09 | 아홉 번째 장
Que honra te ver por aqui.
(repostando o capítulo pois deu erro, infelizmente)
Peguem a pipoca, apertem os cintos
E simbora para mais um capítulo!
#azuldameianoite
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- PARK JIMIN -
— Maluco, eu tô ficando maluco!
Eu pressionava as mãos nos meus olhos, ainda deitado, tentando fazer com que tudo o que aconteceu fosse apenas um sonho... um sonho ruim.
Eu me sentia decepcionado por acordar e lembrar que era real.
Ontem ele teve a audácia de me agarrar, e o pior, eu quis e gostei. Gostei tanto que fiquei daquele jeito por ele. Eu tinha vergonha até de pensar nisso e falar, e estava me corroendo saber que ele me sentiu encostado nele.
O que tinha de errado comigo? Depois de adulto, virar a porra de um masoquista era uma vergonha.
A convivência com esse cara estava me deixando tão surtado que eu estava literalmente enlouquecendo, confundindo até a droga da minha sexualidade. Nada disso fazia sentido, e eu precisava eliminar esse mal pela raiz. O primeiro passo com certeza era parar com esses beijos, e o próximo, ir embora da casa dele.
Hoje eu tinha aula de dança e precisava ir e focar apenas na minha aula, sem pensar nele.
Coloquei minhas roupas e sapatilhas na mochila e, devagar, abri uma fresta da porta do quarto. Conferi o corredor para ter certeza de que não havia ninguém ali, então saí. Fechei a porta no mais absoluto silêncio e andei de fininho.
Assim que pisei no último degrau da escada, escutei a voz dele, vinda do início da escada.
— Tive a impressão que você estava tentando fugir.
Merda...
Virei para trás e olhei para ele, que estava parado com os braços cruzados.
— Eu estava indo esperar o motorista.
— Pisando na ponta dos pés?
— Sim, agora vai implicar até com o jeito que eu ando?
Ele desceu os degraus e eu fui me afastando dele.
— Não tem motorista hoje, sou eu quem vai te levar para o curso.
Isso é péssimo... Ele poderia tentar me beijar de novo. Eu sou um adulto, precisava me impor e dizer que não queria. Na real, eu queria, mas não podia querer, isso não estava certo.
— Para um CEO, você tem muito tempo desocupado pra perder sendo motorista de um estudante.
Ele chegou perto de mim e colocou a mão no meu queixo.
— Por você eu arrumo tempo, Jimin.
Eu engasguei com o ar assim que ele falou e saí correndo na frente. É claro que ele ia jogar sujo assim, mas eu não ia mais cair nesse joguinho dele.
A Lamborghini já estava parada na frente da casa, para o meu alívio. Tudo bem que andar de moto era legal e dava adrenalina, mas eu não queria ficar tocando nele... naquele abdômen forte e atraente.
Sentindo aquele perfume caro.
No hotel, ele ficou andando pra todo lado de cueca, e nesse dia eu consegui ver que até suas pernas tinham músculos. Seu abdômen e peitoral eram definidos, e com minhas mãos, eu também pude sentir qu...
— Que porra eu tô pensando? — falei alto, me repreendendo. Ele ainda não tinha saído, então, pra minha sorte, não ouviu essa leve surtada que dei.
Entrei no carro e fiquei esperando ele, morrendo de vergonha.
— O que você está fazendo? — Ele parou ao lado da janela e perguntou.
— Me recuso à ir de moto, então me deixe em paz aqui.
— E quem disse que vamos de moto? Vamos de carro, mas eu quero que você dirija.
— Não quero dirigir. Não sou seu motorista, e outra, você nem está com dor mais.
Ele se abaixou e aproximou o rosto do meu, apoiando os braços na porta.
— Se não dirigir, vou ser obrigado a te agarrar aqui mesmo, na frente dos seguranças.
Eu pulei para o banco do motorista em questão de segundos, e ele entrou rindo no carro.
— Não tem graça alguma ficar zombando da minha cara toda hora. Volte a ter aquele humor ruim assim como era no início, era melhor daquele jeito.
— Você nunca me viu com o humor ruim de verdade, garoto.
— Então todos esses comportamentos eram os bons? Nossa, você é pior do que imaginei...
— Nunca falei que era bom — ele deu com os ombros.
Liguei a Lamborghini e saí. O tatuado nem disfarçava que estava me olhando enquanto eu dirigia, mas tentei focar totalmente na direção e não olhar para ele. Eu precisava agir com normalidade, para parecer que esses beijos não significavam nada para mim.
Mesmo que estivessem consumindo minha sanidade.
Estacionei em frente ao curso e virei para trás, procurando minha mochila, e ele aproveitou para aproximar seu rosto do meu.
— Até mais tarde, Jimin.
— Tchau. — Puxei a mochila com força e abri a porta, me afastando dele o mais rápido possível. Em menos de vinte minutos juntos, ele já havia dado todas essas investidas em mim. Realmente não vai prestar continuar morando na casa dele.
Subi as escadas e entrei na sala, de cabeça cheia. A professora já estava na barra se alongando com alguns alunos, então coloquei rapidamente minhas roupas e me juntei a eles.
Após o alongamento, começamos a dançar. A professora estava ensinando há algumas semanas a coreografia de uma música mais lenta, e os passos eram lindos, e até um pouco sensuais, era uma pura expressão de arte.
Entre exercícios pesados e a memorização dos passos, comecei a sentir meu corpo cansado. Isso era um lembrete daquilo que eu tentava fingir para mim mesmo que não existia.
— Mas que merda... — coloquei a mão na cabeça e sussurrei, enquanto me sentava no chão.
Mesmo com todos os remédios que venho tomando, eu sentia como se estivesse estagnado nesse tratamento, sem melhora alguma.
— Park, está tudo bem com você? — a professora se abaixou e perguntou, preocupada.
— Oi, professora, tá sim. Me senti um pouco cansado, mas já vou voltar.
— Repouse o necessário. Enquanto isso, fique observando os outros alunos para te ajudar na memorização da coreografia.
— Obrigado...
Depois de um tempo ali, voltei a ensaiar, mesmo ainda não me sentindo completamente bem. Eu tinha que insistir e não queria parar minha vida por causa dessa merda de doença.
Talvez a médica estivesse certa, e eu precisasse do apoio das pessoas, mas não era a hora de saberem disso, não ainda.
No fundo, eu sabia que nunca contaria para ninguém.
🫐
A aula durou das 07h até 12h; ficamos cinco horas dançando incessantemente. Eu insisti, e, durante essas horas, me sentei com tontura várias vezes. Mesmo com a preocupação da professora, só desconversei, dizendo ser cansaço.
No fim, fiquei aliviado por conseguir me controlar e não desmaiar.
No vestiário, enquanto trocava de roupa, eu já me sentia melhor. Vi uma mensagem do Nam no grupo e sentei para responder.
Peguei minha mochila, me despedi da professora e desci as escadas. Assim que passei pela porta, vi ele esperando do lado de fora, encostado no carro e fumando. Assim que me viu, jogou e pisou no cigarro, que estava quase inteiro.
— Precisa ficar fora do carro? — falei, já revirando os olhos.
— E é proibido?
— Sim, é. Já disse que as pessoas sabem quem você é.
— Eu não tô nem aí. — Deu de ombros.
— Eu sei que não. Bom, quero ir na casa dos meus amigos, eles me chamaram para almoçar lá. Se não quiser me deixar lá, vá embora e eu vou de metrô.
Nesse momento, antes mesmo dele responder, reparei em um SUV preto, parado ao lado do carro dele. Olhei mais atentamente e vi que era o Hoseok na direção.
— Vá com meu carro, preciso sair para uma reunião. Te vejo mais tarde. — Ele me entregou a chave, que peguei sem reação enquanto olhava surpreso para ele.
— E-eu não posso ficar com esse carro sozinho.
— Claro que pode, é só não bater... nem roubar.
— Quem você acha que eu sou?
Ele entrou rindo no carro do Hoseok, e realmente saíram, me deixando para trás, parado, com a chave na mão e esse carrão do meu lado.
Que cara maluco...
Pra quem queria me matar por causa de um milhão de wons, confiar em deixar um carro desse valor comigo é bem contraditório.
— Será que é um teste? — murmurei.
Comecei olhar ao meu redor, paranóico, buscando qualquer sinal dos seguranças dele.
— Relaxa, Jimin... — Tentei acalmar a mim mesmo. Afinal, eu não ia roubar o carro, então, mesmo que fosse um teste, eu passaria de boa.
Entrei no banco do motorista e o primeiro lugar que meu olhar se direcionou foi para o porta-luvas. Eu queria conferir se a arma dele estava ali, mas, se fosse um teste, ele me veria abrindo.
Tentei esquecer disso e comecei a dirigir. Parei primeiro na confeitaria e comprei a torta que o Tae pediu, e então fui para o apartamento.
Chegando lá, toquei a campainha insistentemente, até alguém abrir. O Tae destrancou e correu de volta para o videogame. Ele estava sentado no chão, com alguns pacotes de salgadinho abertos ao seu lado e garrafas de soju espalhadas, tanto cheias quanto vazias.
— Que bagunça...
Coloquei a torta e a chave do carro na mesa.
— Eu sei. Trouxe minha torta?
— Tá na mesa.
— Valeu, hyung...
Olhei para os lados, procurando o Namjoon.
— Cadê o Namu?
— Tá tomando banho, joga aí comigo.
Ele me deu o outro controle, então sentei no sofá e começamos a jogar um jogo de FPS. Eu não deveria beber por conta das medicações, mas só uma garrafa não me faria mal. Abri e dei um gole generoso que refrescou todo meu corpo.
— Que saudade disso.
— Parou de beber?
— Parar não, mas tô tentando diminuir. Trabalhar de barman tem me feito virar um alcoólatra.
Ele começou a rir, levando alguns salgadinhos à boca.
— Você já é um alcoólatra.
— Você também, e pra completar, ainda é golpista.
— Um dos melhores, por sinal.
Começamos a rir enquanto ele gargalhava, empurrando minhas pernas.
— E aquele lance das apostas, deu certo?
— Você está falando com Kim Taehyung, meu querido, é claro que deu certo, ou não notou meu videogame?
Olhei na direção e só então reparei que era um modelo mais novo.
— Seu irmão vai enlouquecer com você, cada dia um golpe diferente.
— Vai nada, ele usufrui também.
— Você não muda...
Ele ria, orgulhoso das suas conquistas, e eu, ria do orgulho dele.
— Algum sinal da Sohee? — perguntou.
Dei outro gole no soju antes de responder. Ouvir esse nome conseguia embrulhar meu estômago instantaneamente, mesmo depois das nossas risadas ainda há pouco.
— Não tô procurando ela mais. Nem a família dessa vaca sabe onde está, então só prefiro esquecer que ela existiu na minha vida.
— Faz muito bem.
O Namjoon voltou do banho e parou do lado da mesa pra abrir a torta. Assim que viu a chave do carro, pegou ela e me encarou.
— Que chave é essa? — ele reparou o logo — Não me diga que...
— Sim, é o carro dele.
— Ele está aqui?
— Não, né?! O carro está comigo.
Ele foi até a janela e confirmou que a Lamborghini estava estacionada na frente do apartamento.
— Ele nem tem mais medo de você roubar ele...
— Porque é óbvio que eu não vou roubar, alguém como ele me acharia até no inferno.
Ele começou a abrir aquele sorriso sínico.
— Meu irmão contou sobre vocês dois lá na Austrália... — o Tae falou.
— Pois isso piora, nós realmente nos beijamos. Depois que saí do hospital, e hoje de madrugada.
Os dois me olharam com os olhos arregalados, e até o Taehyung largou o controle do videogame.
— Para de mentir... — o Namu riu, mas logo parou quando viu que eu estava sério.
— Queria muito que fosse mentira mesmo, mas é a droga de uma verdade.
— Você é gay? — O Tae perguntou na cara dura.
O Namjoon cuspiu o soju que estava bebendo e começou a gargalhar com a pergunta do irmão, se jogando no sofá enquanto ria desesperadamente.
— Que porra de pergunta é essa? — perguntei abrindo os braços, indignado.
O Tae deu com os ombros, confuso, enquanto ria junto com o mais velho.
— Ué, qual o problema se for?
— E-eu não sou.
— E beijou um cara duas vezes? Que hétero mais suspeito...
— Namjoon, manda seu irmão calar a boca! — Apontei para o Tae, cheio de raiva.
Ele continuava rindo, concordando com o que o caçula disse.
— Não seria um problema se eu fosse, mas ele é justamente o cara que me perseguia por causa de dinheiro, não faz sentido me envolver com ele. Foi só um acidente, não vai acontecer de novo.
— O mesmo acidente duas vezes. Você gostou, não é mesmo? — Nam perguntou.
Eu queria mentir, e desviei o olhar buscando palavras, mas meu silêncio confessou tudo.
— Você gostou, seu canalha.
— Gostei mesmo, tá legal?! Mas eu tô ficando louco, por isso gostei. Preciso de um psiquiatra urgente, esse não sou eu.
— Wow, depois dessa confissão, precisamos beber.
— Vão a merda vocês dois.
— Vai Park, levanta, vamos com o carro do ricaço buscar alguns ingredientes que faltam pra fazer o kimbap, é minha oportunidade de andar nesse carrão.
Entramos no carro e ele começou a olhar todos os detalhes interno do carro enquanto eu dirigia.
— Que máquina! Olha essa quantidade de botões...
— Esses dias dirigi e alcancei um pouco mais de 180km/h, fiquei doido de entusiasmo.
Ele deu um sorriso bem sugestivo.
— Vai, solta seu veneno.
— Nada não, acelera aí. Vamos naquela conveniência perto da estação.
Chegamos na loja e ele foi pegar as algas, enquanto eu procurava wasabi e gohan entre as prateleiras. Me distraí lendo o rótulo um sabor novo de lámen que vi, e nem notei um homem se aproximando.
— Jimin? Park Jimin?
Olhei em direção a voz. Por alguns segundos eu não reconheci, mas bastou olhar mais atentamente para lembrar quem era.
— Espera aí... você é o Jin, o filho do vereador? — perguntei surpreso.
— Sim!
— Caramba, quanto tempo! Faz o que? Uns 9 anos que não te vejo.
— Você era uma criança, como você cresceu! Lembrei de você na hora, afinal, está a cara do seu pai.
— Todo mundo diz isso, sempre.
— Falando nele, como seus pais estão?
— Estão ótimos, continuam cuidando da fazenda. Eles amam aquele lugar, e não saem de lá por nada.
— Eu imagino, meu pai é assim também, ama aquele fim de mundo e não sai de Jangheung por nada... — brincou — E você, me conte, está morando em Seoul?
— Sim, eu e irmãos Kim nos mudamos pra estudar na Universidade de Seoul, lembra deles, né?! O Namjoon está aqui comigo, inclusive... — Olhei para os lados procurando o Nam, mas não achei.
— Claro que lembro, o caçula era terrível. — Ele riu, lembrando do Tae.
— Se quer um spoiler, ele não mudou nada, e continua terrível, um pouco pior que antes.
Começamos a rir com as lembranças do Tae, que fazia um terror por onde passava.
— E você, mora aqui em Seoul também? — questionei.
— Moro... — ele abriu um pouco da jaqueta que estava usando, e mostrou um distintivo no peito — Virei policial.
— Lembro que você sempre dizia que era seu sonho, que legal que deu certo.
O Namu se aproximou e também lembrou dele. A idade dos dois era mais próxima, então conviveram mais tempo juntos. Ficamos conversando por alguns minutos parados no corredor da conveniência.
— Rapazes, foi muito bom reencontrar vocês, mas preciso ir. Este é meu contato, voltem a me ligar para a gente combinar qualquer coisa com mais calma. Até. — Ele entregou um cartão para o Nam e saiu.
Assim que se afastou, o Nam parou na minha frente.
— Você viu o relógio no pulso dele? Deve valer uma grana, ele ficou rico.
— Ficou? Namu, ele já era rico, só aumentou a fortuna. Pobre era a gente.
— Ainda somos, corrige aí... — ele riu — ou pelo menos, eu ainda sou, já que você mora em uma puta mansão.
— Provisoriamente.
— Ah claro, eu acredito. — respondeu cheio de ironia.
— Cala a boca...
Com ele ainda rindo, passamos os itens no caixa e voltamos para o carro.
Quando eu era criança, costumava ficar na casa dos pais do Jin, brincando com seu irmão mais novo. O Jin era uns oito anos mais velho que nós dois, e a gente adorava quando ele, já adolescente, brincava junto.
Se ele, como policial, souber que tenho contato com mafiosos, seria uma enorme decepção. Ou pior, ele poderia até contar para o pai dele, e o vereador contar para os meus pais. Eu preciso evitar que ele saiba desse assunto.
Chegamos no apartamento e fiquei na cozinha ajudando o Nam no preparo do kimbap, enquanto o Tae nem se manifestou para ajudar, continuando a jogar, largado no chão feito um mendigo.
Quando ficou pronto, servimos na mesa e sentamos para comer.
— Esse é o melhor kimbap do mundo, Namu — elogiei após levar um à boca, que mais parecia um pedacinho do céu.
— Eu sei, meu caro.
— É, tá bem mais ou menos, dá pra matar a fome... — O Taehyung provocou ele, que rebateu xingando o caçula.
Eu colocava mais lenha na fogueira entre os dois enquanto ria das suas trocas de ofensas.
Entre as nossas risadas, lembrei que ainda não tive coragem de contar para eles sobre a doença, e não encontrava formas de dizer isso. A real é que não precisava de formas para contar, era só falar e já era, mas essa era a desculpa que eu arrumava para mim mesmo.
Eu não me importava de contar para eles que beijei o Jungkook, mas me importava muito em contar sobre essa merda.
E mais uma vez, escolhi esconder isso.
Terminamos de almoçar e fiquei mais algumas horas conversando e jogando com eles.
Eu já estava sentindo meu corpo cansado. A aula de hoje foi pesada, e para completar, ainda bebi. Eu não trouxe os medicamentos comigo e precisava ir embora.
Me despedi dos meninos com uma desculpa qualquer e voltei dirigindo para a casa dele. Diferente de quando ele estava junto, fui devagar pra não arriscar fazer qualquer idiotice com esse carro.
🫐
Parei na frente da entrada da casa, então, um dos funcionários se aproximou da porta enquanto eu descia do carro.
— Boa tarde, Sr. Park — ele se curvou e entrou no carro para manobrar até a garagem.
— Boa tarde. Obrigado.
A frieza com que os seguranças dele me tratavam não existia mais, e era claro que isso era uma ordem dele. Uma de suas táticas baratas de tentar me convencer a ficar.
Isso não vai funcionar.
Dentro da mansão estava tudo em silêncio, e não vi nem a Sra. Lee por ali. Guardei minhas coisas no quarto, tomei minhas medicações e peguei meu material da faculdade. Eu precisava estudar para a próxima prova, então aproveitei que estava sozinho e fui para fora da casa.
Andei até achar o lugar ideal e vi uma grande árvore no gramado dos jardins da casa. Escolhi sentar abaixo dela e comecei a tirar meus livros da mochila.
Depois de achar o livro que seria usado como base para a prova, comecei a ler, anotando no caderno pontos importantes que eu lia.
— Que merda, eu odeio estudar...
O som dos pássaros junto da brisa batendo nas folhas formava uma sinfonia perfeita para esse momento. Tão perfeito que nem senti necessidade de colocar música no fone, como geralmente faço.
Olhei ao redor, pensativo, analisando a grandiosidade de cada coisa que me cercava.
Era louco pensar que quem estava me proporcionando uma vida moderadamente boa era quem eu pensei que me mataria. Talvez ainda queira me matar, mas não era mais o que parecia.
E de novo, eu fiz isso... Tudo, simplesmente tudo que eu fazia ou pensava no meu dia, meu cérebro contornava e transformava em um pensamento sobre Jeon Jungkook. Não era possível que minha mente conseguia ser tão filha da puta comigo mesmo.
Tentei voltar minha atenção para o livro e esquecer daquele tirano, o que era impossível para minha mente traiçoeira.
Os raios solares através das árvores começavam a brilhar de forma inclinada, indicando que o sol estava se pondo aos poucos.
De repente, minha paz, que eu tanto estava apreciando, foi interrompida.
— Com licença, Sr. Park. O Sr. Jeon chegou e está te chamando no escritório. — Um dos funcionários se aproximou com cautela e falou comigo.
— Oi. Avise a ele que estou estudando. Se ele quiser, ele que venha até aqui.
— Posso dizer isso mesmo?
— Deve, por favor.
— Ok, com licença. — Ele se curvou e saiu.
Eu tinha certeza que ele não viria, então, voltei minhas atenções para o livro.
Alguns minutos depois, voltei a escutar passos na grama, vindos detrás de mim. Já imaginei que era o mesmo funcionário, mas a voz logo provou que era o próprio vilão em pessoa.
— Você faz eu parecer um idiota na frente dos meus funcionários, assim como na Sixx, e eu não suporto isso.
Olhei para ele e dei com os ombros.
— Você veio porque quis, eu avisei que estava estudando.
Ele arrumou o cabelo e cruzou os braços, ainda em pé, enquanto eu continuava sentado na grama.
— Hoje nós vamos à um jantar, com o mesmo comprador que você passou a droga do seu número. Se a tal filha estiver presente, não quero que você dirija uma única palavra sequer à ela.
— Hmm, digamos que eu vá nesse jantar. Se ela falar comigo, não faz sentido ignorar na frente do seu cliente.
— Não brinca comigo, Jimin.
— É só não me levar junto, é tão simples.
— Dessa vez, é você quem vai fazer a venda, então quero que use esse seu rosto simpático e convincente, e faça o velho comprar sem pechinchar meu preço. Aproveite que já está estudando, e estude as informações que vou te enviar por e-mail.
— Só pode ser brincadeira... eu não quero estudar nem as coisas da faculdade, quem dirá isso.
— Você consegue. Vou te deixar sozinho para fazer isso, e não quero ouvir reclamações.
Ele deu um sorriso maligno de canto, e saiu.
Senti meu celular vibrar uns minutos depois, e era um e-mail com um maldito PDF anexado de 8 páginas sobre esmeraldas. Havia informações sobre tudo, extração, composição química, formação da pedra, peso, tamanhos, e mais outras diversos detalhes.
Eu não dava conta nem dos meus estudos da faculdade, e tinha que memorizar tudo isso em o que? 4 horas?
— Mafioso filho da puta! — sussurrei irritado enquanto jogava meus livros na grama.
Abri a merda do PDF e comecei a ler, anotando no caderno da faculdade alguns detalhes que achei que seriam bons citar nessa droga de venda.
E no fim, parecia que eu também tinha me tornado um criminoso.
🫐
Já no quarto, peguei novamente a caixa que ele me deu. Dentro dela, havia um terno, sem gravata, que vesti para o jantar. O tecido era tão macio e confortável que dava a certeza de ser algo caro.
Conferi a marca pela etiqueta e pesquisei na internet. Ao encontrar o terno, vi que era muito mais caro do que imaginei.
— Que isso, nem sabia que uma roupa poderia custar tanta grana...
Coloquei o cabelo ligeiramente para trás, deixando alguns fios soltos. No espelho, eu parecia a miniatura de um empresário... sem ter a conta bancária de um.
Minha cabeça estava confusa com tanta informação sobre esmeraldas, e para evitar desmaiar depois de um dia como esse, tomei dois remédios, levando mais alguns comigo.
Desci até a sala de estar e fiquei sentado, esperando por ele. A câmera do meu celular novo era incrível, e eu estava me sentindo bem, então fiquei tirando algumas selfies.
— Todas ficaram boas — ele falou.
Olhei assustado e vi que ele já estava parado na porta, me vendo tirar as fotos.
— Não acho que são todas, mas valeu.
Ele se aproximou de mim, parecendo ter reconhecido a roupa.
— Ficou perfeito em você.
Esse olhar... eu conheço esse olhar dele, e isso não era nada bom.
— Obrigado...
Mesmo elogiando a roupa, ele ficou me olhando nos olhos, e fazia isso porque sabia que me atingia.
Era uma droga admitir, mas ele também estava bonito. Usava uma camisa social preta, com as mangas um pouco suspensas nos braços, e um colete por cima da camisa, preto também.
Suas tatuagens no braço e mão também estavam à mostra, e até isso combinava com ele e ficava bonito...
Quem eu queria enganar? Bonito era pouco, ele estava lindo, e eu me sentia muito estranho por achar isso dele.
Meu estômago borbulhava enquanto reparava cada detalhe do seu rosto, notando até uma pequena cicatriz na sua bochecha.
Pela sua expressão, ele também estava reparando no meu rosto, e chegava cada vez mais perto.
A lembrança que sentimos um ao outro excitados invadiu minha mente nesse momento, e foi aí que desviei o olhar dele, tentando disfarçar a vergonha que fiquei com essa merda de pensamento traiçoeiro.
— Vamos... — falei enquanto saía apressado na frente.
Entramos no carro e fomos para a casa daquele mesmo empresário. No caminho, abri a janela pra tentar não sentir o perfume dele... Eu gostava de sentir, e o problema era exatamente esse.
Eu não deveria gostar de nada dele.
Para minha sorte, ele ficou tão ocupado falando no celular enquanto dirigia que não falou comigo.
Assim que chegamos na casa do comprador, vi que também era uma mansão. O homem veio nos receber na porta de forma simpática.
— Jeon, boa noite! Parece que vamos fechar mais um negócio.
— Boa noite, Jihoon. É o que pretendo.
Ele me cumprimentou também e nós entramos.
A casa era linda, com decorações modernas, quase futuristas. Eu só conseguia pensar o quanto eu era completamente deslocado desse tipo de vida.
Nem casa eu tinha.
Sentamos primeiro na sala de estar, onde os dois ficaram conversando sobre as pedras que ele comprou da última vez.
O velho acendeu a droga de um charuto fedido que se espalhou por toda a sala, e eu tentava fingir normalidade, mesmo com ânsia daquele cheiro.
Com um copo de bebida na mão, a mesma que segurava o charuto, o velho apontou para mim.
— Jovem, minha filha estará presente, então espero que virem amigos.
— Ahh sim, c-claro...
Dei uma risada sem graça, e a cara do Jungkook para mim já dizia por ele.
Em um momento da conversa deles, a esposa dele apareceu, com uma bolsa na mão e bem vestida. Ela nos cumprimentou e disse que estava de saída.
— A Min vai junto? — ele perguntou para a esposa.
— Não, ela jantara com vocês.
Ela se despediu de todos e saiu.
— Bom rapazes, parece que será apenas nós e minha filha... Ah, olha minha princesa aí.
E então, tudo virou uma grande confusão na minha cabeça. Quem entrou na sala de estar foi a Minjeong... Não era loucura, nem alucinação, realmente era ela, em pessoa.
Ela congelou, assustada quando me viu, e eu também reagi assim.
— Jimin? — Ela perguntou sem graça, e então, um silêncio ensurdecedor pairou sobre a sala de estar.
— Vocês se conhecem? — O homem perguntou, e eu mal consegui responder.
— Somos da mesma turma na faculdade. — Minjeong respondeu.
Ele me olhou surpreso.
— Você cursa atuação?
— Eu? Ahh... s-sim.
Ele estranhou, é óbvio. Por que uma pessoa que estuda atuação estaria em uma empresa de mineração, e ainda, prestes a vender esmeraldas para ele?
— Que coincidência, esse mundo é realmente bem pequeno... Bem, vamos nos sentar à mesa, o jantar será servido.
Ele e a filha foram andando na frente. Olhei sem graça para o Jungkook, e vi que o olhar dele para ela era o pior do mundo. Ele até tentava disfarçar, mas eu sentia a sua raiva no ar.
Isso era péssimo, e tudo que eu queria era sair correndo.
Na mesa, me sentei do lado do Jeon, e ela, de frente para mim.
A Minjeong sempre me falou que o pai era arquiteto, e agora, eu sabia que ele estava envolvido nas coisas que o Jungkook fazia. Por que um arquiteto compraria um carregamento de pedras preciosas? Era claro que ele estava envolvido com a máfia.
O velhote começou a puxar assunto com o Jeon enquanto comemos, e a Minjeong não parava de me olhar. Eu evitava retribuir à todo custo, grudando meus olhos no prato, mas em todas as vezes em que eu olhava na direção dele, ele estava falando e me vigiando.
Eu mal conseguia tocar na comida.
Ao fim do jantar, o velhote levantou arrumando o terno e falou.
— Jeon, me acompanhe, vou te mostrar alguns documentos no meu escritório.
— Ok, vamos Jimin. — Ele levantou.
— Deixe ele aí, nós já voltaremos, venha. — O velho falou e saiu andando.
Ele praticamente me ameaçou com um único olhar, e controlando a raiva, saiu da mesa e foi até o escritório.
Assim que saíram, ela se inclinou na mesa.
— Como você conhece meu pai?
— Eu... hmm, eu trabalho em uma empresa que ele fez negócios. Não sabia que ele era seu pai.
Ela fez uma expressão de desespero, tentando disfarçar isso, ou seja, sabia que o pai também cometia crimes, e agora, sabe que eu sei.
— Poderia não contar para ninguém sobre isso? Não quero que saibam dessas coisas.
— Tudo bem.
Ela se apoiou no encosto da cadeira e olhou para baixo, mexendo as mãos, impaciente.
— Você foi ótima na peça. Me desculpe por estragar tudo...
— Você não teve culpa, isso poderia ter acontecido com qualquer um, até comigo.
Ficamos uns segundos em silêncio, e ela voltou a falar.
— Esse homem... é o mesmo que te socorreu no palco, e também o que te buscou no café. Ele é seu amigo?
Merda...
— Sim, um amigo do trabalho.
— Ele tem cara de mal humorado, mas parecia preocupado quando você desmaiou. Me abaixei pra tentar te ajudar, mas ele não deixou eu chegar perto de você, então me desculpe se ficou parecendo que eu não queria ajudar, ou algo do tipo.
— Ele fez isso?
— Sim, mas não conte à ele, por favor, não quero problemas.
— Tudo bem, não vou contar.
Ela sorriu sem jeito.
— Então, no fim, era você o cara que meu pai queria me apresentar — ela riu.
Ela sorriu sem jeito, e até tímida ela conseguia ser bonita. Mesmo com todas as suas qualidades, eu nem conseguia ver ela romanticamente.
Tudo culpa desse mafioso egocêntrico e surtado.
— Quer almoçar comigo amanhã? Você está remarcando comigo há tanto tempo que não aceito um não como resposta.
Eu cogitei falar não...
— Vamos, claro.
Ela sorriu novamente, e nesse momento, o Jungkook e o pai dela voltaram para a mesa.
Eu faria a negociação das esmeraldas após o jantar, mas o Jungkook se aproximou da mesa e falou, sem ao menos sentar.
— Jihoon, sinto muito, mas precisamos ir embora.
— Aconteceu alguma coisa? — O velho perguntou, preocupado.
— Não, apenas um pequeno contratempo. Minha secretária vai entrar em contato para reagendar outro jantar. Vamos, Park.
Esse "vamos" soou no pior timbre de voz possível. Ele saiu sem mais nem menos, e eu, sem jeito, levantei também. Me despedi deles e saí.
Ele já estava dentro do carro, e quando entrei, pude ouvir sua respiração pesada. Ele ficou em silêncio, e só voltou a falar quando passamos pelo portão da casa deles.
— Você sabia dessa porra? Que essa garota era a tal filha?
— É óbvio que não! E eu só vim nesse jantar porque você me obrigou, então isso é culpa sua.
Ele respirou fundo e apoiou o braço na porta, mexendo no piercing impaciente enquanto dirigia.
— O que ela te falou que estava sorrindo pra você?
— Não disse nada.
— Acho melhor você falar...
— Isso não importa. Como você é insuportável!
— Sim, eu sou, agora fala logo!
Suspirei fundo, e mesmo sem vontade, falei.
— Ela me chamou para almoçar amanhã.
Ele começou a rir, exalando ironia.
— Você não vai.
— Se eu quiser, eu vou.
Assim que respondi, ele freiou o carro com tudo, no meio da avenida.
— O que você tá fazendo, seu louco?
— Se você for, eu vou junto.
Eu comecei a rir, incrédulo.
— Você nem disfarçava a cara péssima que ficou para a garota o jantar todo, isso com o pai dela na nossa frente, fora que terminou o jantar sem mais nem menos. O que foi isso? Crise de ciúmes?
— Sim.
Eu achei que ele falaria que não, e já estava pronto pra rebater, mas ouvir esse "sim" me deixou sem jeito.
— Liga a droga desse carro e vamos embora logo! — Virei o rosto para a janela, com os braços cruzados.
— Você é meu, Jimin.
Comecei a rir com a maior loucura que poderia sair dessa boca desse cara.
— Eu não sou um objeto pra ter um dono. Você é realmente louco, e deveria estar em um hospício.
Ele deu aquele sorriso filho da puta dele e voltou a dirigir, em silêncio.
Assim que chegou na casa dele e parou na entrada, abri a porta pra sair do carro, mas ele segurou meu braço e me puxou de volta.
— Me solt...
Ele começou a me beijar. Tentei fugir e dei alguns tapas fortes no seu peito, mas ele segurou minha mão, tendo força suficiente pra me segurar quase imóvel.
Eu era tão louco quanto ele, afinal, bastou me segurar mais um pouco pra eu continuar beijando ele, gostando da droga do beijo. Sua boca parecia ter algo viciante, algo que me prendia cada vez mais.
Nunca mais fui normal depois que conheci esse cara.
Eu não conseguia entender qual era esse poder que ele tinha sobre mim, mas era nítido que isso estava aumentando cada vez mais.
Em um único movimento repleto de força, ele me puxou para cima do colo dele.
— Ei, esper...
Eu nem consegui completar a frase e ele voltou a me beijar, com as mãos no meu cabelo. Merda, como isso era bom!
Sem eu esperar, ele segurou minha bunda e começou a me apertar contra ele, e eu sentia com clareza o quanto ele estava excitado, e pra minha infelicidade, eu também estava.
Sua respiração soava ofegante, e parecia que queria me devorar ali, e eu, queria ser devorado.
Tudo estava tão gostoso que eu precisava colocar um fim nisso o mais rápido possível. O carro estava parado literalmente na entrada da casa, onde qualquer funcionário poderia nos ver.
— Para com isso, agora!
Empurrei ele para trás, com minhas costas apoiando no volante.
— Você é tão gostoso, porra...
— Olha o que a gente tá fazendo!
— E qual o problema?
Eu abri a porta dele e pulei para fora.
— Eu vou para o quarto, não me siga! — Falei firme e saí andando em passos apressados.
Ele continuou no carro, e eu nem arrisquei olhar para trás.
Após a entrada da casa, vi a Sra. Lee passando próximo a escada, mas continuei correndo.
— Menino Park, está tudo b...?
Eu me sentia tão tenso que apenas ignorei ela e subi para o quarto. Tranquei a porta, e olhei para baixo, onde eu estava muito excitado. Até a calça do terno estava repuxando com o volume.
Corri desesperado para o banheiro e tomei um banho gelado. Ainda no box, abaixei no chão, sentindo a água fria cair nas minhas costas e congelar meu sangue.
Eu queria que, ao invés do meu sangue, a água me congelasse por completo. Morrer me pouparia de passar por tanta merda na vida.
Voltei para o quarto e deitei na cama. Eu não estava com sono, e minha mente funcionava freneticamente, como uma sociedade gritando dentro dela a todo momento. A cada 10 pensamentos, 10 eram sobre o Jungkook, e eu estava enlouquecendo.
— Para com isso! — eu apertava meus olhos, agoniado, como se fosse fazer esses sentimentos pararem.
Eu poderia muito bem me sentir assim com a Minjeong, que é linda, mas meu cérebro só queria ele. O pior é que, não era só meu cérebro, meu corpo também queria ele.
Queria e implorava por ele.
🫐
Fiquei horas assim, nesse loop infinito, tentando desligar meu cérebro. Eu faria tudo pra ter um calmante bem forte nesse momento.
Eram 03h da manhã, e eu mal consegui fechar os olhos.
Minha boca estava seca. Eu estava morrendo de sede, mas estava com medo de abrir a porta e encontrar ele parado na frente do quarto, pronto pra me agarrar de novo.
E quando mais ele fizer isso comigo, mas eu vou ceder.
Vou ceder porque tô louco por ele.
Até tentei ignorar essa sede, mas ficou em um nível insuportável. Com cuidado, abri a porta, e fiquei aliviado por não ter ninguém ali.
Os únicos barulhos presentes eram dos eletrodomésticos. Abri a geladeira e enchi meu copo. Mesmo com o frio, que chegava aos poucos em Seoul, a água parecia refrescante, então outro copo logo se foi.
Fechei a porta da geladeira e dei um grito com o susto que tomei, com o Jeon parado atrás da porta feito um serial killer.
— Merda, que susto!
— Shhh, não grita.
— Como soube que eu estava aqui?
Ele apontou para uma das câmeras. Isso era tão óbvio que eu simplesmente esqueci desse detalhe.
Ele colocou a mão na minha cintura e me prendeu na bancada, com o corpo colado no meu.
— Por que você fica fugindo?
— Porque não quero nada com você.
— Não?
Ele chegou perto da minha boca, e inconscientemente, fechei os olhos para beijar ele, mas ele não beijou, e eu fiquei vermelho de vergonha.
Por que eu fiz isso?
— Sim, você quer, Park... — ele posicionou a mão no meu pescoço, subindo de novo para o meu cabelo.
— Por favor, já te falei pra não tornar as coisas difíceis, mas você não colabora.
— Não colaboro porque quero você, ainda não entendeu isso?
— Você não me quer, só está confuso, assim como eu também estou.
Ele mordia os lábios, e me olhava com uma expressão tão canalha que, de novo, eu fiquei excitado. Era minha hora de voltar para o quarto, antes que isso acabasse muito mal.
Tentei me afastar, mas ele olhou diretamente no shorts de dormir que eu usava. E a droga do shorts estava praticamente erguido. Assim que viu, voltou a mexer no piercing com a língua, e em um movimento rápido, pressionou seu quadril contra o meu.
— Excitado assim? Quem você quer enganar, Jimin?
Foi aí que eu surtei de vergonha. Empurrei ele para trás e voltei correndo para o meu quarto.
— Eu não acredito nisso...
Eu andava de um lado para outro no quarto, completamente desorientado. Era óbvio que ele já tinha notado essas minhas ereções, mas eu não esperava de forma alguma que ele falasse exatamente sobre isso, na minha cara.
Deitei na cama de barriga para baixo e afundei meu rosto no travesseiro, torcendo para dormir e nunca mais acordar desse pesadelo que se tornou minha vida.
Tudo por causa da maldita da Sohee.
Depois de mais uma hora, meu corpo foi aceitando e acabei dormindo.
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Como diria Taehyung, que hétero suspeito...
KKKKKKKKJKJ
O próximo capítulo promete.
Não esqueçam de votar e comentar para incentivar essa aspirante a autora, fico cheia de criatividade quando vejo os comentários de vocês.
Te vejo no próximo capítulo,
Até lá! 💙
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