Capítulo VII

— Katie. — Edson e James disseram em uníssono em um tom alto e eufórico, quando a viram desmaiar. — Temos que ir. — Então, Edson colocou o braço de Katie em seu ombro. Depois, eles se aproximaram do jato em um rápido movimento.

Quando a porta do jato se abriu, James subiu os degraus e Edson fez o mesmo. Ele se dirigiu para os seus assentos, enquanto o via já sentado e olhando pela janela. Edson colocou Katie, de forma delicada, no assento dela e, depois, colocou-lhe o cinto.

— Você vai ficar bem, Katie. — Então, Edson colocou a sua mão na dela, assim que o transporte decolou. — Eu prometo.


Após algumas horas, o jato ia para baixo. Assim que sentiram que estavam em terra firme, James se levantou. Então, Edson também se levantou e tirou o cinto dela. Depois, colocou o braço de Katie em seu ombro, enquanto James descia os degraus. Logo após, Edson e ela saíram.

Assim que subiram os lances de escada, eles entraram no castelo pelo portão principal.

— Alexa. — Edson gritou para chamá-la. — Alexa. — Após algum tempo, ela apareceu no corredor em direção a escadaria. Assim que olhou para Katie, fez uma expressão assustada. Então, desceu os degraus, correndo em direção a eles.

— O que houve? — Quando se aproximou, Alexa o perguntou, preocupada.

— Ela desmaiou, pois bateu a cabeça. — Os olhos dela ficaram assustados.

— Temos que levá-la para o quarto e deixá-la repousar. — Edson assentiu.

Então, em um rápido movimento, ele subiu a escadaria e se dirigiu para o quarto de Katie. Assim que abriu a porta e a deixou aberta, aproximou-se da cama e, com sua mão livre, ajeitou o travesseiro. Depois, Edson colocou a cabeça de Katie encostada delicadamente.

Após algum tempo, Alexa havia entrado no quarto esbaforida, enquanto seu suor escorria pela testa. Ela se aproximou de sua maleta, a qual estava na mesa. Então, pegou uma faixa e uma bolsa de água fria.

— Ela vai acordar já. — Alexa o garantiu, assim que se aproximou de Katie pelo outro lado da cama. Ela colocou a bolsa na testa dela e prendeu com a faixa. — Com licença, Vossa Alteza. — Alexa lhe fez uma reverência e se dirigiu para a saída.

— Alexa, obrigado. — Ela o olhou e assentiu. Depois, retirou-se do cômodo e fechou a porta.

Enquanto isso, Edson havia puxado a cadeira da escrivaninha para o lado de Katie e se sentado. Ele apenas a observava dormir com sua respiração leve, enquanto colocava sua mão na dela com esperanças de que acordasse logo.


Katie acordou em sobressalto e sorriu por perceber que estava em sua cama no quarto do castelo e, ao seu lado, estava Edson sentado na cadeira, ao mesmo tempo que mantinha sua mão na dela. Ela sentiu uma faixa envolvendo sua cabeça com algo gélido sobre sua testa.

— Edson. — Katie disse em um tom baixo, suave e calmo. Ele a ouviu e olhou para ela, dando um sorriso gentil.

— Katie. — Edson acariciou sua mão. — Você está bem? — Ela sentiu umas pontadas na testa que, por instinto, colocou sua mão livre nela. Entretanto, balançou levemente a cabeça em confirmação.

Após algum tempo em silêncio, enquanto olhavam um para o outro sorrindo, ela lhe perguntou.

— Que horas são? — Então, ele pegou o celular dela no criado mudo.

— São quatro horas e trinta minutos da manhã. — Depois, Edson colocou o aparelho no lugar. Katie arregalou seus olhos. — Quer ir para o jardim? — Ele a perguntou, ao mesmo tempo que se levantou. Ela balançou a cabeça, dizendo que aceitava. Enquanto isso, Edson colocava a cadeira no lugar.

Assim que se aproximou dela, ele tirou a faixa e a bolsa de água fria e as colocou no criado mudo. Ao mesmo tempo que Katie se sentou, Edson estendeu seu braço. Ela, então, pegou a mão dele, o que ajudou levantá-la.


Assim que saíram do quarto, dirigiram-se para o jardim. Depois de terem descido os degraus da escadaria, eles atravessaram o arco de porta. À medida que avançavam, sentiam o aroma doce penetrar por suas narinas.

Após algum tempo, Edson começou a dizer, enquanto suspirava levemente.

— Katie, o que você viu ontem? — Ela suspirou.

— Edson, desculpe-me, mas acho que não seja o momento apropriado para falarmos sobre isso. — Assim que viu a expressão neutra dele, ela soltou sua respiração.

— Eu sei, fui indelicado. — Ele passou sua mão livre no cabelo. — Eu que devo me... — Assim que retornou a dizer, Katie o interrompeu, colocando seu dedo indicador nos lábios dele.

Soltando sua mão de Edson, ela encostou seus lábios e deu um selinho neles, enquanto envolvia suas mãos em seu pescoço. Ela percebeu que prolongou, já que ele havia lhe dado um beijo, à medida que envolvia suas mãos na cintura dela. Enquanto isso, Katie fechava os olhos para sentir o momento.

Depois de alguns minutos, ela notou que seus lábios se afastaram, ao mesmo tempo que sorriam um para o outro. Pegando a mão dela, continuaram a andar.

Assim que passaram por uma plantação de orquídeas, eles pararam. Edson, tirando delicadamente a flor, colocou no cabelo de Katie e prendeu com uma mecha.

— Lembra a primeira vez em que veio aqui? — Katie balançou a cabeça em confirmação.

— Lembro. — Ela sorriu. — Foi logo depois que aprendi a andar de salto alto. — Ele balançou a cabeça em concordância. — Mais uma vez, obrigada por compartilhar esse lugar comigo.

Quando olharam para cima, viram que o céu estava se tornando azul claro, então deduziram que o sol estivesse nascendo. Assim, Katie tirou sua jaqueta e, após, amarrou em sua cintura. Quando ele fez o mesmo, ela corou levemente, já que havia visto seus músculos torneados por debaixo de sua pele clara.

— Vamos? — Edson lhe perguntou, enquanto oferecia sua mão livre, pois na outra carregava sua jaqueta. Assim que Katie a aceitou, dirigiram-se para a saída.

— Você pode me esperar aqui? — Edson a perguntou novamente quando passaram pela escadaria. Assim que Katie balançou a cabeça em confirmação, ele deu um selinho em sua boca. Depois, subiu os degraus em um rápido movimento, sumindo de vista.


Após algum tempo, Katie notou que ele estava descendo e que vestia uma camisa e calça sociais pretas. Aproximando-se dela, ofereceu um de seus braços.

— Acho que deveria ter trocado de roupa também. — Ela disse, assim que começaram a caminhar.

— Não, não é necessário. Você precisa se alimentar primeiro, depois você troca. — Katie assentiu. 

Após algum tempo, pararam em frente ao destino. Então, Edson abriu a porta e entraram na sala de jantar. Começaram a caminhar para suas respectivas cadeiras e, assim que pararam em frente, ele puxou a dela. Depois de ter se sentado, Edson empurrou levemente e se sentou ao seu lado.

Ele começou a acariciar o cabelo dela com a palma de sua mão, porém, após alguns minutos, eles ouviram um som da porta se abrindo. Quando olharam para o local, avistaram Kimberly, trajada por um vestido tomara-que-caia preto, e Edson, vestido por sua farda e calça social preta. Eles entraram, enquanto estavam de mãos dadas.

— Ah, vocês estão aí. — Após o rei fechar a porta, a rainha começou a dizer, enquanto lhes dava um sorriso amigável. — Estávamos preocupados pelo seu sumiço de ontem, Edson. — O rei puxou a cadeira e ela se sentou. Depois, ele empurrou levemente e Edson se sentou ao seu lado.

— Desculpe-me, mãe. — Ele suspirou. — Prometo que isso não irá ocorrer novamente.

— Assim espero. — Disse o rei. — Onde você esteve? — Perguntou-lhe, ignorando a existência de Katie.

— Fomos para a Itália resgatar o James. — Assim que eles deduziram sua fala, arregalaram os olhos.

— Você o quê? — Kimberly lhe fez uma pergunta retórica, ao mesmo tempo que se espantou.

— Você sabia a noção do perigo que estava correndo? — O rei arqueou a sobrancelha. Por sua vez, Edson assentiu.

— Sim. Mas, mãe, pai. — À medida que dizia, ele alternava seu olhar entre eles. — Não precisam se preocupar, eu estou bem. Katie me salvou novamente. — Assim que pronunciou as últimas palavras, ela corou levemente. Quando ouviram, a rainha expressou alívio e o rei, espanto.

— Sorte que temos uma integrante que é caçadora de vampiros. — Kimberly lhe demonstrou um sorriso gentil e Katie retribuiu seu sorriso. — Não é, amor? — Ela o olhou e arqueou uma sobrancelha para ele. Portanto, o rei fez uma expressão de alívio, enquanto assentia.

— Obrigada. — Katie disse em um tom tímido.

Após terem escutado um barulho da porta se abrindo, entraram dois garçons carregando suas bandejas. Em uma delas, continha três taças com líquido vermelho e, na outra, havia um prato com ovos, bacon e torradas, além de uma xícara com café.

— Então, Katie. — Kimberly começou a dizer, assim que colocaram os conteúdos em suas respectivas frentes. — Ansiosa para o dia de amanhã? — Ela lhe demonstrou um sorriso tímido, ao mesmo tempo que começou a imaginar.

— Não é todo dia que se faz dezessete anos. — Depois de ter bebericado sua taça, o rei complementou. Katie arregalou os olhos quando ele pronunciou a palavra dezessete.

— E-eu não sei. — Ela gaguejou e se levantou. — Com licença. — Então, correu em direção ao jardim, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Antes de sair, notou a expressão de espanto por parte deles.


Chegando ao local, Katie se sentou encostada em um dos arbustos. Ela colocou sua cabeça entre as pernas para que pudesse se deixar chorar. 

— Katie. — Edson disse ao ouvido dela. Ele começou a passar sua mão no cabelo de Katie para que pudesse acariciá-lo. — O que houve? — Ela apenas balançou a cabeça em negação, pois não tinha forças para falar. — Deixe-me ver o seu rosto. — Ele pediu com educação e gentileza. Então, Katie tirou seu rosto molhado das pernas e direcionou seu olhar para ele.

Assim que ela o viu, Edson disse nada, apenas tirou as poucas lágrimas que ainda escorriam e a envolveu em um abraço de lado.

— Eu não quero te magoar. — Ela disse em um soluço. Edson franziu suas sobrancelhas em sinal de dúvidas e pegou o queixo dela para que pudesse virar o seu rosto para ele. Assim que viu os olhos dela, arregalou os seus, já que percebeu sobre o que se tratava.

— Você quer conversar sobre isso mais tarde? — Katie balançou a cabeça em confirmação, enquanto ele se desvencilhava dela e se levantava.

Edson ofereceu sua mão e ajudou a levantá-la. Com as mãos dadas, caminharam para a saída.

— Vejo-te mais tarde, então. — Ele soltou sua mão. — Passarei no seu quarto às sete horas. — Edson deu nela um selinho na boca e, depois, desapareceu em um piscar de olhos.

— Estarei te esperando. — Katie disse, sorrindo, e começou a subir os degraus da escadaria. 

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top