❄️ 4 Neve de Belial ❄️
Oi floquinhos de escamas, e aqui está mais um capitulo do conto! Boa leitura
Sorri travesso fazendo Triton erguer uma sobrancelha.
— Vocês não devem saber, mas essa época é o Natal dos humanos e pensei fazer essa mesma comemoração enquanto estivermos na cidade gelada.
Contava a ideia que planejei desde que ouvi sobre os assuntos reais que Aiken e Triton teriam na Antártida. Deveria ser já véspera de Natal no calendário humano e nada mais perfeito que fazer uma comemoração natalina em um ambiente realmente de natal, neve e mais neve!
Só faltava os enfeites, banquete e as pessoas.
Era melhor cortar a parte dos presentes.
— Você. — Virei o rosto em direção ao meu filho Triton. — Preciso que mantenha seu pai bem ocupado, quero que a comemoração seja também uma surpresa para ele.
Triton assentiu.
— Farei o possível.
— E você. — Virei-me agora para Khaim que fitou-me com seu olhar bicolor idêntico ao meu. — Preciso que me ajude no plano, vulgo, decorar um lugar. Vamos perguntar para o cabelo branco se podemos usar algum salão para também fazermos a ceia, o que conhecem como banquete.
Khaim assentiu.
— Vou pedir o salão para vocês. — Triton falou se erguendo. — Mas não passe dos limites, papai. — Ele apontou para mim. — Ou conto para papai Hardar.
Ri nervoso desviando o olhar, era melhor descobrir até onde era meu limite mesmo...
Até um calafrio percorreu minha espinha com essa ameaça com nome do Hardar. Aquele tritão era cruel demais em suas punições, queria perder meus cabelos não! Eles eram preciosos!
Triton foi até o tritão de cabelo branco que o ouviu com atenção e após uma expressão pensativa, ele sorriu assentindo e respondendo Triton.
— O salão de banquetes é enorme e bem iluminado, podem escolherem até o tipo de mesa que desejam colocar.
Triton virou-se para mim confirmando que tinha ouvido o tritão chamado Sinh.
Assenti para ele sorrindo.
Isso seria divertido! Mas antes precisava tirar um cochilo que realmente sentia meu corpo bem cansado e depois tomar um banho, sentia meu corpo bem pegajoso...
Joguei minha cabeça para trás ficando contente que pelo menos ali tinha um sofá de verdade fofinho e do jeito que parei, fechei os olhos não percebendo que aos poucos realmente caia no sono.
Era algo raro, os deuses não dormiam, acontecia o cansaço do corpo precisando do descanso quando usávamos demais nossos poderes, ou no meu caso, o começo de um resfriado que achava que seria imune. Até parecia que a cada dia eu ficava mais humano, era estranho.
Quando acordei estava atirado no sofá com a cabeça em direção ao teto, senti uma pequena tontura como se tivesse sido apunhalado na cabeça, uma das minhas pernas estavam para fora do sofá e Teiron estava deitado sobre meu peito fitando-me com seu olhar dourado.
— Oi para você também, Tei.
Teiron miou respondendo-me e assim ronronou esfregando sua cabeça em meu peito.
— Você está bem... pai? — A voz de Khaim soou perto de mim.
Movi minha cabeça olhando em direção ao sofá próximo onde Khaim se encontrava com um semblante preocupado e avaliativo sobre mim.
— Só peguei no sono.
— Triton disse que você mesmo falou que deuses não dormem, ele ficou preocupado e até mesmo chamou Hardar.
É de fato, deuses não dormem apenas quando usam poder demais. Deveria ter pensando melhor em andar com uma regata no polo sul, até mesmo os tritões que viviam lá vestiam pouco mais de roupa do que via e convivia no palácio real.
— Hardar pediu que o chamasse quando você acordasse. — Khaim disse já se erguendo.
— Não! — Exclamei alto demais assustando meu filho. — Não precisa chama-lo, eu estou bem e ele deve estar em alguma reunião agora.
Na verdade, me sentia bem melhor, apenas dolorido por dormir naquele sofá, todavia, nada que um bom banho não ajudasse e torcia para ter água quente aqui!
— Só preciso de um banho.
Khaim sentou-se novamente assentindo.
Ele ainda estava preocupado, mas não tinha nada para temer.
— Preciso ainda da sua ajuda, e vamos começar esse trabalho depois que sair do banho! — disse piscando para ele o fazendo sorrir de leve. — Agora preciso achar onde é o banheiro, ou sei lá onde devem tomar banho essa gente, só espero que não seja no oceano.
Khaim riu.
— A líder Konya Yekohr está voltando logo, ela possa ajudar talvez.
Ao terminar de falar, uma sereia de cabelos longos e brancos apareceu na porta com roupas enfeitadas e longas. Da parte de baixo lembrava as roupas que Hardar usava com cortes nas coxas, da parte de cima ela usava algo que me lembrava um top com cortinas por ter um tecido transparente nas laterais que caiam tapando parcialmente sua barriga escura. Com várias joias que faziam barulho ao se movimentar, a cor de suas escamas era idêntica as de Sinh.
Aquela era a esposa de Sinh, a tal de Konya Yekohr.
A que realmente deveria ser a líder.
Khaim se ergueu fazendo uma reverência a ela.
— Espero que você possa me dizer um lugar que tem água quente para tomar um banho, por que não quero congelar de novo.
Ela riu de leve.
— É claro, vossa divindade. Temos a casa de banho com águas quentes e gelada para todos os gostos. Deseja servos para ajudar em seu banho?
— Ele não precisa. — A voz que soou atrás de Konya não era a que esperava ouvir.
Diante das portas a silhueta de Brandy surgiu.
Konya assentiu.
— Só me seguir, vossa divindade.
Encarei Brandy por alguns minutos vendo sua expressão de poucos amigos de sempre. Ele nunca mudava o jeito de agir e de pensar. Sempre egocêntrico e desafiador mesmo que fugisse perante a uma briga corpo a corpo, ele era fraco de alma para poder enfocar uma arma, mas sua língua era muito afiada e sua cabeça bastante esperta.
Ergui-me largando Teiron no chão que me seguiu ouriçando os pelos para Brandy que se afastou.
— Não precisa vir junto — falei vendo-o me seguir.
— Hardar mandou você não sair da sala até ele voltar, e você está saindo, ficarei de olho em você.
Ri sem humor.
Que irritante, porém, admitia gostar dessa ousadia dele era divertida até, mesmo ele sendo um mortal incrivelmente irritante.
As paredes daquele palácio pareciam ter sido criadas em conjunto com o gelo, tudo ali era branco e azul, como era frio ainda.
A mulher levou-me até a casa de banho onde servos saiam e entravam arrumando tudo, esperei que não fosse um local compartilhado com outros ou ficaria muito irritado, no entanto, só havia muitos Sereianos trabalhando, apenas isso. Alguns verificavam a água, outros limpavam o local, arrumavam objetos como toalhas, uma cama de massagem e até mesmo tinha velas aromatizantes com um cheiro bem gostoso.
Todos pararam nos reverenciando.
— Terminem e saiam.
Todos obedeceram deixando tudo em perfeito estado e se retirando sem qualquer pergunta.
— Caso desejar algo além do banho simples, basta chamar. Temos também massagem, hidratação de escamas e cabelo... — Ela ficou listando tudo que eles tinham e fiquei impressionado.
Realmente parecia outro mundo ali, eles tinham muitas coisas que já provei no mundo humano, porém, era como Triton tinha dito. Eles viviam mais próximo dos humanos por isso se adaptaram diferente.
A sereia se retirou após uma reverência e assim se retirou fechando as portas consigo.
Retirei meu manto de penas atirando sobre um divã e assim soltei meus cabelos da presilha a jogando sobre minhas roupas.
Depois desse banho iria precisar retocar toda minha maquiagem.
Pelo canto do olho vi Brandy indo em direção a cama de massagem tocando nos objetos com certa curiosidade.
Retirei minhas botas com dificuldade por ter feito isso de pé e ao me livrar da calça segui pelos degraus para dentro da água quentinha, era tão quente que saia um pouco de vapor me lembrando as águas termais.
Isso era uma delícia!
Meus cabelos se esparramaram pela água e entrando mais, mergulhei rapidamente. Um banho parecia sempre revigorante.
Voltando para a borda, sentei-me no local mais alto relaxando meus músculos.
— Quer ser útil? — Perguntei a Brandy que estava sentado em um divã observando-me. — Preciso da minha mochila que trouxe comigo na viagem, se quiser trazer para mim.
— Achei que tudo você invocasse na hora.
Dei de ombros. É eu também achei...
Fechei os olhos no mesmo minuto as portas foram escancaradas fazendo-nos olhar em direção a ela.
Hardar adentrou a casa de banhos com uma roupa totalmente da que a vi pela última vez, eu tinha dormido tanto assim? Seu olhar caiu em mim onde ele observou-me antes de mover suas pernas em minha direção não dando atenção a Brandy que se manteve em silencio em seu canto.
— Como você está?
Hardar parou próximo a borda se agachando. Em seu corpo existia partes de armadura em seus braços, sua capa que agora tinha pelos que pareciam ser de urso, seus braceletes tinham também mudado, ele tinha se mudado pouco da roupa para suportar o frio lá fora e sabia que ele estava na rua por ver flocos de neve em seus cabelos e por estar vestido como um general, não um conselheiro.
— Estou bem, só precisando de um banho — disse me espreguiçando. — E você? Já aconteceu a reunião?
— Algumas sim, a mais importante não, Aiken quer que eu esteja junto.
Ótimo! Pensei, seria perfeito para fazer a festa de natal.
— Vou pegar o que pediu. — Brandy se pronunciou.
Ele nem esperou ser dito nada, apenas saiu.
— Quer companhia para o banho? — Hardar perguntou baixinho aproximando seus lábios em mim.
Isso era tentador! Mas precisava ele bem ocupado que não fosse comigo e com meu pau.
— Preciso de recompensar como prometi.
Ai que tentador!
Mas não! Não podia!
Não caia na sedução do Hardar, acorde Belial!
— Isso é tentador, porém, prefiro deixar para quando estivermos no quarto — disse lambendo os lábios. — Além do mais, nosso filho precisa de você para a reunião importante.
— Miau. — Teiron miou chamando nossa atenção.
Ele estava bem deitado sobre minhas roupas observando-nos.
— Também te amo Teiron. — Eu disse para aquele gato dedo duro!
Ainda bem que esqueci de fazê-lo poder falar alguma língua que eu entendesse quando coloquei a alma dele naquele gato. Ele era mais fiel a Hardar do que a mim!
Ele miou novamente para chamar atenção de Hardar.
— Mas pelo menos tome sua sopa! — Ele disse ao ser erguer.
Fiz bico não querendo.
— Caso não tomar, vou puni-lo o deixando sem algo que você adora.
Sexo? Era só fazer um ciúme nele que ele viria rapidinho e meu castigo sumiria, ou ficaria para outro dia.
— Brandy faça ele tomar a sopa, enfiei goela a baixo se precisar.
Virei para me certificar que realmente Hardar estava falando com o Brandy em carne e osso, e para meu espanto era o verdadeiro Brandy sim.
Hardar acabava de deixar-me sob os cuidados de seu maior rival? Era melhor sair dessa cratera de gelo antes que ela começasse a desmoronar, o que estava acontecendo! O frio congelou o cérebro do general impiedoso que era famoso Hardar Schifino?
Socorro!
Brandy assentiu me trazendo a mochila que tinha pedido.
— Mais alguma coisa?
Oh, era claro!
— Uma massagem, meus ombros estão doendo. — Pedi antes de ver Hardar passar pelas portas.
Sorri travesso sabendo que ele tinha ouvido ao ver sua cabeça mover e ele fitar em nossa direção sobre o ombro. No entanto, ele nada falou apenas lançou um último olhar a Brandy e assim partiu.
Era tão fofo ele com ciúmes caso desse atenção ao Brandy.
Gritei ao ver algo saindo da água perto de mim.
Brandy se assustou dando um pulo e eu me afastei daquela coisa que nadou em minha direção todo feliz.
Aquilo era uma... foca? Eu estava dividindo meu banho com uma foca branca!
Bem, ela era mais branca no peito e o mamífero era até... fofinho.
A foca se aproximou de mim alegre apontando sua cabeça em minha direção.
— É uma foca-caranguejeira e pelo tamanho não é adulta ainda.
Mas ela era bem grande um filhote.
O bichinho que vou chamar de fofoquinha! Só esperava que fosse realmente fêmea.
— Nada de beijo, fofoquinha, já tenho marido. — A foca se aproximou com aquele focinho dela.
A pele dela era bem fofinha e na água ela era leve.
— Nome dela é Wynter, não fofoquinha. — Brandy disse dobrando as roupas. — E da onde tirou fofoquinha? Que nome cruel para um filhote!
Dei de ombros desviando o olhar.
Deveria ter colocado nome dela de taradinha esse bicho só queria me dar beijos, chispa!
Teiron! Onde estava aquele gato quando precisava!
Descobri que a fofoquinha peludinha era a mascote do palácio onde era criada como um animal de estimação, ela sempre ficava do lado gelado das águas da casa de banho e não incomodava ninguém, até mesmo era querida por todos.
Wynter como era seu verdadeiro nome, me seguiu pelos corredores quando terminei meu banho e estava pronto para meus planos.
Não sabia o que fazer, o mamífero de pelos ralos estava vindo atrás de mim, se corresse a deixava para trás era claro, mas aqueles olhinhos pretos não me deixavam ser coração duro como queria e me rendi a ela.
Agora lá estava eu, um deus das trevas caminhando devagar pra esperar a Wynter me seguir.
— Já que você quis vir, vou fazer você trabalhar no meu plano, fofoquinha.
Ela gritou alto parando e batendo as "mãos".
Ela me entendia?
— Esse é salão, vossa divindade. — O tritão que estava quando chegamos abriu as portas dupla do aposento.
Qual era mesmo nome daquele mortal? Bayen, não é?
Que seja, esse mortal aí mostrou-nos o interior do salão. Era um local grande de cores não vivas, algo que fazia meu gosto na verdade, mas não para uma festa de natal. O salão estava na verdade vazio de objetos, tirando as cortinas.
— Podemos trocar as cortinas para vermelhas? Ou brancas? — perguntei vendo os objetos azuis marinho.
— Podemos sim. — A voz de quem respondeu não vinha de Bayen.
Virei a cabeça em direção as portas vendo o líder do clã Yekohr adentrando a passos devagar, ele moveu seu olhar lilás para Bayen e senti que era um olhar que não servia para um mestre olhando o um servo, parecia haver... paixão.
Os dois certamente eram amantes.
— Só escolher e colocaremos.
— Ótimo — falei virando de volta para as cortinas. — Khaim, é com nós agora.
A foca gritou novamente batendo palmas.
— Wynter, o que está fazendo aqui? — Sinh se agachou ao lado da foca passando a mão em sua cabeça. — Vamos voltar?
— Não! — falei mais alto do que pretendia assustando Sinh. — Gostei dela e ela que me seguiu, deixa-a, é minha ajudante.
O tritão apenas assentiu obediente.
Teiron miou não gostando muito disso.
— Tragam uma mesa comprida, a melhor cortina que tiverem da cor branca ou vermelho e faça um banquete com o que for mais delicioso.
Sinh assentiu.
— Para que horas quer o banquete? — Sinh perguntou.
— Já mandem fazer agora — respondi.
Não sabia que horário seria na Antártida e nem como funcionaria o fuso horário ali, então era melhor dizer que precisaria para quando tivesse tudo pronto.
Sinh fez uma reverência e saiu com Bayen trocando sorrisos. Realmente eram amantes!
— Por onde vamos começar, pai? — Khaim perguntou.
Olhei em volta analisando toda a estrutura.
— Já sabe invocar o que deseja para aparecer diante de você? — perguntei.
Khaim assentiu para depois negar a cabeça.
Resumindo ele sabia pouco, ele sabia criar o que realmente já tinha visto. Já era o começo.
— Vou te ensinar — disse sorrindo de leve virando-me para o meio do salão.
Se você fechar os olhos e imaginar pode simplesmente estralar os dedos e fazer o mundo aparecer diante de você, esse é o grande poder dos deuses. A criança. Levava anos para isso se aperfeiçoar, no começo era limitado, no estagio que Khaim estava, no entanto, quanto mais você praticava e anos passavam, melhor você ficava.
Se desejasse poderia estralar os dedos e fazer toda o salão ficar enfeitado, mas qual seria o espirito de natal sem você mesmo montar tudo?
— Pense no que deseja e faça criar, o que deseja que tenha na nossa festa?
— Ursos polares! — Khaim falou com os olhos brilhantes.
Ursos polares era melhor não, não sabia se reagiriam bem, mas eles não reais seria uma boa ideia.
— Que tal ursos polares sentados com cachecol vermelho e touca da mesma cor? — perguntei dando a ideia detalhada para ele imaginar. — Assim podemos colocar eles na porta, e se forem luminárias, luzes dentro seria melhor ainda!
Khaim sorriu alegre.
— Então, feche os olhos imagine o que falei e faça aparecer.
Meu filho assentiu fechando suas pálpebras e dando o melhor de si fez o urso polar de enfeite aparecer em nossa frente.
Era menor do que imaginava, deveria ter o tamanho do Hunter o enfeite, mas pelo menos tinha luz dentro. Ele estralou os dedos novamente e um urso igual e grande apareceu ao lado, e depois mais dois iguais os anteriores.
Uma família. Ele tinha criado uma família de ursos, dois pequenos e dois grandes.
— Acha que está bom? — perguntou ele abrindo os olhos.
— Perfeito — respondi. — Vamos coloca-los na porta.
Continuamos com o restante, muitas coisas não deixei Khaim criar por não ter a familiaridade com os objetos humanos. Invoquei muitas luzes de LED, os chamados pisca-pisca, de várias formas, até luzes em forma de flocos de neve.
As luzes colocamos nas portas, nas cortinas novas que Bayen tinha trazido para nós, cortinas brancas dando bastante contraste para os LED. Criei festão ramificado para enfeitar envolta da moldura da porta e a mesa que tinham trazido.
Colocando algumas bolinhas penduradas na mesa deixei Brandy passando a fita pelas hastes das bolinhas para depois pendurarmos, um trabalho realmente em conjunto onde até a Fofoquinha se divertia levando duas guirlanda em seu pescoço para Khaim que terminava de ajeitar o festão embaixo das luzes de LED.
— Podemos criar balões com essas luzes? — perguntou Khaim fascinado com os piscas-piscas.
Os da cortina deixei parados e optei por LED em forma de cascata.
— Mais é claro! — disse a ele. — Só imaginar e estalar os dedos, lembra... — Incentivei ele a fazer isso.
Khaim fechou os olhos e estralou os dedos fazendo um balão com luzes, era um balão que realmente piscava, estava imaginando pisca-pisca em volta de um balão transparente, mas aquele jeito também poderia ficar legal.
Enfeitei a mesa com velas com fitas vermelhas deixando em várias partes.
— Khaim, precisamos de um tapete vermelho! — disse a ele ao ir pegar mais bolinhas que Brandy já tinha terminado.
Terminei de enfeitar com bolinhas as pontas da mesa colocando algumas que sobraram na Fofoquinha que ficou bem feliz já sem suas guirlandas no pescoço. Ela me seguia para todos os lados até mesmo quando ergui uma caixa cheia de bolinhas para levar ao canto do salão onde seria montado o pinheiro.
Ah, estava esquecendo o melhor.
Invoquei tiaras com chifre de rena, toucas de papai Noel, tiaras com pisca-pisca e até espadas com luzes que acabei ficando brincando com Khaim.
Wynter parecia rir cada vez que Khaim me acertava com sua espada marcando ponto, até mesmo Brandy riu um pouco, mas logo voltou ao trabalho puxando o restante de caixas.
Nossa brincadeira deu-me uma ótima ideia, espadas de LED para brincarmos e até mesmo para fazer cascata e enfeitar algum lugar.
— O que faremos com as caixas? — Meu filho perguntou olhando para o lado que deixei reservado para montar a árvore.
— Isso fica para depois, venha, vamos colocar os enfeites no teto.
Por ser um deus, não precisava de uma escada e assim flutuei até o teto enfeitando ali enquanto do chão Khaim me jogava as bolas vermelhas de natal bem grande e enfeites em formato de flocos de gelo para serem pendurado por uma cordinha.
O banquete começou a aparecer quando terminamos o teto.
Deixei que Brandy ficasse responsável pela mesa enquanto começava a montar o pinheiro, enfeitar esperaria revelar a festa e chamar todos. A arvore deveria ser montada em família.
— Me ajude só montar o pinheiro.
Khaim assentiu e com ajuda dele, da foca Fofoquinha e do Teiron que apenas ficou sentado observando do que ajudando em algo, terminamos de montar a árvore de natal e já aproveitamos para colocar os piscas nela.
Satisfeito, fiquei a árvore que logo estaria completa quando todos estivessem ali.
Movi meu olhar para Teiron que miou balançando sua cauda em um marrom alaranjado. Ele me encarou e com isso sorri travesso em sua direção o fazendo estranhar, porém, antes de deixa-lo pensar em fugir o agarrei e comecei o encher de luzes piscas-piscas.
Ele ficaria a coisinha mais linda!
Teiron miou revoltado e assim o larguei o no chão cheio de luzes de LED movido a pilha, fiz o mesmo na Fofoquinha que ficou bem quieta aceitando. Ela até mesmo ficou toda feliz quando terminei colocando até mesmo um festão ramificado em volta de seu pescoço, batendo palmas ela parecia agradecer e assim emitiu seu som alto.
Ela era tão fofa! Adorei aquela foca, iria levar para mim.
— Hora de chamar o pessoal — falei olhando tudo em volta cheio de luzes.
❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️
E Belial montou a decoração de natal, agora vamos ver como será a reação do Sereianos!
Gostaram do cap? Deixem seu comentário <3
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top