Chapter Seventeen: The Zombie Slayer

Sugestão de música: Counting Crows - Accidentally In Love.

- Você é um idiota - Nathalie soltou uma gargalhada alta.

- Eu não tenho culpa se sou melhor que você! - Sam sorriu abaixando o rifle de brinquedo.

- Ah é? Então olha isso aqui!-  Ela empurrou a caixa de pipoca contra o peito dele tomando o brinquedo de suas mãos, ela segurou a arminha na altura do olho esquerdo e atirou na testa de cinco zumbis de papelão, depois virou e atirou na testa de Sam deixando uma mancha de tinta vermelha na mesma.

- Mas o que...? - Ele sorriu quanto a garota sopro a ponta do rifle e girou ela no indicador.

- Seu brinde senhorita?- Um homem de cabelos cacheados, olhos escuros e rechonchudo.

- Ahn... Quer escolher um princesa?- Nathalie apontou para os ursos pendurados na parte superior da barraca.

- Claro meu príncipe! - Sam concordou fazendo uma reverência - Eu quero aquele ali - Sam apontou pra uma vaca malhada.

- Isso é horrível bela dama! - Nathalie voltou a rir alto.

- Por favor moço ela quer aquele ali - O homem retirou a vaca de pelúcia e entregou para Sam - Tome meu belo príncipe.

- Obrigado my lady .-  Eles caminharam no meio daquela semi multidão. Nathalie se sentia feliz ali com ele, num lugar alegre e iluminado como aquele parque de diversões. - Você sempre vem aqui?- Nathalie colocou a mão dentro da caixa e tirou um punhado de pipoca com uma das mãos enquanto a outra sufocava a vaca.

- Bem, desde menino eu tive vontade de vir mas nunca tive oportunidade, a vida na caça quase não me permite viver. - Ele estendeu o braço e Nathalie envoltou o seu no dele.

- Você nunca pensou em parar? Sabe, ter uma vida normal, uma casa, uma família? Um cachorro pra chamar de Bob ou Scooby? - Sam riu alto.

- Já, tanto eu quanto Dean já pensamos em acabar com tudo isso, mas faz parte de nós, é o que fazemos, nós salvamos vidas, salvamos o mundo inteiro e se não fizermos, quem fará por nós? - Nathalie encostou a cabeça no ombro do rapaz .

- Se você fosse ter um cachorro qual seria o nome dele? - Sam franziu o cenho.

- Não sei...- Ele sorriu - Elvis Presley?

- Okay - Ela estendeu a vaca - Eu te nomeio, Elvis, a matadora de zumbis. Sam parou na frente de Nathalie fazendo a garota abaixar o braço, ele segurou o rosto dela com as duas mãos guiando seu olhar para o dele.

- Eu te nomeio Nathalie, - Ele beijou a testa dela - A caçadora mais linda e corajosa que eu conheci .- Ele desceu os lábios ao encontro dos dela e selou os mesmos.

- Eu te nomeio Samuel - Ela beijou a testa dele - O destemido caçador, portador de uma alma iluminada. - Ela o beijou.

- E agora que já fomos nomeados...- Sam olhou para ela com um brilho entusiasmado no olhar.

- Ah meu Deus Sam, o que você vai fazer comigo? - Nathalie agarrou Elvis com força.

- Tem medo de altura?


- Está pronta? - Sam tapava os olhos dela com as mãos.


- Não, mas eu nunca vou estar então... - Ela sorriu, seu corpo tremia e o estômago gelava.

- Tudo bem, abra os olhos - Ele tirou a mão do rosto dela e a garota abriu os olhos.

- Caramba! - Ela olhou para o Sam e depois para o horizonte - Aqui de cima fica tudo mais bonito!- Ela encarava maravilhada a cidade acesa por lâmpadas como o céu era iluminado pelas estrelas, tudo era mais gostoso ali, a sensação era incrível. - Ah droga isso aqui, isso deveria ser emoldurado, devia ser pintado por algum renascentista ou sei lá, daria uma bela pintura, eu compraria com certeza!

- Sim, mas por enquanto... - Sam cutucou a garota com o indicador e quando a garota virou o rosto, Sam apertou na tela do celular tirando uma foto. - Vai ser inesquecível só pra mim - Ele guardou o celular no bolso e segurou a mão dela enquanto eles desciam, a volta na roda gigante chegava ao fim.

- SAMMY! - Nathalie gritou quando o brinquedo foi pra cima rápido, ela não estava acostumada com aquilo, ela apertou a mão do moreno com toda sua força. - AAAAAAAH! - Ela gritou quando o brinquedo despencou enquanto isso Sam ria da cara dela que por mesmo que houvesse aquelas barras de segurança sobre seu corpo ela não se sentia segura o suficiente, não era como a cabine da roda gigante. - Eu acho que vou vomitar meus órgãos - Nathalie disse quando o brinquedo parou no meio da queda sem aviso prévio.

- Não vomita em cima de mim !- Disse Sam gargalhando - Nem da Elvis! - Ele tomou a vaca das mãos dela.

- Devolve minha filha seu... AAAAAAAAH - As cadeiras voltaram a cair.

Então o brinquedo encontrou o chão, e Nathalie mal conseguia sustentar o corpo sobre as pernas de tão trêmulas e dormentes.

- Você me paga Sam Winchester ,me paga! - Ela deu um soco no ombro do maior.

- Foi divertido vai ?- Ele sorriu de canto.

- Foi incrível - Ela envolveu os dedos nos dedos de Sam, agora eles estavam de mãos dadas. - Posso ser sincera com você?

- Sempre.

- Eu não achei que me traria aqui - Ela evitou os olhos de Sam - Eu pensei que fosse me levar há um ...

- Um motel beira de estrada? Ou que a gente transaria no carro? - Nathalie sorriu, era Sam que estava com ela, não o irmão descontrolado cheio de problemas psicológicos - Eu não sou assim, - Ele deu um sorriso sem mostrar os dentes - Eu prefiro fazer as coisas do jeito certo. - Nathalie por impulso o beijou, e foi a melhor escolha que ela poderia ter feito, o beijo como da outra vez foi calmo e sem pressa, quase compassado de tão calmo, parecia até ensaiado.

- Vem comigo - Sam puxou a garota pela mão e a levou até o carro. Ele ligou o Impala e cantarolou uma música baixa.

Sugestão de música: Queen- Somebody To Love.

Nathalie acompanhava a música com os dedos batendo sobre o porta-luvas seguindo o ritmo, Sam cantarolava a um nível de quase cantar.A estrada estava vazia, deserta e abandonada, não havia sequer uma alma viva ali a não ser a deles.

- Aonde estamos indo? - Nathalie perguntou, mas só pra preencher o ar , por quê mesmo que estivesse de olhos fechados ela confiaria em Sam, ela se sentia segura com ele como nunca havia se sentido antes, poderia acontecer o que acontecesse, ele se sentia segura com ele.

- É segredo - Ele piscou pra ela.

O caminho não foi longo mas
o silêncio era torturante, ela queria falar com ele tanto quanto ele queria falar com ela porém não havia assunto e a única coisa que preenchia o ar era a voz de Freddy Mercury, então Nathalie aumentou o som do carro e começou a cantar.

-But I just can't get no relief, Lord!
Somebody (somebody) ooh...

 - somebody (somebody)
Can anybody find me somebody to love? - Sam continuou com a voz grossa e alta.

-I work hard (he works hard) every day of my life
I work 'til I ache in my bones
At the end (at the end of the day)
I take home my hard earned pay all on my own
I get down (down) on my knees (knees)
And I start to pray
'Til the tears run down from my eyes
Lord, somebody (somebody), ooh somebody
(Please) can anybody find me somebody to love?- Os dois cantaram juntos e depois gargalharam.

- Você canta muito bem - Ele disse.

- Não mais que você acredite - Ela riu - Muitos anos de prática não é?

- Ouço com Dean sempre que posso, quase sempre na verdade - O carro parou - Chegamos...

Nathalie olhou pra frente e tudo que conseguiu ver foi o céu estrelado e livre dos prédios e luzes que quase sempre os impedem de ver o céu, e nele a lua nova brilhava no centro, branca e reluzente.

- O que achou?

- É lindo Sammy - Nathalie não conseguia parar de olhar para o céu e como ele estava repleto de estrelas.

- Que bom que gostou, - Ele sorriu timidamente e abriu a porta do carro - Você não vem? - Nathalie saiu de dentro do carro.

Sam subiu em cima do capô e Nathalie ficou entre as pernas dele, o mesmo abraçou a cintura dela, não demoraria para que o sol nascesse e então eles teriam a melhor visão.

Sam virou Nathalie para si e a mesma tirou o cabelo do rosto do rapaz.

- Obrigado - Ele disse num sussurro.

- Pelo que Sam? - Os olhos dela reluziam a luz da lua, ela tinha a melhor visão de Sam Winchester.

- Por aceitar estar aqui, comigo - Ela segurou o rosto dele - E eu adoraria que não saísse mais de perto de mim.

- Eu... - Nathalie tentou se explicar mas foi impedida pelos lábios de Sam junto ao seus, novamente inesperado, mais dessa vez veio cheio de necessidade, cheio de força e vontade, Sam puxou o cabelo de Nathalie pra trás e beijou o pescoço da mesma de baixo pra cima.

Sam saiu de cima do carro e a colocou em seu lugar ficando entre as pernas da garota, apertando a cintura dela contra a sua.De repente o aparelho no seu bolso toca.

- Que droga Dean?! O que é que você quer a essa hora? - A voz de Sam saiu levemente raivosa.

- Desculpa se eu atrapalhei a brincadeirinha de vocês - Sua voz saiu fria, seca, dura e sem qualquer expressão ou vestígio de sono - Só liguei para dizer que temos uma festa pra ir, - Sam não e entendeu, franziu o cenho e ficou por um momento em silêncio - A mãe vai casar.

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