baile parte um
Logo chegou o final de semana e eu não estava preparada psicologicamente para o baile que minha família estava prestes a dar, convenhamos que nunca fui fã desses eventos, aqueles velhos interesseiros mentirosos e gananciosos sabem que eu nunca me encaixei nesse mundo, mas nunca pude deixar de lado esse e esse é o meu maior arrependimento.
Então hoje mostraria a todos eles como eu era superior a eles. Hoje eu daria adeus a essa etapa de minha vida e começar uma nova com Apollo, que me ensinou o que é o amor e esperança, e cada vez mais eu me apaixono por ele, pelo seu verdadeiro ser.
Tomo um longo banho com rosas e alguns óleos para hidratar a pele e deixá-la brilhando como uma porcelana. Depois que saio do banho, pego o vestido que apollo escolheu para mim, era lindo em tom azul marinho com detalhes de azul royal, um corpete que realçava os meus seios em detalhes bordados em dourado, em cima da saia tinha uns desenhos em renda .
Me olho do espelho e o vestido ficou perfeito em mim, agora só faltava o cabelo e maquiagem, logo começo fazendo um traça raiz e alguns instantes depois de fazê-la eu enrolo a mesma tipo coque, formando uma flor em meu cabelo, coloco uma tiara simples com algumas turquesas, o colar da mesma pedra com detalhes em diamante e o brinco de diamantes, por fim a maquiagem. Primeiro pego a sombra em tom prata com dourado puxado pro rose e faço um esfumado com essas cores, desenho um olho de gato para marcar, depois passo base e por último o batom em tom nude, dando leve aumento em minha boca. Olho do espelho novamente e até que não ficou ruim, por último visto meu sapato em tom cinza com alguns detalhes de rosas em tom azulado em seu salto também .
Depois de respirar profundamente eu desço as escadas, Apollo estava me esperando com seu sorriso lindo e seu terno tradicional, ele parecia um príncipe saído do contos de fadas.
- Sofia, você está tão bela, mais belas que a própria Afrodite. - me elogiou e deixou um leve beijo em minha mão.
- Obrigada, Apollo, pelo elogio. Você está radiante, tenho certeza que ninguém tirará os olhos de você, sinto-me um pouco enciumada. - sorri para ele.
Ele segurou em meu braço, me levando até a limousine e juntos fomos até castelo da minha família, onde será realizado o baile. Logo chegamos lá e já entramos na cova dos leões que querem me devorar essa noite, e logo todos já me olhavam como se fosse eu fosse a própria rainha.
Que começe a guerra!
Em todo salão tocava uma música linda, com orquestra e instrumentos, ao redor todos conversavam e tomavam as bebidas e eu estava começando a me arrepender de ter vindo a esse baile, esse não é o meu lugar. Só queria um cobertor, um bom filme e os abraços do Apollo .
- Sofia, me daria a honra de um dança? - diz, me estendendo a sua mão e me guiando para o centro do salão
Nos curvamos um ao outro e começamos a dançar com a música tocada, uma das minhas preferidas de As crônicas de Gelo e Fogo, os nossos corpos moviam-se de uma lado para o outro em perfeita sintonia, a mão firme do Apollo segurava a minha cintura e, vez ou outra, uns leves apertos eram deixados no local, enquanto a outra segurava delicadamente a minha mão, que suava de um jeito absurdo, tenho certeza que ele já percebeu. A minha mão livre estava espalmada em seu ombro, e estávamos tão próximos um do outro que eu era capaz de ouvir e sentir a sua respiração quente em meu ouvido, ele até sussurrava algumas partes da melodia da música, certeza que ele se lembra de quando assistimos a série juntos outro dia.
Todos presente no salão nos secavam e admiravam o quão lindo somos juntos, parecia cena de filme da Disney, onde o príncipe rodopia pelo salão com a sua amada nos braços, arrancando suspiros de todos ali.
Pus a minha cabeça sobre o ombro do Apollo e pude sentí-lo suspirar profundamente, ele me aperta mais um pouco e o meu coração acelera, tão freneticamente que acho que ele é capaz de ouvir, logo o perfume dele me invade e automaticamente eu fecho os olhos, me afogando naquele cheiro maravilhoso, deixando a música e as mão do Apollo me guiarem.
Mãos de Ouro
Ele percorreu as ruas da cidade
Desde sua colina no planalto
Sobre as pradarias, os degraus e os paralelepípedos
Ele cavalgou para o suspiro de uma mulher
Pois ela era seu tesouro secreto
Ela era sua vergonha e seu êxtase
E uma corrente e uma amarra não são nada
Comparado com o beijo de uma mulher
Pois mãos de ouro sempre são frias
Mas as mãos de uma mulher são quentes
Pois mãos de ouro sempre são frias
Mas as mãos de uma mulher são quentes
Depois que terminamos a dança todos ainda nos olhavam, principalmente meu pai e família Valleys, que querem me casar com o filho deles, eles encaram o Apollo como se fosse algo a ser destruído, mas eu não vou deixar isso acontecer, irei destruí-los antes disso.
Puxo Apollo para tomar um vinho comigo e rimos dos assuntos que ele me contava sobre sua família, quem diria que os deuses também possuem esses dias de confusão. Tenho certeza me daria bem com Hermes e Dioniso, eles me parecem bem divertidos.
- Sofia, não vai apresentar seu amigo ao seu pai ? - meu pai apareceu do nada com aquele sorriso sínico
- Claro, onde eu deixei minha educação? Me desculpe, senhor meu pai. Esse é o Apollo, meu noivo. Apollo, esse homem em minha frente é o meu pai. - digo ironicamente.
- Sofia, o que acha que está fazendo? Você é uma nobre, deveria se casar e preservar a família, não se envolver com qualquer um. Estou desapontado com você, mas ainda há chances de mudar de ideia, largar aquela faculdade e se casar com o Valleys.
- Ah, parece que senhor esqueceu de um detalhe, então deixa eu te lembrar. Se eu quiser posso acabar com essa família, não se esqueça que a nossa prima, Rainha Elizabeth, me vê como sua net , o que ela faria com senhor descobrir o que você fez comigo todos esses anos? Seria um grandes caos e eu adoraria ver isso, afinal, poder é poder.
Meu pai me encarava incrédulo, totalmente boquiaberto, ele abriu a boca algumas vez, mas não conseguiu se defender nem me rebater, aproveitei a deixa e sai correndo de lá com Apollo para o jardim.
Eu olhava para estelas e sem perceber meus olhos se enchem de lágrimas...
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