Capítulo V
— Sinto muito, Katie, mas eles o levaram. — Edson disse em um tom triste, acompanhado pelos seus olhos ainda cabisbaixos. Ela arregalou os seus.
— Mas por quê? — Katie falou em um tom um pouco mais alto, com sua expressão confusa. — O que ele fez?
— Não o que ele fez. — Kaleb começou a dizer. — Mas o que eles acham que ele pode ter feito. — Assim que Katie tomou um leve choque de realidade, fez uma expressão surpresa.
— A morte de Nathaniel. — Katie disse em um sussurro muito baixo e Edson balançou a cabeça em confirmação. — Pai. — Dessa vez, voltou a dizer em um tom eufórico, assim que o viu desmaiar.
— Ele está fraco, precisa descansar. — Quando Edson falou, ela assentiu.
Assim que ele colocou um de seus braços em volta do pescoço de Kaleb, Edson se encaminhou para a saída em um rápido movimento. Enquanto isso, Katie havia pegado o copo de água do chão, depois subiu a escada.
— Katie, aqui. — Após ter atravessado a porta, ela viu que Edson estava em pé ao lado de seu pai, o qual estava deitado no sofá. Aproximando-se dele, Katie se sentou ao seu lado.
— Você acha que ele vai ficar bem? — Ela o perguntou em um tom preocupado, enquanto pegava uma das mãos de seu pai.
— Vai. — Edson lhe demonstrou um sorriso encorajador. — Ele precisa descansar e se alimentar.
— Você também, não? — Katie perguntou meio sem jeito, ao mesmo tempo que o fitou. Assim, percebeu que Edson tinha arregalado seus olhos.
— Eu vou ficar bem, eu prometo. — Deu um sorriso confiante.
— Não, você precisa se alimentar. Vai, por favor. — À medida que dizia, Katie se levantava.
— E os caçadores?
— Está com medo de nós? — Ela arqueou uma sobrancelha.
— Não, eu só... — Edson hesitou. No entanto, prosseguiu após suspirar levemente. — Só não quero te deixar sozinha.
— Vou ficar bem, eu prometo. — Demonstrou-lhe um sorriso encorajador.
Então, Katie colocou suas mãos em volta do pescoço de Edson e ele colocou as suas na cintura dela. Assim que a puxou, aproximou seus lábios. Quando se tocaram, deram um beijo prolongado. Depois de se afastarem, ela falou em um sussurro inaudível.
— Agora vai. — Edson assentiu. Então, desvencilharam-se e ele sumiu de vista.
Katie se encaminhou para a cozinha e se aproximou da geladeira. Assim que a abriu, viu sacos de hambúrgueres congelados e uma caixa de suco de framboesa. Então, após tê-la fechado, colocou a caixa na bancada e os sacos no micro-ondas. Enquanto os hambúrgueres esquentavam por dois minutos, Katie se aproximava da cristaleira e pegava dois copos e dois pratos. Colocando os objetos na bancada, abriu a caixa do suco e encheu os copos. Após, ouviu o som proveniente do micro-ondas e pegou os hambúrgueres, colocando-os no prato. Assim que havia guardado o suco na geladeira, ela voltou para a sala, carregando os copos e os pratos. Ao mesmo tempo, avistou seu pai acordando em sobressalto.
— Filha? — Kaleb lhe fez uma pergunta retórica. — Eu devo ter apagado. — Ela balançou a cabeça em confirmação, ao mesmo tempo que depositava os objetos na mesa.
Franzindo o nariz, Kaleb colocou sua mão na barriga, o que insinuava que estivesse com fome. Então, assim que se levantou, ele se aproximou da mesa e puxaram suas respectivas cadeiras para que pudessem se sentar.
— Cadê o Edson? — Após alguns minutos em silêncio, ele havia lhe perguntado, enquanto dava sua terceira mordida no hambúrguer.
— Foi caçar. — Katie disse, tomando o terceiro gole de seu suco. Após, mordiscou seu alimento e continuou a dizer. — Pai, posso lhe fazer uma pergunta? — Kaleb balançou a cabeça em confirmação, enquanto bebericava o seu suco. Ela suspirou levemente. — O que você faria se a mamãe estivesse viva, mas como vampira? — Enquanto ele terminava de beber, tinha arregalado seus olhos.
— Eu aprenderia a amá-la, mas ainda seria caçador para poder vingar quem teria feito isso. — Depois que Kaleb terminou de falar, suspirou levemente. Ao mesmo tempo, terminou de comer o seu hambúrguer. — Não me arrependo de ter matado o Nathaniel. — Katie terminou de bebericar o último gole de sua bebida. — Por quê? — Perguntou, enquanto se levantavam e pegavam os seus respectivos copos e pratos. Depois, encaminharam-se para a cozinha.
— Por nada. — Assim que haviam se aproximado da pia, Kaleb lhe arqueou a sobrancelha. Portanto, Katie prosseguiu, ao mesmo tempo que suspirou. — Tudo bem. Você sabe que agora sou princesa de Transilvânia e que o meu aniversário é daqui a três dias. — O pai dela sabia o que ela queria dizer.
— Filha, só quero que você faça o que acha que é certo e melhor. — Começou a falar após ter suspirado profundamente. No final, demonstrou-lhe um sorriso gentil.
— Obrigada. — Katie e seu pai se abraçaram e ele deu um beijo na testa dela ao mesmo tempo. — Tchau, pai. Vou dormir.
— Tchau. — Então, ela depositou um beijo na bochecha dele e se afastou.
Subindo os degraus da escada, Katie se encaminhou para o seu quarto. Assim que entrou, ela sorriu, já que percebeu que tudo estava no lugar desde o dia da caçada ao Edson. Após, Katie fechou a porta e se aproximou do guarda-roupa. Escolhendo uma camisola vermelha, ela se dirigiu para o banheiro e se trocou.
Após, saiu e avistou Edson perto da escrivaninha, passando a mão na capa de um dos livros. Enquanto isso, Katie notava que os dois anéis ainda estavam nos dedos dele.
— Está tudo no lugar desde o dia em que vim aqui. — Katie balançou a cabeça em concordância. — Oi. — Edson olhou para ela e demonstrou um sorriso amigável.
Assim que se aproximou da janela, Katie a fechou junto com as cortinas brancas que a envolviam. Depois, deitou-se na cama e se cobriu com o lençol roxo.
— Edson. — Quando o chamou, ele voltou o seu olhar para ela, já que estava vendo os livros. — Você vai ficar aqui? — Deu-lhe um sorriso gentil, enquanto ele se sentava próximo a ela.
— Irei, se quiser. — Katie balançou a cabeça em afirmação, ao mesmo tempo que ele retribuía seu sorriso. — Aliás, você fechou a janela. — Soltou uma risada suave.
— Desculpa. — Riu com ele.
— Boa noite, Katie. — disse Edson, enquanto se inclinava e a dava um beijo na testa.
— Boa noite.
Então, ela adormeceu, segura e tranquila.
Katie acordou e, então, sorriu. Ela percebeu que Edson estava sentado na cadeira de sua escrivaninha, enquanto folheava um dos livros que havia pegado. Assim que percebeu o olhar dela, ele o guardou e a demonstrou um sorriso amigável.
— Oi, dormiu bem? — Ela balançou a cabeça em confirmação e retribuiu seu sorriso. — Arrume-se, ainda temos que ir para a Itália. — Katie fez uma expressão confusa. — Eles o levaram para lá, onde ficam os Holst. — Assim que assentiu, Edson se levantou e saiu do quarto.
Katie se levantou da cama para poder ir ao guarda-roupa. Assim que o abriu e escolheu uma blusa vermelha e calça preta, trocou de roupa e, quando pegou botas de couro pretas, ela se sentou na cama e as calçou. Logo após, levantou-se e se encaminhou para o banheiro. Assim que entrou, Katie pegou uma escova e se penteou.
Indo para a saída de seu quarto, Katie desceu os degraus da escada e entrou na sala. Ao mesmo tempo, avistou seu pai sentado à mesa, onde continha dois pratos com ovos, bacon e torradas acompanhados por dois garfos; e, ao lado, duas canecas de café. Além disso, Edson estava em pé, encostado na bancada da cozinha.
— Oi, filha. — Disse o pai de Katie. Após ela ter se aproximado da mesa, puxou uma cadeira e se sentou. — Dormiu bem? — Notou um sorriso gentil por parte de Kaleb e de Edson, ao mesmo tempo que balançou a cabeça em confirmação. — Você precisa se alimentar para poder enfrentar os Holst. — À medida que dizia, ele pegou um garfo e começou a comer pelos ovos mexidos, enquanto Katie havia pegado uma torrada com a mão e a mordiscado.
— Pai, quem são os Holst? — Após alguns minutos em silêncio, ela havia lhe perguntado, ao mesmo tempo que pegava o garfo e começava a comer os ovos, depois de ter comido as torradas e os bacons. Enquanto isso, seu pai bebericava o café, após ter se alimentado. Ele arregalou os olhos, então Katie prosseguiu. — Nós ainda não havíamos estudado sobre eles. — Kaleb olhou para Edson, que, por sua vez, assentiu.
— Os Holst são uma clã de vampiros, que vivem na Itália e que monitoram tudo no mundo do vampiros, inclusive ditando as regras. — À medida que Edson dizia, ela havia pegado a caneca e bebericado seu café, enquanto ouvia atentamente suas palavras. Assim que ele terminou de falar, os olhos dela se arregalaram, ao mesmo tempo que depositava o objeto na mesa.
— Você acha que eles o levaram por traição? — Ela perguntou aos dois.
— Eu não acho, tenho certeza. — Kaleb falou, após tomar o último gole de sua bebida.
— E o que eles farão? — Continuou a perguntar, dessa vez em um tom preocupado.
— Irão torturá-lo e fazer doer cada parte de seu corpo, como se estivesse sentindo a morte de Nathaniel. — Quando Edson disse, uma expressão de espanto era visível no rosto de Katie.
— Mas eles não podem fazer isso. Desculpe por dizer isso, pai, mas não foi culpa dele. — À medida que ela dizia em um tom alto e eufórico, percebeu que Kaleb havia assentido.
— Eles podem. — Edson começou a dizer. — Ocorrerá um julgamento às dez horas da manhã. Se acharem que, de fato, foi ele quem provocou a morte, acontecerá. Caso contrário... — Os olhos dele ficaram cabisbaixos.
— O quê? — Katie perguntou, demonstrando sua preocupação e curiosidade ao mesmo tempo. — O que acontece?
— Estarei morto. — Disse Kaleb, mostrando-lhe um sorriso atordoado. Ela arregalou seus olhos.
— Temos que sair agora. — Katie falou e se levantou.
— Espere. Edson irá com você, apesar de ele não poder. — O pai dela disse e também se levantou. Ao mesmo tempo, Katie direcionou os seus olhos confusos a Edson.
— Cometi a primeira e principal regra de ser um vampiro. — Edson levantou os seus e demonstrou a ela um sorriso atordoado e retraído ao mesmo tempo. — Nunca namore ou tenha relação com um humano. — Eles disseram em uníssono e, assim que haviam terminado de falar, Katie retribuiu o seu sorriso.
Após, percebendo que o pai de Katie havia se aproximado do sofá, ela o seguiu. Quando ele se virou, perceberam que Kaleb abria a sua mochila para que pudesse pegar uma adaga pequena.
— Katie, quero que use isso, somente quando for necessário. — Ela balançou a cabeça em confirmação. Quando ele estendeu a arma, Katie a pegou e colocou no bolso de sua calça.
— Obrigada, pai. — Então, deu nele um beijo na bochecha. — Tchau. — Katie acenou e ele a retribuiu.
— Tchau, Sr. Westwood. — Disse Edson, enquanto se aproximavam da saída.
— Tchau. Cuidem-se. — Kaleb falou quando saíram.
Então, eles avistaram o jato ainda pousado em frente à casa. Quando se aproximaram, subiram os degraus dele e entraram. Eles se sentaram nos mesmos lugares e Katie colocou o cinto, ao mesmo tempo que sentiu o jato começar a andar.
Quando o transporte adquiriu velocidade, o que insinuou que estivesse decolando, Katie apenas sentiu suas mãos começarem a suar. Portanto, assim que decolou rumo à Itália, Edson colocou uma de suas mãos na dela, enquanto ela olhava pela janela.
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