Sete

Olá, borboletas!

Como estão? Espero que bem. Vamos ao capítulo, que provavelmente é o último desse ano. Enfim, não vou me demorar.
Boa leitura!

Harry rangia os dentes, rosnando sem parar enquanto observava seu ômega chupá-lo como se a vida dependesse disso. Louis tinha tirado o vestido verde, ficando apenas com a porra de uma calcinha fio-dental preta, que sumia entre sua bunda grande; ele estava deitado sobre o colchão, entre suas pernas os olhos azuis em seu rosto, movendo a cabeça para cima e para baixo.

O leão estava se segurando para não tombar a cabeça para trás, não querendo perder a visão gloriosa de ter seu ômega lhe pagando um boquete, e que boquete! Deuses, Louis era muito bom com a boca, ele sabia como levar um alfa à loucura. Harry levou a mão direita ao cabelo castanho de Louis, segurando os fios com força e forçando o outro a ir mais rápido; seu ômega apenas relaxou a garganta e permitiu que ele a fodesse como quisesse.

A chinchila colocou as mãos sobre suas coxas, fazendo uma garganta profunda perfeita quando ele gozou, sorvendo todo o seu sêmen. O alfa rosnou alto, segurando o outro ali até terminar de gozar, então soltou o mais velho e ouviu seu ofego por ar. Louis tinha as pupilas dilatadas, seu perfume de melancia estava tão sedutor, Harry queria comê-lo; ele se posicionou sobre seu colo, beijando-o.

O leão adorava os momentos em que seu mate assumia o controle.

As línguas dos dois se encontravam rapidamente, Harry levou as mãos à bunda de Louis, estapeando-a e apertando-a várias vezes, fazendo-o se mover sobre seu pau já duro, preso apenas pela cueca, já que ele tinha se despido. Styles direcionou dois dedos à entrada de seu ômega, empurrando-os para dentro, a outra mão indo para sua cauda, acariciando-a; ele sorriu quando sentiu o menor estremecer.

"Safira." Harry grunhiu, quando apartaram o ósculo. "Dói."

"Tudo bem, alfa, eu vou cuidar de você." Louis disse doce. A chinchila se levantou o bastante para abaixar sua cueca e afastar a calcinha para o lado, antes de se posicionar corretamente em seu pau. Harry retirou os dedos do outro e deixou que ele sentasse. "Ah, Harry!"

Louis desceu lentamente, até que tudo estivesse dentro. O leão suspirou ao estar todo dentro, era uma sensação tão mais intensa agora que estava no rut. Sem esperar muito, o ômega passou a se mover, subindo e descendo rapidamente, usando seus ombros como apoio. Completamente impaciente, Harry colocou as mãos nas nádegas fartas, usando sua força para fazer o outro ir mais rápido.

A chinchila gritava por seu nome, esforçando-se para não parar. Impaciente, Harry os virou, ficando por cima do outro; ele segurou a cintura de Louis, virando-o e deixando-o de bruços. O chinchila ergueu os quadris, Harry o segurou novamente pela cintura e empurrou-se novamente para dentro. O alfa passou a se mover, sendo bruto e rápido no mesmo momento, ele sentia seu nó se formando rapidamente, o interior de Louis puxando-o para dentro, sempre que estava prestes a sair. O leão se deitou sobre o outro, chegando ainda mais fundo em Louis, que passou a ter gritos mais esganiçados.

"Porra, eu vou marcar você, Safira." O alfa rosnou. "Vou deixar uma marca bem funda."

"Sim, alfa! Por favor." A chinchila respondeu entre gritos e gemidos.

"Eu vou engravidar você, ômega. Deixar você cheio de filhotes meus." Ele levou uma mão à barriga de Louis, apertando ali. "Vai ser uma linda mamãe e minha linda esposinha."

"Sim, sim!"

"Minha linda safira, hm? Tão bonita."

Um gemido longo denunciou o orgasmo de Louis, antes de seu corpo estremecer. Harry continuou fodendo o outro, rosnando de forma gutural enquanto seu nó meio formado entrava e saía do ômega, até que se formou completamente e atou os dois juntos. Enquanto gozava dentro de seu soulmate, Styles sentiu sua gengiva coçando e suas presas crescendo, então as fincou na nuca de Louis, sentindo o sabor férreo de seu sangue invadir sua boca, enquanto a marca se fixava.

Então, os dois estavam gozando outra vez, o alfa grunhiu enquanto jorrava em abundância dentro de seu ômega. Eles ficaram assim até a marca se fixar completamente, então Harry tirou os dentes do outro e lambeu a ferida, estancando o sangue, sentindo-o pingar um pouco de seu queixo. O nó se desfez e Harry saiu de dentro do ômega, sabendo perfeitamente que ainda estava duro – mesmo que tivesse marcado seu ômega, seu rut ainda duraria por algumas horas.

Styles virou Louis, deixando suas pernas abertas e entrou novamente nele, sem deixar o sêmen que já estava em seu interior escapar. Louis gemeu baixo, abraçando seu pescoço; Harry se movia lentamente, deixando seu pescoço próximo à boca alheia. O ômega mordeu o local, apertando as pernas ao redor de seus quadris e os braços ao redor de seus ombros. Styles continuou se movendo, dessa vez mais rápido, sentindo o êxtase de ser invadido pelos sentimentos do mais velho.

Era incrível!

Harry tinha esperado por muito tempo ter um parceiro e finalmente poder realizar esse anseio era fantástico. Quando Louis tirou as presas de seu pescoço e lambeu a pele, o leão se apressou em beijá-lo, sentindo suas almas se conectarem perfeitamente, seus perfumes se misturando no mesmo instante.

Harry sabia que aquele era o melhor momento de sua vida.

"Ah, alfa."

Louis revirou os olhos, empurrando os quadris para trás, enquanto seu alfa o fodia contra o box do banheiro. O rut de Harry tinha acabado há algumas horas, mas os dois ainda estavam fodendo como loucos, trancados no quarto; Louis estava com fome, mas sempre que seu alfa surrava sua próstata e atava-o com o nó, seu ômega só conseguia pedir por mais.

Tomlinson gozou contra o vidro do box, gemendo enquanto seus mamilos tocavam a peça fria, porque o mais novo ainda não tinha parado de se mover. O nó do alfa inchou completamente, atando-os juntos. Louis suspirou, ronronando enquanto sentia beijinhos sendo depositados sobre sua marca, então levou a mão a seu pescoço, usando as pontas dos dedos para acariciar a marca que tinha feito no outro, sentindo-o estremecer.

Ele nunca tinha se ligado antes e era incrível, poder ter sua alma conectada a de seu soulmate era mais do que ele poderia pedir aos deuses. Louis conseguia sentir o amor daquele leão por si e queria chorar, porque ele desejou aquilo por tanto tempo e finalmente tinha; ele esperava que Harry também percebesse como ele se sentia.

"Eu sei, babe." Harry sussurrou contra sua pele, deixando-o arrepiado. "Sinto o mesmo por você. Minha linda joia, tão bonita e atraente. Eu nunca vou enjoar de você." Harry apertou sua cintura com as mãos, fazendo-o ofegar, então passou a apalpar seu tronco, sempre o elogiando e Louis se sentia ótimo, sempre que era mimado com elogios. "Eu poderia foder você de novo agora, Safira."

"Seria ótimo, alfa, mas eu realmente preciso comer." Louis choramingou. "Hm, eu sinto como se estivesse no heat, eu só quero que você continue me dando nós."

"É a marca, ômega. Eu estou do mesmo jeito. Mas também estou com fome, a gente precisa comer."

Louis apenas concordou. Quando o nó desfez, Harry saiu de dentro de si, fazendo-o suspirar, então eles tomaram um banho rápido, secaram os corpos e colocaram roupas confortáveis. Era perto do meio-dia, o que significava que o almoço deveria estar sendo servido; Louis deixou o quarto agarrado ao braço de Harry, porque não queria ficar longe nem um único centímetro. Rubeus estava na sala de jantar, com Liam, Niall e Zayn, e sorriu para os dois, quando os viu.

Tomlinson sentiu seu rosto inteiro queimando, sabendo que estava vermelho de vergonha, porque todos sabiam o que os dois estavam fazendo no quarto. Mesmo assim, ele sorriu pelos demais, sentando no colo de seu alfa, quando este se sentou. Logo, a comida foi servida e Harry montou um prato para os dois, alimentando-o com devoção, enquanto Louis o beijava no rosto e agradecia por aquilo, sorrindo ao ver suas orelhas douradas se movendo acima de sua cabeça, a cauda ao redor de seu tornozelo.

"Você está bem, filhote?" Rubeus perguntou a Harry.

"Sim, pai." O leão respondeu. "Louis foi um ótimo ômega para mim, e eu o marquei. Somos oficialmente companheiros agora, não é, Safira?"

"Sim, alfa." Louis suspirou. "Eu estou muito feliz. O próximo passo é adotar oficialmente Willow e depois..."

"Depois nós vamos viajar, para eu conhecer seus pais e nós vamos casar." Seu alfa completou.

"Isso."

"Parece ótimo. Fico feliz por vocês dois." O Ministro sorriu.

"Hm, obrigado." Louis sorriu. "Eu não vejo a hora de estar com nosso filhotinho em casa."

"Eu também não, babe." Harry passou as mãos sobre suas coxas, provocando um novo suspiro. "E em breve, você vai estar grávido, não é?"

"Eu vou, alfa."

Louis suspirou feliz ao estar em frente ao bar do clube novamente. Eles tinham voltado de Londres na noite anterior, descansaram e agora Harry precisava se inteirar das coisas que aconteceram quando estavam fora. Ao descer da moto do alfa, o chinchila amarrou o cabelo com os dedos, desamassando a calça lilás e fechando o pequeno cardigã rosa que vestia.

Seu celular tocou e, sabendo que estaria fazendo barulho dentro, avisou a Harry e ficou do lado de fora, para atender. O ômega olhou para a tela, sentindo-se iluminar, ao ver o contato de Charlotte brilhar ali. Louis tinha muita saudade de sua irmã mais nova, já fazia algum tempo desde que se viram da última vez.

"Oi, Lottie." Louis disse, quando levou o celular ao ouvido.

"Oi, Lou. Quando você e seu alfa vêm nos visitar?" A voz suave de sua irmã soou do outro lado da linha.

"Hm, nós estamos esperando sair o documento definitivo de adoção, então vamos. Queremos levar Willow para vocês conhecerem."

"Eu vou ser titia?" A outra questionou com empolgação, provocando um riso curto em si.

"Você já é, Lottie. Pode não contar ainda ao papai e à mamãe? Quero fazer uma surpresa."

"Claro, Lou."

"Obrigado." Tomlinson respirou fundo. "Sabe, o Harry me marcou. Nós estamos ligados agora."

"MESMO?" Charlotte gritou. "Lou-Lou, eu estou tão feliz por você. Finalmente se livrou daquele porco imundo e tem um alfa decente."

"Sim, eu estou muito feliz. Nós estamos pensan..." Louis se virou, percebendo Emilly ali, o cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo bagunçado e seus olhos pareciam mortos, sem brilho algum. "O que está fazendo aqui?"

"Lou, o que foi?" A voz de Charlotte soou, então o ômega despertou do transe e voltou a falar com a irmã:

"Lottie, depois eu ligo de novo. Preciso resolver algo aqui."

"Mas, Lou..." Sua irmã começou, mas ele encerrou a ligação, olhos sérios fixos em sua antiga amiga.

"Emilly, o que faz aqui?" Ele tornou a perguntar.

"Você." Ela disse, em tom acusatório. "É tudo culpa sua!"

"Minha? Você estava trepando com o meu marido; bom, ex." A chinchila revirou os olhos, colocando as mãos na cintura. "Não sei como sua merda agora pode ser culpa minha, foi você quem procurou."

"Robert deveria ser meu!" A ômega gritou. "Você sempre foi um leitão intrometido que se colocava na minha frente e roubava o que deveria ser meu. Mas olha só, sou eu quem está grávida dele. Não você."

"Bom, meus parabéns. Isso não é algo que faça questão, agora. Eu já tenho um alfa novo, muito melhor, que me marcou e que vai me dar filhos." Louis suspirou, sentindo-se repentinamente cansado. Ele esperava que Harry sentisse, pela marca, que ele o queria ali.

"Ah, o filho do Ministro, não é?" Emilly colocou a mão por dentro do casaco, na parte de trás do corpo, deixando-o em alerta. "Como consegue essas coisas? Como um ômega gordo e feio como você consegue essas coisas?"

"Quando você não faz do seu objetivo de vida apenas sentir inveja das pessoas ao seu redor, as coisas boas acontecem."

"Está me chamando de invejosa?" Emilly mostrou o que estava segurando, apontando para Louis uma pistola. O ômega já estava com o coração acelerado, mas agora estava em pânico. Merda, onde estava Harry? "Puta mentirosa!"

"Emilly, abaixe a arma. Vamos conversar." Louis tentou se aproximar, desistindo quando a outra abaixou a trava do gatilho.

"Conversar? Eu vou matar você!"

Foi no primeiro tiro que Louis se deu conta de que aquilo estava mesmo acontecendo. A loira errou o tiro, mas chegou mais perto de si. Finalmente, alguém saiu do bar, ficando pálido no mesmo momento, ao ver a situação que se desenrolava. O próximo tiro o acertou no ombro, Louis urrou de dor, levando a mão ao local, sabendo que estava sangrando; o seguinte foi em sua perna, atingindo sua coxa.

Tomlinson caiu, aterrorizando-se ao ver a quantidade de sangue que estava perdendo. Seus ouvidos estavam surdos, sua visão impossível de focar, mas ele notou quando alguém segurou Emilly e tirou a arma dela, prendendo-a com força. O perfume de gengibre fraco foi a única coisa que o avisou que Harry estava ali. O leão o colocou entre seus braços, chamando por seu nome, mas Louis mal ouvia sua voz suplicante, seus olhos repentinamente cansados.

"Louis, não durma!" Harry rosnou, com a voz de alfa, mas a chinchila não conseguia obedecer. "Fique comigo, Safira. Por favor."

Mas, por mais que quisesse ficar com seu alfa, Tomlinson queria dormir, ele sentia seu corpo ficando dormente, seus olhos fechando aos poucos. As íris douradas de seu alfa foram a última coisa que Louis viu, antes da escuridão atingi-lo.

Rubeus Walsh estava em um jantar com Sua Majestade, a Rainha Mary III, o Príncipe de Gales, o Duque de Edimburgo e alguns outros ministros, quando seu assistente entrou de forma apressada, com o rosto completamente pálido. O alfa entrou em alerta no mesmo momento, percebendo o silêncio que surgiu, todos os olhos voltados para o beta. Phileas chegou perto dele, abaixando-se para falar consigo.

"Senhor, é uma ligação do seu filho." Phileas sussurrou.

"Diga a Harry que eu retorno depois." Rubeus respondeu.

"Ministro Walsh, se seu filho está ligando, deve ser importante, deveria ir falar com ele." O Príncipe falou. "Nós podemos esperá-lo."

"Tenho certeza que ele pode..."

"Senhor, seu filho parecia muito furioso com alguma coisa. Estava falando sobre o ômega dele."

Agora, ele estava realmente em alerta, o que tinha acontecido com Louis? O pantera se levantou, prestes a andar quando outra beta entrou na sala, muito mais pálida que Phileas. O beta que já estava lá se virou, falando para ela sair, que estava resolvendo aquilo; Rubeus franziu o cenho em confusão.

"É melhor falarem logo." O alfa ordenou, fazendo os outros dois se encolheram. "Vamos."

"Senhor, nós deveríamos..." Phileas começou, sendo interrompido por Sua Majestade.

"Ora, todos já estamos aqui. Fale logo, homem."

"Muito bem." O beta suspirou. "O senhor Louis foi baleado há pouco, seu filho o levou para o hospital."

"O quê?" Rubeus se desequilibrou rapidamente, apoiando-se nas costas da cadeira. "Como? Eles acabaram de chegar em Londres."

"Parece que foi a amante do ex-marido, senhor."

O ministro voltou a sentar, perplexo com o que tinha acabado de ouvir. Deuses, seu filho e Louis estavam indo tão bem, pareciam tão felizes e agora isso acontecia. O alfa passou as mãos pelo rosto, exasperado, o que ele deveria fazer? Rubeus olhou para os demais à mesa, não sabendo exatamente como seguir o protocolo naquele momento. A Rainha Mary olhou para si, olhos frios e um sorriso gentil, as mãos com os dedos cruzados sobre a mesa.

"Acredito que seja melhor que você vá ficar com sua família, ministro Walsh." Ela disse. "Vá."

"Muito obrigado, Majestade."

O pantera se levantou, então abaixou a cabeça em reverência e partiu. Walsh estava furioso, porque alguém tinha machucado uma pessoa importante para seu filho, alguém que era de sua família, agora. E Rubeus não deixaria aquilo barato.

Harry tinha olheiras abaixo de seus olhos, mas se recusava a dormir. Louis estava passando por uma longa cirurgia, para retirar as balas que estavam alojadas em seu corpo e para receber uma transfusão de sangue. O alfa estava se segurando para deixar o lugar e ir diretamente até Emilly, pronto para matá-la; como ela ousava machucar seu ômega?

Assim que o mais velho fora levado para a sala de cirurgia, Styles ligou para o assistente de seu pai, para informar, então ligou para os sogros, informando que mandaria alguém para buscá-los. Que bela maneira de se apresentar, Styles pensou. Ele também estava imaginando como explicaria aquela situação a Willow, porque o casal tinha ligado antes de voltar para a cidade, avisando ao filhote que sairiam para passear no dia seguinte, como ele diria ao filhote que a mamãe estava machucada?

Exasperado, Harry passou a mão pelo cabelo, bagunçando-o. Kabir e Luana, dois membros do clube, aproximaram-se de si. O cabelo castanho de Luana estava preso em um rabo de cavalo meio bagunçado e ela parecia ter saído às pressas de casa. Os dois estavam respirando rapidamente e Harry sabia que estava em igual situação.

"Harry, o que aconteceu?" Kabir questionou, amarrando uma faixa vermelha no cabelo, puxando-o para trás. Seu sotaque saiu um pouco carregado, diferente do normal. "O chefe Louis está bem?"

"Ele vai ficar bem, mas está em cirurgia agora." Styles respondeu. "Liam foi buscar os pais dele. Eu vou passar uma péssima primeira impressão."

"Isso não foi culpa sua, chefe." Luana o consolou, colocando uma mão em seu ombro. "É culpa dela. Chefe Louis não merecia isso."

Harry apenas assentiu, percebendo como as orelhas de esquilo da mais nova estavam baixas, pela tristeza. Luana era três anos mais nova que Harry, ela também cresceu no Saint Thomas e o leão a via como uma irmãzinha – o que o levou a bancar o leão furioso, quando a outra encontrou sua alma gêmea, porque Styles quis se certificar se Lisandra era boa o bastante para sua irmãzinha.

O leão bufou, pegando o celular no bolso, quando este começou a vibrar. O contato de seu pai brilhava na tela; ele respirou profunda e lentamente, antes de atender. Foram segundos de silêncio, apenas ouvindo as respirações um do outro, antes de Rubeus desfazer o silêncio.

"Filho, como está a situação?" Seu pai perguntou baixo.

"Eu não sei, não me disseram nada ainda. Lou está em cirurgia e eu acho que vou enlouquecer, eu quero matar aquela vadia." Harry rosnou, percebendo como algumas pessoas que passavam por ali olhavam para si. Isso não o importava. "Pai, ele perdeu tanto sangue e eu... eu não posso perder meu ômega."

"Você não vai, Harry. Acalme-se. Estou indo para onde você está, chego em algumas horas."

"Tudo bem. Obrigado, pai."

A ligação encerrou por ali. Então, Harry guardou o celular e sentou em uma cadeira que estava disponível. O alfa estava em agonia; por causa da marca, ele sentia Louis, mas não agora, era como um vazio que ele detestava saber que estava ali. Styles estava odiando aquilo, sentir seu alfa interno lamentando e arranhando e ganindo em sua mente, chorando porque seu ômega estava mal e não poderia fazer nada.

Harry se sentiu uma falha, porque não foi capaz de proteger sua safira. Ao mesmo tempo, sua mente insistia em voltar a um problema mais profundo: por que não havia ninguém do lado de fora do bar? Onde estavam os responsáveis pela segurança, quando Louis precisou? Naquele momento, a prioridade era manter seu ômega bem, estar certificado de que o outro receberia todos os cuidados e o conforto que merecia, então se preocuparia em achar os filhos da puta responsáveis.

Ainda levaram mais três horas, antes de Louis ser levado para o quarto. Harry seguiu imediatamente para lá, deixando Kabir e Luana como seus contatos de prontidão, já que Liam estava fora e Zayn e Niall ficaram responsáveis por suas principais funções, enquanto estivesse fora. O médico explicou por alto que Louis estava bem e que só acordaria no dia seguinte, o leão apenas assentiu e deixou-o ir.

Doeu no alfa ver seu ômega daquele jeito, deitado e desacordado, pálido e preso a fios de um aparelho. Styles se sentou ao lado da maca, pegando uma das mãos pequenas entre as suas e deixou beijos no dorso e nos nós de seus dedos. O perfume de melancia estava fraco e Harry odiou aquilo, porque aquele cheiro maravilhoso deveria sempre estar forte e sedutor, como estava mais cedo.

"Vai ficar tudo bem, Safira." Harry sussurrou. "Eu prometo que você vai ficar bem. E aquela vadia vai pagar pelo que fez com você."

Como há muito tempo não fazia, Harry deixou os olhos inundarem de lágrimas, permitindo-se chorar. Ele sussurrou centenas de pedidos de desculpas ao menor desacordado.

Harry foi acordado por um leve balançar em seu ombro esquerdo. Ele sentiu suas orelhas e a cauda ficarem em riste no mesmo momento, entrando em alerta, então olhou para Louis, mas o ômega ainda dormia. Harry se virou para a esquerda, vendo uma mulher ali. A ômega se parecia com Louis, tinha os mesmos olhos amorosos e azuis. O alfa se levantou, sentindo alguns ossos estalarem quando o fez, por causa da posição em que dormiu.

Antes mesmo que pudesse falar algo, Johannah o abraçou, foi apertado e maternal, lembrando-o do abraço de Yeong-ae. Como alguém que cresceu sem mãe, aquilo foi bem reconfortante. Amanhecia, ainda não estava totalmente claro e Johannah também tinha olheiras; a porta do quarto foi aberta e, por ela, passaram outra ômega e um alfa, assim como seu pai. Styles sabia que eram a irmã mais nova e o pai de Louis, então apenas abaixou a cabeça respeitosamente. Harry estava péssimo, ele não queria estar ali, vendo seu soulmate daquele jeito.

"Harry." Johannah disse baixo, os olhos em Louis. "Como isso aconteceu?"

"Nós tínhamos acabado de chegar no bar." Ele começou, a voz rouca e trêmula. Harry sentia que iria chorar novamente. "Ele ficou do lado de fora para atender uma ligação e eu entrei. Só ouvi os tiros e..." As lágrimas começaram a cair; Harry soluçou, ajoelhando-se de frente para a mãe de seu mate. "Eu sinto muito. A culpa é minha. Eu deveria manter Louis seguro e não fiz isso. Me perdoe."

"Querido." A chinchila suspirou, então Harry sentiu mãos em seus ombros e ergueu a cabeça, olhando diretamente nas íris azuis da mais velha. "Harry, isso não é culpa sua, é da Emilly. Não tinha como você saber, meu bem."

"Mas eu deveria estar com ele. Podia ter protegido ele ou... atirado naquela maluca, antes que ela machucasse minha safira. Louis não estaria assim se eu..."

"Harry, pare com isso. Escute, meu bem: nada disso é culpa sua. Você só tem culpa de não poder prever o futuro. Agora, recomponha-se, porque Louis vai precisar de você quando acordar."

"Tudo bem." O leão bufou, pondo-se de pé, então olhou para o sogro. "Essa não foi a melhor primeira impressão, não é?"

"Não se preocupe com isso, filho." O pai de Louis, Daniel, falou sorrindo de forma gentil. O alfa mais velho se aproximou e abraçou-o rapidamente. "Você é um bom alfa, nós sabemos disso."

"Obrigado." Harry respondeu com sinceridade.

"Hm, oi, Harry." Charllotte se aproximou também, os olhos vermelhos e inchados por um choro anterior. "É um prazer te conhecer, embora eu preferisse que fosse em circunstâncias melhores."

"O prazer é meu, Charllotte. Eu também preferiria, mas não há nada que eu possa fazer agora."

"Eu estava com ele, sabe. No telefone, fui eu que liguei. Não deveria ter ligado naquele momento."

"Não foi culpa sua, cunhadinha." Styles sorriu para ela.

"Nem sua." Ela devolveu.

Harry assentiu, então se virou para Louis novamente. Seu ômega dormia serenamente, agora não tão mais pálido, provavelmente acordaria em breve. Harry se sentou ao seu lado, segurando sua mão, que já não estava tão fria quanto horas atrás; o alfa sorriu minimamente, fazendo uma prece silenciosa aos deuses para que seu ômega ficasse bem. O perfume de cedro denunciou a proximidade de seu pai, Styles olhou para ele, que tinha uma feição séria e olhos furiosos.

"Não se preocupe, filhote." Rubeus disse com a voz grave. "Eu vou garantir que ela não escape dessa. Emilly vai pagar pelo que fez, ninguém machuca nossa família e sai impune."

"Obrigado, pai."

E foi isso, amores.
Esse capítulo foi mais curtinho (bom, curto para os meus padrões), mas espero que tenham gostado. Não se esqueçam de deixar seus votos e de comentar bastante, que ajuda muito no engajamento. Lembrando que temos um grupo de leitores, quem quiser entrar, só falar comigo na dm; sigam-me nas redes sociais (sempre me acham como Sanmonnio) e nos vemos na próxima atualização.
Feliz natal e um ótimo ano novo para todos.
Amo vocês!

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