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DOMINGO
Anelise Evans
Após a maldita festa, e do nosso momento, Sr. Waldir nos levou de volta para a UFH.
Após me despedir dele com um abraço, Connor e eu fomos em direção ao seu apartamento.
Onde eu pude transar com ele mais uma vez. E outra vez. E outra vez.
Onde eu pude sentir a liberdade dos sentimentos quentes fluindo dentro de mim enquanto eu era tocada por ele.
E eu amei.
Amei cada segundo. Amei poder beijar ele. Amei poder sentir ele. Amei poder abraçar ele.
Amei poder dormir com ele.
Porquê agora, somos namorados.
E sem acreditar nisso ainda, eu simplesmente, começo a rir.
Em plena oito ou nove horas da manhã, com Connor James do meu lado dormindo, eu gargalho com direito a doer a barriga.
Coloco as mãos na barriga tentando parar e amenizar a dor. Mas não é só dor, é aquelas malditas borboletas no estômago.
Passo as mãos no rosto, pronto, agora estou chorando porquê não consigo parar de rir.
E é então que minhas risadas aumentam, se possível, quando Connor abre os olhos e fica me encarando como se eu fosse louca.
Deus, nesse momento eu com certeza sou louca.
Se controla, Anelise.
Pelo amor de deus.
Qual a graça?
Quando finalmente consigo parar, aos poucos, eu limpo os olhos das lágrimas e encaro o teto imcapaz de encarar o cara ao meu lado.
- Eu sabia que você era maluca - sussurra com a voz deliciosamente rouca - Só não sabia que era tanto.
- Já está arrependido?
Ele pisca, duas, três, quatro vezes tentando acordar. E quando finalmente está 100% acordado, ele pergunta:
- Arrependido de quê?
- De me namorar.
Ele estreita os olhos, e responde:
- É disso que está rindo?
Concordo
- Não estou acreditando, nisso - apontei para ele e depois para mim
Ele coloca sua mão na minha cintura, e me puxa mais para seu corpo. Seu rosto se encaixa perfeitamente na curva do meu pescoço, me arrepiando. Me confortando. Me deixando completamente, como posso dizer? diferente.
Diferente porquê nunca senti isso.
Isso? isso mesmo. Paixão.
- Suas bochechas estão vermelhas - sussurra
- Como sabe se não está vendo?
- Eu sinto o calor do seu corpo, Evans.
Respiro fundo
- Você ainda não respondeu - Eu disse
- O quê?
- Já se arrependeu? - repeti a pergunta de minutos atrás
Ele tira a cabeça da curva do meu pescoço e responde:
- Não, Anelise. Não me arrependi e eu duvido que isso aconteça.
Analisei seu rosto, e coloquei minha mão em sua bochecha. Ter esses olhos azuis vidrados em mim aquece meu coração de um jeito tão quente e intenso que causa sobressaltos enormes dentro de mim.
Seu rosto sonolento, seus fios pretos bagunçados, sua expressão de quem faria tudo por mim me deixa completamente, diferente.
E o diferente aqui, é a paixão.
Eu sou apaixonada em Connor James.
Aí droga, por que esses sentimentos me deixa nervosa?
- Vamos falar de coisas sérias agora - Ele disse me fazendo ignorar as borboletas chatas. - Estamos os dois com bafo.
- Eu sei, podre.
ele riu
- Podre?
- Claro. Como sabe que está com bafo e continua falando assim tão perto de mim?
- É, tem razão. - se afastou um pouco e colocou o travesseiro em cima da sua cabeça - Enquanto você escova os dentes vou dormir mais um pouco.
- Por que eu primeiro? você está pior! - me sinto ofendida
- Damas primeiro, Evans.
Revirei os olhos e levantei da cama, indo caçar minhas roupas que eu não fazia idéia de onde estavam. Foi então que vi o vestido que usei ontem e lembrei que não tenho nada para usar.
Quando olhei para trás, Connor James estava olhando para minha bunda. Joguei meu vestido nele, assustando ele.
- Não tenho nada para usar - Eu falo com as mãos na cintura
Ele tirou o vestido do seu rosto, e passou a língua pelos lábios antes de dizer:
- Usa alguma coisa minha.
- Posso?
- Pode - sorriu devagar - Podemos passar no dormitório depois para algumas roupas suas, também.
- Pra quê?
- Você pode deixar aqui - Sentou na cama, dando de ombros. Tentei a todo custo focar na conversa e não no quão sexy ele estava estando nu com apenas o lençol sob sua barriga e pernas.
- Aqui, no seu apartamento?
- Sim. Eu posso abrir um espaço para você no guarda roupa.
- Certeza?
- Sim, Evans. Você é minha namorada, não é?
Namorada. Ouvir isso mexe comigo de um jeito inexplicável.
- Tá bom, James.
- Tá bom, Evans.
Eu virei as costas, sorrindo. Fui em seu guarda roupa e peguei uma calça moletom dele, e coloquei uma das suas camisetas pretas. Quando virei de volta, Connor estava ali.
Parado, sentado, me olhando daquele jeito intenso. Os olhos brilhantes.
Eu gosto disso. Gosto demais disso.
- Você está linda - Ele disse
- Pareço uma relaxada - respondo fazendo careta, observando suas roupas largas em mim. Eu sou baixinha então sua calça moletom quase, arrasta no chão. Salva por dois ou três centímetros.
- Uma relaxada muito linda - Ele completa
Reviro os olhos e tento arrumar os fios loiros bagunçados com os dedos. Começo a ir em direção a sua porta, preciso urgentemente escovar os dentes.
Abro a porta dizendo:
- Puts, eu vou ter que escovar os dentes com o dedo...
Mas calo a minha boca, assim que vejo as duas outras portas do corredor abrindo, e saindo delas as minhas amigas.
Amber sai com uma cara de sono e cabelo bagunçado, vestindo seu pijama, do quarto de Brad.
Stacy sai com a cara de brava de quem odeia acordar cedo, vestindo uma camiseta sua e uma calça possívelmente de Oliver.
Nós três nos encaramos confusas, Eu olho para Amber e Stacy. Amber olha pra mim e se assusta ao notar Stacy. Stacy encara nós duas com as mãos na cintura.
- Oi
- Oi
- Oi
Nós três dissemos em automático. Então as duas sorriem uma pra outra, acostumadas a se verem aqui provavelmente. Voltam seu olhar pra mim, descendo seus olhos por meu corpo para analisar minhas roupas.
O primeiro queixo a cair é o de Amber, o segundo é o de Stacy.
E eu dou de ombros, cínica.
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