Capítulo 5

~Victoria~

Já estava anoitecendo e estava arrumando minhas coisas pra noite das meninas. Sempre que nos encontrávamos fora da escola, fazíamos loucuras. Menos Cat. Ela era toda certinha. Coloquei um short jeans preto e uma camiseta do Stitch. Só para você ver a infantilidade da pessoa, peguei minha pantufa do Sullivan de Monstros S.A e fui em direção ao corredor para descer as escadas. Mas quando passei pelo quarto de Josh, ouvi alguém chorando. Caminhei até lá e abri a porta. Josh estava em sua cama, deitado de lado e chorando. Ele soluçava contra seu travesseiro. A preocupação subiu até a cabeça, mas achei melhor não falar nada, pois conhecendo ele, iria ficar bravo e me expulsar de seu quarto com chutes, travesseiros e socos.

Cheguei na cozinha e minha mãe estava toda agitada e animada no fogão. Cantava alguma música antiga de sua juventude, que eu não ousaria perguntar qual era. Era horrível.

-Ah, olá meu bem! Onde está indo? -perguntou curiosa, franzindo o cenho.

-Na casa da Anna. Vai ser a noite das garotas. -falei esperando uma resposta afirmativa aprovando minha ida.

-Tudo bem. -disse sorrindo. Por isso que eu amo minha mãe. -Mas não faça besteira igual aquela vez que você se embebedou de vodka por causa do Matt ter terminado com você. -completou desmanchando minha felicidade. Tinha de ter falado desse imbecil? Tinha. Peguei as chaves do carro de minha mãe e dei-lhe um beijo estralado na bochecha.

-Tchauzinho, te vejo amanhã.

-Vai dormir na casa dela e amanhã vão juntas para o colégio?

-Sim, mãe. Não precisa se preocupar. Fui! -exclamei e saí de casa, indo em direção ao carro. Entrei no mesmo, dei partida e comecei a dar ré para sair. Mas um barulho de pancada me fez parar imediatamente. Saí rapidamente do carro e fui correndo na parte de trás dele. Liam estava sentado no chão olhando pra mim.

-AI MEU DEUS? LIAM VOCÊ TÁ BEM? -gritei preocupada igual uma louca. E olha que eu parecia doida mesmo, ainda mais com pantufas, uma blusa do Stitch e cabelo bagunçado.

-Tô ué. Por que a pergunta? -interrogou me fazendo arquear as sombrancelhas.

-Ainda pergunta por quê? Eu acabei de te atropelar com um carro!

-Ah é verdade... -resmungou para si mesmo. -AI! QUE DOR! NOSSA! MINHAS PERNAS! -gritou com exagero, arrancando-me um sorriso.

-Isso foi muito ruim. Da próxima vez tente ser menos exagerado. -falei rindo.

-Nossa! Estou bem melhor, obrigado! -resmungou bravo. Ajudei ele a levantar. Quando ficou de pé, me olhou de cima a baixo,  demonstrando uma careta.

-Ah, por favor! Ignore minha roupa horrorosa.

-Como ignorar? -disse sorrindo. -Mas eu gostei...

-Você gostou?

-Claro! Como não admirar uma garota toda descabelada, de pantufas e blusa de bichinho? -declarou gargalhando.

-Seu idiota! -resmunguei e o empurrei com força. Mas nem saiu do lugar.

-Bem, tenho que ir agora. -disse ficando sério e saiu andando apressado para sua casa. Às vezes eu não entendo esse garoto. Isso me dá nos nervos. Ele está legal, e do nada fala que tem que ir ou arruma uma desculpa pra sair correndo. Tenho alguma coisa de errado? Por que ele sempre arruma uma maneira de fugir quando vem falar comigo? Falei alguma bobeira? Ele é tão bipolar quanto eu, do nada fica sério e me deixa falando sozinha. Quer saber? Esquece. Não posso fazer nada quanto à isso. Entrei no carro rapidamente e dei partida. Saí com o carro em direção à casa de Anna.

Estacionei o carro em frente sua casa e fui apertar a companhia. Ela abriu a porta e me abraçou.

-Achei que nem ía vir! Demorou bastante! -exclamou ela me puxando para dentro. A sala estava repleta de almofadas e cobertores. Do lado, no raque, havia uma pilha enorme de DVD's. A mesa da sala de jantar estava exposta de doces, salgadinhos e bebidas. Adoro!

-Uau! Essa vai ser a melhor noite das meninas! -falei animada me jogando no sofá. -Vamos começar?
...
Depois de um tempo, estávamos energéticas e doidas, de tanto doce ingerido. Já dançamos e cantamos igual retardadas e, assistimos alguns episódios de Scream, pois havíamos combinado de começar a ver essa série juntas. Eu amei!

Pegamos alguns refrigerantes e sentamos em roda no chão.

-Que tal conversa sobre garotos? Uma noite de meninas não é nada sem isso! -indagou Cat. Olha, que atrevida. Isso é ser atrevida na linguagem de Cat.

-Topamos! -eu e Anna dissemos juntas.

-Eu começo! -falou Cat. -Bem, você já devem saber que...

-Você tem uma paixão ultra mega elevada pelo Caleb. -falei interrompendo ela. Anna gargalhou.

-Ei, não estraga Vic! Mas é isso que eu ía falar... Queria que vocês me ajudassem a falar pra ele. Penso o tempo todo em me declarar, mas não tenho coragem. Isso me parece um monstro de sete cabeças. -falou e se jogou no chão, fingindo estar morrendo.

-Ai, não exagera Cat! É só você chegar nele e falar que gosta dele ué. É tão simples! -proferiu Anna.

-Ah, mas é claro! É muito fácil você chegar no garoto que você é apaixonada a quase dois anos e dizer que está perdidamente louca por ele! -disse sarcástica e bebeu um gole de seu refrigerante.

-Deixa de ser dramática Cat! Você é super bonita e legal, certeza que ele vai adorar saber disso e te dar uns beijos! -declarei tentando disfarçar o fato de que talvez, com o mínimo de chances, Caleb era totalmente apaixonado por mim. Tomara que isso seja só coisa da minha cabeça, pois seria horrível Cat falar com Caleb e ele dizer que gosta de mim.

-Bem... Minha vez agora... -disse Anna com um pouco de receio, segurando as pernas e se balançando para frente e para trás. Bufou. -Tudo bem... Isso já faz um tempo, mas...

-Desembucha  garota! -exclamei ansiosa.

-Eu gostava muito de um garoto aqui da escola chamado Ryan. Ele não era muito conhecido, pois se escondia atrás de seu capuz preto e sempre ficava sozinho, lendo livros ou jogando videogame embaixo de uma árvore. Ele era perfeito. Tinhas olhos pretos igual jabuticaba e pintinhas charmosas. -engoliu um seco e soltou um riso profundo, mas que demonstrava saudade. -Eu confesso que era apaixonada por ele, mas aconteceu uma coisa horrível...

-O que aconteceu? -Cat e eu interrogamos morrendo de ansiedade a tal história. Percebi que uma lágrima escorregava do canto do olho de Anna.

-Eu havia falado uma vez com ele. A última vez que falei com ele, consegui me declarar. Falei que gostava dele e que queria sair qualquer dia. Mas no outro dia... -começou a chorar em meio aos soluços. -Seu corpo foi encontrado morto no meio da floresta de GreenGold aqui perto. Um cadáver. Até hoje ninguém sabe o que aconteceu com ele, as pessoas dizem que um animal o atacou e ele perdeu muito sangue, não resistiu. -deitou em nosso colo e começou a chorar desesperadamente. -Eu nunca contei isso pra ninguém, mas tem hora que bate uma saudade e eu não consigo me conter. Aquele sorriso. Ele era tão engraçado, me fazia rir igual uma maluca. Meu Deus, o que ele fez para merecer aquilo?

-Nossa Anna, eu não fazia ideia! Por que nunca  contou nada pra gente? Poderíamos ter te ajudado e te apoiado! -anunciei preocupada com o bem estar de Anna. Como será que ela deve ter ficado quando ele morreu?

-Eu sei... Eu sei. Só estava confusa e tentando esquecer ele. Mas é muito impossível. Já se passou um mês e nada. Ele fica na minha cabeça... Todas as noites eu lembro dele e começo a chorar em meu travesseiro. -desabafou e começou a chorar novamente, soluçando e soluçando.

-Calma Anna, não vai adiantar você ficar chorando assim. Que tal um pouco de vodka? -perguntei esperando que com isso talvez ela ficasse um pouco melhor ou esquecesse um pouco do Ryan.

-Nossa, Vic! Que amiga você é, incentivando ela a se embebedar por amor? -pestanejou Cat revirando os olhos.

-Cala a boca Cat! Eu aceito uma garrafa inteira de bebida! -disse Anna se levantando indo em direção à mesa. Abriu uma garrafa de vodka e começou a virar guela abaixo. Fez uma careta e sentou-se novamente na roda, com a garrafa em mãos.

-Sua vez Vic! Duvido que não tenha uma ótima história para nos contar. Nós sabemos das suas trocas de olhares com o novato loiro de olhos verdes. Também vimos quando foi falar com ele hoje no refeitório. -decretou Anna me fazendo ficar vermelha. É... Me parece que ela está bem melhor.

-Não tenho nada a dizer sobre ele... -falei pegando uma almofada e colocando na cara.

-Há, eu duvido! -indagou Cat. -Conta logo menina!

-Só conto se você beber. -peguei a garrafa da mão de Anna e lhe ofereci com um sorriso malicioso.

-Ah não gente! Vocês sabem que eu não bebo de maneira alguma! -reclamou fazendo sinal negativo com a cabeça.

-Vai logo Cat! Deixa de ser tão careta! Precisa se arriscar às vezes. -encorajou Anna.

-Promete que vai contar, Vic?

-Prometo, Cat. -reforcei lhe entregando a garrafa. Ela apanhou de minha mão e virou a garrafa na boca. Deu umas três goladas e devolveu a garrafa rapidamente.

-Argh! Que troço ruim! Como vocês bebem isso? -interrogou com a careta mais engraçada que você poderia ver. Eu e Anna gargalhamos . 

-Certo! Agora conte Victoria Colleman! -ordenou Anna se inclinando para ouvir.

-Tudo bem, mas vocês tem que prometer que não irão ficar me empurrando e nem fazendo gracinhas. A coisa é séria!

-Prometemos! -falaram juntas.

-Então... No primeiro dia de aula ele veio até minha casa falar comigo. Mas foi muito estranho, porque... Ele mal conversou comigo e já disse algo como desculpa para ir embora, que não me lembro, e me deixando falar sozinha. Depois, no segundo dia, naquele dia em que o Matt fez aquilo e eu saí correndo, Liam apareceu do nada e falou comigo. Eu quase o abracei, mas ele se afastou e disse que precisava ir embora. Mais uma vez me deixou falando sozinha. E isso foi mais um motivo para que eu chorasse naquele dia. Acho que foi no mesmo dia, de madrugada. Eu estava sem sono e fui na minha sacada ler um livro. Aí ele estava me observando da sacada dele. Falei com ele, mas novamente foi seco e me abandonou sozinha. Foi aí que eu decidi tratar ele mal também, mas não adiantou muito. Estava soando mais como um joguinho entre a gente. Hoje quando estava saindo de carro para vir pra cá, eu atropelei ele com a traseira do carro. Então começamos a conversar e foi super agradável. Até ele sair correndo de novo. Estou irritada, confusa, apaixonada, confusa, louca e confusa. Preciso de bebida. Estou irritada principalmente porque preciso fazer um trabalho com ele. -finalizei com um suspiro e Anna e Cat só conseguiam me olhar admiradas.

-Nossa... Eu não sei o que dizer... Vic apaixonada? Nossa. -por fim disse Anna, fazendo-me bufar .

-Ah qual é? Vocês só escutaram a palavra apaixonada? -bufei novamente e tomei a garrafa da mão de Anna, tomando todo o resto que havia ali de uma vez.

-Opa! Vai com calma Vic. Não queremos ver você igual aquela vez. -falou Cat tomando a garrafa de minha mão e jogando do outro lado da sala.

-É eu sei! Igual aquela vez que fiquei chorando igual uma criança porque Matt havia terminado comigo! -esbravejei e saí andando para a cozinha.

-Não queria tocar nesse assunto, Vic. Me desculpe! -implorou Cat arrependida, indo atrás de mim. Logo veio Anna.

-Só te desculpo se... -comecei.

-Não!!! Nem vem que não tem! -recusou ela rapidamente e começamos a rir.

-Então Vic... Sobre o Liam, acho que devia continuar insistindo. Ele deve ser tímido ou deve ter algum problema ou transtorno mental. Mas tenho certeza que a culpa não é sua, aliás, você é linda, maravilhosa e maradivosa. Ele não recusaria uma garota como você sem ter um motivo sério por trás disso. Relaxa amiga! -falou Anna abraçando a amiga. -Que tal um filme de terror?

-Parece que já está melhor Anna! Que bom! -exclamei e fomos para a sala ver Invocação do Mal.

                              ~Liam~

Cheguei do colégio e Mia já estava jogada no sofá vendo TV. Joguei a mochila no canto da sala e fui beber uma bolsa de sangue que estava na geladeira. Nosso irmão mais velho,  Aaron, é estagiário de um banco de sangue e sempre envia bolsas de sangue para nos alimentarmos. Quando não, vamos à floresta caçar esquilos ou alguns animais não muito grandes. Meu irmão mais velho tem alguns empregos para manter essa nossa casa e também a que ele mora, mas nunca tem tempo para nos visitar.

-O que está vendo? -perguntei à Mia me sentando ao seu lado.

-Nada de mais. Não tem nada que preste aqui. -resmungou desligando a TV e jogando o controle no sofá. -O que foi? - perguntou ela percebendo meu desânimo.

-Eu só... Estou confuso. Posso desabafar?

-Pode, maninho. Sei que sou super ultra mega hiper irritante e chata com você mas eu te amo. Vamos dizer que é minha maneira de demonstrar amor. Pode se abrir comigo, está bem? -anunciou ela parecendo ser uma psicóloga. Sorri de lado e concordei com a cabeça.

-Bem... Começando. Eu estou perdidamente apaixonado por Victoria Colleman. -olhei para o rosto de Mia, mas não demonstrava surpresa ou reação alguma.

-Continue. -indagou. -Qual é Liam? Eu já sabia disso faz tempo, não é uma surpresa. -falou fazendo-me revirar os olhos.

-O problema é que eu tento me aproximar dela, mas não consigo. Quando vou falar com ela, é a melhor coisa do mundo. Mas logo não consigo mais segurar a respiração e seu cheiro invade meu nariz. Não vou mais conseguir me controlar. -desabafei preocupado me jogando no sofá com raiva.

-Olha... Isso é estranho, porque até eu já me acostumei com o cheiro dela. Mas isso vai passar, deve ser só fogo. Só acho que você devia arriscar mais e se aproximar dela se a ama. Se não se controlar, não tem problema. Ela daria uma excelente vampira.

-Mia! Você não está ajudando nem um pouco. Tenho medo de me descontrolar e morder ela. Isso teria como consequência várias coisas. Ela ficaria com receio ou raiva de mim. A vida dela se transformaria numa desgraça total. Ela não ía aceitar. Poderia se transformar em um monstro sanguinário. Ela poder...

-Está bem Liam! Deixa de ser dramático, até parece que é tão medroso assim! Tentei ajudar, mas você coloca um monte de obstáculo no caminho. Agora se vira! -esbravejou e foi para seu quarto. Essa sim é a Miam. Bufei e liguei a TV. Não vou me aproximar de Vic, preciso superar isso. Eu levaria a vida dela para o inferno se me aproximasse. Melhor deixar tudo isso de lado.

O dia passou rápido, e logo o Sol já havia ido embora. Mia estava trancada no quarto o dia todo. Como ela conseguia ficar o tempo todo lá? Eu quase morro de tédio se não saio de casa. Estava concentrado, lendo um livro de Shakespeare pela milésima vez, quando a campainha toca e a porta é esmurrada com força. Vou rapidamente até ela e abro, dando de cara com o vampiro novato que escapou à um tempinho atrás. Ele estava todo sujo e com ansiedade no olhar. Coitado.

-Por favor, me ajude! Eu não sei nada sobre essa nova vida e tô morrendo lá fora. Caramba! Eu nunca odiei tanto o Sol! -implorou entrando na minha casa. Invadindo na verdade.

-Eu deixei você entrar? -falei arqueando as sombrancelhas.

-Não, mas tenho certeza que não me deixaria para morrer.

-É, tem razão. Mas me diga... Como se transformou nisso?

-Eu não sei direito. Eu lembro que estava voltando da escola e um homem pálido e magro começou a me perseguir. Eu fui para a floresta GreenGold, mas acho que ele me pegou e me mordeu. Só acho. -resmungou sarcástico.

-Mas onde você estava quando acordou?

-Eu estava num caixão. -respondeu sem se importar muito.

-Num caixão? O vampiro te deixou lá apodrecendo? -interroguei surpreso. -Normalmente​ um vampiro, quando se alimenta de um humano, deve esconder o corpo para as autoridades não encontrarem e não desconfiarem.

-É, acho que sim. Mas esse vampiro não era muito inteligente, porque eu acho que as autoridades me encontraram, me deram como morto e me enterraram num caixão. Aí eu saí das covas, ressurgindo dos mortos... Na minha cabeça não era pra sair tão melancólico e dramático assim... Mas continuando, eu estava morrendo de fome e quase devorei aquela garota que estava ali naquela noite. Então você apareceu, me impediu e salvou ela. Aí eu apaguei. No outro dia eu acordei todo desengonçado num armário apertado e fugi. Foi aí que eu fui pra floresta de novo e comi quase a fauna inteira dela. Então eu quase fui fritado pelo Sol e estou aqui novamente porque preciso aprender como sobreviver nessa vida horrorosa. -disse seguidamente me fazendo boiar um pouco.

-Primeiro... Você deve ter um anel como este para sair no Sol. -falei mostrando meu anel pra ele. -Você consegue um desses indo atrás de uma bruxa ou feiticeira, mas meu irmão mais velho descola um pra você. Segundo, você precisa aprender a controlar sua sede de humanos, principalmente quando se trata da minha vizinha Victoria. O cheiro dela é incrivelmente maravilhoso. Até eu estou tendo dificuldade para ficar perto dela...

-Nossa, ela é uma gata ein? -disse e meu sangue... Não, pera. Eu não tenho sangue... Minha raiva subiu à cabeça. Uma pontada de ciúmes.

-Nem pense nisso! -falei imediatamente, assustando o garoto.

-Ui, parece que ela já tem dono.

-Ela tem, só não sabe disso.

-Que romântico! -exclamou casoando de mim. -Eu entendi tudo, e também sei que devo aprender a controlar aquele negócio de velocidade, audição, olfato, essas paradas aí. Afinal, sou Ryan Cansey. E você? -apresentou-se estendendo a mão.

-Sou Liam Blake, prazer. E seja bem vindo à sua nova vida! -falei apertando sua mão.

Alguns minutos haviam se passado, e eu fui até o lado de fora da casa ver se encontrava o anel de Mia. Ela disse que havia deixado cair pela janela. Que ótimo! Ryan estava vendo TV, e foi muito difícil Mia aceitar o fato de que ele é confiável e é só mais um inocente precisando de ajuda.

Estava agachado atrás de um carro que estava estacionado entre a casa de Vic e a minha. Devia ser o carro dela ou da mãe. Estava concentrado procurando a merda do anel, quando sinto uma leve pancada, fazendo-me desequilibrar e cair de bunda no chão.

-AI MEU DEUS! LIAM, VOCÊ TÁ BEM? -gritou Victoria aparecendo ali do nada. Deu pra ver que ela era uma ótima motorista.

-Tô ué. Por que a pergunta? -interroguei, esquecendo que acabei de levar uma "grande" pancada com a traseira de um carro.

-Ainda pergunta por quê? Eu acabei de te atropelar com um carro!

-Ah é verdade... -resmunguei baixo.  -AI! QUE DOR! NOSSA! MINHAS PERNAS! -gritei com exagero, arrancando um sorriso de Vic. Ah, que sorriso perfeito!

-Isso foi muito ruim. Da próxima vez tente ser menos exagerado. -falou rindo.

-Nossa! Estou bem melhor, obrigado! -resmunguei bravo. Ela ajudou-me a levantar. Quando fiquei de pé, percebi que Vic se vestia como uma verdadeira criancinha. Olhei ela de cima a baixo e fiz uma careta. Ela olhou assustada, pois viu que eu havia percebido sua maravilhosa vestimenta.

-Ah, por favor! Ignore minha roupa horrorosa.

-Como ignorar? -disse sorrindo. -Mas eu gostei...

-Você gostou?

-Claro! Como não admirar uma garota toda descabelada, de pantufas e blusa de um bichinho? -declarei gargalhando.

-Seu idiota! -resmungou e me empurrou com força. Mas nem saí do lugar.

-Bem, tenho que ir agora. -falei ficando sério e saí andando apressado para minha casa. Longe. Longe. Longe. Muito longe. Não posso me deixar levar por ela.

Adentrei a casa e Mia corria atrás de Ryan com uma frigideira. Às vezes nem parece que somos vampiros.

-Será que não posso descuidar de você um minuto e já está criando confusão, Mia?! -gritei fazendo-os parar de correr.

-Ele que começou. -resmungou ela.

-Não tenho culpa se você é uma nervosinha descontrolada. -retrucou Ryan gargalhando.

-O que houve? -perguntei sério.

-Ele começou a falar que eu era gorda porque eu não quis dar meu chocolate pra ele. -disse Mia olhando para Ryan com os olhos cerrados. A alimentação essencial dos vampiros era sangue, mas podíamos comer coisas como doces, salgados e beber bebidas alcoólicas. Mas as bebidas não funcionavam no nosso organismo.

-Mas você é gorda sim, Mia! Não divide comigo também. Brincadeira. Você é magrinha. Linda e maravilhosa. Enfim, eu não achei seu anel, por isso vai ter de ficar sem ir na escola até acharmos. -expliquei indo para meu quarto. Consegui ouvir a celebração de Mia com a notícia.

~Victoria~

Já era meia noite e Anna e Cat já estavam dormindo. Meu sono, como sempre, demorava para aparecer. Estava na cozinha fazendo alguns rabiscos no papel, quando meu celular começa a tocar. Pego e vejo de quem é a ligação. Era da minha mãe. Atendi a ligação imediatamente, pois não era muito comum minha mãe estar acordada essa hora.

-Alô? -perguntei preocupada.

-Filha... -minha mãe começou com uma voz de choro. Meu coração se acelerou na hora.

-Mãe, o que aconteceu?

-O Josh... Ele... O Josh tentou se matar. -quando falou isso, derrubei o celular no chão e saí correndo.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

OIOIOI OOOIII UNICÓRNIOOOOS!!!
O que acharam do capítulo?🌚 Esse efetivamente foi um capítulo de desabafos. Sério. Mimimi daqui e mimimi de lá. Mas acho que valeu à pena. Houve bastante revelações e a maneira como terminei, com a ligação da mãe, novamente, foi uma "luz" ou uma "inspiração" de última hora. Às vezes minha criatividade me surpreende. Bem, espero que tenham gostado do capítulo. Posso dizer que logo, logo vai ter festinha. Yaaay, adoron🌚
Beijos de arco íris🌈❤ Amo voxees... Por isso... COMENTEM, VOTEM E COMENTEM!!!
Bye😊☺
P.s: Nosso querido Ryan(já amo ele) é interpretado pelo nosso maravilhoso Dylan O'brien. Logo eu atualizo o elenco.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top