Capítulo IV
"Arroz?" Ela exclamou surpresa, atrás dela, Greer tentava rabiscar apressadamente o que Mestre Han, estava dizendo. Ambos, junto com Beron, olharam confusos para o grão dourado.
"Sim sua Majestade."
Mestre Han Jian era um comerciante de Leng que procurava encontrar uma nova rota comercial quando ouviu falar da nova Lady Paramount e decidiu fazer uma aposta.
“É versátil e pode complementar a dieta, pois pode ser consumido de diversas formas, pode ser usado para engrossar caldos e ensopados e até virar farinha e fazer sobremesas.”
Ele comprou uma pequena caixa contendo alguns delicados pãezinhos brancos. Observando Beron e Greer morderem os pães e nada acontecer, Rhaera finalmente mordeu seu pão e quase gemeu de alegria com a doçura de seu recheio marrom-avermelhado.
O homem sorriu enquanto os observava terminar o pão e pegar mais.
“O que é esse arquivo, Mestre Han?”
“Isso é pasta de feijão vermelho, feita fervendo feijão azuki e adoçado com açúcar e mel, Alteza.” Ele explicou, abrindo uma pequena panela contendo feijão vermelho.
“Podemos cultivá-los aqui também?”
Rhaera ficou encantada com a ideia de um novo um alimento básico e útil, versátil e economicamente mais eficaz para alimentar a eles e seu povo.
“Sim, Alteza, com o tipo certo de solo, minha família pode cultivar arroz e feijão azuki junto com outros tipos de frutas nativas de nosso reino, como tangerina khazi e melão doce.”
“Que tipo de terreno você precisa, Mestre Han?”
Beron abriu um mapa detalhando as terras dispostas do seu território.
“O arroz pode crescer bem em áreas com bom acesso à água, para que possamos regar facilmente os arrozais.”
Beron olhou os mapas enquanto Rhaera necessitava de um momento ao ver a porta abrir com outra de suas amigas mais antigas, Kenna Blackmont, entrava com um pequeno bebê chorão nos braços do qual ela precisou cuidar.
“Se Vossa Alteza puder dispensar alguns homens, minha família e eu podemos arar as terras. Não temos medo do trabalho duro.” Rhaera assentiu.
" Acredita que dez acres seriam suficientes?” Ela perguntou, observando o marido, que em questões territoriais sabia mais do que ela no momento.
“Dez acres?!” Mestre Han ofegou, surpreso com a enorme quantidade de terras oferecidas.
“Não é suficiente? Beron, acredita que podemos dar-lhe mais acres então? Talvez possamos aumentar a percentagem de propriedade da terra após a primeira colheita, como um sinal de sucesso. Mestre Han, você por favor se aprofunde com isso com meu marido, mas espero poder alimentar meu povo sem depender da necessidade de exportar alimentos de Reach ou Riverland.”
A mulher sorriu docemente enquanto Mestre Han gaguejava seus agradecimentos, este último ainda não acreditando em sua boa sorte depois de apostar na nova Princesa Paramount de Summerhall.
Com Mestre Han, veio sua família, que inclui seus robustos filhos e sobrinhos, o que deixou algumas de suas senhoras mais velhas vibrando de alegria, especialmente quando tiraram as camisas para trabalhar nos campos quando Rhaera, Greer e suas senhoras vieram inspecioná-las, e sua única filha, Yanli, que mais tarde se juntou à sua família como sua mais nova dama, como um favor ao fazendeiro que se tornou senhor.
A jovem era uma adição encantadora à sua casa, pois ela era apta com línguas e arte básica de cura, e ensinava-lhes alegremente as línguas que conhecia em troca de aulas de Valiriano Comum e Alto.
Estava se tornando uma norma para sua família falar em idiomas diferentes a qualquer hora do dia, praticando a pronúncia uns com os outros, incluindo o pequeno Taelor.
A produção de arroz foi um grande sucesso, os grãos castanhos ajudaram a complementar os caldos e ensopados e as suas sobremesas de farinha de arroz foram um deleite popular, especialmente pelas suas cores e desenhos vibrantes.
***
Embora estivessem em suas terras a tempo o suficiente, Rhaera acreditava que so estava começando a pegar o jeito a poico tempo.
Havia muitas coisas a cuidar, planejar e negociar, muitos conflitos entre comerciantes e as vezes entre o próprio povo ou empregado, embora não fosse tanto, por sorte.
Meistre Han, deppos que Beron detalhou sobre as casas de vidro de Winterfell, afirmou com suas experiências com o solo e como achava que se pudessem fazer algo semelhante, as pessoas seriam capazes de cultivar culturas sustentáveis, no entanto havia o problema de encontrar vidro e o custo dele.
A Myr era atualmente o principal e melhor fornecedor de vidro do mundo conhecido. Seu vidro era bem trabalhado e valia seu peso em ouro e especiarias. Sem mencionar que a cidade fazia parte da Triarquia, o que era um problema por si só, visto que a Coroa apoiou os Velaryons durante a Guerra dos Degraus.
E mesmo que nao estivessem em guerra no momento, todos sabiam que era uma questão de quando e não de Se voltaram a atacar.
"Eles provavelmente oferecerão resistência quando se trata de comércio ou tentarão chegar a um acordo que traga mais benefícios para eles do que para nós", disse sei marido enquanto Sor Robert acrescentava:
“Há também a questão de como essas casas serão mantidas…” Ele disse, “A menos que os Pescadores estejam dispostos a carregar baldes de água para essas casas, não há como regá-las. um local adequado para construí-los",
Rhaera pensou sobre esse novo obstáculo enquanto olhava para os mapas à sua frente, girando o anel enquanto perguntava:
“E quanto à irrigação?"
Puxou um dos mapas para mais perto dela e apontou para o lago que ficava perto ao lado oeste seguindo por Jardim de Cima, e gesticulou para a terra ao redor.
"Se pudéssemos instalar as casas aqui, seríamos capazes de construir um sistema para regar?" as colheitas?"
"Acredito que isso poderia funcionar…”
Beron se aproximou e analisou detalhadamente, pegando uma pena e tinta enquanto criava como um canal do rio em direção a onde ficariam às casas de vidro.
"Precisaríamos que o terreno fosse examinado mais detalhadamente para ver se é possível."
"Muito bem. Se os seus estudos mostrarem que é possível, usaremos os meses de inverno para começar a procurar recursos. Dessa forma, poderemos nos concentrar em terminar os projetos na aldeia antes de começarmos as casas.”
respondeu elogiosamente.
“Nós temos os recursos para sobreviver aos meses de inverno quando essa hora chegar, e prefiro que nosso povo tenha abrigo do que esticá-los para começar os preparativos para algo que nós mesmos nem sabemos que vai começar.”
Seu marido pareceu concordar com ela e logo a reunião foi encerrada, e suspirando levemente, entregou o jovem bebê inquieto aos braços do suposto pai, que estava mais do qie disposto a isso.
Embora tivesse aceitado seu destino ao se casar com o estranho que era Beron Stark, sabia que isso poderia dar muito errado, e estava mais do que pronta em proteger a si mesmo e seu filho simplesmente o fazendo ser engolido por Canibal e fazer parecer ser um acidente ou que ele simplesmente tinha fugido com uma prostituta, ficou agradavelmente surpresa em ver que ele realmente tinha todos os mais fortes senso de justiça e lealdade do norte, mesmo em meio ao abandono.
Ele aceitou Taelor como se realmente fosse realmente seu, embora não tivesse nada em comum com o menino de quase um ano, e também estava mais do que receptivo em fazer a relação deles funcionar.
Até sua recuperação pós-parto eles nunca haviam se aproximado alem da cordialidade necessária, deixando as máscaras de cumplicidade e amor para o público. No entanto, Rhaera nao perdeu a forma como ele garantiu que seus quartos e do bebê tivessem com as lareiras limpas e funcionando.
Como enviaria alguém, geralmente um dos meninos que assumiu como pajem, ou uma de suas damas, para lhe entregar pequenos lanches ao ponto do dia.
Ou como havia estado em seu parto a todo o momento, segurando sua mão e ajudando Greer enquanto ela não conseguia pensar em mais nada além de dor.
Beron era um homem duro e forte, mas também nao era homem ruim. E pouco a pouco ambos foram se aquecendo ao redor, aceitando totalmente a vida que tinham e o que seria deles dali em diante.
Do que adiantaria passar sua vida ao lado de uma pessoa do qual não sentia nada além de resignação por terem se impostos a tal acordo?
Por isso ela não recusou seus avanços.
Não cancelou seus passeios ou caminhadas ao seu lado, não negou que se aproximasse do seu filho, que psra todos os efeitos era dele também.
Não o impediu de jantarem juntos ou irem ao escritório tomar uma taça de vinho depois, enquanto olhavam, lado a lado, as papeladas.
Tinha medo. Muito. A traição de seu irmão doeu. A falta de apoio e confiança de sua família também. Confiar nos outros era difícil, mas se você não consegue confiar em ninguém, mal conseguindo confiar em si mesma, o que você faz?
Quando você se perde, completamente, alguém precisará lhe ajudar a se encontrar. Muitas vezes serão aqueles ao seu redor. Amigos, família, mas e quando não há ninguém? E quando a luz no fundo do túnel se torna tão pequena e tão distante que você perde completamente a esperança?
Rhaera confiava em si mesma para sobreviver, para passar por isso. Mas não mentiria que após o parto, foi como se uma neblina espessa se apodera-se de si, a impedindo de sentir.
Se levantaria, arrumaria e trabalharia, lutaria por tufo com unhas e dentes. Enquanto um vazio a consumia de pouco a pouco até quase não restar nada.
Mas então havia.
E surpreendentemente foi Beron essa luz. Parecendo entender intimamente o que estava sentindo. Ele não falou, não pediu que dissesse ou explicasse. Simplesmente a puxou, e com vozes sussuradas a lembrou do que significava viver.
A dor pelo afastamento de sua família, da inação, do abandono, da negligência não intencional ainda doía terrivelmente, e ela nunca havia tido alguém com quem falar disso.
Jacaerys tinha mais atenção, como herdeiro. Lucerys era o doce menino e o favorito de sua mãe, assim como Aemma. Alyssa era a favorita do pai. O Rei era mais próximo de Jacaerys, como o jerdeiro, embora todos digam que ela era a sua favorita, depois da mudança para Dragonstone, não eram realmente próximos.
Rhaenys e Corlys tinham predileção por Rhaena, Baella e Aelor, como filhos da falecida filha deles.
Ela estava sozinha. E o pequeno Joffrey também. Ambos eram os esquecidos, chamandos a atenção só quando faziam algo que ninguém gostava.
Não que lhe maltrarassem durante sua infância e tal, era simplesmente…afastados.
Rhaera não imaginava como estava seu irmãozinho. Ele era o mais próximo dela, uma dupla que se uniram pela falta de atenção e os sussuros os circulando pela legitimidade questionável.
Beron a entendeu, a ouviu em meio aos sussuros dolorosos e soluços agudos. Ele a confortou, mas não simplesmente desprezou suas palavras, ignorou ou afirmou que passaria, não. Ele a lembrou que estavam longe deles. De ambas as famílias.
Que criaram algo por si mesmos e estavam livres agora. Soltos. Livres.
Ela mal podia realmente entender internamente o significado dessa palavra, mas parecia forte demais contra seu peito, que tentava agarrar algum sentimento, qualquer um, tão desesperadamente.
Liberdade.
Família.
Vida.
Ela não era deles mais. Eles não tinham mais direito a ela. A abandonaram, a esqueceram e atacaram.
Mas não precisava mais deles.
Ela conseguiu sua própria família. Talvez de maneira abrupta e confusa, em meio a um acordo um tanto questionável, mas conseguiu.
Ela tinha isso. Completa e seguramente agora.
Família.
Ela e ele. Taelor. Greer. Lolla e Kenna.
Liberdade. Summerhall.
Vida.
Ela estava viva. Ela podia sentir de novo.
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