Capítulo X

Após algum tempo, os guardas se direcionaram para o local de onde Demon estava. Assim, cada um deles pegou um de seus braços.

— Não precisam me prender, já estou de saída. — Então, Demon se soltou com facilidade e sumiu de vista.

— Edson. — Katie disse muito baixo e voltou sua atenção para ele.

Ele lhe demonstrou um sorriso debochado e a derrubou a uma distância razoável, o que a fez cair próximo a uma mesa onde continha a fonte de chocolate. Quando ela o viu novamente, Edson já tinha sumido de vista.

Naquele momento, James estava próximo ao rei e falava ao ouvido dele, enquanto faziam expressões de espanto. Ao mesmo tempo, Kaleb se aproximava dela.

— Katie. — Ele estendeu seu braço em direção a ela. Assim que pegou sua mão, Kaleb ajudou a levantá-la. — Você está bem? — Apesar da cabeça dela estar um pouco dolorida pela batida, Katie a balançou levemente em confirmação.

Após se levantar de seu trono, o rei começou a dizer.

— Muito bem, a festa acabou. Por favor, saiam pelo portão principal. — Então, um dos guardas o abriu e Adela, Mirela e o restante dos convidados saíram.

— Katie, como você está? — James falou após um rápido movimento se aproximar dela.

— Estou bem. — Katie o demonstrou um sorriso encorajador.

— Katie, desculpe-me pelos guardas deixarem o Demon entrar aqui. — Kimberly começou a dizer após se aproximar deles repentinamente. — E desculpe-me pelo que Edson fez. Sei que ele não faria isso. — Katie assentiu.

— Obrigada, Vossa Majestade. — Ela lhe demonstrou um sorriso amigável e a rainha retribuiu seu sorriso. Depois de Katie lhe fazer uma reverência, Kimberly se direcionou para a escadaria, onde o rei a esperava.

— Temos que desfazer o que o Demon fez. — Kaleb disse e Katie balançou a cabeça em concordância.

— E tem como? — James perguntou, enquanto olhavam para ele. — Eu quero ajudar. Acima de tudo, ele é meu amigo também. — Katie assentiu e voltou seu olhar para o pai.

— Deixe ele ajudar. Ele pode ser útil de várias formas. — Kaleb suspirou levemente e James deu um sorriso.

— Tudo bem. — O pai de Katie disse um pouco relutante. — Mas não vou poder ficar te salvando toda hora. — Soltou uma leve risada, enquanto estendia seu braço.

— Pode deixar. — Ao mesmo tempo que Katie sorriu, James deu um aperto de mão em Kaleb. Então, ela começou a falar.

— Respondendo a sua pergunta, sim, tem como. Mas está no livro de minha mãe e não podemos pegar o jato. — O pai dela balançou a cabeça em concordância.

— Pode deixar essa parte comigo. Esperem-me em frente ao castelo. — Eles assentiram.


Depois de eles saírem, James franziu seu nariz para sentir o cheiro de sangue de Edson. Assim que o encontrou, descobriu que ele estava em seu quarto. Então, em um rápido movimento, subiu os degraus da escadaria e se dirigiu para o local. Quando se aproximou do destino, James bateu à porta.

— Pode entrar, James. — Edson disse. Então, ele entrou e viu que estava deitado na cama, enquanto lia um dos livros que tinha pegado de sua estante. — O que você quer? — Então, ele deixou o livro de lado e olhou para James.

— Poderia emprestar o seu jato, por favor? — Ele o perguntou, enquanto adentrava no cômodo. Por sua vez, Edson soltou uma risada irônica, ao mesmo tempo que balançou a cabeça em negação.

— Por que você acha que eu faria isso? — James lhe deu um sorriso. 

Então, eles se sentaram um ao lado do outro. Depois, fixou o seu olhar em Edson e o tom dos olhos dele mudaram do branco para o cinza.

— Poderia emprestar o seu jato, por favor? — James repetiu as mesmas palavras e, dessa vez, Edson balançou a cabeça em confirmação. — Ótimo. Quero daqui a dez minutos em frente ao castelo. — Ele lhe demonstrou um sorriso gentil. — Quando você voltar, não se lembrará de nada do que aconteceu.

— Não me lembrarei de nada. — Então, James estalou os dedos disfarçadamente, enquanto os olhos de Edson voltavam ao branco.

Depois de se locomover rápido, ele fechou a porta do quarto de Edson e se dirigiu para o portão principal.


Após algum tempo, Katie e Kaleb ouviram o som do portão se abrindo. Então, olharam para James, que saía.

— Conseguiu? — Kaleb perguntou, após ele se aproximar. James balançou a cabeça em confirmação.

— Mas temos que esperar dez minutos.

— Como você conseguiu? — Ela perguntou, enquanto arqueava a sobrancelha.

— Eu tenho o dom de hipnotizar outros vampiros. — Katie e seu pai se espantaram.

— Obrigada, James. — Katie disse muito baixo, assim que o abraçou. Ele retribuiu seu abraço, colocando sua cabeça na dela e sentindo o cheiro de seu cabelo.

— De nada. — Sorriram um para o outro.

Após alguns minutos, ouviram novamente um barulho proveniente do portão, portanto ela se desprendeu de seus braços. Quando olharam para o local, perceberam que Edson saía.

— Seu jato está chegando. — Ele se dirigiu a James, enquanto olhava para frente de forma fixa.

Depois de algum tempo, olharam para cima e avistaram o jato pousando silenciosamente. Ao mesmo tempo, Edson desceu o lance de escadas para, quando o jato aterrissar, ele ficar ao lado da porta.

— Vamos? — James a perguntou e estendeu seu braço a ela, fazendo-a despertar de seus devaneios. Katie balançou a cabeça em confirmação e pegou a mão dele, enquanto Kaleb já descia a escada.

Assim que também desceram, eles se aproximaram do jato. James subiu e Katie olhou a face inexpressiva de Edson, o que fez ela se sentir enojada. Portanto, subiu os degraus quase que correndo. Assim que Katie e James se sentaram um ao lado do outro, ela e Kaleb colocaram o cinto.

— Você está bem? — James a perguntou. Quando ela olhou pela janela, viu Edson entrando no castelo e fechando o portão, como se nada tivesse acontecido.

— Vou ficar. — Katie sussurrou, enquanto lhe demonstrava um sorriso gentil, que foi retribuído.


Após algumas horas, sentiram que estavam em terra firme. Olhando pela janela, Katie viu que haviam aterrissado em frente à casa de Kaleb. Depois de terem descido os degraus do jato, eles se aproximaram da entrada. Katie arregalou os olhos, quando viu que Kaleb havia renovado a porta, já que uma vez a outra estava arrombada.

Ele pegou a chave de seu bolso e destrancou a porta. Então, entraram e se dirigiram para a cozinha.

— Sentem-se, vou pegar o livro. — Ao mesmo tempo que começou a falar, Kaleb se dirigiu para o porão, cuja porta ainda estava arrombada.

Então, James e Katie se sentaram à mesa. Após algum tempo, o pai dela chegou, enquanto segurava um livro grosso, de capa de couro amarronzada e desgastado, embora estivesse conservado ao mesmo tempo. Kaleb se sentou e o colocou na mesa. Depois, Katie o puxou e abriu no sumário.

— Procura em Curas. — O pai dela disse. Então, ela procurou a palavra que foi falada e, depois de achá-la, percebeu que se encontrava na página oitenta. Assim, abriu o livro e começou a folheá-lo.

— Achei. — Katie falou em um tom alto e eufórico, ao mesmo tempo que corou levemente, quando percebeu suas expressões de espanto. — Para desfazer a perda de humanidade, você precisará fazer um elixir de Verbena Hastata. Se não der certo, um beijo de amor verdadeiro poderá desfazer. — Assim que leu a última parte em voz baixa, arregalou os olhos.

— Está escrito onde podemos encontrar essa verbena? — Kaleb a perguntou. Então, ela começou a ler para poder procurar. Após, balançou a cabeça em negação.

— Podemos encontrar ao norte da Romênia. — Eles olharam para James, enquanto faziam uma expressão surpresa.

— Oradea? — O pai de Katie o perguntou e James assentiu. Ao mesmo tempo, ela arregalou seus olhos por estar perplexa.

— Temos que ficar hospedados em um hotel. Quando chegarmos lá, já estará de noite.

— Então, temos que sair agora. — Katie fechou o livro e eles balançaram a cabeça em concordância.

— Esperem-me no jato, tenho que fazer umas coisas antes. — Quando Kaleb começou a dizer, eles se levantaram e o pai de Katie pegou o livro. Então, ela e James assentiram e se dirigiram para a saída.

Eles caminharam para os seus respectivos assentos no jato. Então, Katie colocou o cinto e viu seu pai pela janela. Ele saía e carregava sua mochila de caçada nas costas, ao mesmo tempo que trancava a porta de casa. Depois, Kaleb se encaminhou para a poltrona atrás de Katie.

— Algum destino especial? — Uma voz masculina ecoou pelo jato, portanto Katie se assustou por nunca tê-la escutado.

— Sim, Oradea. — James disse e demonstrou um sorriso amigável.

Após, o jato decolou e ela começou a cantarolar uma canção em sua cabeça, enquanto olhava pela janela.


Depois de algumas horas, o jato pousou. Quando estavam em terra firme, Katie viu pela janela que tinham aterrissado em um campo rodeado por árvores de médio porte. Assim que a porta abriu, eles se levantaram, enquanto Kaleb pegava sua mochila e a colocava nas costas. Após descerem, James estendeu seu braço em direção a Katie. Assim que aceitou sua mão, começaram a caminhar em direção ao hotel.

À medida que se aproximavam, avistavam um prédio marrom, de estatura média e com janelas embutidas em cada cômodo. Quando chegaram, a porta de vidro de correr havia sido aberta pelo sensor.

Então, entraram e avistaram um balcão de mármore preto, onde em cima havia computadores e atrás uma pessoa baixa, branca, com seus cabelos ruivos e olhos esverdeados. Além disso, viram uma sala de espera contendo sofás de couro pretos e uma mesa pequena no centro.

Assim que se aproximaram do balcão, a recepcionista olhou para eles, enquanto demonstrava um sorriso amarelo.

— Olá. Boa noite. Em que posso ajudar? — Katie e Kaleb arregalaram seus olhos, pois ela falou em uma língua que não reconheciam, o romeno.

— Pode deixar que eu falo. — James sussurrou. Então, começou a dizer na mesma língua. — Boa noite. Sim, queremos três quartos simples para passarmos uma noite. — A recepcionista computou os dados.

— No total, deu cento e cinquenta leus. — Ela falou, enquanto o via. Então, ele fixou seu olhar, ao mesmo tempo que a íris dela mudou de tom, do claro para o escuro.

Percebendo o que ele ia fazer, Katie colocou sua mão livre no pulso dele, o que o fez se desconcentrar.

— Katie, é necessário. — James disse, após olhá-la.

— Katie, — Kaleb começou a sussurrar. — deixe-o fazer. É a nossa única alternativa. — Então, ela suspirou levemente e soltou sua mão do pulso dele. Portanto, James voltou a fixar seus olhos nos da recepcionista.

— Queremos três quartos simples para passarmos uma noite. — Repetiu as mesmas palavras e deu um sorriso amigável.

A recepcionista confirmou os dados e, depois, se dirigiu a um quadro verde pendurado na parede, o qual continha pequenos ganchos com algumas chaves. Pegando três diferentes, ela voltou a se sentar. Então, estendeu as chaves e James as pegou.

— Obrigada por escolherem a Oradea's Hotel. Tenham uma ótima estadia. — Disse ela, com um sorriso amarelo.

— Quando você voltar, não se lembrará de nada que aconteceu.

— Não me lembrarei de nada. — Então, James estalou os dedos disfarçadamente e eles se dirigiram para o elevador.

Katie apertou um botão na parede ao lado, e, após algum tempo, eles entraram. James olhou para as chaves e apertou um botão, onde continha o número cinco inscrito. Depois, sentiram o elevador começar a balançar levemente, o que anunciava que estava subindo. Enquanto segurava as chaves, James estendeu os braços em suas direções. Portanto, Katie pegou a sua e viu o número de seu quarto: quinhentos e quatro.

Depois de algum tempo em silêncio, a porta do elevador se abriu e eles saíram.

— Por aqui. — James falou, ao mesmo tempo que Katie arqueou uma sobrancelha. Então, começaram a caminhar, enquanto o seguiam. Após perceber a expressão dela, ele prosseguiu. — Eu já fiquei hospedado nesse hotel há muito tempo.

Assim que Katie se aproximou de uma das portas brancas, viu o número correspondente nela.

— Esse é o meu quarto. — Kaleb falou, depois de destrancar a porta de seu cômodo. Ela notou que ficava em frente ao dela. — Boa noite. — Então, ele entrou.

Após Katie também destrancar seu quarto, ela olhou para James e viu que ele fez o mesmo. Então, acenaram.


Quando Katie entrou no quarto, avistou uma cama de solteiro com lençóis brancos e, ao lado, um criado mudo. Olhando em volta, percebeu que havia uma outra porta branca, portanto deduziu que fosse um banheiro.

Ela se sentou na cama, enquanto colocava a chave no criado mudo, e tirou o sapato.

— Katie. — Disse uma voz masculina com batidas à porta. — Filha.

— Pode entrar. — Então, Kaleb entrou e, assim que percebeu que estava sentada na cama, ele se sentou ao seu lado.

— Eu só queria te dizer que, hoje de manhã, você foi muito corajosa. — Ela o demonstrou um sorriso tímido. — Apesar de não ter se transformado em vampira. — Dessa vez, arregalou seus olhos.

— Como você sabe?

— Isso é muito óbvio. Você não demonstrou nenhum sinal ou dom de que fosse. — Ela assentiu.

— Que observador. — Pensou, enquanto sorria.

— Além do mais, suas mãos estão quentes. — Então, ele pegou as mãos dela, ao mesmo tempo que Katie suspirou levemente.

— Eu não quero me transformar em vampira. — Apesar da expressão dele estar neutra, os olhos do pai de Katie pareciam alegres.

— Eu entendo e aceito, Katie. — Gesticulou as palavras sinceramente.

— Obrigada. — Então, eles se abraçaram.

— Mas, — Kaleb falou após se afastarem. — você sabe que eu ainda te amaria mesmo sendo uma. Não sabe? — Ela balançou a cabeça em confirmação. Beijando sua bochecha, ele a retribuiu com um beijo na testa. — Boa noite. — Kaleb se dirigiu para a porta.

— Boa noite. — Então, ele saiu.


Após algum tempo, uma voz masculina e melodiosa falou, acompanhada ao som de batidas à porta.

— Katie.

— Pode entrar. — Então, a porta foi aberta e ela avistou uma pessoa alta e branca, com cabelos negros e olhos dourados. James.

Assim que entrou, aproximou-se de Katie para poder se sentar na cama ao seu lado.

— Só queria saber se você estava bem. — Os olhos dele estavam preocupados.

— Eu estou. — Ela esfregou seu braço. Com James arqueando a sobrancelha, Katie se entregou pelo seu olhar. Então, suspirou profundamente e prosseguiu. — Tudo bem, dói em pensar que Edson está daquele jeito por minha culpa. — Ele acariciou o cabelo dela.

— Katie, não se sinta culpada. A culpa não foi totalmente sua. — Ela assentiu. — Ele se arriscou a te ajudar para salvar minha vida. — James hesitou, assim que pronunciou a última palavra. — Sou muito grato a vocês dois. Obrigado. — Demonstrou-lhe um sorriso sincero.

— De nada. — Eles se abraçaram.

— Bem, — Disse, após se afastarem. — se você precisar de alguma coisa, estou hospedado no quarto a sua direita.

— Obrigada. — James deu nela um beijo na bochecha e se dirigiu para a saída.

— Boa noite, Katie. — Assim que falou, ele abriu a porta.

— Boa noite, James. — Então, saiu do quarto dela.


Katie se remexia na cama de forma inquieta, pois não conseguia dormir. Acordando em sobressalto, ela tirou o lençol que a cobria e colocou seus pés descalços no chão. Então, dirigiu-se para a porta a fim de abri-la cuidadosamente, de modo que não fizesse barulho. Após, saiu e a deixou entreaberta.

Quando se aproximou da porta à direita, ela bateu levemente. Silêncio. Então, Katie a abriu e avistou James deitado na cama e olhando para o teto, parecendo estar absorto em seus pensamentos. Ela entrou e fechou a porta silenciosamente. Depois de despertar de seus devaneios, ele sussurrou, enquanto a olhava.

— Katie, o que houve? — Ele a perguntou, assim que se sentou na cama.

— Não estou conseguindo dormir. — Katie se aproximou do móvel e se sentou ao lado dele.

— Preocupada com o Edson? — Ela balançou a cabeça em confirmação. — Venha. — Disse, ao mesmo tempo que se encostou na parede e ajeitou o travesseiro ao lado dele. — Deite-se. — Então, Katie fez o que foi pedido.

Quando ela encostou a cabeça no travesseiro, James envolveu um de seus braços no ombro dela e, com o outro, acariciou seu cabelo.

— Não se preocupe, Katie. Eu farei o que for preciso para trazer o Edson de volta. Eu prometo. — Ela assentiu.

Após algum tempo em silêncio, Katie o chamou.

— James.

— Diga.

— Mais uma vez, obrigada por tudo. — Então, ela adormeceu em seus braços.

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