1º Suspiro.

***
Acordei mais uma vez naquela noite, fria e solitária.
Era triste abrir os olhos e encontrar o outro lado da cama vazio.
Pelo incrível que parece, eu ainda sentia seu cheiro, seu toque suave sobre minha pele, seus beijos longos e os enormes olhos azuis...

***

"Vai ficar mesmo bem?"– digo a Ana.

À solto de um longo abraço. Ela sorri para mim.

"Sim, pode confiar. Pode ir pai."– falou ela se grudando no seu namorado.

"Minha filha."

Dou novamente um abraço nela. Tio Ítalo aparece com minhas malas.

"Vou cuidar dela."– falou ele.

Última chamada para o voou 420, para Paris, França._ falou uma voz feminina.

"Alec, nós vamos voltar daqui duas semanas."_ falou Scarlet.

Pego minha mala e sigo junto dela para a aeronave.

***

13 anos atrás...

"Mr. Johan..."– falou Sávio, ele saio do banheiro com um lindo smoking preto.

Dou um sorriso para ele, segurando em minha cintura, ele me aproxima de seu corpo e beija meus lábios.

"Acho que tem alguém vigiando a gente..."

Me viro para trás, vejo Ana se escondendo na frecha da porta do quarto onde estávamos hospedados.

"Olá, querida."– disse.

Ela estava sorridente e com uma roupinha da Branca de neve, que sua tia Elena havia dado.

"Irão sair?"

Me ajoelho na sua frente, ficando do mesmo tamanho dela.

"Eu e o papai vamos sair para jantarmos."

Sávio se aproximou de nós e se agachou também.

"Não se preocupe, a babá já estar chegando."– falou.

A campainha tocou. Sávio se levantou para abrir a porta.

Peguei Ana no colo, fomos para sala de estar, onde a Sra. Franschuar estava nos esperando.
Sávio se comunicava com ela em francês.

"Vamos querido."– falou pegando minha mão.

Dou um último beijo em Ana, e saímos.

"Acho que não deveríamos ter deixado ela com aquela senhora que não sabe falar nossa língua."– digo preocupado com minha filha.

"Vai ficar tudo bem."– falou beijando meu maxilar.

Dou um sorriso para ele.
Iríamos jantar em um restaurante que ele próprio havia escolhido. Saímos caminhando ao ar livre, a intenção de Sávio para nossa viajem a Paris, era conhecermos tudo andando. Onde nem sempre precisaríamos de um carro para nos levar.

Passamos por debaixo da Torre Eiffel, alguns pingos de chuva começaram a cair. Sávio tirou seu paletó e pôs em cima de mim, mais a chuva havia nos pagado. Saímos correndo até o restaurante, algumas pessoas nos olharam com diferença no local.

O garçom deixou o menu e se retirou para atender um casal de senhores que estavam duas mesas da nossa.

Sávio me olhou e sorrio. Pegando a minha mão ele diz:

"Sei que não tenho mais tanto tempo assim. Mais quero te perguntar... era para ser algo mais romântico... Mais..."

Ele se ajoelhou no chão e de seu bolso pegou uma caixinha vermelha. No seu rosto, um sorriso se formou.

"Alec Claire Johan, que se casar novamente comigo?"– perguntou.

Fiquei sem reação, as pessoas que antes nos olhavam estranho, agora estavam admirando o segundo ato de amor de Sávio Johan.

"Sim, sim. Mil vezes, Sim!"

Seguro no seu rosto e beijo sua boca. Sávio retirou o antigo anel de noivado e em meu dedo pôs o novo, que tinha uma pedra de brilhante.

"Você é louco, Savio Johan."

"Já disse isso. Eu sou louco só por você!"

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