Capítulo 9

Fechou a porta devagar e suspirou tranquilo por enfim conseguir colocá-los pra dormir, se virou para Sunghoon que estava ao seu lado e sorriu acanhando. Ainda estava tímido pelas coisas que seus filhos tinham falado.

-Você já vai embora? - pergunta receoso, esfregando as mãos.

-Acho que posso ficar mais um pouco. - sorriu para o Sim.

O moreno seguiu o mais velho até a cozinha a fim de fazer um sanduíche para ambos. Ele se sentou em frente a mesa enquanto Jake ia pegando os condimentos para o lanche.

-Eu não sei quase nada sobre você. - Jake disse.

-Minha vida não é tão interessante e animada como a sua. - Respondeu fazendo um biquinho enquanto olhava para as costas do Sim. - Bom, eu terminei o ensino médio, me formei em pedagogia, e tô trabalhando por um tempo naquela creche. Moro sozinho, tenho um gatinho preto chamado Louis e é isso.

-Ah, o tal gatinho que Niki vive falando. - riu brevemente.

-Por que você não adota um gato pra ele? Ele parece amar bichinhos.

-Eu pretendo adotar um a eles dois no aniversário deles que está chegando. - Colocou os pratos contendo os sanduíches sobre a mesa e pegou a jarra de suco de morango junto com dois copos. - Vou fazer uma surpresa pra eles. -Se sentou na frente a Sunghoon.

-Tenho certeza que eles vão amar. - Sunghoon sorriu e pegou um dos sanduíches. -E você? O que você faz? Me conte sobre a sua vida. -Deu uma mordida considerável no sanduíche de presunto e queijo e encarou o Sim. -Você tem cara de ser muito novo pra ser pai.

-Ah, é meio complicado. -Coçou a nuca. -Minha ex esposa engravidou cedo por irresponsabilidade nossa. Éramos adolescentes na época. Assim o Niki nasceu, um menininho fofo e cheio de sardinhas, ele era muito fofo quando bebê. -Sorriu pela lembrança do japones em seus braços, ele era tão miúdo e delicado. -Mas como eu disse, éramos novos demais na época, chegamos a casar um tempo depois do nascimento do Ni e não durou muito. Ela quis ir embora e eu apenas deixei, não adiantava insistir para ela ficar comigo e o Ni porque esse nunca foi o objetivo dela. Então quando o Niki completou três anos, eu vim para Coréia morar perto do meu irmão e construir minha família por aqui. Foi difícil no começo, mas consegui me adaptar aos poucos.

-E o Sunoo?

-Sunoo foi bem coisa do acaso mesmo, meu irmão faz trabalho voluntário em um orfanato e me chamou para ir ajudá-lo porque seria legal para Niki conhecer outras crianças porque ele era bastante tímido. Eu vi o Sunoo sentado em um canto afastado das outras crianças e também percebi que ele sempre ficava sozinho nas atividades do orfanato, então eu e o Ni fomos falar com ele - Os olhos de Sunghoon estavam presos nele, ele prestava atenção em cada palavra do australiano e achava bonito a forma como ele falava dos filhos. Ele era realmente um homem admirável. - Quando eu percebi Niki estava agarrado em Sunoo como um pequeno carrapato. Em apenas alguns minutos de conversa eu vi que ele era tão precioso e amoroso, apesar da timidez de falar comigo. Eu comecei a frequentar o orfanato e quando notei estava preso naquele menininho fofo e com feições semelhantes a de um solzinho. O processo de adoção foi um tanto demorado, mas eu consegui a guarda e o Sunoo é oficialmente meu filho há dois anos.

-Eu não sei o que falar, você é admirável. Os meninos tem muita sorte de te ter como pai. -Sunghoon proferiu com sinceridade. -Mas deve ser difícil organizar sua vida sendo pai de dois meninos.

-É, um pouco. - tomou um gole de suco. -Mas não me arrependo de ter deixado tudo para trás na Austrália e vindo para cá, e nem de ter adotado o Sunoo. Eles me deram motivo para acordar todos os dias e ir trabalhar. Eles me motivam a ser uma pessoa melhor todos os dias.

O Park não sabia o que falar, apenas tinha um sorriso pequeno em seus lábios, estava besta com  tudo o que Jake falou, ele era simplesmente um exemplo que queria seguir. Abandonou tudo para vim até um país desconhecido, construiu uma família linda e era tão esforçado e honesto. Sunghoon estava mesmo encantado por ele.

-Agora eu sou um solteirão de vinte e três anos que tem dois filhos para criar, casa para arrumar, roupas pra dobrar e uma dor na coluna que me faz repensar qual o sentido a vida. -Disse dramaticamente, se levantando e pegando os pratos e copos em cima da mesa levando até a pia.

Sunghoon riu pela fala do mais velho e ficou de pé também, caminhou até ele e ficou na sua frente. Tinha uma certa intensidade naquela troca de olhares, Jake sentiu seu estômago se embrulhar ao ter o moreno tão próximo. Receoso, ele cortou o pouco espaço que seus corpos tinham, puxando o menor pela cintura e colando seus corpos num calor agradável. Sunghoon passou seus braços ao redor do pescoço de Jake e sorriu para ele.

-O pedido de namoro ainda está de pé. -disse contra os lábios grossos do australiano. -Só falta você me pedir.

-Você aceitaria namorar com alguém tão sobrecarregado como eu?

-Hm, sim. -Deixou um selinho nos lábios alheios. -Eu adoraria namorar com você.

Enfim Jake cortou o pequeno espaço entre eles, juntou seus lábios aos do coreano, levando sua mão até a nuca do rapaz e aprofundando o beijo aos poucos, Sunghoon entrelaçou seus dedos nos fios da nuca de Jake e sorriu no meio do beijo.

-Agora você não é mais um solteirão de vinte e três anos. -Disse ao se separar dos lábios do loiro.

-Posso me acostumar com a ideia.- deu um selinho em Sunghoon, sorrindo para ele em seguida.

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