Capítulo IX

Os últimos quatorze anos foram como… viver.

Uma vida de libertação que não sabia da existência até sair de sua jaula dourada da realeza. Embora ainda fizesse parte, isso praticamente foi obscurecido no mundo das mentes.

Beron era um marido muito melhor do que esperava. Ele era rígido e frio com outros, sem meias palavras, pela criação do norte, mas tambem sabia um pouco de sutileza e pensamento político, com a criação do seu avô e a parceria ao lado dela.

Os anos percorreram muito mais rápido do que esperavam, e após o entendimento deles sob a parceria que envolvia o casamento, a família simplesmente cresceu.

Taelor, Edric, Bhaeron e Oreanna, mas também chegou o pequeno Aeganys. Um menininho quieto e calmo, amando ficar em seus braços e andar pelos jardim, ou simplesmente ouvir histórias e brincar com seus blocos.

E então havia Ivor e Caesarion, seus pequenos aventureiros.

Mesmo com as gestações complicadas, e o processo doloroso do parto, ela passaria por isso todas as vezes necessárias para seus filhos ao seu lado de novo, se necessário.

Taelor com sua resiliência e determinação. Alcançando os marcos mais altos da infância antes da maioria das crianças de sua idade. Engatinhanso aos oito meses, andando as 11 luas e já falando meias palavras antes do seu primeiro dia de nome. Com 14 anos ele era forte e alto para a idade e tão belo, quanto modesto. Um bom estudioso, mas não um amante dos livros tanto quanto da espada.

Aquele era seu pequeno guerreiro.

Edric era um menino saudável, como todos os seus irmãos. Nascido com cabelos pretos de Corvo, como dela, e olhos cinzas do pai era uma combinação boa deles. Sendo um menino sério, cauteloso, atento e obediente, também era muito curioso e estava sempre perguntando o porquê disso ou daquilo, assim como sempre a acompanhando na biblioteca contraída no palácio e perguntando sobre tapeçarias ou peças antigas.

Rhaera não duvidava que seu filho talvez, futuramente, desejasse ir para a Cidadela, mas preferia o enviar ao redor dos mares das cidades livres para descobrir mais sobre o mundo e adquirir melhores habilidades.

Bhaeron era, mesmo no nascimento, menor que seus irmãos, mas era muoto mais barulhento e esfomeado. Aos dez anos, aunda era mais baixo e menos forte que os outros, mas nao so por sua idade, mas sua constituição um pouco mais leve e delicada,  o que o deixava suscetível a doenças. Mesmo assim, ainda era considerado mais rápido e feroz do que Edric, além de ser cheio de energia.

Isso rendeu aos empregados e a sua família muitos sustos com certeza, e apelidos de muitos dados ao pequeno matando. Como O Desbravador, o Ousado e Audacioso.

Um dos casos que renderam a sua mae cabelos brancos, e não por sua herança valiriana, foi quando, ao ser considerado grande o suficiente para entender suas aulas, e ser levado a área construída para os dragões, Bhaeron bateu no focinho de Canibal quando tropeçou e sentiu-se chateado.

Rhaera não o levou de volta até o local por um ano inteiro depois disso, e proibiu seus filhos de o levarem, embora claro, ainda visse seu dragão recorrentemente.

Oreanna era sua luz. Muito precoce, assim como seus irmãos mais velhos, ela já falava, do jeito dela, com menos de 1 anos de idade e com 1 ano e meio, ela já corria, pois tinha passado da fase engatinhar e caminhar. Ela era uma criança feliz, curiosa, destemida e inteligente, era uma alegria para todos que a conheciam.

Com oito anos, ela era uma criança animada e risonha, que ainda vivia correndo sob uma vassoura, brincando que voava em um dragão. Cheia de energia, vivia suja de lama e era um suplício tanto para a mãe quanto para as criadas, pois ela dava trabalho. Uira era uma menina imperativa, que adorava dar ordens para seus irmãos mais novos e enganá-los para realizar seus desejos.

Aeganys era um maravilhoso menininho quieto e calmo, amando ficar em seus braços e engatinhar pelos jardins quando menor, e simplesmente ouvir histórias e brincar com seus blocos.

E se Aegy foi uma surpresa, outra gravidez depois de três anos e cinco filhos foi surpresa, mas não desaprovada. Seu marido e filhos estavam mais do que ansioso pelo novo membro da família, já trazendo sugestões de nomes, até mesmo sugerindo o sexo e apostando a aparência.

Com uma tradição não intencional de nomear seus filhos por iguais em suas tradições e culturas, por ordem seu próximo filho teria um nome vindo da cultura dos Primeiros Homens, e todos pareciam ter opinião sobre isso…

Agora, com seu marido ao seu lado direito, e seus filhos reunidos ao seu redor, Rhaera observou a procissão dos Targaryen de Kingsland entrar no pátio de suas terras.

Taelor, agora com três e dez anos, sendo um rapaz tão bom e inteligente, está em posição de sentido à sua esquerda, obediente em seu papel como herdeiro de Summerhall.

Ao seu lado está então Edric, prestes a onze dias de nome, seguido por Bhaeron e Oreanna.

Aeganys estava ao lado de seu marido, precisando de um pouco de incentivo para não simplesmente se sentar no chão ou ir ao arbusto mais próximo ficar olhando as borboletas.

Os novos bebês estavam nos braços das babás dentro do berçário, protegido, e ao menos isso ela agradeceria aos céus.

Mesmo tendo feito isso seis vezes, ela não acreditava que a gravidez combinava com ela como todos ao seu redor afirmavam, por isso ao menos se sentiu grata pela demora da turnê por suas terras demorar o suficiente para sua gravidez progredir e ela dar a luz.

Ivor e Caesarion eram pequenos encrenqueiros desde a barriga, e seus nascimentos fora. tumultuado e doloroso.

Rhaera já havia dado à luz cinco filhos saudáveis ​​antes deste, mais do que sua avó já teve, então com certeza poderia apontar que teve sorte na cama de parto, mas seus queridos filhos mais novos quase a mataram.

Depois de trabalhar por três dias finalmente seu último filho, desta vez com toda a certeza, veio ao mundo com uma luta que a deixou inconsciente por um dia e uma noite e perdendo muito sangue.

Rhaera os amava desesperadamente, mas ela declarou que não haveria mais nada depois do seu sexto e sétimo filho. Ela mais uma vez se lembrou da bênção que é Beron Stark, quando ele concordou com uma facilidade que nenhum outro homem teria.

“Eu nunca esperei ter um filho do meu próprio sangue antes de você, e ainda assim me entregou sete. Não preciso de mais nada.” Afirmou quando o curandeiro saiu. “ Todos eles são maravilhosos e incríveis. Você me deu uma família que nunca acreditei que seria capaz de ter, ou mesmo que merecia ter… obrigada.”

Agora, um ano depois desde a carta anunciando a chegada eminentr de sua família, Rhaera está determinada a apresentar uma frente forte. Mostrar a eles que els esta bem, que superou tudo e vive bem.

Ela observou a carruagem se aproximar, seu coração batendo forte em seu peito e seus filhos arrumando a postura tão alta que uma espada parecia estar em suas costas e não em seus quadris.

Taelor e Edric, sendo os mais velhos e já escudeiros, mostravam orgulhosamente uma espada de aço em sua bainha.

Bhaeron era pajem somente a alguns meses, e embora tivesse um cinturão com bainha, na verdade não possuía uma espada, pelo receio de deixarem uma arma na mão de uma criança tão nova e cheia de adrenalina.

Rhaera sabe como isso pode terminar muito bem considerando sua história de família.

Vestida com um vestido de Myr com renda em um púrpura profundo com bordados em prata com brilho em formato de um dragão erguido com asas abertos com fogo saindo de sua boca. O símbolo de sua casa.

Seus filhos e maridos usavam variações disso. Beron com calças pretas, assim como bota e cinturão, mas um gibao prata de couro liso e fervido com tiras de couro que o atravessava entre peitoral e barriga em direção às costas, com uma larga capa por cima em roxo, no mesmo tom que seu vestido.

Taelor usava algo parecido com o pai, mas seu gibao era com debrum e frito de algodão grosso e malha em um tom de ametista que destacava seus olhos e pele clara, como o dela.

Edric usava um gibão cinza com debrum marrom, calças cinza prateada e botas novqs pretas. Enquanto Bhaeron seguia com um uma camisa adornada em formato dornes com mangas curtas em cor roxo com bordados na gola em V com cores em prata e preto. Por baixo havia uma camisa de manga cumprida preta até o punho que destacava sua pele e roupa de cima. Seu cinto era marrom escuro com calças pretas.

Oreanna, como a única menina do grupo, foi vestida pela mãe com um vestido leve em branco com um sobreposto de lilás claro suave com um cinto prata o modelando levemente em sua cintura infantil. Seu cabelo estava trancado com uma mini coroa de flores feitas com seu próprio cabelo com fitas em ametistas.

Aeganys seguiam seus irmãos, embora sua blusa fosse igual a de Bhaeron, embora em cinza prateado com bordados em preto e roxo, e não o contrário.

Apesar de sua idade jovem, mas o suficiente para ja ser considerado um homem, seu pequeno guerreiro, seu primogênito, era um homem com uma espada nata, rápido e seguro, com uma beleza que poderia virar cabeças.

Erudito e muitas vezes solene, era a personificação de um homem valiriano puro, com cabelos prateados como o brilho da lua sob a água, com olhos de um ametista profundo e luminoso, pele de porcelana, como flocos de neve caindo pela primeira vez.

Sua altura já era próxima de um e oitenta, se aproximando mais de seu pai, e já passando a muito dela próprio, algo que muitas vezes causava risos e tapas leves nos rapazes de sua vida.

Seu corpo já muito maduro não cresceu tanto, os curandeiros de Dorne afirmando que a alimentação regrada é restrita que a realeza impõe em seus padrões definham lentamente sua saúde, e a gravidez em uma idade tão jovem também é prejudicial.

Ela ainda conseguiu se sair bem e segura, ao contrário de sua avó Aemma Arryn, sua bisavó Daella ou mesmo sua tataravó Alyssa, mas ainda assim sofreu e sua altura e até mesmo sua saúde geral refletia um pouco disso.

Não que ela fosse frágil como um pergaminho, mas ainda assim tomava chás fortalecedores e tônicos preparados pelos curandeiros Dorneses.

Nem ela e nem marido conseguiram confiar nos meistres após descobrirem que embora talvez não tão prejudicial quanto outras ações, a forma como incentivavam a alimentação e saúde das mulheres era perigosa.

Aliandra Martell havia se tornado uma boa amiga, que muitas vezes vinha psra suas terras com seus filhos, e seus conselhos sobre como perder o peso que ganhou depois de dar à luz seis bebês fez bem a ela, ajudando suas articulações doloridas e nós dos dedos inchados, e tornando mais fácil continuar montando sua fera temperamental.

Ela nunca seria tão magra, jovem ou saudável quanto como em sua juventude, mas permaneceu saudável e ativa.

Observando os portões altos ao longe serem abertos e carruagens se aproximar, olharam psra o seu calmos ao observar os dragões de sua família se aproximarem. Do rei Consorte, da rainha regente e seu herdeiro, assim como do suposto herdeiro do Herdeiro, Príncipe Lucerys.

Ela respirou fundo, sentindo um aperto suave do seu marido em sua mão, e sorriu em sua direção.

Todos os seus filhos também dragões, algo surpreendente, mas seu avô, antes de falecer, concedeu-lhe o direito de dar um ovo a cada filho. Como um presente, e não vendo nenhum perigo, como um ramo “cadete” da Casa do dragão.

Aegarax era o dragão de seu primogênito, uma surpresa para todos, até para ela, quando descobriu que Canibal havia colocado novos ovos, e embora naocsoubesse quem era o pai, conseguiu salvar dois antes que a fera inconstante do seu dragão engoli-se todos.

O dragão que nasceu era vermelho sangue com espinhas escamosas em preto e vermelho com olhos negros e um rabo cumprido com espinhos cumpridos.

O segundo ovo foi preservado em braseiros, e mesmo assim ela tinha muito receio de ele esfriar. Isso no entanto não aconteceu, quando três anos após o nascimento de Taelor o ovo mostrou sinais de rachaduras, justamente no nascimento de seu segundo filho.

Eles o chamaram de Gaelithox, querendo que seus filhos tivessem uma ligação forte entre si, mesmo tão diferentes.

Morghul e Shrykos foram presentes dado pelo rei em casa nascimento dos seus terceiro e quarto filhos.

Shrykos, batizada em homenagem à deusa dos começos, transições e fins. Era uma dragão com escamas creme claras e chifres dourados, suas membranas e barriga de um bronze claro e olhos como o sol.

Já o dragão de Bhaeron, chamado Morghul em homenagem ao deus dos finais, tinha escamas e chifres como vidro de dragão que brilhava ao sol e ajudou o jovem dragão a desaparecer nas sombras, deixando olhos de rubis penetrantes como o único sinal de sua presença.

O dragão de Aeganys foi outro posto por Canibal e, desta vez Rhaera tinha certeza que o pai do óvulo deveria ser Grey Ghost, embora como a fera tímida tenha conseguido ficar com seu dragãozinho mal-humorado ela não sabe.

Ainda assim, o dragão nasceu em um tom de cinza amarronzado com toques de escamas bronzeadas e olhos em um tempestuoso tim de verdes ácido puxado de mãe. Ëdreus, foi como o chamaram, em homenagem ao antigo Deus do sono nas histórias infantis valirianas, que deveria ser o filho se Balerion com Vhagar, e seus dois filhos mais velhos amavam o conto por algum motivo.

O ovo dos gêmeos ainda não chocaram ainda, mas mostrava muitos movimentos, e o receptáculo era de um tom negro como a noite com toques avermelhados e olhos dourados, o ovo de Caesarion era de um púrpura profundo com toques avermelhados e negros.

Assim, nenhum deles estava particularmente impressionados com os dragões da família real, talvez com Syrax e suas maravilhosas escamas amarelo-douradas, mas foi mais um leve interessante de seu querido Aegy, que ainda via tudo maravilhado, embora ainda fosse educado o suficiente para simplesmente dizer dragões em sussuros enquanto logo apontava a cor.

O som dos cascos de cavalos e das rodas das carruagens se fez presente e logo puderam observar os cocheiros fazendo a curva e pararem.

Ela respirou fundo enquanto arrumava a postura no último degrau do palácio de pedras claras, observando a porta se abrir e ver, frente a frente, pela primeira vez em quase quinze anos, seus pais.

Rhaera os olhos, vendo aa leves linhas de expressões no rosto deles, a rigidez e postura alta de Jacaerys, e Lucerys, como sempre, atrás de seu irmão, embora muito maior e maduro.

Observou como seus olhos passavam por cada um deles, dos empregados e outros lordes visitantes ao redor, do seu marido a ela, e então os meninos.

Não foi algo difícil ver o choque e a descrença aparecendo lentamente em seus olhos, mesmo com o rosto firme. Não foi difícil ver sua mão, apoiada na do marido, apertar gravemente enquanto virava o rosto mais uma vez entre ela e ele.

Não seria difícil ver quem ela via, e qual rosto encarava ao olhar para seu primogênito. Duramente, fortalecendo-se por dentro, seu um passo à frente, sincronizado ao do marido, e se pronunciou;

“ Bem-vindos a Summerhall, Vossa Graça…”

Fim.

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