28
Soojin devia confiar mais em sua intuição.
Sempre havia sido muito sensitiva e observadora, por isso tinha facilidade em reconhecer situações problemáticas quando trombava com pessoas que inspiravam essa sensação. Mas daquela vez havia ignorado qualquer instinto, pois o problema havia aparecido com um sorriso de coelho lindo e conversas inteligentes demais para que ela ignorasse.
Miyeon era um problema tentador demais.
Tudo entre elas havia acontecido muito rápido - o primeiro contato, as primeiras conversas por kakao, o primeiro beijo, o primeiro sexo e a primeira vez que Soojin se encontrava tão ridiculamente apaixonada por uma garota.
Porque era muito fácil se apaixonar por Miyeon.
Haviam se aproximado como amigas. Era extremamente confortável para Soojin ter alguém como Miyeon por perto, e não demorou muito até que elas conversassem todos os dias e trocassem fotos quase diariamente. Todo aquele contato virou rotina e era muito difícil separar a admiração por alguém tão inteligente quanto Miyeon de um interesse que só crescia toda vez que conversavam.
O primeiro beijo aconteceu por acaso e não parou durante as semanas seguintes. Os amigos de ambas desconfiavam do envolvimento, mas nenhuma delas se sentia impelida a falar qualquer coisa, ainda que não negassem nada quando perguntavam.
Mas aquela ausência de compromisso foi reconfortante até deixar de ser, por que o coração faz escolhas erradas e o de Soojin errou ao escolher alguém tão quebrado quanto Miyeon.
Criada em um lar liberal, onde sempre teve liberdade para falar sobre tudo, a Seo tinha muita facilidade em confiar nas pessoas e nem de longe possuía o mesmo feeling para gente mal caráter como a outra. Foi por isso que entrou em um longo e problemático relacionamento com um garoto rico chamado Park Jaebeom, mais conhecido como Jay em seu mundo perdido de festas, bebidas e lutas ilegais. Ele nunca precisou de nada daquilo, mas como todo garoto mimado e preterido pelos pais, ele precisava de alguma coisa para chamar atenção.
Tudo começou da forma mais mágica possível. Miyeon era menor de idade, ingênua demais para se atentar ao outro lado de Jay e ele foi insistente em esconder isso dela pelos primeiros doze meses de relacionamento. Entretanto, à partir do segundo ano, as festas e a bebida apareceram apenas para escancarar para a garota o mundo perigoso no qual o namorado vivia.
Ainda assim, ela aguentou tudo por cinco anos.
Ela ignorou as drogas, as bebidas, as apostas em lutas ilegais e até engoliu as festas pois o amava e confiava nele. Mas ficou muito difícil quando o vício se tornou uma prioridade e ele começou a se tornar agressivo. Ela já estava no segundo semestre da faculdade e morava com ele na Got7; Sunoo também morava lá e acompanhou de perto várias das brigas que sempre aconteciam por culpa de um ciúme doentio vindo da parte de Jay.
Mais de uma vez ele segurou o amigo para impedir que ela avançasse em Miyeon, mas isso nunca impediu que ela aparecesse roxa para tomar café no dia seguinte.
Os moradores da república até tentavam denunciar e alertá-la sobre o risco que corria, mas ela se recusou a abrir qualquer inquérito até que as traições foram descobertas.
E elas eram inúmeras.
Aconteciam desde o primeiro ano de namoro e já haviam sido tantas amantes que Miyeon ficou atordoada quando ele assumiu cada uma delas. Não se mostrou arrependido e a culpou por não satisfazê-lo totalmente. Com ela, ele não tinha acesso à todos os seus fetiches, por isso a criticou e colocou em uma posição insustentável até ela finalmente optar pelo término.
Mas ela voltou.
Ela voltou por que Jay não aceitava o término e ela tinha medo. Ela tinha medo e não poderia contar para ninguém, por que ele tinha dinheiro demais e o fato de ele ser homem fazia com que saísse impune de quase tudo naquele país.
Mas nem todo dinheiro do mundo pode livrá-lo da cadeira quando descobriram que ele também estava traficando.
E quando essa bomba explodiu, ela finalmente se sentiu livre. Denunciou toda a agressão e foi testemunha no julgamento que o condenou à quase quinze anos de regime fechado.
Depois disso, Sunoo acabou mudando de república e ela foi junto. Quase dois anos se passaram até que Miyeon finalmente conhecesse Soojin e se sentisse suficientemente envolvida para não ter mais vontade de ficar com outra pessoa, mas ainda era assustador.
O frio na barriga, a alegria que parecia não acabar nunca e a ansiedade de cada encontro faziam com que ela se lembrasse dos primeiros meses com Jay. Tudo era lindo e parecia saudável, a paixão ardente a cegava para os mínimos detalhes e ela se sentia zonza com algo tão forte.
Mas depois tudo havia se tornado um pesadelo e ela tinha medo.
E esse medo a paralisava à ponto se sentir-se incapaz de iniciar qualquer novo relacionamento, mesmo os mais saudáveis. Esse medo a fez envolver Soojin em sua história quebrada e complicada, trazendo-a para dentro de uma situação da qual ela não tinha culpa para sofrer com os resquícios de um passado onde ela ainda não existia.
E todo esse histórico as haviam trazido imediatamente para a situação na qual se encontravam agora. Matando aula em um café silencioso e longe da universidade, escondidas no canto mais afastado possível e encarando os olhos uma da outra como se uma solução fosse cair magicamente no colo de uma delas.
Mas Soojin sabia que não ia acontecer. Ela sabia que Miyeon traria problemas assim que a conheceu. Não culparia Miyeon mesmo se quisesse, mesmo se fosse de fato culpa dela, porque Seo Soojin gostava demais da morena para fazer algo como aquilo.
Entretanto, sabia que também não tinha culpa pelo coração quebrado. Reconhecia que havia se esforçado ao máximo, mas Miyeon ainda não confiava em si e a ausência de qualquer demonstração de afeto a fazia sentir como se caísse ladeira abaixo.
Miyeon estava quebrada e teria que se reconstruir sozinha.
— Eu não consigo mais. — Soojin soltou e encarou os próprios dedos, sorrindo enquanto os lábios vermelhos tremiam.
— Soo?
— Eu te amo. — Ela soltou, trêmula. — Eu estou completamente apaixonada e estou tentando de verdade fazer isso dar certo. Eu jamais faria qualquer coisa que eu soubesse que poderia te magoar, eu fiquei em silêncio e compreendi seus traumas nos últimos meses e eu estou consciente de que pode ser difícil vencer alguns, mas eu sinceramente não consigo mais remar sozinha. — Ela ouviu o soluço da Miyeon e chorou também. — É difícil, doloroso, e ainda que eu saiba que você não faz por que quer, sua falta de consistência me destrói. Em um momento você me corresponde, no minuto seguinte você foge com medo, e eu sinceramente não sei mais o que fazer para te provar que eu não sou o Jaebom e jamais vou agir como ele.
Soojin respirou fundo e levantou o olhar para a outra garota, que não estava em uma situação muito boa. Ela estava vermelha e os ombros magros tremiam. Miyeon tinha os olhos inchados pelo choro e os braços vermelhos por estarem tão presos dentro do abraço que ela se dava, como se tentasse se proteger das palavras que a Seo soltava.
— Por isso, ou você se dá uma chance de melhorar, de evoluir essa situação e me deixa entrar de vez na sua vida, ou eu vou embora. — Disse, fraco. — Não é culpa sua se alguém te machucou, mas eu não preciso... e nem quero... pagar por isso. Eu também mereço seguir sem trauma nenhum.
— Eu machuco você? — A voz de Miyeon era baixa e quebrada. — Eu te faço sentir insuficiente, pequena e dispensável?
Soojin a olhou, triste; ela também tremia e os lábios se abriram, mas desistiram.
Por fim, a Seo apenas assentiu.
Miyeon soluçou e assentiu de volta, apertando mais os braços em torno de si mesma, abaixando a cabeça para chorar sem freio.
— Me perdoa. — Sua voz era quase inintendível. — Eu nunca quis te fazer sentir pequena ou menos importante, por que você é tudo que eu penso desde que acordo até antes de ir dormir, mas isso me sufoca por que eu morro de medo... eu me sinto tão não eu mesma quando me apaixono, e fico tão vulnerável que tenho medo de cair em algo abusivo de novo. E eu sei que você não é, meu coração sabe que você jamais faria algo assim, mas minha mente não me deixa em paz e a cada minuto que eu penso em você eu me sinto tão apaixonada que...
Ela soluçou.
— Eu não te culpo por ir embora. — Ela finalmente deixou de se abraçar e secou as próprias lágrimas. — Eu não posso te entregar esse coração quebrado por que você merece um inteiro.
— Eu queria poder te ajudar a consertar. — A outra sorriu fraco, incapaz de olhar miyeon nos olhos. — Mas isso é algo que você precisa fazer sozinha para que eu também não me quebre no processo. — Ela assentiu e se levantou.
Não conseguia mais ficar ali.
E Soojin teria ido embora com cem por cento de certeza, se não fosse o sussurro fraco que ouviu assim que deu as costas.
— Eu te amo, Soo. — Sussurrou. — Eu queria tanto que você pudesse ficar...
Então ela notou que seu corpo ia embora, mas seu coração ficava.
Sempre ficava.
***
Sunoo colocou uma caneca quente de chá na cômoda ao lado da cama de Niki. Este observou enquanto o homem não disse nada e se preparou para sair, mas deixou o livro de lado e se sentou mais corretamente na cama antes disso.
— Sunoo. — Chamou, sem aumentar a voz. — Você pode conversar?
— Você está bem? — Niki sorriu e bateu no espaço vago a seu lado na cama. Sunoo se aproximou tranquilamente e sentou ali, observando o rosto bonito enquanto a curva dos lábios se manifestava pela primeira vez em dias. — Você sorriu.
— Eu estou melhor. — Afirmou. — Muito obrigado por estar me ajudando.
— Eu faria isso por qualquer um de vocês.
— Não faria, não. — Sunoo franziu as sobrancelhas e o encarou, confuso. — Quando aconteceu aquilo com o Heeseung e o Hoonie, você não fez nada. Também não agiu dessa forma quando o Jay teve aquele problema com aquele namorado maluco e trouxe chá para mim quando é a Miyeon que não sai do quarto desde ontem...
— Eu levei chá para ela.
— Quando?
Sunoo suspirou.
— Onde você quer chegar?
— Por que você está se sentindo culpado, Sunoo? — O mais velho arregalou levemente os olhos e se moveu, inquieto. A maioria dos garotos não reparavam as mudanças súbitas de comportamento que ele apresentava, mas era diferente com Niki.
Eles tinham a mesma idade. Sunoo não sentia que precisava ser forte ou maduro perto dele, mas ainda assim se preocupava como se Nishimura Riki fosse responsabilidade sua.
— Eu não me sinto-
— Eu ouvi o que você disse ao Hoonie-ah. — Niki sorriu e encarou os próprios dedos entrelaçados sobre as coxas grossas. — Eu tinha descido para pegar água... mas ouvi meu nome.
Ele voltou para observar os olhos escuros de Sunoo e suspirou quando ele não disse nada.
— Eu estou tentando lidar bem com tudo o que aconteceu. — Explicou. — No fundo eu sei que não foi culpa minha e conforme os dias passam, eu consigo me convencer mais de que não tinha como eu saber que ele estaria lá... eu não acreditei no Heeseung e continuaria sem acreditar se isso não tivesse acontecido. No fundo eu sei que tudo isso só me matou um pouco por que ele me julgou daquele jeito. — Ele sorriu fraco. — Eu também não consigo olhá-lo direito... me sinto muito culpado quando olho nos olhos dele, por que me lembro do que ele disse e ainda dói. — Ele brincou com a barra da bermuda larga. — Eu sei como a culpa é e não quero que você se sinta assim quando olhar para mim.
— Eu não sinto culpa quando olho para você. — Sunoo se deixou deitar com as costas no colchão, as mãos segurando a cabeça e o olhar preso no teto. — Eu me sinto culpado quando lembro que eu não estava lá para te ajudar.
— Não tinha como você saber...
— No fundo, eu sei disso. — Seu olhar procurou o de Niki. — Você é a única pessoa com quem eu consigo conversar de igual para igual aqui dentro... isso vai soar egoísta, mas talvez por isso eu sinta tanta falta de quando você não estava tão quebrado. Fazia com que eu me sentisse menos como um fracasso.
— Eu fico com vontade de te bater quando você fala essas porcarias. Não é como se você tivesse que me proteger ou me impedir de fazer besteira... nós temos a mesma idade.
Sunoo riu baixo.
— Você não chegou a conhecer o Jay, não é?
— O ex namorado maluco da Miyeon? — Sunoo assentiu. — Não. Só vi ele de longe algumas vezes... vocês não eram amigos?
Sunoo assentiu mais uma vez.
— O Jay era o meu melhor amigo. Nós praticamente crescemos juntos, passamos pela puberdade juntos... meu pai era motorista e amigo pessoal do pai dele, não demorou para que nós ficássemos próximos mesmo que nos odiássemos no começo. — Ele sorriu pequeno. — Eu acho que nunca te contei sobre ele, não é?
Niki negou.
— Apesar da diferença social, nós acabamos indo estudar na mesma escola durante o ensino médio. Ele tinha tudo pago pelo pai e eu ralei muito para conseguir uma bolsa. Foi nessa época que o Jay conheceu a Miyeon e foram uns seis meses até eles começarem a namorar. Ela era bem mais nova e eu achei estranho no começo, mas ele parecia gostar dela. — Deu de ombros. — O Jay sempre teve umas amizades estranhas e eu sabia que ele estava bebendo ilegalmente, mas quando entramos no último ano isso piorou e ele descobriu as lutas ilegais. Nós já praticávamos luta livre desde o fundamental e ele me apresentou para um dos caras que coordenavam tudo.
Sunoo riu um pouco.
— Eu não tinha muito dinheiro e nem confiança de passar em uma universidade. Na época meu pai tinha acabado de morrer e as coisas estavam difíceis. Minha mãe tinha que trabalhar sozinha por que o colégio era integral e eu não conseguia trabalhar para ajudar... então entramos pras lutas, o Jay e eu. No começo era só para conseguir verba para ajudar em casa e guardar para a faculdade, mas era dinheiro demais... — Niki não desviava os olhos dele nem por um minuto. — Eu comecei a ficar arrogante. Não perdia nenhuma luta e me gabava por isso... aí comecei a entrar nesse mundo de festas e bebidas com o Jay. Quando nos formamos e entramos na faculdade, as coisas pioraram. Ele se meteu com uma galera barra pesada e apostava tanto que estava devendo pra gente demais... com a crise os pais dele perderam ações e ele não tinha mais tanta grana quanto antes. Eu nunca usei drogas, mas sabia que ele usava e pegava dinheiro emprestado pra isso. Nós nos mudamos pra Got7 por que tava difícil esconder dos pais dele e eu tinha medo de deixar ele sozinho.
Depois disso a Miyeon se mudou também e ele começou a ter crises de ciúme. Acho que já estávamos no segundo ano... é. Eu já não estava mais gostando do ambiente das lutas e tudo piorou quando os caras começaram a ir atrás do Jay. Eles devem ter ameaçado ele de alguma forma e ele começou a vender as drogas pros caras. Eu não queria mais, já tinha dinheiro o suficiente, minha mãe estava estabilizada e eu tava com medo dele me meter nessas coisas... aí ele ficou puto e nós brigamos muito feio. Quando eu pedi para ele parar, já era muito tarde. Ele começou a bater na Miyeon e depois disso foi preso por causa do tráfico.
Sunoo sorriu de canto.
— O Jay dedurou todo mundo. Ele entregou todo o esquema das lutas e muita gente foi envolvida. Isso foi um mês depois de eu ter saído. Se eu tivesse ficado lá, teria sido preso também.
— Eu não sabia disso...
— A maioria não sabe. — Sunoo virou de lado na cama para olhá-lo. — Se eu tivesse sido menos ganancioso e mais atento, eu podia ter parado ele quando as coisas ainda eram simples e as companhias não eram tão perigosas..., mas eu estava tão focado nos meus próprios planos que acabei deixando ele se afundar por que era mais confortável para mim.
— Eu não acho que seja culpa sua. — Niki negou. — As pessoas escolhem os caminhos que querem.
—Sim. — Sunoo assentiu. — Mas é para isso que servem os amigos. Para te ajudarem a não se foder com escolhas burras.
— Ainda assim ele podia ter ido pelo lado errado.
— Mas aí eu teria feito a minha parte. — Ele voltou a se sentar. — Por isso eu pego no pé do Sunghoon e por isso me preocupo com você.
— Eu não estou fazendo nada ilegal...
— Mas queria se entregar pra polícia. Você muito provavelmente não seria preso por que o Daehwi já tinha passado da idade de consensualidade, mas os pais dele seriam chamados e isso sim poderia dar algum problema... você não conhece a índole deles e eles poderiam te ferrar com um processo. — Niki desviou o olhar. — Eu não gosto da ideia de te ver envolvido com esse tipo de coisa.
— Por causa do Jay?
— Por causa de você. — Sunoo rebateu. — Você sempre me deu um norte quando eu achava que ia me perder demais, nada mais justo do que eu retribuir isso agora.
— Obrigado.
Sunoo acenou com a cabeça.
— Não é como se você precisasse me agradecer.
— Mas eu preciso. — Sorriu. — As coisas parecem mais fáceis quando você está por perto.
Naquele momento Sunoo se virou para observá-lo e os olhos se encontraram. Os minutos pareceram passar mais devagar, o ar ficou um pouco abafado e em algum momento o clima ficou estranho, deixando ambos desconfortáveis.
Sunoo então desviou o olhar e se colocou em pé.
— Seu chá vai esfriar.
Eles não disseram mais nada e o mais velho deixou o quarto.
Niki encarou a caneca de chá sem fazer a mínima ideia do por que se sentia tão nervoso.
***
Na sexta-feira Sunghoon saiu mais cedo da faculdade.
Ele voltou para a república, tomou banho, separou alguns filmes em DVD e colocou tudo em uma mochila junto de alguns pacotes de pipoca de micro-ondas e um refrigerante de dois litros. Depois disso ele foi até um restaurante e pediu dois pratos para viagem, comprou chocolates, guardou tudo dentro do porta bagagem em baixo do banco da moto e rumou até Sunsuhan.
Faziam semanas que ele não via a mãe.
O padrasto havia ficado desempregado e ela conseguiu avisar por uma ligação do orelhão da igreja. Foram longos dias até que ele encontrasse um bico e ficasse longe de casa durante tempo o suficiente para que Sunghoon conseguisse vê-la, e por isso se sentia feliz.
Ele estacionou a moto longe como sempre fazia, segurou os pratos de comida nas mãos e guardou todo o restante na mochila, para em seguida passar o cadeado na moto e iniciar a caminhada até a casa de cercas azuis. Sunghoon pulou a entrada com cuidado e sorriu quando bateu à porta dos fundos.
Mas esse sorriso morreu assim que colocou os olhos na mãe.
...
O Jay mencionado como namorado da Miyeon não é o mesmo do Enhypen, tenha consciência disso.
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