Triângulos amorosos e a teoria da alta fantasia... (pt. 1)

Foram longos dez dias. Eu não sabia que um resfriado podia me deixar tão preocupada e dar tanta febre a ponto de derrubar um homem de quase dois metros.

Durante esse tempo, mais coisas apareceram como uma luneta e uma bússola, além de mais caixas de mantimentos do navio do Shay e do Edward. Também choveu em alguns dias aleatórios, o que, segundo os rapazes, era muito bom.

— Eu não acredito! — o Edward e o Shay vinham juntos, carregando caixas com a marcação do Jackdaw. — Rum! Vinho! Álcool!

Eu ri enquanto eles colocavam as caixas no chão e as abriam, exibindo as garrafas protegidas por algumas serragens. O Edward pegou uma das garrafas, a abrindo e virando um enorme gole.

— Ah, senti tanta saudade. — Ele abraçou a garrafa, me fazendo rir. — A senhorita deseja algo?

— Não, obrigado... — eu ri e voltei minha atenção para o Connor, eu era a enfermeira hoje. — E você, como se sente hoje?

— Melhor. O suficiente para voltar à ativa. — Ele sorriu, mantendo sua atenção no assado do dia. — Obrigado por me deixar fazer o almoço.

— Por nada. — Eu sorri, voltando a tentar praticar os truques com bastão/lança que o Alexios estava tentando me ensinar.

Algo que ainda não mencionei: os meninos vêm tentando descobrir onde estamos há alguns dias usando a bússola, a luneta e as estrelas. E segundo as teorias e as poucas estrelas que o Edward, Shay, Alexios, Eivor e Connor conseguiram identificar, talvez estejamos no Triângulo das Bermudas, mas sem muita certeza ainda. Acontece várias coisas estranhas aqui, que eu adoro ouvir os meninos contarem.

— Olha só o que eu achei! — eu voltei minha atenção para o Edward, o vendo puxar de dentro de uma das caixas um objeto prateado. — Hm, nunca vi isso.

— O que é? — eu deixei meu bastão de lado, voltando minha atenção totalmente para o Edward, que se aproximou de mim.

— Um espelho de prata polida. E um presente para a senhorita... — ele me entregou o espelho, me fazendo sorrir. Era cheio de belos entalhes com temas marinhos, parecia até pertencer a uma sereia.

— Obrigada. — Eu sorri, observando os entalhes antes de encarar meu reflexo. Pra alguém que tá perdida em uma ilha há quase um mês eu até que tô bem. Eu toquei minha bochecha algumas vezes, sentindo o toque quente da minha mão contra a pele. Se aquilo era um sonho era o mais real que eu já tive.

— Tudo bem moça? — Edward me encarou curioso, exibindo um pequeno sorriso. — Também venho me perguntando se isso é real... Mas as dolorosas quedas que tive algumas vezes pescando provam que sim.

— Concordo com ele. — Jacob surgiu, saindo de uma das trilhas e acompanhado de perto pelo Haytham, Alexios e Eivor. — Todas as vezes que me machuquei doeu como o inferno.

— Vou me juntar a eles. Meus sonhos são normalmente mais divertidos. E, claramente, isso não é um pesadelo. — Federico se espreguiçou do alto da árvore onde tirava sua soneca, descendo e se juntando ao grupo ao redor da fogueira.

Eu ri, me aproximando deles enquanto o Connor servia o jantar e fazia um café. Ele faz um excelente café.

Duas horas de conversa depois e estava todo mundo no esquema para dormir e o primeiro turno de guarda seria do Connor e do Eivor.

Eu estava no meu sétimo sono quando alguém me acordou. Depois de uns três segundos, eu reconheci o Shay.

— Tudo bem? — eu pisquei algumas vezes me sentando e o encarando. Ele tinha um sorriso enorme e estava no turno de guarda com o Alexios.

— Ótimo. Tenho uma surpresa para a senhorita. — Ele me ofereceu a mão, me ajudando a levantar e a vestir as minhas 'sandálias'. — O Alexios está à disposição da senhorita caso grite socorro.

Eu ri, encarando por um segundo a cestinha que ele tinha em mãos com meia garrafa de vinho escapando da toalha que escondia o resto.

— Ele vai levar a senhorita para ver algo especial e que a senhorita disse que gostaria de ver... — Eu olhei o Alexios com uma expressão confusa. Ele ia precisar ser mais específico, eu disse que ia adorar ver tanta coisa que os rapazes me contaram.

— Okay, vamos lá então. — Eu sorri quando o Shay me ofereceu seu braço livre, me guiando por entre as árvores por alguns minutos até chegarmos em um penhasco que eu desconhecia a existência. — Estamos esse tempo todo perto de um penhasco?

— Sim... Ele não é muito alto, mas é perfeito para o que quero lhe mostrar. — Shay apontou para as árvores abaixo de nós antes de colocar a cesta no chão e espalhar a toalha. Ele fincou a tocha que carregava no chão e se sentou.

Realmente o penhasco não era muito alto. Dava para quase tocar a copa das árvores abaixo, na verdade, acho que dava até para escalar uma das árvores até ele.

— Moça... — a voz de sotaque carregadinho chamou minha atenção fazendo com que eu voltasse minha atenção para ele. Shay bateu no espaço livre ao seu lado e eu me sentei ali. Então ele voltou seus olhos para o céu e eu o imitei.

Um momento depois e luzes de um bonito tom esverdeado banharam os céus, pareciam dançar e as vezes mudavam de cor, assumindo tons azuis, róseos e lilases.

— A aurora boreal... — eu abri um sorriso enorme, com meu olhar fixo ao céu. Eu senti a mão do Shay envolver a minha e um calor aconchegante se espalhar. — É lindo... Obrigada.

— Por nada, Lady. — Eu o olhei de soslaio e o vi sorri antes de me voltar para ele. — Eu trouxe um pequeno lanche...

Ele tirou algumas amoras da cesta, além do meu biscoito favorito e abriu a garrafa de vinho.

— Não é muito... A bordo da Morrigan eu lhe ofereceria uma bebida quente, um assado de qualidade e doces finos, sentados no deck com uma manta e vários travesseiros. — Ele me ofereceu um sorriso caloroso, me encarando por alguns segundos enquanto eu o encarava encantada. — Adoraria levar a senhorita em um passeio a bordo do meu navio.

— Nunca naveguei. Eu adoraria experimentar. — Eu sorri, beliscando algumas das frutas e bebericando do vinho, voltando minha atenção para o show de cores acima de nós. Um pequeno e confortável silêncio se seguiu pelos próximos minutos antes que eu notasse o olhar do Shay sobre mim. — Tudo bem?

— Em parte. Estou pensando em algumas coisas. — Ele parecia em dúvida, alternando seus olhos entre mim e o céu. — A senhorita tem uma mente mais aberta, penso que será mais fácil conversar isso com a senhorita.

Eu o encarei com atenção, mais curiosa que tudo com o rumo dessa conversa.

— Acho que estou atraído pela senhorita... E acho que eu amo o Haytham. — Eu o encarei surpresa, quase engasgando com o vinho. — Surpreendente não? Eu... amando outro homem.

— Quê? — eu deixei a garrafa de lado, me aproximando um pouquinho mais. — Não estou surpresa por você amar o Haytham. Nossa, vocês dois convivem há um tempo e são maravilhosos juntos, funcionam super bem. Tô surpresa é na parte de você estar atraído por mim.

Shay riu, me encarando por um instante.

— E não sou o único. Mas antes de voltar a esse assunto... O Jacob, Alexios e Eivor sempre se atraíram por homens e mulheres. Mas eu... é confuso pensando nisso agora. — Ele suspirou, parecendo realmente confuso.

— Shay... É normal. — Eu sorri, me aproximando dele e pegando sua mão. — Se você conversar com eles, eles vão dizer que no começo também foi confuso. O socialmente aceito é que nos sintamos atraídos pelo sexo oposto, então quando sentimos essa atração por uma pessoa do mesmo sexo dá uma confusão. Mas está tudo bem... Existe um estudo, uma pesquisa, na minha época que fala que ninguém é cem porcento hetero. O Haytham é a sua porcentagem de bissexualidade.

Ele parou, pensando por alguns instantes, sorrindo antes de encarar as luzes no céu e se voltar para mim.

— Agora vamos voltar para a senhorita... — ele riu quando eu fiz um muxoxo, tentando esconder minha cara. — Todos tem alguma atração pela senhorita.

— Nem fodendo. — Ele exibiu um sorrisinho de canto. — Não... Não... Sério?

— Sim. O que fará com isso? — ele me encarou curioso enquanto eu abria um pequeno sorrisinho bobo.

— Não sei. Porque para ser sincera, eu sou perdidamente atraída por todos vocês. Sério, vocês são incríveis, lindos, fofos e maravilhosos, não tem como não ficar caidinha por vocês. — Ele sorriu, fazendo uma reverenciazinha. — E, apesar de no meu mundo existir relacionamentos abertos e poliamorosos, não sei se vocês todos vão aceitar.

— Isso parece ser muito interessante. — Ele exibiu um sorriso levemente safado, me fazendo rir antes dele ficar sério. — O Haytham tem estado diferente. Acha que ele sabe?

— Hm, talvez. Mas pode ser outra coisa... — eu o encarei por um instante antes de apertar carinhosamente a mão dele. — Eu vou tentar conversar com ele.

— Obrigado. Agora, vou parar de fazer perguntas para a senhorita e vamos apreciar o show. — Ele voltou os olhos para o céu e eu fiz o mesmo, encarando as luzes e dividindo a garrafa de vinho e as frutas.

Quando o sono começou a pesar, nós voltamos para o abrigo e eu voltei a dormir depois de dar um beijinho na bochecha do Shay, me enfiando entre o Jacob e o Eivor.

O dia amanheceu e eu levantei com o cheirinho gostoso do café e com alguém me chamando com cuidado.

— Bom dia, moça. — Eu sorri para o Connor, me sentando enquanto ele me entregava uma das xícaras resgatadas dos destroços da Morrigan.

— Bom dia rapazes. — Eu beberiquei o café, olhando ao redor rapidamente e pensando na minha tarefa do dia: uma conversa sincerona com o Haytham.

Infelizmente, o CEO frio e calculista de época passou quase o dia inteiro muito ocupado. A única vantagem foi ter tempo de pensar em como chegar no assunto. Num geral o dia foi tranquilo, as tarefas de sempre, os rapazes conversando numa boa e eu bancando a dona de casa. Isso, até o entardecer chegar.

— A lenha está molhada. — Connor jogou mais alguns pedaços na fogueira, os estudando por uns segundos antes de se levantar. — Se não tivermos lenha seca não vai ter como passar a noite.

— Choveu bastantes nos últimos dias, isso vai ser difícil de achar. — Shay encarou o Connor, que concordou com um aceno, tentando pensar na solução.

— E se vocês se dividirem em grupos? Pode ser menos difícil se procurarem em uma área mais ampla. — Os rapazes se voltaram para mim, concordando com um aceno.

— Mas está anoitecendo, é perigoso deixar a senhorita sozinha. — Federico me encarou, se levantando e já se arrumando para formar um grupo.

— Deixa o Haytham aqui comigo. — Eu sorri, como se não fosse óbvio o que eu estava planejando.

— Ótima ideia. — Connor sorriu, tomando a frente em um grupo e seguindo por uma direção, ignorando a cara surpresa do Haytham enquanto os rapazes faziam o mesmo, logo desaparecendo no meio das árvores.

— E então, quais seus planos senhorita? — ele se aproximou, se sentando ao meu lado.

— Uma conversa bem sincerona com você. — Eu me virei para ele, sentada em lótus. — Você tem estado bem diferente desde aquela conversa...

Ele desviou o olhar, encarando o chão e suspirando.

— Complicado é uma boa forma de definir essa situação. — Ele se voltou para me encarar, exibindo um pequeno sorriso pela minha expressão de quase encanto esperando que ele começasse a conversa. — Eu comecei a repensar algumas das minhas relações.

— E uma dessas relações seria o Shay? — ele concordou com um aceno bem fraco — Hm, não quer desenvolver mais esse assunto?

— Não tenho certeza. Não pela senhorita, mas por mim. Tenho medo do que pode acontecer quando admitir para mim mesmo isso. — Ele suspirou, levantando os olhos para mim. — Não sou de seguir o que é socialmente aceito, abomino diversas práticas consideradas comuns e aceitáveis. Não sei porque essa em especial me tem feito pensar tanto. Bom, um motivo eu vejo claro, mas os outros...

— Posso perguntar qual o motivo? — Haytham levantou os olhos para mim, pensando por um instante.

— Sim. Digamos que tive uma experiência um tanto quanto dolorosa relacionada ao amor. Não o vejo como algo bom, para mim é apenas mais um tipo de veneno. — Haytham suspirou, fazendo com que eu me aproximasse dele. Aquilo parecia realmente doer. —Não sei, esse local está mexendo comigo.

Ele olhou ao redor por um momento antes de pousar os olhos em mim e sorrir.

— Apesar de todos os males, isso trouxe a senhorita. O que também me deixa confuso. — Ele sorriu pela minha cara de 'você também?'. — Alguém já lhe confessou seus sentimentos?

— Sentimentos é uma palavra muito forte. Atração combina mais. Foi o Shay, e ele também confessou seus sentimentos com relação a você. — Haytham me encarou surpreso, me fazendo sorrir. — Ele percebeu que você ficou diferente depois daquela conversa. Acho que talvez vocês dois devessem ter uma conversa e se acertarem. E quanto a atração de vocês, isso vai passar assim que vocês voltarem para suas respectivas épocas ou tiverem contato com outras pessoas, vão esquecer essa atração por mim.

— A senhorita está se subestimando demais. — Ele me encarou por mais um instante enquanto eu fazia um gesto de descaso com a mão e ele se levantava.

— Vamos fingir que sim. — Eu sorri quando ele se aproximou da fogueira, cutucando o fogo. — Você não me disse se vai conversar com o Shay.

— Sim, irei. Mas possivelmente apenas amanhã, o dia foi desgastante, fisicamente. — Ele suspirou, se aproximando e se deixando cair sobre a 'cama', deixando que eu me aproximasse e o abraçasse. — Obrigado.

— Hm, por nada. — Eu apoiei meu rosto à suas costas, encarando algumas árvores e pela primeira vez pensando no que paçoquinhas a gente ia fazer quando saísse dali. — Haytham... O que acha que vai acontecer se a gente sair daqui?

— Bem, esse é um dos raros momentos em que não sei. Ou voltaremos para nossas respectivas eras ou iremos todos para uma única era. A partir desse ponto, se seguirmos pela segunda opção, creio que talvez possamos nos ajudar. — Ele levantou os olhos para o céu, encarando as estrelas. — Ainda não sei onde estamos... Esse é nosso maior problema. Para sairmos daqui, precisamos nos localizar.

— Entendo... E se explorarmos esse local? Ainda não fizemos isso. — Eu me afastei um pouco, o encarando com curiosidade enquanto ele se voltava para mim.

— Essa é uma excelente ideia, senhorita. Conhecer um pouco mais desse local pode nos ajudar. — Haytham se voltou na direção que um dos grupos havia pego após ouvirmos o ruído de um alho se quebrando.

— Desculpa o susto. — Eivor e Federico surgiram com um enorme sorriso, carregando alguns galhos. — Encontramos alguns galhos secos, fogo até a madrugada acho que teremos.

Haytham concordou com um pequeno aceno, voltando para perto de mim enquanto os rapazes se sentavam perto do fogo, o vigiando.

— A senhorita tem que me explicar esse tal relacionamento aberto. — Jacob saiu de um espaço entre algumas árvores, sendo seguido por Shay e Edward. — E eu também quero um encontro noturno à sós.

— Oi Jacob. E você passou um monte de dias sozinho comigo. — Eu o encarei, me ajeitando e vendo de cantinho o Eivor e o Federico subitamente interessados no assunto.

— Ei, quero encontros também. — Federico se afastou do fogo, se aproximando de mim.

— É sério isso? — Todos os seis me encararam, concordando com um aceno. — Nem. Fodendo.

Eles riram, bem, menos o Haytham, ele só abriu um sorrisinho, antes de se aproximarem de mim.

— Seríssimo. — Shay sorriu, jogando a lenha num canto alto sob o abrigo. — Desculpe, tive que contar a eles. Edward nos viu voltando e me questionou sobre o que aconteceu. Contei a conversa e... bem, agora é com a senhorita.

— Okay, vamos ignorar a parte do encontro e antes do interrogatório começar, onde estão o Alexios e o Connor? — eu voltei meus olhos na direção que eles tinham tomado antes de ouvir Eivor assoviar e o corvo dele responder. Alguns instantes depois, o passarinho preto voltou acompanhado de Ikaros.

Uma curiosidade sobre os dois passarinhos: eles ficam pouquíssimo aqui. Normalmente eles estão em cima das árvores, vigiando ou acompanhando os rapazes nas caçadas. Ou seja, eu interajo pouquíssimo com eles, o que é uma pena.

— Estão bem perto. Vamos esperar para contar sobre esse encontro? — Eivor tinha um leve tom de voz debochado.

— Tô vendo que eu vou dançar nesse rolê... — eu cruzei os braços, fazendo um biquinho e os meninos riram. — Sim, já que vou ter que passar por isso, que seja com todo mundo junto.

Não demorou muito até os rapazes chegarem e se acomodarem ao redor da fogueira enquanto eu ficava sob o abrigo, aninhada no casaco do Connor, que por um acaso foi rapidamente informado do assunto da noite.

— Pronta? — Shay se aproximou, colocando uma xícara de café na minha mão e me encarando curioso.

— Não, mas vamos lá né. — Eu suspirei, tomando um gole do café. — O que querem saber primeiro?

— O que é esse relacionamento aberto? — Edward tinha uma garrafa de rum doce que logo começou a passar de mão em mão.

— Eu nunca estive em um ou conheci quem viveu um, mas simplificando ambos os assuntos, são relacionamentos não monogâmicos. O relacionamento aberto é onde duas pessoas decidem consensualmente incluir paralelamente parceiros sexuais ou românticos, sem ser considerado traição. — Eu tomei um gole do café, pensando em como explicar melhor.

— Seria como uma traição onde seu parceiro sabe e permite? — Eu pensei por dois segundos antes de concordar com um aceno para o Edward. — Isso parece interessante.

— Sim, mas não é nem um pouco fácil... Bem, nenhum tipo de relacionamento é fácil. — Eu dei ombros e os rapazes concordaram.

— Agora, o que é poliamor? — Jacob me encarou, mais curioso que tudo. Ele adora ouvir sobre as 'formas modernas' de amor.

— Deixa eu tentar explicar. — Eu suspirei, tentando juntar as informações na minha cabeça. — O poliamor é quando, hm... digamos...

Parei por uns segundos, pensando em como explicar e resolvi usar um exemplo.

— Okay, vou pegar um exemplo. Eu, Jacob, Eivor e Alexios em um relacionamento juntinhos, todos os quatro. E pode funcionar com todos se relacionando ou, por exemplo, o Eivor se relacionando comigo, o Alexios com o Jacob e eu o Jacob juntos também... Deu pra entender? — eu olhei para os rapazes e quase ri com a expressão de 'Nazaré fazendo conta' deles.

— Acho que sim. É diferente do relacionamento aberto, é mais como uma rede ou algo assim. — Eu concordei com a fala do Edward e os rapazes sorriram. — Então nós vamos tentar o tal relacionamento aberto?

Eu ri antes que o Edward abrisse um sorrisinho travesso.

— Vocês nem vão lembrar de mim depois que isso acabar. — Eu sorri ignorando a expressão um pouquinho irritada do Haytham.

— Bem, por hora vamos levar as coisas um pouco mais devagar, já que a senhorita parece estar em uma certa... negação. — Ele se levantou, me dando outra xícara de café.

— Não é negação. Eu em um triângulo amoroso normal já seria algo a ser considerado fantasia. Agora num relacionamento aberto com os oito sonhos de qualquer fanfiqueira e escritora já vira alta fantasia. — Eles riram, mas entenderam meu ponto. — Ótimo, próxima pergunta.

Não demorou para os rapazes começarem a me bombardear de perguntas sobre as formas 'modernas' de relacionamento da minha época.

cont...

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