Capitulo Vinte e Sete

Derick Evans:

O sol mal havia surgido no horizonte quando acordei com o som suave da respiração de Charles ao meu lado. A luz dourada filtrava-se pelas cortinas do quarto, banhando tudo com uma suavidade acolhedora. Ainda estava meio adormecido, mas uma onda de excitação me atingiu quando me lembrei: hoje era o dia em que partíamos para a lua de mel.

Rolei na cama, me virando para encarar Charles, que ainda dormia tranquilamente, o rosto relaxado, como se o peso dos últimos meses tivesse finalmente desaparecido. Não consegui evitar sorrir. Ele estava lindo, com aquele jeito tranquilo de quem, por um breve momento, não tinha nenhuma preocupação.

Eu me estiquei devagar, tentando não fazer barulho, mas antes que pudesse sair da cama, senti uma mão suave puxar a minha. Charles abriu os olhos lentamente, aquele brilho característico surgindo no olhar quando ele me viu.

— Já acordado, senhor não consigo ficar na cama nem no dia seguinte ao casamento? — Ele disse com uma voz rouca de sono, mas o sorriso que se formou em seu rosto entregava a felicidade que ele sentia.

— Não consegui evitar — respondi com um sorriso de volta. — Hoje é o dia da nossa lua de mel, lembra?

Ele riu, se espreguiçando antes de se aproximar e me puxar para perto. Seus lábios tocaram os meus suavemente, um beijo que ainda carregava a preguiça da manhã, mas também o calor da nossa conexão.

— Como eu poderia esquecer? — murmurou ele contra meus lábios. — Vamos para o paraíso, só você e eu.

O destino escolhido para a nossa lua de mel era um lugar que falávamos há tempos. Uma ilha paradisíaca, longe de tudo e de todos, onde poderíamos finalmente relaxar e aproveitar o início da nossa vida de casados. A ideia de estar isolado com ele, sem pressa, sem compromissos, era tudo o que eu queria.

Depois de nos arrumarmos e preparar as malas, descemos para encontrar Sam e Carlos, que iriam nos levar ao aeroporto. Ao nos verem, ambos abriram sorrisos largos.

— Prontos para começar a vida de casados em grande estilo? — Sam brincou, jogando as chaves do carro para Charles, que riu.

— Prontíssimos! — respondeu ele, olhando para mim com um brilho nos olhos que me fez corar levemente.

Quando finalmente estávamos no carro, a estrada à nossa frente parecia prometer aventuras que mal podíamos esperar para viver. O céu estava limpo, e o sol brilhava com intensidade, como se até o clima estivesse celebrando o nosso amor.

Enquanto dirigíamos, Charles pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos e dando um leve aperto, como um lembrete silencioso de que, de agora em diante, seria sempre nós dois, juntos, para qualquer aventura que viesse. E a primeira de muitas estava prestes a começar.

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Depois de algumas horas de viagem e uma ansiedade crescente, finalmente chegamos ao nosso destino. O avião pousou em uma pequena ilha isolada, cercada por um mar de águas cristalinas que variavam entre tons de azul turquesa e verde-esmeralda. O sol refletia na superfície do mar, criando pequenos brilhos que pareciam dançar a cada movimento das ondas. O ar fresco e salgado invadiu meus pulmões assim que descemos do avião, e a tranquilidade do lugar era quase palpável. Era o tipo de paraíso que só tínhamos visto em fotos e imaginado em nossos sonhos.

Charles e eu fomos recebidos por uma equipe simpática que nos levou até o nosso bangalô particular, construído sobre a água, com palafitas que o erguiam acima do mar. Caminhamos por uma ponte de madeira que rangia suavemente sob nossos pés, o som das ondas suaves batendo nas pilastras criando uma trilha sonora perfeita. Quando entramos, ficamos sem fôlego.

O bangalô era simplesmente deslumbrante. As paredes de vidro permitiam que víssemos o oceano em todas as direções, como se estivéssemos flutuando sobre o mar. A luz natural inundava o espaço, e a decoração era uma mistura de luxo discreto e simplicidade natural. Tudo no ambiente parecia feito para nos desconectar do mundo e nos reconectar um com o outro. Havia uma cama king size no centro do quarto, cercada por cortinas de linho leve que balançavam com a brisa suave, e uma grande varanda com uma piscina infinita que se misturava ao horizonte.

— Uau... — Charles murmurou, boquiaberto, enquanto largava as malas e caminhava até a varanda. Ele ficou em silêncio por alguns segundos, apenas olhando para a imensidão do mar à nossa frente. — Isso é... inacreditável.

Eu sorri, me aproximando dele, e abracei sua cintura por trás, descansando meu queixo em seu ombro.

— É perfeito, não é? — sussurrei, sentindo o calor de seu corpo contra o meu. — Exatamente como imaginei que seria nossa lua de mel.

Charles virou-se para mim, um sorriso preguiçoso nos lábios, e me puxou para mais perto, envolvendo-me em seus braços. O toque dele era firme, mas cheio de carinho. Ele olhou nos meus olhos, e naquele instante, tudo ao redor desapareceu. Não havia mais o mar, o céu, ou a ilha. Só nós dois, e a eletricidade que sempre existia entre nós.

— Você sabe o quanto eu sou grato por isso, certo? — ele disse com a voz baixa, seus dedos acariciando meu rosto. — Por você, por estarmos aqui... Não consigo imaginar minha vida de outra forma.

— E eu sou grato por você — respondi, sorrindo. — Por me fazer sentir o homem mais sortudo do mundo.

Ele não disse mais nada, apenas me puxou para um beijo profundo. Seus lábios eram suaves, mas havia uma urgência e paixão naquele gesto que me fez derreter em seus braços. O mundo ao nosso redor parecia parar enquanto nos entregávamos àquele momento. A brisa quente acariciava nossa pele, mas o calor entre nós era ainda mais intenso.

Charles me puxou para dentro, nossos corpos colidindo suavemente enquanto o beijo se aprofundava. Senti sua mão deslizar pela minha cintura, puxando-me para mais perto, como se não houvesse espaço suficiente entre nós. Sua respiração estava pesada, e a minha também. A química entre nós sempre fora algo palpável, mas naquele instante, parecia quase avassaladora.

Ele me empurrou levemente contra a cama, os dois rindo baixinho como adolescentes apaixonados. Nos jogamos sobre o colchão macio, e ele se deitou ao meu lado, seu corpo quente pressionado contra o meu. Ficamos ali, juntos, nossos corações batendo em sintonia, enquanto observávamos o céu azul se misturar ao mar infinito pela parede de vidro.

— Isso tudo... é surreal — disse Charles, olhando para mim com aquele brilho que sempre me fazia sentir especial. — Acho que poderia ficar aqui para sempre, só com você.

— Eu também — respondi, virando-me para ele e passando meus dedos por seu cabelo. — Não há nada que eu queira mais do que passar cada momento ao seu lado.

Ficamos ali por um bom tempo, em silêncio, apenas aproveitando a presença um do outro, como se não houvesse mais nada no mundo. Eventualmente, o sol começou a se pôr, pintando o céu com cores de laranja e rosa, refletindo no mar calmo abaixo de nós. A vista era de tirar o fôlego, mas o que realmente me fazia sentir completo era saber que Charles estava ali, ao meu lado, compartilhando cada instante dessa nova fase de nossas vidas.

Quando a noite finalmente caiu, decidimos aproveitar a piscina infinita. Mergulhamos nas águas mornas, que pareciam se fundir com o mar escuro à nossa frente. Charles me abraçou por trás, e juntos, assistimos às estrelas surgirem uma a uma no céu.

— Isso é só o começo — ele sussurrou no meu ouvido, e eu sabia que ele estava certo.

A lua de mel não era apenas uma viagem; era o início da nossa vida juntos. E, ali, nas águas tranquilas daquela ilha paradisíaca, eu soube que, não importa o que o futuro trouxesse, estaríamos prontos para enfrentar tudo, juntos.

Enquanto estávamos ali, flutuando na água morna da piscina infinita, com o céu noturno brilhando sobre nós, tudo parecia perfeito. O momento era tão tranquilo, tão cheio de amor, que quase me esqueci de tudo ao nosso redor. Charles me abraçava por trás, seus braços firmemente entrelaçados ao redor da minha cintura, enquanto assistíamos as estrelas piscarem lentamente acima de nós.

Mas, naquele instante, uma realidade suave e emocionante voltou à minha mente: eu estava grávido de um mês. Um sorriso involuntário curvou meus lábios, e senti uma leve sensação de borboletas no estômago — não só pelo amor que sentia por Charles, mas também pela vida que estava crescendo dentro de mim.

— O que foi? — Charles perguntou suavemente, sentindo o movimento sutil do meu corpo. Ele virou-me para que pudesse olhar nos meus olhos, sua expressão curiosa, mas também repleta de carinho.

Olhei para ele, o brilho das estrelas refletindo em seus olhos, e toquei meu abdômen levemente. Um toque tão delicado, como se só eu pudesse sentir a mudança. Eu respirei fundo, o calor da água e a brisa da noite criando um momento quase mágico.

— Estava só pensando... — murmurei, meu sorriso suave. — Sobre nós, e... sobre o bebê.

Os olhos de Charles se iluminaram instantaneamente ao ouvir isso. Ele sempre reagia assim quando eu mencionava a gravidez. O jeito que ele me olhava, cheio de amor e cuidado, fazia meu coração se derreter. Ele lentamente moveu a mão até o meu abdômen, pousando-a ali com delicadeza, como se já pudesse sentir o futuro em suas mãos.

— Mal posso acreditar que já faz um mês — ele disse, a voz baixa e cheia de emoção. — Que nós estamos... esperando.

Ele se inclinou e beijou minha testa, o gesto tão terno que quase me fez chorar. Durante o último mês, a notícia da gravidez ainda parecia surreal para nós dois. Era algo que sonhávamos, mas agora, sabendo que estava se tornando realidade, cada pequeno momento se tornava ainda mais especial.

— Eu estou tão feliz, Derick — ele sussurrou, suas palavras envolvendo-me como um abraço caloroso. — Tudo isso... a lua de mel, nosso casamento, o bebê... parece que estou vivendo em um sonho, e eu não quero acordar nunca.

Eu não conseguia conter a emoção que estava me inundando. O amor que eu sentia por Charles parecia crescer a cada dia, assim como o amor por essa nova vida que estávamos trazendo ao mundo. Puxei-o para mais perto e o beijei profundamente, nossas respirações misturando-se enquanto a água morna nos envolvia.

Quando finalmente nos afastamos, ficamos apenas ali, em silêncio, apreciando o momento. Charles continuou com a mão sobre meu abdômen, e senti como se estivesse nos protegendo, tanto a mim quanto ao nosso bebê, com seu amor incondicional.

— Você vai ser o melhor pai — eu disse suavemente, olhando para ele com admiração.

Ele riu, um som suave e cheio de humildade.

— Espero que sim. Mas, você... você já está sendo incrível. Sei que nosso filho vai ser a pessoa mais sortuda do mundo por ter você como pai.

Sorri, sentindo as lágrimas se acumularem nos cantos dos meus olhos, mas dessa vez, eram lágrimas de pura alegria. Naquele momento, percebi que não apenas estávamos começando nossa vida juntos como casal, mas também como uma família.

A lua brilhava sobre nós, e o som das ondas batendo suavemente contra as palafitas do bangalô nos embalava em uma paz indescritível. E enquanto Charles e eu flutuávamos na água, sob o céu estrelado, eu sabia que não importava o que o futuro trouxesse. Estávamos prontos para enfrentar tudo, e agora, com essa nova vida a caminho, nosso amor e nossa jornada estavam apenas começando.

— Vamos ser felizes, não é? — sussurrei, mais para mim mesmo do que para ele.

Charles me puxou mais uma vez para um abraço apertado e respondeu, a voz cheia de confiança:

— Já somos. E seremos ainda mais.

O abraço de Charles ao meu redor era tudo de que eu precisava naquele momento. O calor do seu corpo, o toque suave da sua pele, e o som das ondas batendo levemente contra as pilastras do bangalô criavam um cenário perfeito de tranquilidade e amor. Tudo parecia tão certo, tão no lugar. Era como se o universo estivesse nos presenteando com aquele instante, e eu queria aproveitar cada segundo.

— Você sabe — Charles disse com um tom brincalhão, mas ainda carregado de afeto —, vamos precisar de muito mais noites assim antes do bebê chegar. Preciso me acostumar a te mimar, e a gente precisa aproveitar todo esse tempo só para nós dois.

Eu ri suavemente, sentindo o carinho nas palavras dele. Ele estava certo, claro. A vida logo mudaria de uma forma que nenhum de nós conseguia prever completamente, mas, naquele momento, tudo o que importava era o presente.

— Ah, então o plano é me mimar, é? — provoquei, virando-me de frente para ele na piscina, nossos corpos ainda flutuando na água morna.

Charles sorriu, aquele sorriso que sempre fazia meu coração disparar, e seus olhos se iluminaram com aquele brilho travesso que eu conhecia bem.

— Eu diria que sim — respondeu, aproximando-se lentamente, até nossos rostos estarem a poucos centímetros de distância. — Só quero garantir que você saiba o quanto é amado... todos os dias.

Ele falou isso com tanta sinceridade que eu senti meu coração acelerar. Havia algo em como Charles me olhava, como se eu fosse a única pessoa no mundo. E naquele momento, para ele, talvez eu fosse. A profundidade do que sentíamos um pelo outro era algo difícil de explicar, mas eu sabia, de todas as maneiras possíveis, que ele me amava de uma forma que ia além das palavras.

Seus dedos deslizaram suavemente pelo meu rosto, traçando linhas invisíveis na minha pele, e depois ele se inclinou para me beijar novamente. O beijo era doce, lento, cheio de promessas silenciosas. Era como se estivéssemos nos comunicando sem palavras, deixando nossos corações falarem.

— Eu te amo, Derick — ele murmurou contra meus lábios, sua voz baixa e cheia de emoção. — Mais do que você pode imaginar.

Aquelas palavras me atingiram profundamente. Eu sorri, sentindo o amor transbordar dentro de mim. Afundei meus dedos em seus cabelos úmidos, puxando-o para mais perto, como se quisesse garantir que ele nunca se afastaria.

— Eu também te amo, Charles — respondi, a voz rouca de emoção. — E saber que estamos criando algo juntos... uma família... isso é tudo para mim.

Charles beijou minha testa com delicadeza, e ficamos assim por um tempo, apenas nos segurando, os corações batendo em sintonia. A noite estava calma, com o som distante das ondas e a brisa suave nos envolvendo, como se até a natureza estivesse conspirando para nos dar esse momento perfeito.

— Pensei que poderíamos passar o resto da nossa vida assim — disse Charles, depois de um longo silêncio confortável. — Só nós dois, em nosso próprio pedacinho de paraíso.

Eu sorri, inclinando minha cabeça para descansar no peito dele.

— Vamos ter muitos momentos assim — respondi suavemente. — Mas também teremos noites sem dormir, fraldas, risadas, choros... e cada parte disso vai ser incrível porque estaremos juntos. E agora, com o bebê a caminho, parece que tudo ficou ainda mais... real.

Ele suspirou, um suspiro satisfeito, e apertou-me contra ele com mais firmeza.

— Mal posso esperar para ver você como pai. Vai ser incrível — ele sussurrou.

— E você também. Nosso filho vai ter o melhor pai do mundo.

Ficamos assim, flutuando sob o céu estrelado, as mãos entrelaçadas, as respirações tranquilas. O mundo ao redor estava quieto, mas o amor que compartilhávamos era palpável, preenchendo cada espaço entre nós. Sabíamos que os próximos meses trariam desafios e momentos inesperados, mas a certeza de que enfrentaríamos tudo juntos tornava tudo muito mais fácil.

A noite parecia durar para sempre, e eu queria que durasse. Com Charles ao meu lado, e uma nova vida crescendo dentro de mim, eu sabia que estávamos exatamente onde deveríamos estar. A lua brilhava sobre nós, como uma testemunha silenciosa do nosso amor, e o futuro, cheio de possibilidades, parecia tão brilhante quanto as estrelas no céu.

Naquela noite, sob o céu estrelado e cercados pela tranquilidade do mar, parecia que o tempo havia desacelerado, permitindo que Charles e eu aproveitássemos cada instante com intensidade. A lua banhava o bangalô em uma luz prateada, e a água da piscina infinita ao nosso redor refletia o brilho das estrelas, criando um cenário quase mágico.

Depois de algum tempo flutuando na piscina, Charles me puxou delicadamente para a borda, e nos sentamos juntos, com as pernas ainda mergulhadas na água morna. O silêncio entre nós era confortável, preenchido apenas pelo som distante das ondas suaves batendo contra as pilastras. O ar estava morno, com a brisa marítima trazendo uma sensação de frescor, e eu me sentia completamente em paz.

Charles estava me observando, o rosto suavemente iluminado pela luz da lua, e havia um brilho em seus olhos que me fez sentir um calor familiar no peito. Ele se inclinou para mais perto, deslizando a mão suavemente sobre meu braço, o toque leve, mas cheio de intenção. Seu olhar era intenso, como se ele estivesse capturando cada detalhe do momento, gravando-o na memória.

— Você está lindo — ele murmurou, a voz baixa e rouca, carregada de carinho. — Acho que nunca vou me cansar de te olhar assim.

Senti meu rosto corar sob o elogio, mas um sorriso tímido se formou nos meus lábios. Charles sempre soube exatamente como me fazer sentir especial.

— Você também não está nada mal — respondi, inclinando-me para ele, nossos rostos agora a centímetros de distância.

Ele riu suavemente, o som ressoando na quietude da noite, e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Charles me puxou para mais um beijo. Seus lábios encontraram os meus com uma urgência suave, e imediatamente me perdi no calor daquele toque. O beijo foi profundo, cheio de paixão e desejo, mas também havia algo a mais — uma conexão que ia além das palavras, além dos gestos.

Quando nos separamos, ambos estávamos sem fôlego, mas nenhum de nós parecia querer que o momento acabasse. Charles me puxou para seu colo, nossas pernas ainda submersas na água, e nos abraçamos ali, sentindo o calor um do outro enquanto o mundo ao redor parecia sumir. Seus braços ao meu redor eram firmes, mas gentis, e a sensação de segurança que ele me transmitia era indescritível.

— Vamos para dentro — ele sugeriu, sussurrando perto do meu ouvido, sua voz suave e carregada de intenção.

Eu assenti, sem precisar de mais palavras. Charles se levantou, me puxando com ele, e saímos da piscina, caminhando de mãos dadas para o interior do bangalô. A sensação de seus dedos entrelaçados aos meus era reconfortante, como se o simples toque fosse uma promessa de que esse amor que compartilhávamos era eterno.

O ambiente dentro do bangalô estava envolto em uma luz suave e aconchegante. As cortinas balançavam levemente com a brisa, e o som distante das ondas ainda se misturava à tranquilidade do lugar. O ar estava quente e acolhedor, perfeito para a intimidade que se seguiria.

Charles me guiou até a cama, e seus movimentos eram cuidadosos, como se ele estivesse me apreciando em cada momento. Ele me deitou gentilmente, o olhar fixo no meu, e senti uma onda de excitação e calma ao mesmo tempo. Havia algo no jeito como ele me olhava, com tanto amor e desejo, que me fazia sentir mais amado do que nunca.

— Quero aproveitar cada segundo disso com você — ele sussurrou, seu corpo se movendo lentamente sobre o meu, nossos olhos conectados de uma forma que fazia o ar entre nós vibrar.

Eu o puxei para mais perto, nossas respirações misturadas, e a intensidade do momento tomou conta. Os toques eram lentos, cheios de carinho, e cada gesto parecia carregado de significado. Não havia pressa, apenas nós dois, aproveitando o início da nossa vida como uma família. O calor de Charles contra mim, seus beijos que traçavam uma linha de fogo pela minha pele, e a maneira como ele sussurrava meu nome no meio dos suspiros, tudo contribuía para criar um momento de pura conexão.

Passamos o restante da noite em uma dança de intimidade e carinho, cada toque, cada beijo selando nosso compromisso um com o outro. A química entre nós era palpável, um fio invisível que nos mantinha conectados em todos os níveis. A cama parecia se moldar ao nosso redor enquanto nos perdíamos no momento, o som suave de nossas respirações preenchendo o quarto.

E, quando finalmente nos deitamos lado a lado, exaustos e completamente satisfeitos, Charles me puxou para perto, envolvendo-me em seus braços. Deitei minha cabeça em seu peito, ouvindo as batidas calmas do seu coração, e sorri, sabendo que aquele era apenas o começo de uma nova fase em nossas vidas.

— Eu nunca vou esquecer essa noite — murmurei, meus dedos traçando padrões suaves em seu peito.

— Nem eu — ele respondeu, apertando-me com mais força. — Foi perfeita... como tudo será de agora em diante.

Fechamos os olhos, adormecendo lentamente ao som das ondas e do vento suave, sabendo que estávamos exatamente onde deveríamos estar — juntos, no nosso próprio paraíso, prontos para enfrentar o futuro como uma família.

Os dias seguintes na nossa lua de mel foram como um sonho, uma extensão perfeita daquela primeira noite mágica. O sol brilhava alto no céu durante o dia, e a brisa suave do oceano parecia nos envolver com seu toque morno. Cada manhã, eu acordava com o som das ondas batendo suavemente contra as pilastras do bangalô e o calor reconfortante do corpo de Charles ao meu lado.

Acordávamos tarde, sem pressa, e a rotina era um lembrete constante de que aquele tempo era nosso, completamente dedicado a nós dois. O bangalô se tornara um refúgio perfeito para nosso amor. Às vezes, o sol entrava pelas cortinas enquanto eu me mexia preguiçosamente na cama, apenas para sentir os braços de Charles me puxarem de volta, seus lábios suavemente traçando o caminho pela minha pele.

— Não há nada no mundo além de nós dois aqui, lembra? — ele sussurrava com aquele sorriso preguiçoso nos lábios, a voz rouca de sono e cheia de carinho.

Passávamos as manhãs preguiçosas na cama, explorando a intimidade entre nós, com risadas suaves e toques lentos, sem pressa de sair para o mundo lá fora. Cada toque de Charles parecia mais intenso do que o anterior, e havia uma alegria genuína na maneira como aproveitávamos o tempo juntos, sem as pressões do cotidiano.

Quando finalmente decidíamos sair, caminhávamos pelas praias de areia branca da ilha, as mãos entrelaçadas, sentindo a água morna do mar roçar nossos pés. O horizonte parecia infinito, e cada pôr do sol era um espetáculo à parte. Ficávamos em silêncio, apenas apreciando a vista, o calor da mão de Charles na minha transmitindo uma sensação de segurança que era difícil descrever.

Havia momentos em que simplesmente nos deitávamos na areia, observando as nuvens se moverem no céu, enquanto a luz dourada do sol se espalhava por nossas peles. Charles sempre fazia questão de se deitar ao meu lado, segurando minha mão ou me abraçando por trás, como se o simples toque fosse uma forma de confirmar que tudo aquilo era real, que estávamos ali, juntos, aproveitando cada segundo.

— Nunca imaginei que algo pudesse ser tão perfeito — Charles murmurava, os olhos fixos no horizonte, enquanto o sol se punha em um espetáculo de laranjas e rosas. — Você, aqui comigo... É mais do que eu poderia pedir.

Eu sorria, deixando minha cabeça cair sobre seu ombro, sentindo o coração aquecer com a simplicidade de sua sinceridade.

— Também sinto o mesmo — respondia, apertando sua mão suavemente. — Parece um sonho, mas é ainda melhor saber que estamos vivendo isso juntos.

À noite, o clima romântico se intensificava novamente. Voltávamos para o bangalô, onde jantares à luz de velas nos esperavam na varanda com vista para o mar. A brisa suave nos envolvia, e cada refeição era acompanhada pelo som das ondas e pelas nossas conversas baixas e cheias de risadas.

E, claro, as noites... As noites eram feitas para nós. Depois do jantar, nos refugiávamos novamente na intimidade do nosso bangalô, onde os momentos juntos eram um misto de paixão e carinho. Charles e eu aproveitávamos cada segundo, explorando a profundidade da conexão entre nós dois. O toque dele era firme, mas delicado, como se ele quisesse gravar cada momento em nossas memórias.

A química entre nós era inegável, e isso se refletia em cada beijo, cada toque. Havia algo especial na maneira como Charles me olhava, um brilho nos olhos que parecia carregar todo o desejo e amor que sentia. Às vezes, ele me puxava para um beijo inesperado, lento e profundo, que nos deixava sem fôlego. Outras vezes, era eu que o surpreendia, segurando seu rosto entre minhas mãos e mergulhando em um beijo apaixonado, nossos corpos se movendo em perfeita sintonia.

Os dias se passavam, e eu mal conseguia acreditar na sorte que tínhamos de estar ali, aproveitando cada momento dessa nova fase juntos. Cada manhã, cada noite, era um lembrete do amor que compartilhávamos e da vida que estávamos construindo. A lua de mel era mais do que uma viagem de celebração; era um marco, uma maneira de nos reconectar e fortalecer ainda mais o vínculo que já era tão forte.

E mesmo com toda a diversão, havia também a ternura nos momentos em que Charles acariciava minha barriga suavemente, lembrando-se do pequeno milagre que estava crescendo dentro de mim. Ele falava sobre o futuro, sobre como seríamos como pais, e cada palavra sua me fazia amá-lo ainda mais.

— Estamos vivendo o começo da melhor fase de nossas vidas — ele disse uma noite, enquanto estávamos deitados juntos, olhando para o céu estrelado pela janela de vidro.

— E eu não poderia pedir nada melhor — respondi, minha mão encontrando a dele.

Nos dias seguintes, continuamos a aproveitar cada detalhe daquele paraíso isolado. Passeios de barco, jantares na praia, e mais momentos íntimos à beira da piscina infinita. Era como se o tempo tivesse parado para nos dar a chance de nos perdermos um no outro.

E ali, sob o céu azul, cercados pelo mar tranquilo e o calor do sol, eu sabia que não importava onde estaríamos no futuro — enquanto estivéssemos juntos, todos os dias seriam perfeitos, como aqueles.

Os últimos dias da nossa lua de mel passaram como um sonho que eu nunca queria que terminasse. Cada manhã era recebida com o brilho suave do sol, o som das ondas e o calor dos braços de Charles ao meu redor. A rotina que havíamos criado — uma combinação de preguiça, intimidade e pura alegria — fez tudo parecer perfeito. No entanto, enquanto a data de nossa partida se aproximava, comecei a sentir o peso do retorno à realidade.

Na nossa última manhã, acordei antes de Charles. O sol entrava pelas cortinas e iluminava o bangalô com sua luz dourada, criando sombras suaves que dançavam pela parede. Fiquei ali, por um tempo, observando Charles dormir, seu rosto sereno, e senti uma onda de gratidão me invadir. Tudo o que havíamos vivido durante aqueles dias — o amor, a paixão, as risadas — tinha sido mais do que eu poderia imaginar. E, no fundo, eu sabia que esse era apenas o começo da nossa jornada.

Levantei-me silenciosamente, tentando não acordá-lo, e caminhei até a varanda. O mar ainda estava calmo, e a brisa trazia o cheiro salgado que eu já havia começado a associar com nossos momentos felizes ali. Inspirei fundo, sentindo a paz do lugar, enquanto me preparava mentalmente para a despedida.

Alguns minutos depois, senti Charles se aproximar. Ele envolveu seus braços ao redor da minha cintura por trás, e eu me aconcheguei nele, sentindo o conforto imediato que sua presença sempre me dava.

— Já está pensando na volta? — ele perguntou com a voz rouca de sono, mas com um tom suave e compreensivo.

— Sim... — suspirei, sorrindo. — Mas não quero que isso acabe.

Charles sorriu contra o meu pescoço, plantando um beijo suave ali.

— Isso não vai acabar — ele disse, a voz cheia de convicção. — Vamos voltar, mas tudo que vivemos aqui vem com a gente. E temos algo muito maior esperando por nós, lembra? — Seus braços deslizaram para minha barriga, como um lembrete carinhoso do bebê que estava crescendo ali.

Senti uma lágrima de felicidade formar nos meus olhos, e virei-me para ele, puxando-o para um beijo suave. Mesmo com a melancolia da despedida da lua de mel, havia uma certeza reconfortante: estávamos começando uma nova fase da vida, e ela seria igualmente cheia de amor.

Depois de nos vestirmos e tomarmos o café da manhã, era hora de começar a arrumar as malas. O bangalô, que havia sido nosso refúgio por tantos dias, agora parecia mais vazio, apesar de todas as boas lembranças. Charles e eu dobramos as roupas e guardamos os pequenos souvenirs que tínhamos comprado para nossos amigos e familiares. Tudo isso foi feito em silêncio, mas um silêncio confortável, cheio de cumplicidade.

Quando finalmente tudo estava pronto, nos despedimos da vista paradisíaca da varanda uma última vez. Charles entrelaçou sua mão na minha enquanto caminhávamos até a recepção, onde o barco que nos levaria de volta estava esperando.

— Vamos voltar para casa — ele disse, apertando minha mão e sorrindo. — E começar o próximo capítulo da nossa história.

O barco nos levou de volta ao continente, e enquanto as ondas batiam suavemente contra o casco, olhei para trás uma última vez, vendo a ilha desaparecer lentamente no horizonte. Foi uma sensação agridoce. Eu não queria deixar o lugar que tinha se tornado tão especial para nós, mas ao mesmo tempo, havia uma excitação crescente no pensamento de voltar para casa, para nossa vida juntos.

Quando o avião decolou mais tarde naquele dia, com Charles ao meu lado segurando minha mão, senti uma paz profunda me envolver. Estávamos deixando para trás nossa lua de mel, mas a experiência tinha solidificado algo dentro de mim — a certeza de que, com Charles ao meu lado, qualquer lugar no mundo seria o paraíso. Não importava onde estávamos, desde que estivéssemos juntos, construindo nossa vida e esperando pelo nosso bebê.

— Você está pronta para voltar? — ele perguntou, virando-se para mim com aquele sorriso suave que eu tanto amava.

Olhei para ele, meus olhos brilhando de emoção e amor.

— Contanto que você esteja comigo, estou mais do que pronta.

E com isso, voltamos para casa, prontos para enfrentar o que viesse a seguir, sabendo que nossa história estava apenas começando.

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Gostaram?

Até a próxima 😘

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