Chapter Thirty-Five: The Beginning of the End (Part Two)

Reaja!

O demônio gritou em tom de desespero, mas o Winchester continuava no chão.

A humanidade depende de você

Castiel lembrou o amigo para encorajá-lo.

- Calem a boca. Não consigo ouvir nem meus pensamentos direito.

O vento soprava ferozmente, como se houvesse uma torcida, desesperada pela vitória de um dos "adversários", não importava quem. O tempo parecia ter parado no pior momento possível. Dean estava com dores infernais, físicamente e mentalmente.

Sem aviso, Nathalie passou suas mãos em chamas por cima das costas de Dean, o fazendo rugir de dor. Ele ainda não havia se recuperado do golpe de Jack. Mais um ataque, e talvez ele não resistisse.

Ele já havia feito tantos sacrifícios, enfrentado tantos monstros, ultrapassado os limites da vida e da morte junto ao seu irmão, perdas e mais perdas perturbavam sua sanidade e mesmo assim, ele se sentia fraco. Aquele momento foi enfático enquanto a isso.

- Isso é tão patético. Seu time está em número maior, e você já está no chão? - a entidade se vangloriava. Ela já se considerava vitoriosa.

Dean se sentia impotente e não aguentava mais ser um brinquedo que era usado, pisoteado e torturado até o limite, o tempo todo. Sem feriados.

O mundo depende de você

O anjo afirmou novamente, trazendo mais angústia ao coração do homem.

Jack pisou em suas costas, provavelmente quebrando algumas costelas. Dean sentiu um líquido quente atravessar seu rosto. Lágrimas. Por quanto tempo aquilo iria durar?

A dor já se tornava insuportável, o sofrimento evidente, era assim que acabava então? Dean e seu fracasso? Mesmo depois de ter lutado com coisas em níveis iguais? Era triste a tal realidade, deprimente.

- Cadê o Dean Winchester que eu conheci? Ele foi rebaixado de nível e agora é só um moleque, fraco e incapaz - Blackbird preparou uma bola de fogo, pronta para dar seu golpe final - Você me dá tédio, sabia? Só sabe choramingar. Dean Winchester é uma farça!

Vai deixar ela falar assim com você, Esquilo?

Crowley provocou-o para que reagisse rápido.

Dean se levantou, meio cambaleante, encheu os pulmões de ar e esbravejou:

- Calem a porra da BOCA! - O grito de Dean atravessou os tímpanos da entidade e de Jack como uma flecha, derrubando-os. O silêncio se fez presente e agora, chamas altas de fogo incandescente iluminavam o descampado.

- Era disso que eu estava falando! - Disse Blackbird, com os olhos brilhantes de empolgação, extasiados, a brincadeira iria de fato começar.

O demônio não parecia ter sido abalado enquanto Jack continuava estendido no chão, incosiente.

Dean não demorou para atacar novamente e começou a atirar bolas de fogo por todos os lados, acertando qualquer coisa, somente por existir. A entidade desviava com maestria, e ela sentia que poderia fazer aquilo o resto da eternidade.

Mas de repente, dentro de si, Blackbird sentia Nathalie lutar contra seu próprio corpo. Era difícil manter a concentração, enquanto os gritos da garota ecoavam em sua mente, gritos perturbadores e ferozes.

- Para com isso sua vadia! Não na melhor parte! - Nathalie não parou. Seu amor por Dean e seu rancor pelo monstro que lhe tomará a posse de sua casca, a faziam ter coragem. Coragem que nem ela sabia que tinha. Era algo renovador, ela não perderia por desistência, se morresse ao menos teria o orgulho de pensar que não havia ido sem tentar lutar.

Agora todos lutavam. A entidade estava em uma clara desvantagem, e aos poucos foi perdendo a força, atirando para lugares aleatórios e sem freio.

O demônio caiu de joelhos com uma mão na cabeça, enquanto a outra tentava se defender inutilmente. Dean percebeu que ela estava enfraquecendo, então foi se aproximando e a cada passo seu, sentia a vitória chegando, o medo e a perca.

Ela parou de fingir estar lutando e caiu para trás. Sua boca se enchia com seu próprio sangue e levantar para continuar a batalha estava fora de questão. Dean ajoelhou-se, colocou a mão atrás da cabeça dela e repousou a ponta de seu dedo indicador em cima de seu peito, pronto para o golpe de misericórdia.

- Então é assim que... que acaba? - Nathalie disse engasgando com com seu sangue, o brilho da vida esvaindo-se dos próprios olhos agora inundados por lágrimas de desespero.

Dean retirou a mão da garota. Não esperava que teriam a oportunidade de dizer adeus mas lá estava ela, machucada, vulnerável mas ao menos era ela.

- Eu vou me odiar para sempre depois disso - As inevitáveis gotas salgadas já inundavam o rosto de ambos.

- Você não pode se odiar por...fazer o certo Dean.- Nathalie reuniu todas as forças para erguer uma das mãos e deslizar sobre o rosto de Dean agora queimado, ensanguentado, ferido, mas ainda era ele, era seu amado que não cogitou em segurar a mão da mesma contra os lábios.

- Dane-se o que é certo. Toda minha vida eu fiz o certo e nunca ganhei nada com isso,eu já não ligo mais para nada.

- Não fale assim. Que exemplo você...vai dar...para a nosso filho?- A voz trêmula e falha, Portman sentia o peito arder pela dificuldade de respirar.

- Nosso o que?- Dean engoliu seco, o peito acelerou.

- Você me ouviu...Deana. Nosso...filho.

- Como?- Dean estava atordoado demais, nada parecia ter sentido.

- Eu vou fingir...que você não fez essa pergunta. - Um sorriso dolorido apareceu em seus lábios - Eu quero que você cuide... desse bebê.- Ela apertou os dedos em volta da mão do loiro.

- Eu essa criança só vai se ferrar comigo por perto. - Ele deslizou os dedos sobre o rosto ferido da morena.

- Por favor...faça isso por mim.

- Eu não vou ser um bom pai. Só vou causar dor e sofrimento na vida desse bebê, que vai crescer e se tornar uma pessoa problemática igual a mim, e...

- Agora não é hora para...ter uma crise existencial. Você cuidou...muito bem do seu irmão, vai saber...o que fazer. Eu confio em você.

O homem respirou fundo. Ele nem acreditava que estava tendo aquela conversa. O destino de seu bebê e do amor sua vida á beira da morte. Mas ela confiava nele e isso deveria ser suficiente.

- E então...? O que eu devo fazer agora?

- Acho que...morte cerebral...é o método mais viável. Se conseguir...manter meu corpo funcionado...o bebê vai sobreviver - Nathalie colocou a mão de Dean em sua cabeça - Agora se apresse, eu não sei...por quanto tempo eu aguento...manter aquela besta sob controle.

- Eu te amo, filhote de cruz credo - Falou o Winchester se debulhando em lágrimas.

- Não mais que eu Elsa, não mais que eu.

Ele a abraçou contra seu peito, sentindo as lagrimas da morena molharem sua camisa ele beijou sua testa e logo depois uma luz forte tomou conta do ambiente. Ela deu um grito agoniado, debatendosse, agonazando até não se mover mais. Quando Dean terminou, ficou ali, estático, grudado ao corpo dela. Castiel fez silêncio, pois sabia o quanto aquilo era difícil para seu amigo e até Crowley que não tinha alma, respeitou o momento.

Nathalie Portman havia morrido, e mundo se calava para ouvir os aplausos de Deus.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top