Felicidade

Se vocês notarem erros, ou a necessidade de uma revisão por qualquer que seja o motivo, me avisem por favor e eu tentarei concertar os erros o mias rápido o possivel










"Mr. Blue Sky":  Eletric Linght Orchestra

INGLATERRA, Setembro de 2020

Theo mordiscou um pouco do palito entre seus dente enquanto andava pela calçada de sua rua e ao quando notar que o gosto da madeira iria começar  se tornar incômodo ele o jogou longe em direção ao gramado verde do seu vizinho. Aquela casa era bem arrumada, embora humilde. A família  que morava ali era incrivelmente insuportável. Pais chatos, com crianças duas chatas. Cão chato que cagava no quintal da casa de Theo. Não que seu quintal fosse bem cuidado.

A faixada  de sua casa certamente não via uma camada nova de tinta a bons anos. O telhado estava visivelmente precisando de uns reparos pelo bem das pessoas que estivesse sob ele. A grama estava tão grande que ele chegaram a receber reclamações dos moradores que viviam naqueles arredores.

Theo não conseguia entender como aqueles vizinhos conseguiam festejar tanto, e serem tão alegres. Quase todos os dias ele tinha que atirar os gritos agudos de crianças brincando, era insuportável. Aquele bairro era bem pobre e ficava um tanto distante da faculdade de Theo, porém era perto o suficiente da casa de seu melhor amigo, Will.

O sol batia forte em seu rosto o fazendo estreitar o olhos. Felizmente não estava tão quente pois estavam começando a entrar no outono. Como estava voltando para casa a pé naquele dia,  seu nariz estava levemente avermelhado e seus cachos negros e cheios já estavam quentes pelo tempo sob do sol.

Os pássaros cantavam lá fora mas ele só conseguia ouvir a música que tocava em seus fones: "Mr. Blue Sky" da banda Eletric Linght Orchestra. O volume estava no máximo. Enquanto caminhava, ele estava com os dedões enfiados nos bolsos enquanto o resto de seus dedos batucavam sua perna.

O dia fora estressante. O ensaio fora tão ridículo e seus colegas de banda o estressaram tanto, ele só queria poder descontar sua raiva em alguma coisa, mas em que? Talvez fosse por isso que estava obrigando seus ouvidos a aguentarem aquele volume tão alto nos fones.

Ele se lembrou a senhora Taylor, a mãe de Will aparecendo e arrancando os cabos do amplificador. Ela havia deixado claro que iriam receber visitas e assim que chegassem ela queria que a casa estivesse silenciosa. No geral Theo não lhe lançaria um olhar de "espero que vá se foder" para senhora Katherine Taylor, mas já estava tão zangado com todas as marcas daquela semana que seu amigo teve que dar tapinhas em seu ombro para tentar conter sua raiva. Theo lhe deu uma cotovelada no estômago e Will o xingou por isso. Era uma merda não ter dinheiro para ensaiar onde queriam, ou para morar onde queriam, mas eles já estavam procurando resolve isso. Por hora ficavam gratos pelo semhor e a senhora Taylor disponibilizarem sua garagem.

Ao chegar em sua própria casa, Theo ajustou a alça do estojo da guitarra em seu ombro e pegou o bolo de chaves no bolso.  Tinha no total 19 chaves. A da porta principal tinha um fio verde desbotado amarrado a ela. Quando ele a colocou na fechadura ouviu um estrondo alto soar de dentro da casa. Um de seus fones caiu enquanto ele abria a porta  estojo da guitarra  escorregou um pouco o deixando um tanto atrapalhado. Ele abriu a porta e ouviu os gritos da mãe mais altos dessa vez.

—SEU FILHO DE UMA PUTA! EU VOU MATAR ESSA VAGABUNDA!

—SUA DOENTE, MALUCA!—Gritou seu pai.

—VAI PRO INFERNO! — Sua mãe apareceu saindo da cozinha e indo em direção a sala com um copo de vidro na mão. Ela só estava usando um jeans apertado e um sutiã rosa choque e com estampa de oncinha, onça cor de rosa.— que era pequeno de mais para seus seios siliconados. — Qual o nome dela? Qual o nome da piranha?

Um cirurgião estético iniciante com quem ela transava fez os silicones. Quando ela mostrou ao filho, Theo disse que estava uma merda e que ela era uma vadia. Ela o estapeou por isso.

Theo fechou a porta atrás de si e voltou a colocar o segundo fone de ouvido enquanto via sua mãe atirar um copo de vidro em direção ao seu pai babando no bigode nojento de tanto gritar.

—Olá , família— Acenou para a confusão sem se dar ao trabalho de checar se seu pai havia morrido com um caco de vidro na cabeça e começou a subir as escadas. Ele acabou pisando em algumas roupas de seu pai, pois estavam espalhadas por toda a escada e havia até mesmo uma cueca manchada no corrimão. Ele só ficaria puto se acabasse pisando numa camisinha usada, ela já estava costumado a viver naquela bagunça.

Ele entrou em seu quarto e bateu a porta. Ele precisava de um banho, pois havia suado naquela garagem abafada. Ele não foi direto para o banho. Ele queria tocar algo bem alto. Queria estourar os ouvidos de todos.

Chutou uma camisa que estava no seu caminho e tirou a alça do estojo de seu ombro. Ele arrancou a guitarra de dentro e  finamente a conectando no amplificador pequeno e velho. Ele terminaria a música que estava acabando de ouvir e tocaria uma de sua autoria.

Ao retirar a palheta de entre as cordas do instrumento, ele a colocou entre os lábios finos e aumentou o volume do equipamento velho que tinha. O som da guitarra rasgou o ar sessando por completo o som da briga de seus pais e de seus próprios pensamentos. Isso sim era a voz da felicidade. O som de sua guitarra. O grito estridente mais lindo que ele já ouviu.

Infelizmente Theo esquecerá de trancar a porta. Talvez se estivesse trancada ele precisaria adicionar outra chave ao seu chaveiro.

—Seu imbecil, desliga essa merda! Não tá vendo que estamos conversando, seu porra!?—O bigodudo nojento que era seu pai entrou em seu quarto trazendo sua mãe escandalosa consigo.

—Seu merda, abaixa isso!

— Sai do meu quarto. — Theo disse lentamente mas com a voz firme.

— Desliga essa porra ou eu vou quebrar essa merda agora!

— SAI. DO MEU. QUARTO!

— Essa casa é minha seu moleque filho da égua! Eu mando nessa porra! Esse caralho de quarto é meu!

—SAI, PORRA! — Segurou o cabo da guitarra e deu um forte empurram em seu pai. O gorducho tropeçou para trás e acabou esbarrando na mulher que foi automático caindo para fora do quarto. —Caralho, vai embora!—Empurrou o pai  mais uma vez e quase levou um tapa no processo. Não demorou muito para que os dois emprestáveis estivessem do lado de fora. Theo bateu a porta com tanta força que teve a impressão das janelas terem tremido. Dessa vez ele a trancou, e seu pai não quebrou a tranca para entrar, não de novo.

Ele voltou a tocar com o volume no máximo.

Fim do capítulo.
















E aí? O que vocês acharam deste prólogo? Provavelmente será o menor capricho da fic. Normalmente eu gosto de fazer capítulos com no mínimo 2000 palavras, no mínimo. Está história provavelmente terá excessões devido ao encaixe das músicas na mídia do capítulo.

Só esse capítulo  é suficiente para alguma teoria, conclusão ou opinião? Kkkk irei adorar saber.

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