a recente rainha prende o cabelo dourado e o corta, deixando-o curto, e o que ia ao seu busto não passa das orelhas. Fecha o diário com os longos cabelos dentro. O vê brilhar, a pedindo para em Luar celebrar, pela própria vida que há de sacrificar. 'Não há volta, Amanda! É pelo seu povo', ela repete, indo ao alto do castelo, numa varanda que pega a vista do reino, ao qual expele: 'Ó, que belo!' E começa ali a chamar os comerciantes em plenos pulmões, assim como as crianças nas casas e os aldeões. Perguntando-se o que é aquilo, aparecem os Humanos do Sol, pelo calor habitualmente suados, mas surpresos e alarmados com tal espontaneidade da rainha. 'Hei de me sacrificar, povo de minha família! Este é o único caminho, a minha partida e partilha. Minha vida pela de vocês...", um peixe pulou inesperadamente da água, pausando a escrita de Amal.

Então, puxou a rede, mirando aquele saltitante ser vivo a perigo. Aquela raridade de ser achada nas águas impuras, cheias de concreto e os mais temíveis horrores: esgoto, vidros, comida apodrecida, sem seus sabores. O peixe veio, mas com um bando de lixo, que logo foi retornado às impurezas e surpresas da falta de natureza.

Amal remava de volta ao abrigo no apartamento, e olhava para o caderno que continuava seco, e que nutria sua esperança, seu eterno momento.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top