6•O Gás metano.
O relógio de todos constava 18:30, era essa a hora que as crianças deveriam estar no colégio, seria essa hora o final da excursão. Infelizmente não foi bem assim que as coisas correram. Mas seria daqui uma hora ou duas que os pais começariam a buscar respostas. Pois é, a ajuda irá demorar mais um pouco. O sinal nada de voltar, em meio a corrida avistaram um corpo de mais um segurança morto, a garganta cortada e antes de entrarem na exposição duas coisas Beatriz notou, a primeira era que ele já havia passado naquela exposição, um corpo de uma garota estava caído na entrada e um outro mais a frente já no setor da exposição.
A segunda coisa foi uma porta com a placa de área restrita.
Provavelmente a área dos funcionários.
As luzes caíram, estavam na exposição de artefatos da Roma antiga. As luzes de emergência se acenderam e não tinham mais que alguns segundos pra ele chegar lá, eles precisavam se esconder.
Agarrando a mão de William mesmo que a encharpe os mantivesse presos, ela tentou passar a ele que tinha uma saída.
Ele sentiu a mesma andar a passos largos e silenciosos, tentou fazer o mesmo e isso era surpreendente. Sim, ele conseguiu diminuir o som dos seus passos, mas os dela eram quase impossíveis de se ouvir, ele se perguntava como enquanto temia serem achados.
Quando chegou na porta que avistou, Beatriz tocou a maçaneta, tinha certeza estar destrancada quando avistou uma presilha perto da porta, era a presilha de Ananda, ela estava usando.
Ela com certeza estava lá dentro e não o assassino, ele foi por outro canto e sabia que teria que vir pra essa parte.
Ao entrar William pode ouvir baixo uma respiração ofegante, fechou a porta atrás de si e trancou.
William ignorou de onde os possíveis alunos estavam, e só seguiu Beatriz.
Mesmo sem dizerem um ao outro, eles pareciam pensar o mesmo, dupla! O fiquem com sua dupla não se aplica só a ser uma ajuda, ou coisa semelhante, mas também significava o lado sombrio e até mesmo pra alguns cruel, mas é a sobrevivência.
A outra coisa do significado dupla, era nada mais que; pense somente em você e na sua dupla.
E isso se aplicava a não bancar o herói por mais ninguém além da sua dupla, não tentar ir ao encontro de ajudar outrem. Não, fazer isso colocaria você em risco e se sua dupla for, ambos ficariam em risco.
Então mesmo que estivessem em 4 ou 8 não importavam pra eles. William não queria saber se tinham mais ali, seu foco é ser os ouvidos de Beatriz e o apoio, nada de bancar o herói pra outro.
Que seja ruim, mas um maldito assassino astuto, traumatizou adolescentes que só foram visitar o museu, ninguém ali tem um terço da mente e da agilidade que aquele assassino.
A missão dele é matar, a dos alunos sobreviver.
O que esperam que eles façam? Unam forças e enfrentem o assassino? Só se for pra morrer todos de uma vez.
Se os seguranças desse museu que estão aqui pra proteger tanto os objetos dos mesmos, como as pessoas que vem e vão no museu, se até eles estão morrendo como baratas com veneno, o que um bando de adolescentes fariam? Nada.
Não é errado em um momento como esse, pensar um pouco em si e em quem está com você desde o começo e quando digo começo, me refiro ao começo dessa excursão vá pro além. Por que é quase certo que ninguém sai ileso e até mesmo vivo dali.
Havia apenas uma luz de emergência naquele recinto que era uma espécie de sala improvisada no lado esquerdo e cozinha com balcão do lado direito. Provavelmente o local de descanso dos funcionários.
A luz estava disposta no teto no canto acima da porta, uma fina e quase inútil luz vermelha de emergência.
Beatriz tateava a pia estreitando forte os olhos e parou quando sentiu a mão do William em seu ombro. O sinal!
Ela parou e olhou o mesmo ao agarrar a primeira coisa que sentiu na pia.
William tocou o ombro da mesma quando ouviu a maçaneta ser girada, alguém tentava abrir.
Poderia ser alguém procurando se esconder, mas ele tinha certeza que era quem estava adorando aquela situação, era ele!
Não confiava em nada a porta estar trancada, ele pode arrombar, como também ter uma chave reserva.
Segurando o pulso direto da mesma encurtando a distância entre eles, ele a puxou e se agacham no chão com as costas na parede do balcão.
Talvez o medo ou algo além, fez William segurar a mão direita de Beatriz e entrelaçar seus dedos. Ele apertou forte, não pra machucar, mas pra talvez passar acalento a ela e a ele mesmo, daquele; estamos juntos.
O cretino teve coragem de bater levemente na porta, como se alguém fosse imbecil suficiente de abrir ou perguntar quem é.
William ouvia por ambos e jurou a si mesmo que quem mais estivesse naquele recinto, se alguém ali se levantar pra se aproximar da porta colocando o perigo mais perto do que já estava, ele jurou a si mesmo que desfaria o nó desajeitado da echarpe que prendia ele e Beatriz, a deixaria ali e ia pra cima impedindo quem fosse de abrir a porta.
As batidas pararam, qual seria o jogo agora? Encenaria uma cena tola pedindo ajuda?
Não, foi algo pior e que felizmente pra Beatriz e William, Beatriz notou.
Aquele cheiro? Adoraria dizer que era gás de cozinha mais não, era algo que faria estrago lentamente.
Ela soltou a mão do William e se levantou as pressas, correu pra pia o levando com ela.
Desfez o nó desesperada de seu pulso e juntou um pouco da mesma e abriu a torneira molhando com rapidez e encharcando a mesma.
Levou ao nariz e boca do William e incentivou segurando a outra mão dele a pegar e segurar.
Quando soltou retirou sua jaqueta e molhou o máximo que pode e levou ao nariz e boca.
Ela puxou o mesmo e se agacham novamente onde estavam.
William não entendeu, mas matinha a echarpe como Beatriz deixou no rosto dele, se ela fez com a jaqueta alguma coisa sentiu ou viu.
Ele pode ver com a pouca luz a mesma com os olhos fechados, não sabia se devia ou não, mas fez assim mesmo mantendo os ouvidos em alerta a tudo.
Beatriz tentava não entrar em desespero, precisava sair dali com William, mas agora era um risco.
Se o som que William ouviu e a tocou como aviso fosse ele, o maldito assassino, ele não entraria, não mais. Assistiria em breve a morte de quem estava naquele local.
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