NOTA DO AUTOR: O longo sonho de quase 10 anos...

A história de Galion surgiu na minha mente há quase 10 anos. Os primeiros protótipos da história surgiram em meados de 2016/2017, na mesma época que os primeiros conceitos do que viria a se tornar “As Crônicas de Evânia”. Para falar a verdade, confesso que não sei qual das duas histórias veio primeiro (apesar de ter uma leve convicção de que foi “ACdE”). Quando essa história e esses personagens surgiram, foi quase como um sonho: eu estava em casa, encarando o quintal como eu fazia desde de pequeno (hoje eu ainda possuo esse hábito, mas faço com bem menos frequência do que antes), eu encarava o espaço, os terrenos irregulares, encarava cada pedrinha solta no chão. Ao mesmo, o quintal na época estava tomado por um grande e horroroso matagal que havia crescido de forma desorganizada e coberto todo o terreno. Numa tarde chuvosa (impossível esquecer pois as chuvas aqui em Fortaleza são um evento em tanto, porque: ou trás frio e sensações maravilhosas ou trazem desastres como alagamentos por toda a cidade). Eu estava merendando, comendo pão com leite e Nescau (sim, disso é fácil lembrar pois durante boa parte da minha vida, não fui o maior fã de café, depois que minha avó paterna faleceu em dezembro de 2014, foi aí que eu perdi o apreço de degustar um bom café como ela fazia, somente anos depois [mais exatamente depois da pandemia] que eu viria a ter um certo apreço pelo café) que me veio um pensamento rápido: e se houvesse algo para contar daquele quintal? Até porque, até então eu passei toda a minha infância brincando nele, lógico que aquele lugar tinha histórias para contar. Então pensei novamente: E se houvesse seres mágicos feitos a partir das natureza (literalmente), que viesse das plantas, que nascesse e morresse como uma? Tenho que ressaltar que o quintal daqui de casa não é muito grande, eu tinha uma lembrança muito forte da minha infância de que ele era enorme, gigante, que dava para escrever sobre mil e uma aventuras nele.

Então comecei a imaginar sobre o que eu poderia escrever, sobre o que eu queria escrever. Sempre fui fascinado (até demais) por terrários, acho uma das coisas mais magníficas e perfeitas desse mundo, acho fascinante o fato de você criar em miniatura, ecossistemas complexos e inteiros, simplesmente CIÊNCIA PURA. Um fato importante também que preciso falar para vocês, sempre amei incondicionalmente ciências, biologia e tudo que a abrangesse. Acho que o momento mais “nerd”, o momento que minha criança interior gritou mais alto, foi durante a escrita da Parte 3 de ACdE, onde o personagem Gerlon e os demais estão passando por um caminho debaixo da terra, e quando eu soltei toda a nerdisse que habitava em mim, falando de fósseis, teorias do século passado, ciência retrô, onde inúmeras vezes esse personagem apresentava de forma inteligente, com inúmeras falado sobre conceitos científicos com embasamentos tanto sólidos e reais, quanto fantasioso e com pitadas de ficção (apesar de ser um grande admirador da ciência, e de fato ter lido inúmeros livros quando criança sobre ciências [tenho maravilhosas recordações de ler os livros da escola semanas antes das aulas sequer iniciarem, eu lia principalmente os capítulos de ciências, adorava ler e reler, várias e várias e várias vezes, tanto que eu já sabia de cor todos os capítulos, então eu deixo aqui os meus mais sinceros agradecimentos, do fundo do meu coração, para o meu pai, que sempre buscou fazer despertar o meu interesse pelo mundo e pelo universo também! Até hoje se deixar, podemos passar horas conversando sobre o assunto] mas não consigo me aprofundar mais sobre os temas pois não é a minha área, e a medida que a gente vai crescendo, a gente vai criando interesse sobre outras coisas que passam a chamar nossa atenção, passamos a filtrar melhor as informações e assuntos que nos despertam interesse, o que eu busco então é apenas conhecimentos superficiais e adaptar a minha história, dependendo da situação que os personagens se encontrem).

Também sempre fui fascinado por formigas. Aí você deve estar se perguntando “que cara mais estranho, uma hora fala que a história é inspirada no quintal da casa dele, agora ele tá falando de formigas?” Na verdade, sou apaixonado por insetos que tem “noção de sociedade” (reparem nas aspas), eu acho simplesmente inacreditável o fato de que outros seres vivos menos evoluídos, frágeis e até que não ocupem o topo da cadeia alimentar, mas que sabem criar cidades subterrâneas, com metros e metros de túneis, um formigueiro funcional para as necessidades desses insetos. Vocês sabiam que elas criam câmaras de resfriamento, onde o ar entra e esfria o formigueiro? Sabiam que elas criam câmaras somente para o lixo que o formigueiro produz? MANO! Isso é simplesmente sensacional! Foi por causa dessa admiração (para não dizer paixão) que eu criei os Mymercianos (O nome “mymercia” já é o nome científico de uma das espécies desse inseto, a formiga vermelha, popularmente conhecida como formiga de fogo [sim, aquelas mesmas que quando você pisa em um formigueiro desatento, elas picam suas pernas e queimam]) e é uma raça que eu adoro escrever quando elas aparecem na trama, é como se sempre tivesse coisas novas para falar deles ou explorar algum elemento novo dessa raça. Foi por essa admiração que eu decidi finalmente dar mais espaço, mais ênfase a essa raça, só preciso deixar o quão é complicado e difícil colocar estes personagens como sendo protagonistas de uma história, por isso eu sempre os coloco como uma raça de apoio ao núcleo principal.

Foi pensando nisso tudo que eu finalmente comecei a construir a estrutura, a espinha dorsal do que viria a se tornar no futuro, “As Fábulas de Evânia”, levei quase 10 anos para poder finalmente a escrever, pois ainda nessa época (2016/2017) eu havia acabado de escrever meu primeiro livro, “Extinção - Alvorada” que eu ainda estou num dilema, não sei se trago para a plataforma, mas é o meu grande orgulho, ao lado de ACdE, mas é uma vibe totalmente diferente do que eu costumo escrever, é sobre um outro tema que eu sou muito apaixonado, que seria temas pós-apocalipticos, então a história se passa no nosso mundo mesmo, no planeta Terra, no distante ano de 2350, e por isso ela é um pouco mais violenta e mais gore do que eu trago para as daqui, mas isso é assunto para outro dia. O fato é: eu queria escrever e eu vou escrever uma história mais ambiciosa, a altura do que eu acredito que esteja a temática. Todos esses anos eu fiquei planejando, pelo menos eu me dei por satisfeito para o que eu estou prestes a escrever; e a medida que eu ia escrevendo, criando conceitos e coisas novas, eu confesso que estou adorando o resultado, eu já havia planejado pelo menos a trama principal e o desenvolvimento dos personagens, já escolhi as raças com quais eu quero trabalhar, agora o problema e os contratempos que a narrativa possa a vir se desenrolar, como furos de roteiro e becos sem saída, isso só o tempo dirá como irei reverter. Mas por enquanto os problemas não chegam, eu estou muito feliz em poder (finalmente) compartilhar com vocês o que talvez seja meu projeto mais ambicioso de todos (dentro da Saga de Evânia) aqui no Wattpad.

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