° Capítulo 02 °

Como prometido ❤
Mas antes queria agradecer de novo por  todo o carinho que vocês estão dando pra essa história, de verdade ^-^
Boa leitura!





A serva ficou inquieta desde que chegou na casa de sua senhora, o homem estirado no sofá chamou sua atenção fazendo ela questionar a deusa pela segunda vez.

— Senhora e se ele estiver morto?

Bastet rolou os olhos largando o pão com cevada, mesmo com passar do tempo sua humilde serva não deixava de se amedrontar com coisas banais.

— Ele não está morto, Azila — garantiu aliviando a mais jovem. — Além do mais é só um humano.

— Eu também sou humana senhora.

— Certo, se ele tentar qualquer gracinha diga-me e ele vai dormir pela eternidade.

— Se me permite dizer — Azila falou incerta. — A senhora tem um senso de humor peculiar.

— E o que se ganha quando se passa dos 100 anos — Bastet concluiu voltando ao seu desjejum.

Azila retomou a limpeza da casa, mais tranquila com a presença da sua senhora como todos esses anos. A jovem serva, de cabelos espessos e pele ébano, que anteriormente era recém chegada nos afazeres dos deuses, amadureceu com seus agora 31 anos, evidentemente devendo obediência as divindades, tornando-se  vívida em termos de experiência.

Continuou seus afazeres recolhendo o que restara do quadro que a felina tinha destruído num excesso de fúria. Bastet não conseguiu pregar os olhos, mesmo com a vista primorosa do céu, agraciada por Nut, seus pensamentos estavam em volta da daquela voz masculina que levara a pensamentos mirabolantes, ela revirou nos lençóis à medida que suposições a inebriavam.

— Cat?

Ele aparentou estar mais confuso quando reparou onde se encontrava, Mason sentou no sofá bocejando e piscando os olhos cor do mar, os cabelos bagunçados fez a felina ri percebendo o quão ele poderia ser bonito ser fazer esforços.

— Bom dia — a deusa saudou levantando com uma xícara. — café?

Ele pegou agradecido, Bastet sentou ao seu lado paciente esperando o humano formular alguma indagação.

— Nós? —  ele apontou o indicador para dois, erguendo as sobrancelhas.

— Não — foi direta, assim que ela não o conseguiu despertá-lo apenas pegou um edredom e jogou sobre o homem, em seguida indo para seus aposentos.

Mason se encostou no sofá nitidamente aliviado, tornou a tomar goles de café e entregando logo em seguida a xícara.

— Bem melhor — ele falou se espreguiçando.

— sente-se aliviado por não ter acontecido nada?

— Minha cara, Cat. — Mason se inclinou na sua direção, recebendo um par de olhos claros — Quero estar sóbrio o suficiente para amar cada parte do seu corpo.

A deusa esboçou um sorriso travesso com tais palavras, Mason não só sabia ser persuasivo com tentador, se fosse em outra era deusa se deixaria levar pelos encantos do mortal.

— Presumo que você aguarda com esperança.

— Todos os dias — disse a verdade. — Passa a tarde comigo?

— Vou ter que recusar seu convite — ela negou, tinhas planos para hoje, e nenhum deles inclui passeios e conversas amenas, o caos estava na espera.

O baixo calor específico da areia resultava em plena 10 da manhã a areia quente sobre os pés da felina, muitos anos andando pelo deserto deu a experiência útil para não temer diante da sua sazonalidade, afinal em sua maioria os deuses viram montanhas de areias se erguerem, o nascimento do das civilizações e suas invenções. Bastet chegou ao templo, rodeada de saudações, pelos servos, ela entrou na sala de treinamento, se deparando com seu parente próximo e se fosse uma escolha dela desejava não vê-lo por séculos, no entanto ele logo a percebera ali parada com seu vestido leve para o clima do Egito. O enviado para conduzir os mortos, largou a lança e se aproximou sem se intimidar.

— Há quanto tempo não a vejo? — Anúbis inquiriu num tom irônico, fazendo a deusa reprimir sua vontade de lhe dar um golpe certeiro.

— Queria dizer há anos — ela retrucou enfadada. — Mas sou obrigada olhar essa sua cara de cachorro traiçoeiro todos os malditos dias, onde está ele?

Após tudo que se sucedeu, a felina o quis morto pelas suas próprias mãos, o ódio a consumira pela forma como ela foi incrementada para ser os olhos do deus dos mortos. Mas, Rá a impedira de fazer qualquer ato, não por Anúbis ou Perséfone, assim como Bastet a divindade solar abominava as atitudes de Anúbis, em contrapartida a criança era inocente, os dois deuses deviam sua vida ao garoto da relação antinatural.

— Onde estaria mais? naquela maldita cidade, ele nunca obedece.

— Ele não é mais uma criança — ela advertiu, sabendo do temperamento do seu sobrinho.

O processo de maturidade dos deuses era acelerado, diferente dos mortais, desse modo o garoto tinha crescido exponencialmente, completando seus 21 anos, bem diante de seus pais milenar. Ele ainda teria muito o que aprender.

— Sei muito bem lidar com meu primogênito — Anúbis reverberou contendo sua total descrença da felina, fazendo-a ri.

— Não é o que reflete em Tarden.

Bastet deu de ombros seguindo para outra cidade levando Azila junto, a serva achou melhor não questionar nada pela expressão raiva da gata. Entraram em um dos portais invisíveis aos olhos humanos, era um atalho, pois de Assuit até o Cairo custaria 5 horas em vão, e qualquer minuto o filho da primavera e morte a solta era sinônimo de problemas iminente.

Comidas, frutas exóticas tomavam conta das bancas e vendedores ao livre, quando as duas saíram do beco escuro foram abordadas por vendedores, oferecendo todos os tipos de iguarias, por um preço excessivo, a deusa logo dispersou alguns com uma recusa, mas tinha aqueles insistentes que não aceitavam uma negação tão facilmente. Seguiram as duas pelas ruelas da capital, até se darem por vencidos. No Cairo o movimento de pessoas era constante, turistas conhecendo as grandes pirâmides e a esfinge, estudiosos e os habitantes nativos, quem se submetesse a morar teria que está disposto a adaptar-se.

A deusa e sua fiel serva esquadrinharam todos os possíveis lugares atrás do garoto, mas não contavam com a astúcia que ele puxaram do pai, Tarden sempre demonstrava sua relutância em se limitar apenas os arredores dos templos, mesmo que isso se significasse sua proteção. Ele era o desconhecido e improvável para todos os deuses, o que para eles era abominável, afinal ninguém que temer o imprevisível, logo não faltaram tentativas falhas de assassinato, todos o queriam morto, para não ficar a mercê do perigo. Impaciente ela adentrou em alguns bares em busca do sobrinho, o encontrando rodeado de dançarinas do ventre no palco improvisado, os clientes batiam palmas incentivando o espetáculo, o garoto de cabelos loiro escuro sorria enquanto enlaçava a cintura de uma das dançarinas que se deixara levar, permitindo se inebriar beleza  surreal do jovem.

Exasperada ela passou por entre as mesas, recebendo alguns gracejos grotescos e xingamentos por interromper o pequena celebração, mas a deusa conteu sua raiva, seu foco era outro.

— Tarden! — exclamou furiosa. — Desça agora.

Os músicos pararam de tocar os instrumentos, os clientes olharam abismados, contudo Tarden apenas exibia seu sorriso brincalhão, nada diminuía sua travessura petulante, a felina conhecia ele muito bem.

— Estou me divertindo, tia —  falou se separando da dançarina, que exibiu um olhar fulminante para felina.

— Agora — Bastet ordenou.

Tarden desceu do palcou acenando em despedida como se fosse uma celebridade, enquanto sua tia levava olhares de censura por ter acabado com a diversão dos presentes. Eles saíram do estabelecimento encontrando a Azila na entrada, Bastet tinha instruído para esperá-la, Assim que deus mais novo a viu correu para um abraço levantando-a alguns centímetros.

— Ponha-me no chão, Tarden — Azila pediu envergonhada.

— Não seja chata igual minha tia — Tarden falou apontando para felina, que o fuzilou com os olhos.

— Por que não está no seu treinamento? — Bastet questionou sem paciência.

— Não gosto de espadas — foi sucinto, enquanto furtava uma tâmara do cesto sem que o vendedor desse falta.

Eles caminhavam pelas ruas, um trio incomum para maioria das pessoas, mas que era admirada sem exaustão, a felina sabia que era isso que ele gostava, estar no meio da multidão, encontrar diversas pessoas que transitavam pelo Cairo. Tarden achava entediante ler papiros e suas responsabilidades de deuses.

— Não é uma escolha sua — ela foi obrigada ser dura, Tarden tinha que acordar para realidade na sua frente. — Você desconhece os perigos que há no mundo.

O que não faltaria era pessoas para caçá-lo, os rumores sobre o filho de uma olimpiana e egípcio corriam pelos mundo, criando superstições sobre seu sangue possuir um poder imensurável, assim toda proteção era bem vinda. Tanto Rá e os outros deuses se prontificaram a passar ensinamentos para ele, eram uma família e em hipótese alguma matar Tarden foi uma escolha, apesar que alguns se relutaram a aceitar uma olimpiana em terra egípcias.

— Minha mãe disse que tenho que ser tão esperto quantos os humanos — ele contou, fazendo a felina expressar uma careta com a menção da deusa. — O que melhor se não misturar com eles para aprender?

Bastet parou no mesmo beco que tinha saído, cruzou os braços deixando claro que não havia acordo, ele iria com ela querendo ou não.

— Distorce argumentos não vai deixar sua cabeça entre os ombros.

Ela virou adentrando mais fundo no beco, as paredes daquele local tinha símbolos que ligava a diversos portais, uma escolha errada daria num lugar nada agradável. Pronunciou as palavras certas enquanto tocava nas escrituras que ganhavam tons avermelhados a cada sílaba.

— Por que ela é tão ranzinza? — Tarden cochichou para Azila.

— Ela só que proteger você, nem que para isso tenha que ser dura.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top