13. My Favorite Game

- Alex, como está sentindo o carro? - Pergunta Karl, meu engenheiro na escuta.

- Se comportando bem. - Respondo rapidamente enquanto ia empurrando o carro para ganhar cada vez mais velocidade.

- Perfeito! Você está chegando no Fraser, ele está virando em 4.5 e você está virando em 4.6. - O Engenheiro me fala empolgado.

- Como? Sério? - Pergunto incrédula. - Ah! Então vamos caçar o chilli disfarçado de chá inglês.

Puxo mais do acelerador estando no encalço do carro vermelho. Era aquele balé do carro vermelho com carro azul e amarelo, ele ia para um lado e eu ia para o outro, fazendo o ataque em X, até que em uma freada errada, eu encaixo e ficamos roda com roda.

- Vamos lá! Vamos lá! - Falava para mim mesma, exigindo do carro.

O silêncio no rádio era profundo, acho que Mark nem respirava, assim como eu, apenas o motor reclamava do quanto era exigido. Até que um milimétrico erro do inglês, passei tranquei a porta e disparei rapidamente. E o meu rádio encheu de comemoração.

- P1 Alex! Agora segura que o Inglês não vai te dar paz. - Fala o meu Engenheiro empolgado e eu dou uma bela gargalhada.

- Pode deixar! Adoro fazer a vida dele um inferno! - Falo animada, balançando a cabeça em uma pequena comemoração particular.

Assim seguimos por mais 5 voltas, naquela briga de gato e rato, mas quem venceu foi a gata para a tristeza do rato.

***

- Só tenho uma coisa para dizer, você é irritantemente brilhante.

Ele falava ofegante enquanto nos chocávamos contra o armário do meu pequeno quarto do motorhome, fazendo um pequeno ruido seco enquanto nos beijávamos freneticamente.

Sim, acabamos de descobrir que nossa disputa na pista de uma forma interessante apimentava nossa relação. Pois a disputa na pista aumentava nosso tesão um pelo outro e por isso estávamos ali no meu pequeno quarto, nos agarrando, graças a um piloto reserva que vinha nos acobertando, tudo pelo simples prazer de saber que era o único que sabia daquele segredo proibido.

- Fraser, vai ter que aceitar que hoje eu te peguei pelas bolas.

- Mas quem está pegando quem no final? - Ele ergue uma das sobrancelhas grossas em pergunta, a voz carregada daquele fundo de sotaque espanhol, que o lado inglês da sua família nunca conseguiria tirar, ainda mais quando ele está furioso ou excitado.

Mas o debate não se alongou mais, o emaranhando de braços, pernas e lábios era mais interessante.

***

Eu e André estávamos conversando no restaurante do paddock, quando somos surpreendidos por aquela massa humana sentando na nossa frente ocupando uma das cadeiras vagas da nossa mesa e mandando na cara a pergunta:

- Como foi a viagem com o Fraser?

Andy olha confuso entre nós dois, sem saber sobre o que estamos conversando.

- Como você sabe? - Pergunto confusa.

- Imagina. - O espanhol dá um sorrisinho de pura superioridade.

- Tyler. - Eu e o Andy falamos juntos.

- Ah! Sabe como é?...Eu estava no meu canto, vi a criaturinha de pequeno porte passando por ali, com aquele ar de tenho uma fofoca para contar, não resisti, torturei ele um pouco e ele habló. - Daniel sorri como se tivesse ouro puro nas mãos.

Olhei para o homem confusa e André veio em meu socorro:

- Falou.

- Filho da mãe. - Cobri o rosto com as mãos, querendo enforcar o pirralho.

- Pra que você carrega uma calcinha vermelha e uma preta de renda sexy? Já estava má intencionada, MacAllister? - Hernandez me pergunta sem dó.

- Eu mato o Tyler! - Falo entredentes.

- Cara, até eu sei que toda mulher sempre anda prevenida. A Sabrina até quando vai para o hospital leva uma lingerie sexy. Afinal, nunca se sabe. - André explica.

- Quem diria, heim, Andy? Que belo pervertido está me saindo! - Fala Hernandez cheio de deboche, tendo em resposta um lenço voando na direção dele, então ele direciona a atenção para mim e pergunta. - E ai? Deu para o Inglês? Como foi tirar a virgindade dele? Ele honrou o nosso sangue espanhol e foi caliente na cama?

- Daniel! - Eu e o Andy o repreendemos em coro, eu nem me importando em entender o que é caliente, só o contexto já me fazia deduzir que era alguma loucura do sem noção do Hernadez.

***

- Andy já sabe. - Andava ao lado dele no Paddock, a caminho da saída, como se nada estivesse acontecendo.

- Sim, eu contei para ele. - William fala na maior cara dura e eu olho para ele chocada, como brasileiro fingiu o surpreso quando eu contei. Mas claro que ele contaria para o companheiro de equipe.

- Hernandez sabe. - Falo com um suspiro derrotado.

- Não, eu não contei para ele. - O Inglês se apressa em se defender.

- Eu sei, foi o Tyler. - Falo derrotada, olhando pra frente, fingindo que falamos amenidades.

- Ah merda! Maldita hora que envolvi o garoto nisso. - Ele baixa a cabeça balançando.

- Ainda mais quando ele conta das minhas calcinhas para o Espanhol safado.

Will dá uma gargalhada, daquelas que a cabeça cai para trás. Eu paro, olhando para ele, como se tivesse algum alienígena tomado o corpo dele.

- Ah! É engraçado! Agora eles sabem que tem uma mulher entre nós.

Acabo entendo aonde ele queria chegar e começo a rir com ele.

***

NOTA DA AUTORA:

Um capítulo curtinho, que surgiu de um sonho e para desenferrujar.

Tem sido bem corrido do lado daqui tanto que estava com essa história parada e sigo com a
 "It's My World" parada, por que no momento só dá pra ir uma de cada vez.

Estou fazendo o dever de casa, assistindo as corridas, torcendo pro Chilli. Vamos lá que vai dar certo, acho que agora consigo avançar. A Playlist toda montada, a história toda na minha mente por alto, com a linha guia esticada, só tenho que seguir.

Já sabem que só vou revisar lá no final, por que se revisar agora, eu corto metade da história.

Cada capítulo é inspirado em uma música, por que acho que daria um ótimo ritmo a narrativa, não perca a playlist que tem lá no Spotify: https://goo.gl/o8UCa1

Beijinhos!

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