Epílogo
Dois anos mais tarde...
Eu não sabia como contar a novidade ao meu noivo, portando, entrei sem rodeios no seu escritório. Theo havia superado tantas coisas ao meu lado, esperava que a notícia que tinha para lhe dar, não abalasse muito seu emocional.
Do que estou falando? Do seu irmãozinho, filho do seu pai com outra mulher. A notícia pegou a todos de surpresa, entretanto, não trazia boas notícias sobre seu pai, o senhor Albuquerque havia sido preso junto com sua nova esposa, por fraude empresarial. O pequeno Luca de sete meses precisava de um lar. Dona Vera, minha sogra, não queria sequer ver a criança. Por que julgaria ela? Ela tinha suas razões após sofrer tanto na mão do ex marido.
— Seu irmão precisa de você! — afirmei, colocando o menino em cima de sua escrivaninha. Meu noivo não tinha contato com Luca devido ao óbvio, o problema com seu pai.
Theo saiu da poltrona com o susto.
— Meu pai trouxe ele? Pamela, o que está acontecendo? Eu não estou entendendo nada! Luca, precisa trocar as fraldas? Não sei trocar fraldas, amor!
— Seu pai foi preso com a mãe do anjinho aqui! Não sabia para onde levá-lo. Sua mãe não quis cuidar dele, e eu não sei o que fazer com o menino! — desabafei, esperando que ele tivesse uma ideia genial.
— Espera, eles foram presos? Por quê? Ou melhor, nem quero saber! Me espera no escritório, que vou resolver isso.
Ele me deixou sozinha com o bebê, saindo pela porta do escritório. Olhei para Luca e peguei de suas mãos a caneta de Theo que o pequeno colocara na boca. A criança não tinha culpa do erro dos pais. Senti muito medo do homem que amava colocar o próprio irmão para adoção ou algo assim.
— Luca, seu irmão não pode ser capaz de te deixar, não é? — perguntei, pegando ele no colo. — Você é uma coisinha tão fofa!
Esperava não ter que incomodar Anabel com a novidade. Ela não conseguia nem cuidar de si mesma, imagina de um bebê? Gabriel muito menos! Os dois estavam morando juntos tinha um ano apenas.
Eles em um belo dia simplesmente decidiram morar juntos, não houve casamento e nem nada. Foi uma loucura para todos, pensávamos que eles não conseguiriam manter uma casa, mas nos enganamos, apesar de jovens, eram responsáveis, pelo menos na maioria das vezes!
— Vamos ter que ficar com ele! — Theo disse adentrando o escritório. — Teremos que adiantar o casamento, Pamela! Não cuidarei dele sozinho, talvez meu pai saia logo...
Concordamos em cuidar de Luca até que os pais dele saíssem da prisão. Não seria pro resto da vida, acreditávamos. Casamos após três dias de estarmos com a guarda provisória do pequeno. Tudo era muito incerto, precisávamos aguardar o dia da audiência do senhor Albuquerque para sabermos quanto tempo o bebê ficaria conosco.
Quatro meses depois saímos da audiência com a notícia de que eles ficariam alguns anos na prisão. Meu Theo, ficou muito triste, ele não queria que o pai tivesse pegado tantos anos de prisão.
— Ele me chamou de papa semana passada. — comentou, choroso. — E sou somente o irmão dele. O que diremos para ele?
Meu marido estava preocupado de que Luca ficasse revoltado ou algo assim conosco quando entendesse tudo.
— Contaremos a verdade, ele, com certeza, entenderá! Para ele, somos os pais dele. Tudo que ele precisa é de amor.
— Obrigado, você sempre me acalma. Pamela, eu te amo tanto! Daremos todo nosso amor para meu irmãozinho!
Nos abraçamos apertado, um abraço de conforto e de muito carinho.
— Também te amo muito, Theo!
Enquanto tivéssemos um ao outro venceríamos qualquer barreira. Nossa história estava somente começando.
FIM.
Nota da autora:
Agradeço a todos que chegaram até o fim, muito obrigada! Desculpem se deixei a desejar na obra, quando comecei ela, não queria que fosse muito longa. ❤
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