Capítulo 06 - Ondas lá Jeju.
Tenham uma ótima leitura. 💜
#ConchasRosas
Ilha de Jeju, 2014.
Em algum momento entre o jardim da infância e a faculdade, Momo e Jimin fizeram um curso especializado em "convencer pessoas a qualquer custo". Essa é minha teoria de como ambos, juntos ou não, sempre conseguem o que desejam e de como eles tinham convencido a mim, Sunha e Hoseok que viajar para as ilhas de Jeju seria uma bela ideia para o fim de semana.
E realmente era, até que chegamos a Jeju e Momo perdeu as chaves na areia da praia.
— Ei, por favor. Não é hora de ficarem chateados comigo, isso acontece — ela choraminga, virando a própria bolsa de cabeça para baixo na areia, à procura das benditas chaves.
— Momo, sério. Como alguém perde as chaves? Na praia? Nem era para estarem fora da bolsa — Sunha responde, os óculos de sol brancos dando um tom engraçado à situação.
Todos estávamos ajoelhados na areia da praia, mexendo nas bolsas e mantas para achar o bendito objeto há mais de dez minutos, mas a única coisa que tínhamos conseguido era areia em lugares inapropriados e alguns objetos muitos esquisitos enterrados.
— Você fica quieta, catarrenta. A tarefa de cuidar delas era sua e do Jung — Hirai acusa, apontando o dedo em direção a Hoseok, o qual tinha as mãos enterradas na areia e as pernas cruzadas.
Uma expressão cômica cruza os traços de Hoseok com a acusação.
— Eu? Mas eu tinha ido buscar as bebidas, pode tirar o meu da reta. Taehyung estava aqui o tempo inteiro.
Solto uma lufada de ar, desistindo de procurar naquela parte da areia e sentando por cima das minhas pernas para encarar os três patetas perdedores de chaves.
— Cuidando da bolsa que vocês insistiram em trazer — lembro a eles, mudando de posição para engatinhar até a manta esticada e sentar em cima. As pernas dormentes do tempo gasto parado na mesma posição. — É melhor a gente parar de brigar e tentar refazer os nossos passos — sugiro, como se falasse com uma turma de crianças.
Eles parecem concordar ao se aproximarem e se sentarem um ao lado do outro. Momo ao meu lado na manta, Sunha e Hoseok na outra. Jimin havia ido até o estabelecimento que Momo tinha passado antes de notar a falta das chaves.
— Sim, também acho. — Estende os dedos das mãos, começando a listar os lugares que passamos. — Fomos da pousada até aqui de ônibus, paramos aqui e depois eu fui até o estabelecimento do outro lado da praia, Sunha foi comigo e Hoseok seguiu logo atrás.
— Eu fui pegar as bebidas, já disse. Nem sabia que as chaves estavam com vocês — diz Hoseok, ajeitando o boné branco na cabeça.
— Talvez tenha ficado no balcão do estabelecimento — sugiro novamente e é como se uma lâmpada acendesse na cabeça de Sunha.
— É isso — ela bate na perna de Hoseok, o som é alto e o tapa parece muito dolorido. — Vamos lá, Momo.
Momo levanta, ainda que a contragosto, e segue Sunha para o lado direito da areia, ambas sumindo rapidamente entre os banhistas. Hoseok se move para o meu lado na manta, massageando o local do tapa com uma das mãos.
— Não sei como eles nos convenceram a vir até aqui.
— Foi o papo dos irmãos. — Hoseok dá risada e eu o acompanho.
Depois que Jimin e Momo levaram um pé na bunda dos irmãos bonitinhos da faculdade em uma quinta à noite, eles tinham usado as vinte e quatro horas seguintes para entrar na nossa mente a ponto de concordamos em viajar sem preparação nenhuma no dia seguinte.
Estico meus braços para trás, apoiando as mãos na areia fofa e transferindo meu peso para os braços enquanto viro o rosto em direção ao céu. Mesmo com o início da primavera e seu começo frio, os ventos quentes começaram a atingir as ilhas de Jeju, deixando o passeio realmente agradável — como Jimin usou de argumento em seu discurso de "motivos para viajar para Jeju" há exatas trinta horas atrás.
— Vou atrás deles, estão demorando muito — Hoseok anuncia do meu lado, tirando o boné branco para colocar no meu colo. — Deixando aqui só pra não ter mais alguma coisa perdida na praia
Com isso, dou risada. Hoseok corre para a mesma direção que os outros seguiram, me deixando sozinho como babá das coisas que eles decidiram levar. Não reclamo no fim, mesmo que a areia começasse a incomodar a pele, ainda era melhor do que ir à caçada pelas chaves perdidas.
Coloco o boné na cabeça, a aba para trás, e volto a olhar o mar. Alguém vestindo um wetsuit preto sai da água, a prancha branca sendo carregada na lateral do corpo e o cabelo escuro úmido para trás, mas sou impedido de observar mais da cena quando algo vibra na bolsa ao meu lado.
Estico meus dedos até lá, puxando a bolsa para o colo e resgatando o telefone do meio dos outros objetos. Uma mensagem brilha no ecrã, Jimin tinha achado as chaves. Estou prestes a responder, desbloqueando a tela com rapidez, quando sinto à aproximação de alguém e a ponta de pés pálidos aparecem no meu campo de visão.
— Com licença, acho que esse é o meu boné.
O comentário vem acompanhado de uma sombra alta, as mãos na cintura e a voz rouquinha. Olho pra cima. É a pessoa de wetsuit, parado à minha frente e com uma expressão aborrecida.
— Desculpe? Não, é do meu amigo — nego de maneira firme, as mãos ainda dentro da bolsa.
— Não, olha — ele começa, apontando para onde a prancha está. — Minhas coisas estavam ali, mas a única coisa que falta é o boné.
Direciono meu olhar para o local que ele aponta e realmente há coisas ali. Uma bolsa grande e verde-exército pousada na manta azul, logo ao lado dela, um par de sapatos e o que eu julgo ser um casaco um pouco mais a frente.
— E por acaso você acha que esse é o seu? — Ele confirma com a cabeça. — Mas não é, já disse que é de um amigo. A culpa não é minha se você não cuida bem das suas coisas.
Chateado, não consigo controlar a alfinetada. Ele parece mais aborrecido agora, os lábios pressionados em uma linha reta fazem parecer um pokémon fofo.
— Senhor, estou te dizendo. Esse boné é meu, tem um desenho na parte de dentro — o desconhecido do wetsuit informa.
Sou um pouco mais alto que ele. Posso constatar isso ao levantar, incentivado pela chateação do assunto boné, e encarar os olhos gateados que pareciam realmente impacientes e sinceros. Mas isso não me faz recuar.
Retiro o boné da cabeça, virando-o do avesso e mostrando a superfície branca e lisa. Sem nenhum desenho.
— Não é o seu, senhor — pronuncio bem devagar, o corpo inclinado levemente para frente para mostrar a parte de dentro da peça.
O desconhecido parece prestes a falar alguma coisa, as bochechas vermelhas do que eu espero ser vergonha, mas um grito longínquo o impede de concluir a ação.
— EI, YOONGI! — um cara alto demais grita. Ele veste uma camisa com "Bonsai daddy" estampado e acena para o cara com wetsuit.
Olho com um pouco mais de atenção. Momo, Sunha, Jimin e Hoseok estão com ele e mais um cara igualmente alto que conversa animado com Jimin.
Eles não tinham ido só procurar as chaves?
— Eai, Yoongi. Já arranjando confusão? — é o cara que está conversando com Jimin que fala, chegando perto de nós junto com os outros.
Yoongi não responde, o rosto inteiramente vermelho ao visualizar o boné branco que ele procurava na cabeça do amigo — ou o que eu acho que sejam —. Espremo os lábios uns nos outros, segurando a risada.
— Achamos as chaves, acredita que perdemos assim que Momo saiu daquele estabelecimento? — Jimin chega mais perto, pegando o boné de Hoseok da minha cabeça e enfiando as chaves no interior dele para depois jogar dentro da bolsa aberta.
— E como conseguiram recuperar? — pergunto, virado para o Park. Entretanto, quem me responde é o cara alto de antes.
— Percebemos quando ela perdeu as chaves, pensamos em ir atrás para entregar, mas já estava longe demais. Achamos melhor ficar um pouco mais no estabelecimento até a dona voltar — explica, as mãos nos bolsos da bermuda de veraneio. — Inclusive, meu nome é Namjoon, aquele é Seokjin e o surfistinha é o Yoongi. — Ele aponta para si e depois para os outros, apresentando-os.
Seokjin — o cara que batia papo com Jimin — acena com uma das mãos, Yoongi ainda parece um pouco petrificado pela vergonha.
— O meu é Taehyung, acho que vocês já conhecem os outros. — Solto uma risadinha e eles acompanham. — Obrigado por guardarem as chaves.
— Nada demais, mas então, o que os trazem aqui? — Seokjin pergunta.
— Um pé na bunda. — Jimin soa bem-humorado ao meu lado e joga um dos braços pelo meu ombro, depositando o peso no meu corpo.
— De gêmeos ainda — completa Momo, encenando uma careta triste. — E vocês?
— O surfistinha ali. — O cara grandão, Namjoon, aponta para Yoongi. — Ele apenas disse que estava vindo ontem de noite e cá estamos.
— Como se você não tivesse gostado da ideia de vir pra Jeju na primavera — o de wetsuit se defende.
Os dois embarcam em uma mini discussão sobre Jeju, primavera e ondas que eu não consigo acompanhar, mas que fazem todos rir. Yoongi parecia recuperado do modo vergonha de minutos atrás, com o rosto voltando à cor normal.
— Já que vocês estão aqui sozinhos, juntem-se a nós. Assim ninguém perde mais nada, certo?
O convite feito por Hoseok é aceito de bom grado pelos mais velhos, que recolhem seus pertences da faixa de areia e colocam ao nosso lado. Yoongi finca a prancha na areia, deixa a bolsa verde que vi antes ao lado da nossa e senta do meu lado.
— Peço desculpas por mais cedo — diz ele minutos mais tarde, bebendo algo que Hoseok distribuiu, tendo as pernas cruzadas no estilo índio.
— Tudo bem, erros acontecem. Valeu ver você vermelho como um tomate. — Solto no ar, bebericando o suco de uva em seguida.
A vermelhidão de antes volta a colorir o rosto dele ligeiramente, acompanhando o sorriso gengival fofo. Meu coração erra a batida por um segundo.
— Se é assim, valeu a pena passar vergonha para falar com o garoto bonitinho do curso de fotografia.
Fico surpreso ao saber que somos da mesma cidade e por consequência, da mesma universidade, e mais surpreso ainda por ele me visto pelo campus.
— Então acho que foi um dia que tudo valeu a pena — digo, erguendo a latinha do suco em direção a dele, batendo-as levemente.
Ficamos na praia até depois que o sol se põe, bebendo e conversando coisas fúteis demais para não serem compartilhadas em um final de semana de pequenos desastres. Hoseok está encostado no meu ombro, dormindo com a manta cobrindo os braços; Yoongi já tinha substituído o wetsuit molhado e gelado por uma roupa mais quente e seca, o casaco de antes descansando em seus ombros.
— Tá na hora de irmos — Sunha anuncia, pegando um Jimin levemente alcoolizado pelo pulso. — Senão, vai ficar difícil enfiar o Ji dentro do ônibus sem criarmos um galo no meio do caminho.
Momo concorda silenciosamente. Ela parecia ter bebido um pouco menos que Jimin e Hoseok juntos.
— Sim, melhor mesmo — concordo, afastando Hoseok do meu corpo cuidadosamente. É o suficiente para que ele abra os olhos e se endireite na areia com a coluna ereta.
— Jin-hyung pode levar vocês. — Yoongi cutuca Seokjin que bebia tranquilamente o mesmo suco que eu.
— Eu posso? — questiona sem atenção, mas logo volta a si, entendendo o que era. — Sim, claro, eu posso.
Guardamos todos os objetos nas bolsas, jogando fora o que era descartável e depois tentando ajudar aqueles que não eram o exemplo de sobriedade. Sunha e Momo tentaram levantar um Jimin sonolento, não obtendo sucesso e precisando da ajuda de Seokjin para erguer o mais velho até o carro junto com Hoseok, que estava no mesmo estado de sonolência. Ajudo Momo, pegando a bolsa do ombro dela e seguindo o mesmo caminho que os outros três para o carro estacionado próximo a praia, com Sunha, Namjoon e Yoongi logo atrás. O caminho até a nossa pousada não demora mais que trinta minutos de carro, mas parece uma eternidade com o corpo espremido no automóvel com outras oito pessoas.
— A pousada de vocês é só duas ruas antes do nosso, legal — Namjoon diz assim que saio do carro, todos parecem meio esmagados, menos ele que abre o porta malas.
— Talvez isso não tenha sido uma boa ideia — Yoongi declara, saindo do carro com as mãos no quadril e balançando de um lado para o outro até que ouvimos o estalo do osso. Seokjin dá uma risada, abrindo a porta e colocando os pés para fora do carro.
— Ainda bem que a ideia de enfiar nove pessoas nesse carro foi completamente sua. — Ele pula do carro alto, ajudando os outros a saírem sem dificuldade.
Já estou do lado de fora e com as chaves em mãos, esperando todos os outros terem a condição de andarem até os próprios quartos. Jimin sai do carro um pouco mais acordado que antes, Hoseok espreme os olhos para olhar por onde anda, Momo e Sunha encostadas no carro. Aparentemente todos inteiros.
— Olhe pelo lado bom, todos estão inteiros, o carro não é seu e ninguém levou multa por ter nove pessoas dentro de um carro — comenta Sunha, rindo na parte da multa e fazendo Seokjin concordar.
Nos despedimos logo em seguida, vendo o carro seguir pela rua escura e sumir na primeira esquina à esquerda.
— Eles são legais.
Hoseok solta no ar, entrando junto com Momo e Sunha na pousada. Atrás deles, apenas concordo com a cabeça.
Eles são legais.
• • • 🐚 • • •
É quarta-feira à tarde quando ando com Yongsu, uma colega de sala, pelo campus da universidade logo após o final de semana pra lá de inesperado, que acabou rendendo roupas com areias nas malas e três integrantes a mais nos nossos planos em Jeju.
E tudo graças a um esbarrão no café da manhã no segundo dia de viagem.
Jimin, junto com Hoseok e Sunha, tinham acordado tarde o suficiente para que perdêssemos o café da manhã dado pela pousada e fôssemos obrigados a recorrer ao estabelecimento duas ruas abaixo da pousada.
Era um pequeno café local, decorado com cores suaves e com mesas para quatro pessoas espalhadas por todo o pequeno espaço. Era aconchegante e familiar, mas com quase todas as mesas ocupadas por famílias e casais.
Aparentemente, não éramos os únicos a acordar tão tarde naquele dia.
一 Posso gritar e fingir que vi uma barata, o que acham? 一 Sunha dá a ideia ao notar a quantidade de pessoas, os olhos estreitos atrás dos óculos de sol brancos.
一 É uma boa ideia, mas acho que Hoseok faria esse papel melhor. Sabe, é só deixar um inseto qualquer perto dele e não será fingimento 一 brinco, olhando diretamente para Hoseok que levanta seu dedo do meio, sem energia alguma.
一 Vai a merda, Taehyung.
Uma risada curta salta dos meus lábios, arrancando uma sinfonia de outros pequenos risos de Momo e Sunha, que assistem bem-humoradas. Jimin, escorado em Hoseok, estava totalmente sem energia e quietinho, absorvendo o fato que tinha acordado do seu sono bêbado e Hoseok, que parecia em uma situação parecida com a do Park, tinha uma careta engraçada no rosto.
一 Por favor, vamos comer, posso quase ver Deus estendendo as mãos em minha direção 一 Hoseok quase súplica, dramático. Tomando a frente para entrar no estabelecimento.
Seguimos Hoseok, notando que o estabelecimento era um pouco maior do que tínhamos imaginado, mas que ainda parecia entupido por tanta gente.
一 Tudo bem, gente. Vamos agilizar isso 一 Momo diz, saindo do pequeno amontoado que tínhamos formado. 一 Dois ficam para fazer os pedidos e o resto vai procurar uma mesa para sentar.
Quase em um acordo silencioso, decidimos que parte de nós iríamos procurar uma mesa e sentar enquanto os outros restantes fariam os pedidos. Momo, saindo do pequeno amontoado que tínhamos formado, vai para a fila, sem perguntar a ninguém seus pedidos, não era preciso, afinal, sabíamos o suficiente um do outro para saber o que cada um comeria. Hoseok, Sunha e Jimin seguem em busca de uma mesa, e eu vou em direção a Momo na fila.
Não demora mais que poucos minutos para fazer os pedidos, logo estamos em busca da mesa em que nossos amigos se encontram. E no meio daquela confusão de pessoas, xícaras e conversas amenas, consigo enxergar um montante verde menta e dois homens altos em frente à mesa ocupada por Sunha, Jimin e Hoseok.
一 Olha quem encontramos 一 Jimin fala, parece bem mais acordado agora em frente ao cara alto de antes.
Nego com a cabeça, segurando uma risada em meus lábios. A chegada de Seokjin foi o suficiente para melhorar a aparência quase morta do meu amigo.
Os três sorriram em nossa direção, dizendo pequenos "olás".
Com poucas palavras trocadas, Namjoon tinha deixado escapar que assim como a gente, eles tinham dormido mais que a cama e perdido o café da manhã da pousada. Jimin, achando engraçado a coincidência, apenas tinha os convidado para tomar café conosco.
Então, nosso pequeno grupo de cinco pessoas que já tinha ocupado duas mesas, agora era um grupo de oito pessoas para o café da manhã.
E depois para a praia. Para o restaurante. Para o mar.
No fim, o final de semana em Jeju tinha se transformado em uma pequena excursão de oito pessoas.
Mas ao chegar em Daegu, cada um tinha seguido seu caminho.
一 Taehyung-ah, está ouvindo? Hum? 一 Yongsu estala os dedos em frente ao meu rosto, exigindo atenção dos meus olhos.
Ela parece um pouco frustrada.
一 Não, pode repetir, noona? 一 peço arrependido.
Yongsu suspira dramaticamente, mas repete o que tinha falado antes. Continuamos caminhando pelo campus, passando por casais e algumas pessoas jogadas na grama com seus livros abertos, lanches e mundos independentes.
Estou perto o suficiente do prédio da biblioteca, com Yongsu ao meu lado reclamando de Dana, a professora que ela podia jurar que odiava dar aulas, quando meu nome soa no ar.
一 EI, TAEHYUNG! 一 Yoongi chama meu nome, sorrindo e acenando com as mãos grandes e pálidas para o alto.
Meu coração acelera ligeiramente, pelo susto ao ser chamado, pela surpresa por ser lembrado e pelo prazer em vê-lo novamente.
一 Hum... Olá Yoongi-ssi 一 cumprimento-o rapidamente assim que ele se aproxima, Yongsu observa a cena a alguns passos de distância.
Yoongi parado à minha frente parece bem diferente sem a inseparável prancha de surf e o traje de banho especial. Pelo canto dos olhos felinos, Yoongi vê minha colega de classe e a acena com a cabeça rapidamente, tendo o mesmo aceno de cabeça em resposta.
一 Taehyung-ah, como está? Saímos tão apressados que quando chegamos em Daegu, mal conseguimos nos falar.
Concordo com a cabeça. Nossa chegada na cidade tinha passado de um ponto caótico para o desastre iminente quando as malas foram misturadas e Seokjin, apressado por ter perdido tempo a procura dos seus pertences, nem ao menos tinham nos dado uma carona como prometido horas antes, saindo apressado junto ao próprio grupo de amigos.
一 Bem, Yoongi-ssi, não tem problema. Mas então, a mala que Seokjin levou era realmente a dele? 一 pergunto, curioso.
Em meio a busca das malas perdidas, Seokjin tinha achado uma muito parecida com a sua, mas que ninguém tinha certeza se era realmente a dele.
一 Não, eram roupas de uma garotinha. 一 Yoongi ri com a lembrança da cara de tacho do amigo ao forçar o fecho da mala e encontrar nada mais que vestidos rosas, tiaras e sapatos de tiras. 一 No fim, ele precisou voltar lá de qualquer maneira.
Uma gargalhada suave atravessa meu peito. Até mesmo o pós-viagens de Jeju parecia caótico.
一 É por isso que fitas de identificação são importantes.
O mentolado concorda com a cabeça e abre outro sorriso gengival, enfiando as mãos nos bolsos na calça quase relaxado.
一 Você já comeu, Taehyung-ah? 一 o Min questiona e eu discordo com a cabeça. 一 Estou indo comer algo, não quer ir comigo?
Arrasto meus olhos até Yongsu, procurando nos olhos castanhos algum problema se a deixasse só daquela vez, mas ela parecia suficientemente satisfeita para balançar a cabeça em negativa, um claro sinal de que ela não tinha problema em comer sozinha.
一 Depende, vamos comer tteokbokki? 一 ele gargalha, concordando com a cabeça.
Naquela tarde, almoçamos juntos pela primeira vez.
E isso se repetiu pelos dias seguintes, sendo acompanhados de nossos amigos.
Até que fôssemos oito em uma mesa, como uma vez foi em Jeju.
🐚
Olá, vocês acharam que a história não seria atualizada tão cedo, né? Hehehe.
Quem diria que teríamos kth1 primeiro do um capítulo aqui? Pois é, a vida é engraçada. O que acharam de Layover? E de 3D? Estão ansiosos para Golden e o documentário do Jimim? Quase não dá pra respirar com tanto conteúdo, estou radiante com todos os lançamentos 💕
O que acharam do capítulo de hoje? Não é muito agitado, mas juro ser importante para a história.
O plano de atualizar domingo sim e domingo não continua, então, se Deus quiser estarei postado no primeiro domingo de novembro (05/11) e a história finalmente vai andar.
Bebam água e não esqueçam do votinho maroto. Até a próxima atualização 💜
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