[04] 나쁜 lies.
#JiminCoradinho
COMENTEM!!! 🥺
E compartilhem a fanfic com as pessoas que vocês conhecem que também gostam desse tipo e do shipp!
Obrigada por acompanharem!!!!
💚
💸
[JIMIN]
Dormi praticamente o dia inteiro e me senti como um vagabundo. Eu era um pouquinho, já que não trabalhava. Certo, eu definitivamente era bastante.
Acordei umas quatro vezes pela noite, no meio da madrugada e portanto, não sei se tive uma noite muito boa de sono.
Quando decidi me levantar pra valer, eram umas onze da manhã. Eu levantei e arrumei algumas roupas pra poder passar ao menos uma semana na casa do Taehyung. Tremia de medo por pensar que levaria bronca, mas resolvi enfrentar a situação como adulto.
Desci as escadas com a minha mochila preta da GUCCI que meu melhor amigo me deu de aniversário no ano passado, cheia de roupas e coisas necessárias, porque ele viria me buscar daqui uma horinha.
— Oh, filho. — minha mãe foi a primeira a me notar da cozinha, enquanto eu chegava mais perto, ainda no batente. — Está saindo? — meu pai continuaria de costas na mesa, mas logo virou-se na cadeira quando a ouviu pela segunda vez.
— Pra onde... — notou a mochila, franzindo o cenho irritado. — Pra onde pensa que está fugindo?!
Apertei as minhas mãos nas alças presas em meus ombros, sem conseguir olhar diretamente em seus olhos. Eu ainda estava muito sensível pelas palavras e o medo insano que meu pai me botou quando veio ao meu quarto em seu estado deplorado. Provavelmente ele nem se recordaria.
Rapidamente, ele apenas bufou e se virou novamente para frente, pegando seu celular e teclando com seus dedos lentos algo que pareceu bem mais importante naquela hora do que a minha resposta, parecia conversar com alguém agora. Fiquei um pouco aliviado.
— Você vai comer aqui? — minha mãe perguntou, simples. Ela não esboçava nenhum tipo de raiva sobre mim como meu pai fazia, somente esteve serena, enquanto colocava os pratos na mesa. Eu neguei com a cabeça.
— Eu vou comer na casa do Taehyung... O meu melhor amigo, sabe? E queria avisar que irei passar alguns dias lá... — mesmo contido, esclareci. Tudo que recebi foi um silêncio inesperado e o olhar da minha mãe em meu pai, que por incrível que parecesse, não brigou comigo.
— Ah... Tudo bem. — assentiu, após não receber nenhum argumento contra do mais velho.
— Eu... — respirei fundo. — Te amo, mãe. Até logo. — desviei meu olhar e caminhei pra sala, direto para a porta e sequer esperando por uma resposta dela. Se ela ainda me amava ou não, eu preferia estar na dúvida do que conviver com a sua negação.
Atualmente, certas vezes eu me sentia como uma criança desesperada por atenção.
Saí de casa e no mesmo minuto que peguei o celular, me arrependi. Era muito cedo, Taehyung me buscaria por volta do meio dia e meia, e ainda eram onze e meia da manhã. Eu não esperaria tanto porque os minutos são apressados, de fato, mas pensei em dar uma passeada, afinal havia um parque na rua ao lado.
Antes, já me afastando da minha própria casa e parando no fim da calçada, abri a minha mochila e chequei se não havia esquecido nada.
Meus xampus cheirosos, remédio, pijama, além das roupas comuns que eu tinha e de uma ou duas vestimentas bonitas que eu definitivamente usaria, afinal era bem óbvio que Taehyung me levaria pra alguma de suas festinhas, baladas ou sei lá como ele as chamavam. E eu sinceramente fiquei ansioso porque só havia ido uma vez.
Foi péssimo, pra falar a verdade.
Mas quando voltamos pra casa, Taehyung me disse que aquela foi a sua pior noite e também o pior lugar que já experimentou, que era a sua primeira vez indo lá somente para estrear comigo, e que nunca mais voltaria, portanto eu confiava nele ao me guiar pra tais locais, sei que desta vez ele vai me levar pra algo legal.
Fiquei por um tempinho observando um batom que coloquei dentro, avermelhado, onde havia ganhado em um sorteio da internet, mas que nunca mostrei aos meus pais e mandei enviarem para a casa do Tae. Ele amava como a cor ficava em mim, apesar de eu achar no mínimo esquisito, mesmo sendo um tom claro e natural.
Quis levar, pelo menos o Tete me elogiava.
— É seu? — ouvi uma voz grossa ao meu lado e dei um sobressalto, atacando o batom na mochila e notando quem estava comigo. Meu coração quase saiu pela boca.
O moço de mechinhas verdes.
Jungkook.
— Você de novo?! — fiquei surpreso. O vi rir baixinho. — A-Ah, eu... É da minha mãe, irei trocar pra ela porque veio na cor errada. — inventei a minha melhor desculpa, fechando minha bebê com todas as minhas preciosidades dentro.
— Certo. — riu mais um tiquinho. — Vai pra algum lugar?
Percebi que ele estava aqui totalmente de repente. E me fazendo perguntas. Qual era o sentido disso? E ele morava por aqui? Afinal, suas roupas pretas confortáveis — apesar do seu cabelo longo com as mechas verdes que parecia ter sido penteado apressadamente — demonstravam que sim. Havia acabado de acordar?
— Da onde você veio e por que está na esquina da minha casa? — fiz a minha melhor cara de sério, ficando de frente pra ele.
— Eu... — pensou. — Na verdade, saí pra comprar umas coisas por aqui e na volta de casa decidi passar pra te ver, já que moramos somente entre alguns quarteirões. Inclusive, que bairro chique. — olhou ao redor.
Falso.
— Por qual motivo?
— Já me fez perguntas demais, não acha? — colocou as mãos na cintura, sorrindo com deboche e se aproximando de mim.
— Você é um pouco louco, né? Deve ser essa a explicação de aparecer do nada aqui sem nem me conhecer direito.
— Sim, eu devo ser louco. E você é lindo.
Meu coração deve ter disparado somente com essa afirmação de Jungkook, apesar de eu ser inseguro demais pra me deixar levar por algo não muito possível. Mas sinceramente, também acho que isso foi bem de repente.
— Não é óbvio o que eu quero dizer? — suspirou, sendo direto com as suas palavras e me deixando em silêncio. — Falando de uma outra forma, eu não consegui deixar de pensar em você desde que te levei pra casa. Digo... Eu queria saber se está bem mesmo ou se aquela sua crise voltou.
— Oh... — mordi o lábio, nervoso. — E-Eu estou bem.
Jungkook ficou pensando em mim?
— Que bom. — sorriu.
O piercing no lábio inferior combinava tanto com ele. Eu só conseguia prestar atenção nisso, porque seus olhos focados nos meus pareciam estar indo diretos até a minha alma. Foquei ainda mais quando ele o mordeu, mexendo o piercing minimamente.
E era a primeira vez que eu o via com as tatuagens do braço expostas, já que desta vez usava uma camiseta. Tudo bem que só lhe vi duas vezes. Agora, três.
Eu queria ver mais.
Ver Jungkook mais vezes, eu quero dizer.
Não posso desistir da minha missão de voltar com a minha heterossexualidade. Ou melhor, de continuar com ela?
Ah, que droga.
— Bom... — suspirou. — Eu posso caminhar com você? Vai pra onde? — decidiu se aproximar, curioso, parando ao meu lado na calçada e olhando ao nosso redor como fez antes. Ele é mais alto do que eu, e eu me sentia consideravelmente pequeno perto dele.
— Ah, bem... — boiei um pouco. Me endireitei ao encará-lo e apertei as mãos nas alças da mochila em minhas costas novamente. — Sim, você pode, mas não te interessa pra onde eu vou.
Jungkook levantou as sobrancelhas, surpreso e mostrando um sorriso ladino. Eu estava sendo difícil ou só idiota demais? Não que o lugar onde eu estivesse indo fosse realmente da conta de um estranho.
— Poxa, achei que no mínimo você ficaria grato por eu ter sido tão útil e por ter te ajudado ontem. — deu de ombros, pareceu um pouco decepcionado. Droga. Logo, meu peito se encheu de arrependimentos.
— Desculpa, eu não queria... — fui pausado pela sua risada fraca.
— Tô brincando, eu realmente não tenho nada a ver com o que você faz ou o que deixa de fazer. — afirmou, relaxado. — Só queria caminhar do seu lado um pouco e talvez bater um papo maneiro com você.
— Ah, daqui a pouco terei que voltar pra casa porque meu amigo vai me buscar lá, então... — pensei um pouco, olhando os meus próprios pés. — Por que não ficamos conversando aqui? Ou quer ir ao parque no final da próxima rua?
— Hum... — também pensou, contraindo os lábios e respirando fundo antes de chegar em uma conclusão. — Eu acho que se ficarmos andando e conversando até o parque, vai demorar muito. Quer voltar e a gente fica na sua porta mesmo?
— Não! — respondi rápido, levantando a própria mão com insinuação para que parasse e não desse nem um passo. Definitivamente não. Meu pai nunca poderia ver o Jungkook comigo. Nunca. — Eu acho melhor aqui onde estamos.
— Certo... — olhou em volta, até parar com o olhar atrás de mim e dar passos em minha direção, porém passando direto por mim.
Seu perfume era realmente bom.
Eu olhei pra trás e o vi seguindo até o muro pixado que estava bem ali. Apenas lhe segui, logo depois.
Jungkook se recostou na parede de costas, dobrando uma perna e apoiando o pé na parede, com estilo. Ele tinha muito estilo, na verdade, e era muito bonito também. O óbvio que todos que lhe conheciam ou olhavam pro seu rosto provavelmente sabiam.
Parei em sua frente, ainda um pouco tímido mas tentando me manter firme. Por que eu estou tão ansioso nessa situação aleatória? Juntei minhas mãos na frente do meu corpo e brinquei com meus dedos antes de ouvi-lo.
— Poderia pedir pra te buscarem onde estamos, assim ficamos numa boa até a pessoa chegar.
— Sim... Mas não acho que seja tão necessário, o Taehyung mora pertinho e com certeza vai me reconhecer de longe quando passar por aqui. Acho que é caminho, só que sempre esqueço o nome da rua dele... — expliquei, vendo sua expressão mudar, de que ele havia finalmente entendido, assentindo com a cabeça.
— Então, significa que aquele amigo que você citou nos nossos desencontros passados é o mesmo que vai buscar você hoje? — vi ele descer o olhar para as alças e enfim, a minha mochila. — E pelo jeito, vai ficar com ele por um bom tempinho, né?
— Hum... É. — me encolhi, encarando o chão. — O Taehyung é o meu melhor amigo. Na verdade... Ele é o único.
Não fique tão aflito, pelo amor de Deus, Jimin. Pense que está tudo bem, não há nada com que se preocupar. Nem sequer aconteceu algo.
Eu não obtive uma fala dele, mas senti sua aproximação. Logo, também senti sua mão no topo da minha cabeça, mexendo-a em meus fios calmamente uma vez pra não bagunçar, me fazendo fitá-lo devagar, perto de mim.
Coração, dessa vez é você? Pare de bater tão rápido.
— Sou seu amigo agora também, coradinho. — dando importância ao apelido, se afastou e sorriu, com aquela boca linda que pelo jeito, só ele tem.
Eu me odeio.
— Tá bom. — não tive nada a dizer que fosse tão interessante, apenas aceitei e ele voltou para a sua posição inicial.
O estranho era ele estar sendo muito legal comigo. Talvez porque sentisse dó de mim e não queira me deixar isolado, afinal ele presenciou uma das minhas crises de ansiedade e não pareceu entender muita coisa. Sempre tento não me lembrar dessa vergonha com alguém que eu mal conheci ainda, mas é impossível.
— Me fale mais sobre você. — sério, eu odeio essa fala com todas as minhas forças desde que estava na escola e as garotas flertavam comigo me dizendo esta mesma coisa. Eu nunca sabia o que dizer. — Tem quantos anos mesmo?
Relaxei um pouco. Ok, estamos conversando, eu deveria estar confortável com uma nova amizade.
— Tenho vinte e seis. — sorri de lado, meio tortinho sem mostrar tanto meus dentes. — Não pense que sou tão adulto quanto a minha idade, mesmo que a odeie, ah...
— Isso não importa. Eu tenho vinte e quatro e olhe só pra mim. — abriu os braços, olhando para si mesmo e rindo, me tirando um sorriso do rosto.
— Mas você é bonito. — soltei sem querer. Arregalei os olhos e me crucifiquei mentalmente ao vê-lo que prestava atenção. — Quero dizer-
— Você também. — disse, olhando pra mim. Não, Jungkook, não me elogie, por favor.
— Obrigado. — sem graça, agradeci com um sorriso fraco, lhe encarando firme para que ele simplesmente não suspeitasse de que meu coração ainda estivesse descontrolado.
— Você não é muito bom com pessoas, né? — essa pergunta me atingiu. Não havia sido muito legal de sua parte, mas relevei. — Digo, em socializar.
— Não, nunca fui. Eu também nunca liguei muito, afinal, a amizade que eu preciso, eu já tenho há muitos anos. — com sinceridade, respondi.
— Entendi. — continuou me encarando. Eu não queria desviar por me sentir intimidado. Seus olhos eram penetrantes. — Eu sou um pouco o oposto de você.
— Gosta de socializar?
— Mais do que isso. Gosto de pessoas. — afirmou, convicto. Murmurei um "ah", compreendendo e sentindo que provavelmente, ele já deve ter muita experiência com relacionamentos amorosos também. Diferente de mim. — Mas eu também tenho poucos amigos de verdade. Posso até contá-los nos dedos.
— Você também é bom com... — hesitei. — Amor e esse tipo de coisa?
— O amor que você diz é transar ou-
— Deus, não! — lhe cortei, arregalando meus olhos e remexendo as mãos em frente ao meu próprio corpo. Jungkook gargalhou.
Por vergonha, ri pouquinho pra disfarçar, coçando a nuca. Neguei com a cabeça.
— Você ficou vermelho.
— Desculpa. — rebati de imediato. Só depois entendi a sua fala, estive mais preocupado em me desculpar pela confusão que eu mesmo fiz. Vamos, Jimin, volte ao assunto principal com urgência. — Enfim, eu estava falando sobre namoro. Acho que você deve ter tido muitos relacionamentos legais e experiências boas. Ruins também, talvez.
— É, sim... — tombou a cabeça para o lado, pensando um pouco. Me encarou. — Mas eu não curto falar sobre isso.
— Ah, claro. — assenti, agitado. — Você tem todo o direito de não querer falar, com certeza.
— Sendo sincero... — ele voltou a falar sobre, e eu prestei total atenção. Até mesmo endireitou-se para continuar. — Eu também não entendo muito disso. Mal sei como me envolver com alguém, e faz tanto tempo desde meu último beijinho, sabe? — riu, colocando as mãos nos bolsos da calça de moletom. Ficou pensativo novamente, fazendo graça. Talvez fosse mentira? Ele é tão bonito. — Hum, será que a última vez foi na faculdade?
— Acho difícil não se apaixonarem por você facilmente. — e mais uma vez, soltei algo desnecessário por conta da descontração.
— Por que? Você se apaixonou por mim? — questionou, agora ficando sério ao me fitar. Eu estive rindo, mas me desconcertei neste exato momento.
— N-Não, eu só estava brincando. — apertei os lábios, nervoso, mas não querendo demonstrar isso tão precipitadamente. — É sério.
— Interessante. — sorriu, e ele provavelmente sabia o jeito certo de sorrir para acabar com a mente bagunçada de alguém. Ele se aproximou. — Jimin, podemos sair algum dia desses?
Pego de surpresa, antes mesmo que eu pudesse responder, ouvi uma buzina e o grito de alguém.
— O BONITO TÁ AÍ PAQUERANDO, ENTÃO?! — era Taehyung, me observando pela janela aberta de seu carro. Quase bati a mão na minha própria testa pelo mico, voltando meu olhar ao Jungkook, que riu baixinho com aquilo.
— Desculpa, depois nós nos vemos, tá? — apressado, lhe dei um sorriso amarelo e somente tentei virar-me para ir ou Taehyung me puxaria pelos cabelos.
Jungkook pegou na minha mão para me virar repentinamente e eu juro que me arrepiei.
— Me dá o seu número? — pediu, com seu olhar bonzinho mas ao mesmo tempo misterioso, que me fazia desconfiar. Soltei nossas mãos abruptamente, como se não gostasse de toques, assentindo. — Assim eu não preciso vir até a sua casa sem avisar, como aconteceu hoje.
E claro, como o bobinho e amigável que eu sei que sou, lhe dei meu número de celular para que pudesse me enviar quantas mensagens quisesse.
— E AÍ, ENTRA OU FICA COM O GATÃO?! — mais uma vez, Taehyung gritou. Jungkook riu de novo, sem disfarçar.
Acenei para o moreno alto e dei as costas, mordendo meu lábio inferior ao prender um sorriso fugitivo. Com certeza, Taehyung presenciou a minha expressão, mas não pude segurá-la tanto assim.
Entrei no carro vermelho e descansei no meu banco, colocando minha mochila em meu colo e olhando pela janela Jungkook indo embora, caminhando calmo pela calçada sem sequer olhar para trás.
— Eu sabia que ia se apaixonar por esse marmanjo de piercing e tatuagem. Credo, que coisa clichê. — ouvi a voz do meu melhor amigo. O encarei e antes que eu pudesse somente me defender, ele continuou: — Nem precisa dizer, eu te conheço mais do que ninguém.
— Não, eu não quero nada com ele. — neguei imediatamente, observando a rua tomar sua atenção por começar a dirigir. — Eu sou-
— Nem pense em terminar essa frase. Não é nada legal negar quem você realmente é por conta dos comentários maldosos.
— Comentários maldosos? — franzi o cenho, ainda lhe encarando um pouco incrédulo. — Eu não quero decepcionar os meus pais, Taehyung.
Parou o carro de repente.
— Então, volte pra casa.
Eu me assustei com a sua posição. Kim continuou não olhando pra mim, ainda com uma de suas mãos no volante. Eu o deixei bravo.
— Taehyungie!
— Jimin. — me encarou, sério. Não era muito legal vê-lo assim. — Você acha decepcionante o fato de eu gostar de homens também? Até um pouco mais do que mulheres?
— O que? É claro que não!
— E acha que somente duvidar da sua própria sexualidade é decepcionante?
— Eu não duvido da minha. Quer dizer, eu me assumi antes mas isso-
— Como você se sente quando está com esse cara que acabou de conversar? — rebateu.
— Eu mal conheço o Jungkook, não posso dizer exatamente o que eu sinto.
— Acha que não vi você sorrindo? — disse, me olhando atentamente mesmo quando tentei desviar. Encarei-o. — Eu conheço você, seus olhos estavam brilhando. Ou você o admira muito por achá-lo bonito, inteligente, sei lá, ou você no mínimo se interessou por ele.
— De jeito nenhum. — acabei negando rápido demais ao ouvir sua última frase. Me endireitei no banco e olhei pra frente, engolindo seco. — Podemos ir ou quer que eu realmente volte?
Ele suspirou.
Taehyung continuou a dirigir e eu fiquei pensativo.
Sim, Kim Taehyung me conhece mais do que qualquer um. Às vezes, acho que ele sabe mais de mim do que eu mesmo.
— Amanhã tem uma festa pela noite pra irmos. — comentou. — Hoseok faz aniversário.
— Oh, mesmo? Comprou algo pra ele?
— Sim, te mostro quando chegarmos. — então, me fitou brevemente. — Eu posso te arrumar?
— Me arrumar? — mordi o lábio, um pouco medroso mesmo que eu lhe depositasse maior confiança.
— Não irei colocar nada que não queira.
Assenti.
💸
[JUNGKOOK]
Vai me dar dinheiro 🙏
| Tudo certo? Chegou no nosso endereço certo?
| Falou com o Jimin ou aquele amigo dele interviu?
[12:01]
| Jeon Jungkook?
[12:35]
Sim, senhor |
Eu falei com ele, rlx |
[13:40]
Depois de respondê-lo, adicionei Jimin aos meus contatos.
Oi, coradinho. |
Sou eu, Jungkook. |
[13:43]
Dimdimin 💵
| oi
| 😁
[13:44]
JDKSKSK |
Fofo |
[13:44]
Dimdimin 💵
| como assim?
[13:44]
não é nada, vc só é fofo 😛 |
e me responde rápido |
[13:45]
Dimdimin 💵
| Ah tá
| Obrigado, eu acho...
| 🥰
| EMOJI ERRADO
| 🙂
[13:46]
gracinha... |
[13:46]
Aposto que do outro lado da tela, ele está vermelho como uma pimentinha. Engraçado. Era até fofo, ao meu ver.
De repente, recebo uma ligação de Hoseok quando me sentei na minha própria cama.
Ora, quanto tempo.
— Hoseok hyung? Nossa, que surpresa! — realmente me surpreendi, não era comum que Jung me ligasse. Até porque há dois anos atrás, brigamos e ficamos afastados desde então.
Hoseok era o meu único amigo rico. Eu nunca lhe pedi nada, na verdade, porque eu posso ser tudo, menos interesseiro com pessoas que são realmente próximas de mim.
Fui em sua casa gigante uma única vez, e realmente era um lugar para se ficar de boca aberta, com escadas chiques, lustres e tudo. Acho que haviam uns quatro quartos naquela mansão. Bem, isso me lembrava Jimin, que também era bem riquinho.
Mas com ele sim, eu estava sendo bastante interesseiro. Infelizmente não me arrependi até o momento, afinal não temos nenhum tipo de vínculo e nem teremos, se depender de mim.
— Oi, Jungkook. Tô ligando porque você mora com o Namjoon e ele nem sequer atende o celular. — seco, falou. Me senti um pouco atingido. O cara sempre foi tão alegre e quando falava comigo, agia como se fosse o mais amedrontador do mundo, tipo agora.
— Ele não tá em casa, e provavelmente tá ocupado. Mas e aí? Me diz o que rolou e eu posso passar pra ele, de boa.
— Queria lembrá-lo da minha festa de aniversário aqui em casa, amanhã à noite, acho que ele se esqueceu. — afirmou. — Yoongi ainda está viajando? Não tenho falado com ele esses dias.
— Tá voltando de viagem, pra falar a verdade. Se quiser, convido ele por você, caso ele possa comparecer, mas infelizmente acho que não.
— Certo, é uma pena, adoraria ver ele de novo. — suspirou. — Bem, já que estou falando com você e não quero ser um idiota pois irá me fazer um favor de repassar minhas mensagens, se quiser vir pra minha festa, sinta-se a vontade. Acho que seria falta de educação não te convidar também.
— Eu vou, com certeza. — logo, suspirei. — Hoseok, podemos ao menos conversar? Nem que seja pelo telefone.
— Eu não quero conversar. E isso duraria muito tempo. — estava sério, parecia bem decidido. — Me desculpe, eu realmente não posso continuar a nossa amizade como era antes se for esse o assunto da conversa. Não depois do que você fez.
— Eu não sabia que ela era a sua irmã. Como eu poderia saber-
— Esse era o mínimo. Já nos conhecíamos há um ano e meio naquela época, além de nos tornarmos quase como melhores amigos também, além do Namjoon e o Yoongi. Você nem fazia questão de saber sobre a minha vida pessoal. E o problema não foi esse.
— Mas eu não sabia! Sua casa parecia uma fortaleza restrita, seus pais sempre foram muito certinhos e eu jamais pude pensar em entrar na sua casa porque eles me julgariam somente pelas roupas que eu uso! — coloquei tudo pra fora, o que não era mentira. — Sua irmã é bonita, eu não-
— Eu perdoei você, quero que entenda isso. E que compreenda que a nossa amizade não poderá voltar ao normal, mas podemos apenas nos falar, sem intimidades. — dizia, revirei os meus olhos.
— Queria que entendesse também que eu já pedi desculpas e peço novamente se for preciso.
— Então as desculpas peço eu, Jungkook. Não aceito ser amigo de alguém que se relaciona com outra pessoa por interesse no dinheiro dela. Principalmente, sendo a minha irmã. Não gosto de lembrar de como ela chorou por longas noites depois de descobrir que você dormiu com ela só por dinheiro.
E assim, a ligação se encerrou. Hoseok me enviou as informações da festa, como o horário e o tema. Eu odeio estar arrumadinho demais, mas de certa forma é ótimo me sentir como se fosse rico também.
É, como eu havia dito antes: eu não me vejo interesseiro com amigos e afins. Agora, com desconhecidos... Talvez eu tenha errado antigamente em não saber sobre ela ser a irmã dele. Uma pena, me arrependo um pouquinho.
Quando pensei em me levantar, recebi mais uma mensagem.
Vai me dar dinheiro 🙏
| Boa tarde, Jeon Jungkook.
| Lhe darei a primeira tarefa.
[14:07]
manda, chefia. |
[14:08]
Vai me dar dinheiro 🙏
| Gostaria de falar pessoalmente, mas não estou tendo tempo suficiente....
| Depois de pegar a confiança do Jimin, preciso que o convença ou dê seu jeito, jogue sujo.
| Quero que aquela amizade acabe, e com toda certeza acredito que saiba de quem estou falando.
[14:11]
| Separe meu filho de Kim Taehyung. 🤮😩
[14:12]
Ah, o cara escandaloso que o buscou hoje? E que consequentemente parece viver com ele?
Por um único momento e provavelmente de fraqueza, me recordei de uma fala sua, mais cedo.
"O Taehyung é o meu melhor amigo. Na verdade... Ele é o único."
Percebi seu nervosismo naquela hora.
Há algum motivo? |
Apenas no caso de eu precisar de um |
Vai me dar dinheiro 🙏
| pense em algo na hora.
| Ele é má influência.
| Não foi criado direito e quer levar meu filho pra tais caminhos.
Hum, entendi.
Zero motivos.
Mas eu faria o que ele pediu.
💸
[JIMIN]
— Precisamos decidir o que você vai vestir! — Taehyung estava animado. Estávamos ao som de What Is Love do Twice, no seu quarto.
Ele simplesmente ligou a caixinha de som e abriu o próprio guarda roupa e a minha mochila em cima de sua cama, eu o observava sentado na beirada dela. A música era bem legal e eu já a ouvi várias vezes, mas não demonstrei expressão alguma.
— O que você trouxe, meu menino precioso? — começou a retirar minhas coisas da mochila. Não me importei muito e dei de ombros, até que... — É AQUELE BATOM?!
Praticamente berrou e eu arregalei meus olhos. Não havia mais ninguém na casa naquele momento, mas mesmo assim eu me levantei.
— E-Eu peguei só p-pra-
— Gaguejou, perdeu o argumento. — rebateu, rindo. — Enfim, amei saber que trouxe essa beldade. Mas você não trouxe mais nada interessante. Que tal... — se virou e nem procurou direito, somente pegou um de seus cabides, entregando pra mim um conjunto arrumado.
— Que roupa é essa? — analisei, antes de pegar.
— Prove, eu quero ver.
— Tá... — dei de ombros, sem saber o que eram aquelas peças dobradas e indo ao banheiro dentro de seu quarto. Parei. — Aliás, não me diga que o Tannie foi viajar com seus pais também.
— Nossa, nem me lembre... — suspirou e pressionou seus próprios olhos. — Eu quase chorei.
— Achei estranho não ser bem recebido quando cheguei aqui, então deduzi isso.
— Vá se trocar, não quero pensar no meu bebê e ficar sentindo mais falta ainda! — insinuou que eu fosse com sua mão, esticando-a.
Péssima ideia vestir isso, eu pensei. Demorei apenas colocando a calça apertada.
Era uma camisa social sofisticada na cor vinho e uma calça também social, mas justa no corpo, principalmente e infelizmente atrás...
— Isso é vulgar e esquisito. — saí do banheiro, com cara de desgosto. Taehyung me esperava e me fitou de cima a baixo, parecendo impressionado.
— Meu Deus, você é lindo. — tapou a boca com a mão, negando com a cabeça. — Que pecado...
— Taehyung! — chamei sua atenção, lhe fazendo parar de olhar pro meu corpo e abraçando a mim mesmo. — Eu não quero ir desse jeito.
— Você nem se viu no espelho.
— E precisa? Foi uma luta colocar essa calça dos infernos e ainda por cima, eu me sinto vulgar demais nesse tom de vermelho.
— Cor define, agora? Parece aquelas tias que falam que vestir preto emagrece. Olha aqui, vai. — se aproximou, pegou em meus braços e me puxou até em frente à uma porta de seu armário, onde havia um espelho gigante que me pegava por inteiro.
Quando me olhei, a princípio fiquei confuso. Eu definitivamente não parecia tão mal assim. Talvez fosse a mágica de Taehyung ou a iluminação de seu quarto, a vibe no momento, não sei, eu até achava minhas pernas interessantes naquela vestimenta.
— Lindo, não? Olha essa abundância. — disse, atrás de mim. Riu quando me viu reagir envergonhado através do espelho. Era um comentário estranho, mas nada que eu já não estivesse acostumado vindo dele. — Aposto que vai conquistar muitos corações amanhã. — sussurrou.
— Tae, eu já disse que não gosto mais de homens-
— Eu citei homens, por acaso?
Me calei, vendo Kim sair de fininho com uma risadinha. Quis rir de como eu caí nessa como um patinho, mas não queria que ele estivesse certo mais uma vez.
Sim, mais uma vez.
Afinal, ele não errou quando disse que eu havia achado Jungkook interessante.
E por um segundo, quis que ele pudesse me ver com essa roupa bonita. Pelo menos, eu acreditaria agora se ele me dissesse que eu estava "lindo".
— E você vai com que roupa? — perguntei, virando-me e observando Taehyung separando algumas vestimentas na cama.
— Meu traje para festinhas sociais, anjão. — com um sorriso no rosto, apontou com as duas mãos para o que parecia ser um terno preto brilhante. Céus, aquilo era muito brilho.
— Você vai usar isso mesmo? — me aproximei. Não era feio.
— Claro, eu quero chamar a atenção. Se não, não sou eu. — sorriu para a roupa. Ri. Eu nem argumentaria, Taehyung nunca iria mudar e eu estava bem com isso, no fim. Talvez chamaria mais atenção do que o próprio aniversariante.
O amanhã seria longo.
Dormir não foi tão bom quanto eu esperava, porque eu mal consegui naquele colchão ao lado da cama do Tae. Isso porque recusei dormir ao seu lado, ou era bem capaz de ele me agarrar e até mesmo me sufocar enquanto dormiria feito pedra. Já aconteceu uma vez, mas por "sorte" eu acabei caindo da sua cama.
Assim que decidi colocar meu celular de lado e tentar pegar no sono, em plena três da manhã, Jungkook me mandou uma mensagem.
Moço das mechinhas 😥
| Boa noite, coradinho.
[03:04]
O que faz acordado? |
E... pode parar de me chamar assim? |
[03:05]
Moço das mechinhas 😥
| vc não gosta?
| eu n to fazendo nada de interessante
| E você?
[03:05]
nada demais, estava indo dormir. |
e quanto ao apelido... ah desculpa |
[03:05]
Bom, acho que vou indo |
Boa noite, Jungkook! |
[03:06]
Moço das mechinhas 😥
| Pode me chamar de Jungoo. Ou Kookie.
| Enfim, good night 😽
[03:06]
Não quis pensar em Jungkook algum agora. Nem amanhã, já que seria um grande dia. Só esperava que fosse ao menos divertido.
💸
— Você me disse que era pela noite! — saí do banheiro falando alto, já no dia seguinte, ao ouvir Taehyung no telefone, confirmando que estaria lá às seis horas da tarde.
— Mas já tá escurecendo! — ele colocou as mãos na cintura, de frente pra mim. — Eu errei um pouco os cálculos? Errei, mas eu pensei que fosse às oito! Ele me mandou o convite mas só ficou gravado a palavra "noite", cacete.
— Droga, já são cinco e tudo que fizemos até agora foi ir ao mercado. — bufei, caminhando pra fora do quarto, parcialmente bravo com Taehyung porque não era totalmente culpa dele, mas poderia ter se informado melhor.
— Útil, né? Temos bastante comida para o dia inteiro, pelo menos! — lhe ouvi dizer, alto.
Peguei a minha toalha e fui tomar um banho. Lavei o meu cabelo e na minha mente, tudo estava programado. Eu iria com a roupa que Taehyung me fez provar ontem, e com isso estive mais tranquilo, afinal eu não me sentia feio com aquelas vestes. Só um pouco diferente.
Quando eu saí, dei espaço para a vez do meu melhor amigo se lavar, enquanto noto as nossas roupas em cima da sua cama grande e arrumadinha, nos cabides. Falei um "obrigado" alto para que ele ouvisse do banheiro do quarto e fui em direção à minha mochila primeiro, pra pegar uma roupa íntima.
— Eu espero que hoje eu não tenha nenhum ataque bobo com essa roupa. — murmurei, desejando aos céus para que eu não mudasse de ideia em relação com a minha aparência de repente.
Era a minha primeira vez indo em uma festa que não fosse a do próprio Taehyung ou da família, ou então de colegas que eu tinha nas diferentes escolas, tirando a festa ruim que o próprio me levou. Nunca fui de sair de casa para comemorar, também porque meus pais sempre foram muito protetores, não curtiam muito esse meu contato com o mundo.
Além do Tae, eu só tive um único amigo, mas eu não gostava da nossa amizade naquela época da infância. Até porque, ele pareceu gostar muito de mim e eu simplesmente não poderia ficar mais na mesma escolinha. Não depois de fazerem fofocas sobre mim e isso chegar aos ouvidos dos meus pais. Passei a odiar aquela amizade, eu sei que não era culpa do menino, mas tudo aquilo foi o que despertou o meu diagnóstico terrível de ansiedade.
Já vestido, vi Taehyung aparecer pelo espelho com o cabelo seco e a toalha na cintura.
— Lavei o cabelo ontem, não vem falar que ele tá sujo. — reclamou, antes mesmo que eu abrisse a minha boca. Certo, afinal eu iria questioná-lo sobre isso de qualquer forma, porque achei que ele lavaria os fios já que ele gosta de se arrumar todinho.
Coloquei minha mochila na cama e procurei por alguma coisa que desse um jeito no meu cabelo além do pente, mas eu não trouxe qualquer creme diferente.
— Ei, será que eu uso a camisa social branca pra dar um contraste ou uso a preta pra combinar com o terno brilhoso? — com dúvida, estendeu as duas na sua frente. Quando o encarei melhor, dei um sobressalto.
— Que droga, Taehyung! — me virei de costas, afinal o engraçadinho não estava mais com a toalha. Ele já havia feito isso várias vezes na minha frente, mas eu nunca me acostumava.
— Vaza daqui se não quer me ver pelado, então! — disse, com a sua razão. Revirei meus olhos e passei sem olhar pra ele, até a saída do quarto. — Enrustido. — provocou e eu continuei andando, porque se ele não estivesse totalmente sem roupa, eu lhe bateria.
Penteei meu cabelo e deixei ele razoável. Ele parecia uma tigelinha pra baixo com a franja toda juntinha na frente e isso me incomodou um pouco.
— Deixa que eu arrumo isso. — provavelmente percebendo minha insatisfação em frente ao espelhinho quadrado acima da pia do banheiro quando ele entrou, Taehyung me virou pra ele, estando vestido e me fazendo arregalar os olhos enquanto senti seus dedos em meus fios loiros.
— Nossa, que roupa incrível!
— Eu sei que sou lindíssimo, bebê. — sorriu, animado. — Tenho brilho pra qualquer tema, até mesmo festinhas mais sociais como a do Hobi hoje.
— Hobi, é? Desde quando viraram íntimos? — encarei seu rosto.
Hoseok era um amigo de infância de Taehyung. Eu o conheci através dele, mas nunca fomos próximos, somente os dois. Kim costumava ir na casa dele e vice-versa, até o momento em que a bissexualidade do Tete foi revelada e os rumores se espalharam gravemente, e Hobi passou a ser proibido pela família de ir visitá-lo. Bem, ao menos poderiam ser amigos, desde que seus pais sempre ficassem cientes.
Um pouco diferente dos meus pais nesse quesito, afinal eu aposto que tudo que eles mais desejam é o meu término de amizade com o Tae.
E com isso tudo, ele e Hoseok não se comunicavam tanto além das redes sociais e eventos que nossas famílias participavam. As do Tete, não muito, porque sempre viajavam sozinhos, como agora. Falando nisso, meu melhor amigo era apaixonado em ter a casa só pra si, portanto: esse era o motivo de nunca acompanhar seus pais nas idas ao redor do mundo.
— Ele é nosso amigo, poxa. Sempre chamei de Hobi, Hobinho, por aí. Mas ok, nem tanto. — explicou, apenas fingi que acreditei porque conhecia o melhor amigo que tinha. Ou talvez fosse coisa da minha cabeça mesmo.
Taehyung era escandaloso e direto. Se ele, em algum momento, estivesse interessado no Hoseok, com toda certeza diria e tentaria fisgá-lo com seus dons irresistíveis. Mas não sei não...
— Pronto. — entre vários pensamentos, finalmente meu cabelo foi arrumado.
Me olhei no espelho e vi um penteado que eu não gostava, mas percebi que talvez fosse porque nunca sabia como deixá-lo bonito em mim. A franja de lado me caía muito bem dessa vez, mostrando mais a minha testa.
— Um segundo! — disse, me fazendo esperar dentro do cômodo. Quase um minuto depois, Taehyung chegou com várias coisinhas em mãos.
— O que você- Não! Eu não vou usar maquiagem! — a primeira coisa que notei foi uma base. Tudo bem, eu gostava de usar, mas não em exagero e Taehyung trouxe outros adereços.
— Só base e uma sombrinha, por favor, não vai ser nada colorido e nem chamativo! — juntou as mãos em frente ao peito, em um pedido escandaloso, após jogar seus objetos na pia.
Eu neguei em vão.
Minutos depois, e a minha cara já havia sido roubada pelas mãos habilidosas dele.
— Meu Deus, você seria facilmente a minha janta e a sobremesa de brinde também. Tsc tsc.— suspirou, agachado na minha frente e admirado comigo enquanto estive sentado na privada fechada esperando sua maquiagem terminar. Revirei os olhos com seu comentário típico.
— Posso me ver?
— Deve. — se afastou, e eu fui pra frente do espelho pequeno. — Esfumei um pouco o preto nos seus olhinhos mas tá bem básico, não passei muita coisa, só a base e o lápis com a sombra mesmo. Seu rosto já é perfeitinho.
Fiquei um tanto estático por me ver ali. Eu parecia bem. Muito bem, por sinal. Acho que era uma das únicas vezes em que me sentia bonito pra caramba.
— Eu gostei... — mordi o lábio inferior, quando observei Taehyung levantar um outro objeto em sua mão através do espelho. O batom que eu trouxe. — Nem pensar.
— Sabia. — logo tirou ele da minha visão, colocando na pia de qualquer jeito e pegando o que parecia ser um batom também, mas compridinho e transparente. — Isso é um gloss.
Eu contestaria, mas Taehyung continuou:
— Não tem cor, fica tranquilo, só deixa os lábios mais brilhantes e bonitos. Vira o rostinho. — pegou em meu queixo e eu assenti, sentindo algo bem gosmento na minha boca, contornando-a. — Tcha-ram! — colocou meu olhar sobre o espelho novamente, e eu vi minha boca brilhar.
Não como o terno do Tete, é claro, mas de uma forma diferente. Era assim que se usava um gloss labial? Me aproximei e entreabri os lábios, analisando à mim mesmo.
— Gostei também. — sorri, encarando meu melhor amigo ainda mais satisfeito que eu. Antes que ele desse as costas pra voltar a se arrumar, peguei em seu braço, fazendo-o me encarar de novo. — Batons com cores ou não... Não são só pra mulheres?
— Não, meu amor. — senti sinceridade. Eu estava receoso por ter gostado tanto.
Eu não queria falhar justo agora que mal comecei a tentar voltar com a minha vida normal.
Na verdade, fazer dela normal, porque nunca havia sido. Mas eu não queria acreditar que eu realmente era assim e que não tinha mais volta. Deve ter uma saída, não? Alguma garota que me faça pensar diferente, sei lá...
Por que só homens?
Homens são chatos.
Eu e Taehyung fomos em seu carro até a casa de Jung, que não morava nada longe, apenas algumas quadras depois de sua casa e também, perto da minha.
Cheguei na conclusão de que todo mundo morava perto, era literalmente incrível e bizarro. Até mesmo Jungkook, céus.
Ouvi a música de longe, não tão alta por não estarmos dentro, mas dava pra saber que havia uma grande festa ali. Desci do carro e senti medo, haviam pessoas ao lado de fora totalmente arrumadas também.
Isso era bem comum pra mim, eu vestia aquelas roupas também. Mas as minhas... Estavam foras do meu usual, e isso me preocupava quanto o que as pessoas pensariam ao meu respeito. Se é que elas pensariam, já que isso sempre passava pela minha cabeça: que os outros definitivamente falariam sobre mim.
— Não vai vir? — Kim me tirou do transe estando uns dois passos a minha frente, comigo ainda em frente a porta do carro da qual eu saí. Seu olhar veio preocupado. — Tá se sentindo bem, Ji?
— Sim. — assenti, calmo. Abaixei a cabeça. — Estou bem, só fiquei com um pouco de dúvida sobre como eu estou... É só isso.
— Gostoso, é isso que você está, meu bem. — levantou meu rosto com o indicador em meu queixo e piscou pra mim, galanteador. Eu ri, ainda bem que eu o tinha pra que pudesse me fazer sorrir e por me deixar mais tranquilo.
Segui meu melhor amigo no jardim grande até o lado de dentro da casa, a qual era muito bonita, mesmo que eu preferisse a decoração do lar majestoso do Tete.
Nada fora do comum, apenas fiquei atrás dele como uma sombra, afinal eu sequer conhecia alguém naquele lugar e Taehyung era bastante sociável, portanto se ele fizesse amigos, eu tentaria me enturmar também.
Paramos praticamente na entrada, nos comes e bebes, onde haviam vários doces em sua maioria. Cannolis, bolos, macarons, além das frutinhas e outras comidas. Tudo que já comi, nada de interessante a princípio.
— Caralho, maluco, não acredito! — ouvi a voz de Taehyung mais alta, e logo lhe vi abraçando alguém rapidamente, saindo do meu lado. Era um cara alto e bonito. Parecia mais velho. — Joonie! — ele acenou pra mim, ao me notar atrás do Tae. — Oh, é mesmo. — virou-se e ambos se aproximaram de onde eu continuei. — Esse é o Park Jimin, meu melhor amigo, e esse aqui, — apontou para o homem. — é outro Park, só que Seo Joon. — riu, agitado. — Conheci ele em uma outra festinha, nem te contei, né? Ou contei e esqueci!
— Olá, prazer em conhecê-lo, Jimin. — sorriu.
— Oi, prazer.
Eles começaram a conversar, consequentemente me senti excluído a cada minutinho que os dois passavam bebendo e comendo as coisinhas da mesa, comecei a observar o ambiente para procurar uma distração. Até que Taehyung se aproximou novamente, com um copo na mão que eu nem havia notado ele pegar.
— Você quer ir até ali com a gente? Ele trouxe uns amigos e eu vou cumprimentá-los rapidinho. Depois eu e você vamos até o Hoseok. — dizia, e eu juro que pensei por uns segundinhos antes de responder.
— Pode ir, eu fico te esperando. — ok, eu não comandava mais as minhas próprias ações.
E ele realmente foi. Poxa, pensei que pelo menos iria ter certeza de que eu ficaria bem aqui, mas tudo bem, talvez Taehyung apenas estivesse afobado porque os amigos daquele cara eram bonitinhos, além do próprio.
Trocado por outros machos.
Logo, eu me viro pra pegar alguns docinhos e somente vejo boa parte deles sendo levados por uma mão grande e tatuada. Jesus, era um morto de fome?
— Comida de rico, né? Tenho que aproveitar bem porque eu sou pobre, desculpa aí mas é de graça. — pediu, sequer olhando pra mim quando finalmente lhe encarei ao meu lado. Mas que...
— Jungkook? — nem precisei ver seu rosto, o cabelo castanho mesclando com o verde na frente, a tatuagem de borboleta no pescoço, os piercings, tudo apontava pra si. Ele me encarou, surpreso.
— Jimin. — me olhou de cima a baixo logo em seguida. Pareceu ainda mais surpreso.
E a minha noite estava apenas começando. Agora, definitivamente.
[Anotação diária: Jimin]
Oiiiii gente 💚
Espero que estejam bem, e vocês que acompanham a fanfic estão dentro do meu coração, é realmente muito importante pra mim! 😭
Sem ser a segunda que vir, e sim a outra, eu vejo vocês de novo!!! Hehehe 💚
Sigam os perfis das lendas!!!!!
Interajam lá também.
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TEMOS OS DELES TAMBÉMMM:
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