Capítulo VIII
Quando Katie chegou ao topo, ela virou para a direita e se dirigiu para o seu quarto. Aproximando-se da porta, a qual já estava aberta, avistou Alexa sentada na poltrona e com um espanador na mão.
— Exausta? — Ela lhe perguntou, assim que havia entrado no cômodo e fechado a porta. Alexa olhou para ela e assentiu. — Quer ajuda? — Katie a ofereceu e ela arregalou seus olhos.
— Mas, Vossa Alteza, eu... — Ela a interrompeu, ao mesmo tempo que fez um gesto com a mão para que parasse.
— Eu estou bem, prometo. E eu insisto. — Então, Katie se aproximou da parede, a qual se localizava ao lado da varanda, e pegou a vassoura. — Vamos ao trabalho. — Assim, Alexa se levantou um pouco relutante e começou a limpar a mesa, enquanto Katie havia começado a varrer o cômodo.
Após várias horas limpando todo o quarto, deitaram na cama de barriga para cima exaustas. Katie pegou o seu celular do criado mudo e viu as horas, portanto arregalou os olhos. Quatro horas e trinta minutos da tarde.
— Eu tenho que me arrumar para o meu encontro. — Ela disse. Então, Alexa se levantou da cama e se dirigiu para o banheiro. Enquanto isso, Katie tirou suas botas.
— Vossa Alteza, seu banho está pronto. — Alexa falou ao sair do cômodo. Assim, Katie se levantou e se dirigiu para o banheiro.
Ela entrou e tirou a roupa que usava. Após, colocou seus pés na água, a qual já havia formado sua espuma, e se sentou, enquanto sentia se relaxar. Depois de alguns minutos ensaboando seu cabelo e seu corpo, saiu da banheira e colocou o roupão e a toalha. Então, abriu a porta e avistou Alexa atrás da poltrona. Assim que saiu do cômodo, foi ao encontro dela.
— Me conta, que encontro é esse? — Quando Katie se sentou, Alexa falou, ao mesmo tempo que pegou a toalha e começou a enxugar o cabelo dela.
— Vou me encontrar com Edson para falarmos sobre o meu aniversário de amanhã. — Enquanto ela falava, Alexa havia terminado de enxugá-lo e colocado a toalha na poltrona. Após, abriu a gaveta e pegou o secador. Quando Katie pronunciou sobre o seu aniversário, ela arregalou se espantou.
— Sei o que isso quer dizer. — Alexa começou a dizer. — Lamento por você ter que escolher. — Katie arregalou os olhos, enquanto Alexa guardava o secador e pegava uma escova.
— Eu posso escolher? — Katie viu a expressão incrédula dela, assim que ela começou pentear os fios de seu cabelo.
— Creio que ele não te falou. — Assim que ela abriu sua boca para dizer algo, Alexa a interrompeu. — Não, não vou te contar nada. Deixe que ele fale. — Katie assentiu, enquanto ela guardava a escova na gaveta.
Após, Alexa e Katie se dirigiram para o closet e entraram.
— Sei de uma roupa que vai servir perfeitamente para o seu encontro. — Disse Alexa, ao mesmo tempo que pegou um vestido médio, vermelho e rendado, o qual estava envolto por sua capa de plástico protetora. Katie balançou a cabeça em concordância.
Então, Alexa tirou a roupa de sua capa e Katie se vestiu. Depois, ela a ajudou a fechar seu vestido com o zíper.
— Vai combinar com esses saltos vermelhos. — Alexa entregou um par de salto alto vermelho e Katie o calçou.
— Vossa Alteza. — Disse uma voz masculina e melodiosa, acompanhada ao som de batidas à porta. — Vossa Alteza. — Após algum tempo, disse novamente, com mais batidas.
Então, apressadamente, ela se levantou e se dirigiu para a porta. Assim que a abriu, avistou uma pessoa alta e branca, com cabelos lisos castanhos e olhos azuis. O primeiro-ministro.
— Boa noite, Katie. — Ele lhe fez uma reverência, enquanto demonstrava um sorriso gentil. — Vim te dizer que haverá um festival, daqui a três dias, para começarmos a arrecadar dinheiro. Com licença.
— Obrigada. — Katie fechou a porta.
Aproximando-se do criado mudo, ela pegou seu celular e viu as horas. Seis horas e quarenta minutos da noite. Então, ela se sentou na cama para poder esperar.
Após algum tempo, Edson bateu à porta.
— Katie, posso entrar?
— Pode. — Então, ele abriu a porta e entrou.
Katie viu que Edson estava vestindo uma camisa vermelha, uma jaqueta e calça jeans pretas. Além disso, seu cabelo estava alinhado perfeitamente. Quando Katie se levantou, ele a ofereceu o seu braço.
— Boa noite, Alexa. — Ela lhe fez uma reverência. Depois, saíram do quarto.
Depois de alguns minutos em silêncio, Katie começou a dizer.
— Então, onde que vai ser a nossa conversa?
— No meu quarto. — Ela arregalou os olhos.
— Nunca vi seu quarto. — Edson assentiu.
— Por isso que quero que seja lá. — Após, eles viraram um corredor. — Então, chegamos. — Aproximaram-se do destino.
Quando adentraram, avistaram um cômodo menor, com suas paredes pintadas de branco, e com uma escrivaninha acompanhada por uma cadeira. Além disso, havia uma estante de madeira e uma cama com lençóis pretos. Katie se desprendeu do braço dele e se aproximou da estante. Vendo a enorme quantidade de livros sobre vampiros que ele continha, Katie se assustou. Assim que passou a mão neles, pôde observar melhor e percebeu que ele não continha alguns deles. Toda a coleção de Crepúsculo.
— Sabia que você ia gostar. — Após fechar a porta, Edson se aproximou dela, o que a fez se despertar de seus devaneios.
— Por que você tem uma cama? — Ela o perguntou, ao mesmo tempo que apontou para o móvel e fez uma expressão incrédula, surpresa e confusa ao mesmo tempo.
— Gosto de ler nela. — Edson lhe demonstrou um sorriso e pegou a mão dela. — Venha. — Então, aproximaram-se da varanda e ele abriu a porta de correr.
Assim que entraram, avistaram uma mesa redonda coberta por um pano branco, onde em cima havia uma vela apagada; além de duas cadeiras acolchoadas brancas e uma cesta ao lado. Após fechar a porta, Katie puxou uma cadeira para que pudesse se sentar. Assim, Edson a empurrou levemente e depois se sentou a sua frente.
— Se lembra do nosso primeiro encontro? — Katie balançou levemente a cabeça em confirmação.
Então, ela arregalou os olhos, assim que viu que ele havia tirado da cesta e colocado na mesa uma tigela com morangos cobertos por chocolate e um copo com tampa, enquanto a demonstrava um sorriso amigável.
— Quero te mostrar uma coisa. Preparada? — Katie assentiu. Então, ele fixou seu olhar na vela e a acendeu, portanto ela fez uma expressão arregalada.
— Você consegue fazer fogo? Já estudei que cada vampiro tem um dom especial, mas isso é incrível. — Edson a demonstrou um sorriso debochado.
— Não exatamente. Felizmente, só consigo em objetos inanimados. Então, quer começar a falar sobre? — Ela balançou a cabeça, enquanto pegava um morango. Após tê-lo mordiscado, suspirou profundamente.
— Ontem, o Matteo me fez ver a morte de minha mãe. — Edson fez uma expressão chocada, ao mesmo tempo que bebericou o conteúdo do copo e seus olhos mudaram de cor. — Edson, eu não quero me transformar em vampira, eu não quero ter que sofrer mais, não quero ver a morte de quem eu amo, enquanto eu vivo eternamente, e não quero matar pessoas ou animais. Só quero ser eu. — Ele colocou seu copo na mesa, enquanto Katie dava sua última mordida no morango. — Por isso, falei que não queria te magoar, porque você é um deles, ainda mais, o futuro rei deles.
— Entendi. Você não me magoou, Katie. — Ele lhe demonstrou um sorriso gentil. — Eu também não quero que isso ocorra com você, apesar de eu poder te perder futuramente. — Katie balançou a cabeça em concordância.
— Mas eu não quero ser mal vista em seu reino. Então, eu não sei o que faço, Edson. — Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto dela.
— Não precisa chorar, Katie. — Em distração, ela pegou outro morango e deu uma mordida. — Você tem outras escolhas. Eu posso fazer você envelhecer aos poucos, mas não te transformarei em vampira. — Katie arqueou uma sobrancelha a ele.
— Como você vai fazer isso? — Edson lhe demonstrou um sorriso tímido.
— Eu posso te injetar uma toxina, que matará algumas de suas células. Você se sentirá fraca, então terá que beber meu sangue, que rejuvenescerá as suas outras células, mas em um processo lento. — Ela arregalou seus olhos.
— Quais são as chances? — Katie perguntou com medo de perder a vida.
— As chances de isso dar certo são altas. — Ela suspirou levemente. — Você está disposta em fazer isso? — Com um pouco de relutância, Katie balançou levemente sua cabeça em confirmação.
Depois de ter terminado de comer os morangos em silêncio, ela se levantou e ofereceu uma de suas mãos a ele.
— Venha, vamos voltar para o seu quarto. — Assim que Edson pegou a mão dela, ele se levantou e saíram.
Katie soltou sua mão e se aproximou da estante. Então, pegou um livro de Cassandra Clare, Cidade dos Ossos.
— Ótima escolha. — Quando ela se virou para o local do som, notou Edson sentado na cama, encostado na parede, enquanto a demonstrava um sorriso debochado. Então, Katie se sentou, encostada ao lado dele.
— Já leu? — Ele balançou a cabeça em confirmação. — Eu não. Ah, esqueci que você é quase um século mais velho que eu. — Sorriram um para o outro.
— Pelo visto, não faz tanta diferença eu ter quase o sétuplo de sua idade. — Ela assentiu. — Você ainda me ama. — Edson deu nela um selinho na boca.
Após, ele pegou o livro da mão dela e começou a folheá-lo. Então, voltou para a página inicial e leram na mesma velocidade. Quando estavam na décima página, Edson fechou o livro e o deixou de lado, ao mesmo tempo que começou a dizer.
— Katie, gostaria de tentar uma coisa. — Quando percebeu sobre o que se tratava, ela arregalou os olhos. — Mas eu não sei se consigo.
— Você não vai saber se não tentar. — Katie lhe deu um sorriso encorajador.
Então, Edson aproximou seus lábios dos dela e começou a beijá-la ferozmente. Após algum tempo, ele subiu em cima dela e prolongou ainda mais o beijo, ao mesmo tempo que colocou suas mãos no cabelo de Katie para acariciá-lo.
Entretanto, à medida que os olhos dele mudavam de cor, ela sentia um corte nos lábios. Assim, em um rápido movimento, ele se sentou na cadeira da escrivaninha.
— Desculpe, Katie.
— Não precisa se desculpar. Ao menos, você tentou. Vou limpar meu machucado. — Então, ela se levantou.
Depois, apenas viu Edson em pé com um pano, o qual limpava seu sangue, e com seus olhos laranjas, o que parecia que estava tentando se controlar.
— Obrigada. — Katie sussurrou, enquanto ele jogava o pano no lixo após ter limpado.
— De nada. — Disse, à medida que seus olhos voltavam a cor original.
Depois, eles voltaram para a cama e se deitaram um ao lado do outro. Então, Edson acariciou o cabelo de Katie.
— Edson, obrigada por hoje. — Katie disse e adormeceu em seus braços.
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