4•Cães de guarda.
Se passaram exatos 10 minutos, poderia ser dito que eram maravilhosos? Sim, se não fosse o forno que aquele lugar onde estavam estava. Suavam e não era pouco.
Foi quando os rosnados deixaram de ser rosnados e passaram a ser latidos e gritos de dor e desespero.
William digitou rapidamente no bloco e tocou o tornozelo de Beatriz que estava coberto por um coturno preto.
A mesma se pos em alerta no sinal, o toque de William no tornozelo dela.
Estava atenta na saída e achou estranho quando a lanterna se movimentou de forma estranha e logo sumiu. Como se tivesse caído contra o chão e a luz ficou ofuscada.
Só podia ter ligação com o toque do William e quando avistou o celular pegou o mesmo lendo;
Deixou de ser rosnados e são latidos e gritos de dor e desespero. Pelo que escuto parece ser dois.
Isso já é o suficiente, dois cães e pelos gritos e latidos eles atacaram, explica o modo como o celular caiu.
Quando iria digitar a claridade se fez viva abaixo de onde estavam. As luzes foram ligadas, e o cenário agora era claro pra vê de onde estava e não era uma cena agradável, mas não a causou enjôo ou pânico.
Não que visse isso com frequência mas tinha fascínio por filmes de assassinos, de terror e essas coisas e as histórias de seus pais ajudaram muito.
O piso de mármore claro estava com rastros fortes de sangue, uma poça e um corpo caído no chão. Estava perto da pia e com um pouco de dificuldade ela conseguiu ver um dos cachorros comendo. Eles foram treinados pra comer carne humana, são dele, são do assassino.
Um outro foi arrastado pra algum canto, tinham dois alunos e o rastro prova que o outro cachorro está em algum canto do banheiro onde ela não consegue ver da onde está.
Mas aquela raça não era estranha a ela, sim estão sendo alimentados com carne humana, mas eles são cães de guarda.
Ela tinha uma explicação básica sobre eles e como agir de dois modos, agradeceria a seus pais pelas aulas.
O William não estava tão tranquilo pelos sons que ouvia, não tinha mais gritos pararam, mas podia jurar que ouvia alguém comendo e duvidava que fosse um aluno que resolveu fazer um lanche depois dos gritos.
–não sou tão ruim. De tempo em tempo as luzes voltaram. Posso dizer que sei onde boa parte de vocês estão, tenho olhos em toda parte. Temos a noite pra brincar.__a voz surgiu um pouco distante, não muito também. Com toda certeza William ouviu pelo alto falante do corredor fora do banheiro.
William xingou mentalmente em 3 idiomas diferentes o sádico assassino.
Ali era por um lado bom e por outro não. Sentia certo incômodo por não conseguir ouvir algo além do que pode ouvir do banheiro e do alto falante.
Poderia ser um risco, mas ficar ali não era um bom plano.
Tocou o tornozelo de Beatriz e a mesma parou devolvendo o celular com a área vazia.
Digitaria o próximo passo, mas pelo toque precisava saber o que ele ouviu antes de prosseguir.
O mesmo digitou o que ouviu do assassino pelo alto falante e perguntou o que ela via.
Devolveu o celular e a mesma leu a parte importante, o que o assassino disse. As luzes voltariam vez ou outra provavelmente pra causar mais diversão a ele, onde ele poderia deixar os alunos em pânico. Olhos era claro que era pelas câmeras que o museu tem, mas está aí um ponto interessante que ela percebeu.
As luzes não voltaria só pra diversão dele, mas sim pra enxergar onde estávamos.
Ele não corta as luzes, ele desliga tudo e isso é uma desvantagem pra ele.
Mas se os cachorros estavam naquela parte, ele vagou por ali perto.
Outro ponto, ele não é um felino pra ter a visão noturna, mas o ser humano consegue essa façanha com equipamento certo, ele tem óculos de visão noturna.
A vantagem dele enxergar é essa e as vítimas morrem sem nem saber como, ele é um predador astuto e isso era um problema pra eles.
Mas esse jogo dele tem uma falha, ele não pode desligar e ligar a energia rapidamente, não em um tempo muito curto, isso daria sérios problemas no sistema operacional da sala de operação do museu. Dariam uma sobrecarrega nas câmeras e monitores e isso ele não quer.
Beatriz tem um hábito de contar mentalmente coisas exatas. E quando a luz caiu pela segunda vez, já que a primeira foi o início de tudo, sua mente sozinha começou a contar quando a segunda queda ocorreu.
E nesse meio tempo sem energia foram exatos 50 minutos. Tempo suficiente pra brincar e zanzar no escuro. Não são todos os lugares com luzes vermelhas de emergência. Deveriam ter, mas isso provavelmente tem dedo dele, ele retirou certas luzes de emergência de alguns lugares pro seu joguinho sádico.
O ponto é, ele não poderia ligar e desligar em seguida, precisaria de no mínimo 15 minutos com a energia ligada. Isso é o mínimo, menos que isso causaria uma espécie de curto circuito.
Mas ele não se importa com o tempo que deixará a energia ligada, ele é mais ágil, experiente e forte que adolescentes, e acima de tudo tem total noção do território.
Mas com esse tempo mínimo que ela deduziu, eles precisam achar um novo esconderijo. Sim, ele veria, mas ao cair das luzes era os segundos de decisão pra mudar e se preparar.
Loucura? Sim, mas ninguém sabe quando isso acabará, ele sabe. Isso acaba quando todos morrerem.
Os pais começaram a suspeitar em não ter sinal dos filhos quando a noite cair e não conseguirem contato, até a polícia ou quem seja chegar aqui, ele já terá finalizado e fugido como se não fosse nada.
Respirou fundo e apagando o que William escreveu ela passou o próximo passo, porém acrescentou advertências que ele precisava ficar ciente.
Os cachorros abaixo da gente são cães de guarda. Uma vantagem é que se não fizermos movimentos eles não atacaram, eles são mais propício a atacar um alvo se movendo do que um parado.
Explicações com tudo que juntei e você disse: 1 ele tem uma falha no plano, ele precisa corta toda energia do museu, mas não ajuda na nossa saída, só que com a queda ele também não tem os olhos em todos os cantos.
2 com a energia somos vistos por todo canto, mas o escuro é nosso pior problema. Ele tem óculos de visão noturna, os cães não vieram no breu por conta própria, o que resulta dele ter passado aqui e não atacado, mas viu quem estava no banheiro.
3 nossa vantagem é que ele não pode estar em todos os cantos no breu, precisamos estar em alerta. Fora que ele precisa no mínimo de 15 minutos pra ficar no jogo de acende apaga, menos que isso causa danos no sistema e ele sabe, não é burro.
4 os cães estão aqui, ainda vejo um. Teremos que sair daqui, não podemos ficar mais tempo, está abafado e isso faz mal, fora que ele provavelmente sabe dos dutos. Descendo será movimento, a saída é em uma cabine mas a porta está aberta, de duas uma ou sejamos rápido suficiente e descemos e ficamos do jeito que caímos, ou a segunda tentamos fazer o menor barulho possível pra não sermos notados, isso é quase impossível dado pelo ângulo e altura.
Ao parar de digitar se lembrou de algo, a segunda forma pra uma situação com cães de guarda, é arriscada demais, perigosa demais, afinal começou não dá pra parar. Será você ou eles, ela nunca fez isso, mas tem noção básica de como resolver.
Infelizmente é a única saída.
Quando devolveria o celular, ela teve um estalo básico, talvez tivesse uma terceira saída, mas ela precisaria de mais que só os ouvidos de William e sim da força do mesmo, a terceira saída era basicamente uma ajuda pra segunda saída.
Já que a terceira ajudaria contra os cães, mas não contra o assassino. Eles teriam que ficar no banheiro e ele veria pelas câmeras. A única disposta no canto esquerdo perto da pia, não pegava dentro das cabines mas todo o resto do banheiro pegava.
Ele veria que dois estavam lá e no cair da luz ele vagaria, pegaria um ou outro no caminho talvez e eles seriam os próximos.
Tornou a digitar a única opção valida, mas precisaria da resposta do mesmo.
Consegue força suficiente pra segurar minhas mãos? E mais uma coisa, preciso de algumas coisas da sua mochila.
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